O tempo que eu levo de Diadema até Campinas é exatamente 3 horas, tanto a ida como a volta. São 30 minutos à pé de casa até a Rodoviária de Diadema, mais 30 minutos da Rodoviária até a Estação Jabaquara do Metrô, mais 30 minutos do Jabaquara até o Tietê, e mais uma hora e meia da Rodoviária do Tietê até o cruzamento da Estrada do Anhanguera e a Av Amoreiras, em Campinas.
É uma viagem bastante agradável, você só vê montanhas, morro, capim, árvores e mato, e só nesse momento é que você consegue refletir sobre a vida, de quanto tempo passou, se valeu a pena ter vivido tudo isso para ter a certeza de que não aprendeu nada, etc, e aí você pega no sono, e quando você abre o olho, você corre desesperado até o motorista, pedindo para parar o ônibus.
Eu vou a Campinas pelo menos uma vez por ano.
Mas na minha volta, pela primeira vez um vi uma placa no acostamento da Rodovia Bandeirantes que me deixou intrigado. Era um enorme E com um X encima dele. Tive que esperar até voltar em Diadema, pois a bateria do meu iPhone estava quase terminando. Chegando em Diadema, eis que o Google me explicou que se trata da seguinte mensagem: "Proibido Parar e Estacionar".
Essa é nova para mim.
Mas fico imaginando na tese espírita de que desencarnamos na hora de nossa morte e da Terra, vamos direto para o Nosso Lar. A minha dúvida é a seguinte: existe placa de sinalização daqui até lá, ou a gente é simplesmente rebocado pelos guinchos espirituais?
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domingo, 20 de maio de 2012
3 horas
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Frank K Hosaka
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11 anos
Essa é a décima e primeira vez que participo da festa de aniversário do Diego, em Campinas. Dessa vez, eu tinha duas tarefas, consertar o iPod e montar o novo micro. Pensei em levar o notebook, mas como eu ia montar um novo micro, deixei o meu notebook de lado.
Eu detesto montar micros, eles têm cabos demais, eu já não tenho PC em casa já faz muito tempo, apesar da Lilian viver reclamando que falta um. Quando terminei de montar o micro, eis a surpresa, não era Windows mas sim uma versão do Linux que eu não conhecia. Então, fiquei sabendo que o Vanderlei é que havia comprado o micro. O Vanderlei é um desses tios do Diego que não aparece em seu aniversário já faz muito tempo, aliás, nessa festa, a esposa do Vanderlei também não apareceu.
Era tão pouca gente, que dessa vez eu consegui conversar mais, participar mais da festa. Ali na mesa da cozinha, haviam duas moças. Uma delas, chama-se Fran. Durante dez aniversários, sempre houve uma ligeira confusão entre os nomes, ela tem quase o mesmo nome que o meu. Mas, dessa vez, fiquei sabendo que ela trabalha numa creche da prefeitura, e também estava lá uma outra funcionária, falando do seu desespero que é trabalhar no berçário, ela só não sai de lá, pois ainda não conseguiu encontrar outra colocação dentro da prefeitura. Apesar do descaso do atual prefeito, que vai aumentar a sua remuneração em 100% e dos demais funcionários em 5%, ele conseguiu comprar um enorme fogão para as creches. O problema é que o fogão não cabe na cozinha, "é um desperdício de recurso, quando o correto é valorizar mais os monitores das creches ou, pelo menos, tirar os capins das praças".
"Capim? Que capim?" Perguntei. "É que você só aparece de noite aqui em Campinas, só de dia é que você consegue enxergar a pouca vergonha desse prefeito", continuou a mãe do Diego.
Enfim, a mãe do Diego não ficou nada contente ao saber que eu não podia consertar o iPod. Para consertar um brinquedo desses é necessário o Windows e o iTunes. A mãe do Diego decidiu telefonar para a esposa do Vanderlei, e eu pedi para ela pegar o iPod e tentar consertar no sitio onde ela mora, onde o Vanderlei tem um computador a base de Windows.
A Fran ouviu toda a conversa e comentou que detesta o iTunes, que é uma porcaria, e é difícil gerenciar as músicas através dele. Apesar de eu ser usuário do iPhone, na hora decidi marcar presença, concordando com a Fran, afirmando que o iTunes é uma porcaria mesmo, mas era o único meio que eu conhecia para consertar o iPod. E por cinco minutos consegui um pouco de silêncio, todos ouvindo a minha pequena aula de Linux, elogiando a escolha do Vanderlei. O Diego já havia infectado tanto o PC de sua mãe com os vírus com os jogos que ele pega do seus amigos, tornando o PC de sua mãe um aparelho inútil, principalmente na mão de pseudo técnicos de Campinas "que enchem o gabinete de durex", que eu achei muito sábio a decisão do Vanderlei.
Só não sei por quanto tempo o Linux vai aguentar o Diego. Como ele já tem onze anos, dentro de pouco tempo ele vai saber que é possível instalar o Windows no novo micro com apenas R$ 10,00, o único problema é quem vai instalar o Windows - se depender de mim ou do Vanderlei, o Windows não será instalado tão cedo, pois o Linux é o melhor sistema operacional para esse pequeno psicopata que gosta de jogar futebol num quintal com os seus primos e amigos cheio de janelas e portas de vidro.
Eu detesto montar micros, eles têm cabos demais, eu já não tenho PC em casa já faz muito tempo, apesar da Lilian viver reclamando que falta um. Quando terminei de montar o micro, eis a surpresa, não era Windows mas sim uma versão do Linux que eu não conhecia. Então, fiquei sabendo que o Vanderlei é que havia comprado o micro. O Vanderlei é um desses tios do Diego que não aparece em seu aniversário já faz muito tempo, aliás, nessa festa, a esposa do Vanderlei também não apareceu.
Era tão pouca gente, que dessa vez eu consegui conversar mais, participar mais da festa. Ali na mesa da cozinha, haviam duas moças. Uma delas, chama-se Fran. Durante dez aniversários, sempre houve uma ligeira confusão entre os nomes, ela tem quase o mesmo nome que o meu. Mas, dessa vez, fiquei sabendo que ela trabalha numa creche da prefeitura, e também estava lá uma outra funcionária, falando do seu desespero que é trabalhar no berçário, ela só não sai de lá, pois ainda não conseguiu encontrar outra colocação dentro da prefeitura. Apesar do descaso do atual prefeito, que vai aumentar a sua remuneração em 100% e dos demais funcionários em 5%, ele conseguiu comprar um enorme fogão para as creches. O problema é que o fogão não cabe na cozinha, "é um desperdício de recurso, quando o correto é valorizar mais os monitores das creches ou, pelo menos, tirar os capins das praças".
"Capim? Que capim?" Perguntei. "É que você só aparece de noite aqui em Campinas, só de dia é que você consegue enxergar a pouca vergonha desse prefeito", continuou a mãe do Diego.
Enfim, a mãe do Diego não ficou nada contente ao saber que eu não podia consertar o iPod. Para consertar um brinquedo desses é necessário o Windows e o iTunes. A mãe do Diego decidiu telefonar para a esposa do Vanderlei, e eu pedi para ela pegar o iPod e tentar consertar no sitio onde ela mora, onde o Vanderlei tem um computador a base de Windows.
A Fran ouviu toda a conversa e comentou que detesta o iTunes, que é uma porcaria, e é difícil gerenciar as músicas através dele. Apesar de eu ser usuário do iPhone, na hora decidi marcar presença, concordando com a Fran, afirmando que o iTunes é uma porcaria mesmo, mas era o único meio que eu conhecia para consertar o iPod. E por cinco minutos consegui um pouco de silêncio, todos ouvindo a minha pequena aula de Linux, elogiando a escolha do Vanderlei. O Diego já havia infectado tanto o PC de sua mãe com os vírus com os jogos que ele pega do seus amigos, tornando o PC de sua mãe um aparelho inútil, principalmente na mão de pseudo técnicos de Campinas "que enchem o gabinete de durex", que eu achei muito sábio a decisão do Vanderlei.
Só não sei por quanto tempo o Linux vai aguentar o Diego. Como ele já tem onze anos, dentro de pouco tempo ele vai saber que é possível instalar o Windows no novo micro com apenas R$ 10,00, o único problema é quem vai instalar o Windows - se depender de mim ou do Vanderlei, o Windows não será instalado tão cedo, pois o Linux é o melhor sistema operacional para esse pequeno psicopata que gosta de jogar futebol num quintal com os seus primos e amigos cheio de janelas e portas de vidro.
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Frank K Hosaka
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sábado, 19 de maio de 2012
O fim do controle de Calendário no Access 2010
Desde 1990 até o Access 2007 é que eu vinha usando o controle do Calendário nos formulários para filtrar os lançamentos contábeis através de uma data escolhida. Comecei a estudar o Access 2010 hoje, e fiquei desgostoso ao saber que a migração não vai ser nada fácil. A primeira coisa que o Access 2010 me advertiu é que tenho que estudar um pouco mais para atualizar as minhas chamadas aos APIs, principalmente quando o ambiente é o Windows 7 de 64 bits.
Navegando a esmo pelo Google, finalmente encontrei um texto que explica como poderia resolver o problema do calendário: simplesmente você não usa mais nenhuma OCX, uma simples caixa de texto já resolve tudo. Ou seja, junto com o calendário, eu usava um botão para voltar à data atual, e um outro botão para tornar visível o controle do calendário para poder navegar entre as datas; enfim, eu tinha uma dúzia de rotinas que tornavam possível navegar no diário contábil, escolhendo uma data.
Já a caixa de texto é uma novidade para mim. Existem várias propriedades na caixa de texto, e para o calendário dele funcionar, defini os seguintes parâmetros:
Mostrar Selecionador de Datas -> Para Datas
Fonte do controle -> Vazio
Formato -> Data abreviada
O formulário chama-se frmDiário, ele tem uma caixa de texto chamado txtCalendário e um subformulário chamado fsubDiário. Quando o frmDiário é aberto, ele dispara o seguinte comando:
Sub Form_Load ( )
txtCalendário = Date
End Sub
O fsubDiário está vinculado ao txtCalendário, através das seguintes propriedades:
Vincular campos mestres -> txtCalendário
Vincular campos filho -> [Data]
O problema é que nada disso parece óbvio, lembra muito o famoso celular da Apple, o iPhone. Você precisa se familiarizar com a nova funcionalidade da caixa de texto. Para você visualizar o calendário, você precisa clicar na data, dentro do txtCalendário. Do lado direito, então, é que surge um calendário. Mas navegando pelo calendário, nada acontece, assim, eu fui obrigado a criar a seguinte rotina:
Sub txtCalendário_Change ( )
fsubDiário.SetFocus
End Sub
Só assim, o subformulário acompanha a data escolhida. O problema é que ele não soma os débitos e os créditos que eu defini no rodapé do fsubDiário, ele só apresenta esses valores se eu clicar com o mouse na área do subformulário. Como o Windows 7 de 64 bits é extremamente rápido, praticamente não é necessário criar código nenhum para resolver esse problema. Achei esse recurso interessante, e ele também funciona no Access 2007, só que não é qualquer usuário que está acostumado com o novo modismo do iPhone. Depois que você aprende a usar parece fácil, mas para explicar é que são outros quinhentos.
-----------------------------
Para rodar o Access 2007 e o Access 2010 no mesmo micro, eu tive que particionar o HD, instalando o Windows 7 e o Office 2010 Professional na nova partição. Na hora que o Notebook é aberto, existe um menu que pede para você selecionar o sistema operacional, o duro é que os dois têm o mesmo nome. Para particionar um HD, sem perder informação e sem usar aquelas complicadas linhas de comando, veja esse vídeo no YouTube: http://www.youtube.c...R&v=Jr0jI6P1p78
Navegando a esmo pelo Google, finalmente encontrei um texto que explica como poderia resolver o problema do calendário: simplesmente você não usa mais nenhuma OCX, uma simples caixa de texto já resolve tudo. Ou seja, junto com o calendário, eu usava um botão para voltar à data atual, e um outro botão para tornar visível o controle do calendário para poder navegar entre as datas; enfim, eu tinha uma dúzia de rotinas que tornavam possível navegar no diário contábil, escolhendo uma data.
Já a caixa de texto é uma novidade para mim. Existem várias propriedades na caixa de texto, e para o calendário dele funcionar, defini os seguintes parâmetros:
Mostrar Selecionador de Datas -> Para Datas
Fonte do controle -> Vazio
Formato -> Data abreviada
O formulário chama-se frmDiário, ele tem uma caixa de texto chamado txtCalendário e um subformulário chamado fsubDiário. Quando o frmDiário é aberto, ele dispara o seguinte comando:
Sub Form_Load ( )
txtCalendário = Date
End Sub
O fsubDiário está vinculado ao txtCalendário, através das seguintes propriedades:
Vincular campos mestres -> txtCalendário
Vincular campos filho -> [Data]
O problema é que nada disso parece óbvio, lembra muito o famoso celular da Apple, o iPhone. Você precisa se familiarizar com a nova funcionalidade da caixa de texto. Para você visualizar o calendário, você precisa clicar na data, dentro do txtCalendário. Do lado direito, então, é que surge um calendário. Mas navegando pelo calendário, nada acontece, assim, eu fui obrigado a criar a seguinte rotina:
Sub txtCalendário_Change ( )
fsubDiário.SetFocus
End Sub
Só assim, o subformulário acompanha a data escolhida. O problema é que ele não soma os débitos e os créditos que eu defini no rodapé do fsubDiário, ele só apresenta esses valores se eu clicar com o mouse na área do subformulário. Como o Windows 7 de 64 bits é extremamente rápido, praticamente não é necessário criar código nenhum para resolver esse problema. Achei esse recurso interessante, e ele também funciona no Access 2007, só que não é qualquer usuário que está acostumado com o novo modismo do iPhone. Depois que você aprende a usar parece fácil, mas para explicar é que são outros quinhentos.
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Para rodar o Access 2007 e o Access 2010 no mesmo micro, eu tive que particionar o HD, instalando o Windows 7 e o Office 2010 Professional na nova partição. Na hora que o Notebook é aberto, existe um menu que pede para você selecionar o sistema operacional, o duro é que os dois têm o mesmo nome. Para particionar um HD, sem perder informação e sem usar aquelas complicadas linhas de comando, veja esse vídeo no YouTube: http://www.youtube.c...R&v=Jr0jI6P1p78
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
O suposto vírus
A Lilian reclamou que o vírus voltou no Notebook da Itautec, e deixou o aparelho comigo. Eu pensei em levá-lo de volta ao Edson, mas pensei, pensei e pensei, e decidi estudar um pouco sobre os vírus, com o tradicional Google. Li vários textos, um dizia que o vírus é um produto inventado por quem vende anti-vírus. Outro dizia que é inútil formatar o HD, pois o vírus se esconde na memória do computador para depois voltar com segurança no HD. Enfim, depois de ler tanto texto inútil, decidi me reportar ao Norton.
No portal do Norton, eles oferecem de maneira gratuita o Norton Eraser, mas ele não localizou nenhum vírus. Então, o Nortou sugeriu o Norton Power Eraser, que também não localizou nenhum vírus. Finalmente, o Norton ofereceu o Norton Bootable, você monta um CD com um Windows básico e o serviço de varredura do HD - nesse caso, você precisa ser cliente do Norton, o que eu já sou desde 1990. O disco de boot do Norton, no entanto, também não detectou nada.
Finalmente, eu decidi pegar o meu HD externo, onde eu consegui instalar o Ubuntu. Depois do boot, eis a surpresa: antes que eu pudesse me logar no Ubuntu, ele já havia aberto umas quatro janelas na área de trabalho. Isso é um absurdo. Vírus é um programa chato que torna o Windows inoperacional, mas vírus no Ubuntu (uma variante do Linux), isso é novidade.
Conversando com o Edson, chegamos à conclusão de que não se trata de um vírus, mas sim de problema no hardware. Como o notebook do Itautec custa apenas R$ 1.200,00 é fácil concluir que o pessoal da fábrica não tem ninguém na área de controle e qualidade, e vende esse aparelho de baciada nas prateleiras da Magazine Luiza. Eu gostei bastante do Itautec, principalmente o preço, mas como não existe assistência técnica em Diadema, eu decidi estudar um pouco mais o problema.
Tudo o que o suposto vírus faz é abrir janelas do navegador, praticamente o programa mais usado nos PCs de hoje. A pergunta é: como um simples mortal pode abrir o navegador? A resposta é simples: apertando o botão Web, de acordo com o Edson. Então, quando o suposto vírus abria o navegador, eu já apertava duas vezes o botão Web do notebook. E assim descobri que o suposto vírus parava de abrir janelas. Desconfio que o teclado foi montado em Aceburgo, bem no começo de Minas Gerais. Passei a dica para a minha sobrinha e devolvi o notebook.
Agora, estou de volta à minha rotina, e o primeiro texto que eu vejo é o do fim do mundo, da Selma. Eu também fiz as minhas previsões catastróficas, eu acreditava que o mundo iria acabar em 1984, baseado num romance de Arthur C Clarke "1984, a escolha do futuro". E acabou mesmo, foi o último ano em que eu e a princesa trabalhamos juntos na mesma fábrica, em Campinas. De lá, voltei para São Paulo, é a cidade do corre-corre. Aqui o tempo voa, a gente vive só de comer. Em Campinas, sempre botava a minha cabeça para funcionar, arquitetando um plano para roubar o abraço da princesa. Aqui, não, tem o MB, o Adilson, o William, testando e testando a minha paciência... sim, o mundo acabou em 1984.
No portal do Norton, eles oferecem de maneira gratuita o Norton Eraser, mas ele não localizou nenhum vírus. Então, o Nortou sugeriu o Norton Power Eraser, que também não localizou nenhum vírus. Finalmente, o Norton ofereceu o Norton Bootable, você monta um CD com um Windows básico e o serviço de varredura do HD - nesse caso, você precisa ser cliente do Norton, o que eu já sou desde 1990. O disco de boot do Norton, no entanto, também não detectou nada.
Finalmente, eu decidi pegar o meu HD externo, onde eu consegui instalar o Ubuntu. Depois do boot, eis a surpresa: antes que eu pudesse me logar no Ubuntu, ele já havia aberto umas quatro janelas na área de trabalho. Isso é um absurdo. Vírus é um programa chato que torna o Windows inoperacional, mas vírus no Ubuntu (uma variante do Linux), isso é novidade.
Conversando com o Edson, chegamos à conclusão de que não se trata de um vírus, mas sim de problema no hardware. Como o notebook do Itautec custa apenas R$ 1.200,00 é fácil concluir que o pessoal da fábrica não tem ninguém na área de controle e qualidade, e vende esse aparelho de baciada nas prateleiras da Magazine Luiza. Eu gostei bastante do Itautec, principalmente o preço, mas como não existe assistência técnica em Diadema, eu decidi estudar um pouco mais o problema.
Tudo o que o suposto vírus faz é abrir janelas do navegador, praticamente o programa mais usado nos PCs de hoje. A pergunta é: como um simples mortal pode abrir o navegador? A resposta é simples: apertando o botão Web, de acordo com o Edson. Então, quando o suposto vírus abria o navegador, eu já apertava duas vezes o botão Web do notebook. E assim descobri que o suposto vírus parava de abrir janelas. Desconfio que o teclado foi montado em Aceburgo, bem no começo de Minas Gerais. Passei a dica para a minha sobrinha e devolvi o notebook.
Agora, estou de volta à minha rotina, e o primeiro texto que eu vejo é o do fim do mundo, da Selma. Eu também fiz as minhas previsões catastróficas, eu acreditava que o mundo iria acabar em 1984, baseado num romance de Arthur C Clarke "1984, a escolha do futuro". E acabou mesmo, foi o último ano em que eu e a princesa trabalhamos juntos na mesma fábrica, em Campinas. De lá, voltei para São Paulo, é a cidade do corre-corre. Aqui o tempo voa, a gente vive só de comer. Em Campinas, sempre botava a minha cabeça para funcionar, arquitetando um plano para roubar o abraço da princesa. Aqui, não, tem o MB, o Adilson, o William, testando e testando a minha paciência... sim, o mundo acabou em 1984.
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Frank K Hosaka
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domingo, 13 de maio de 2012
Consegui instalar o Ubuntu no HD Externo
Depois de seis tentativas fracassadas, finalmente consegui instalar o Ubuntu no HD Externo da Samsung de 500 gb.
Eu tenho um notebook com Windows 7. A primeira vez que instalei o Ubuntu no HD Externo não tive nenhum problema. O problema foi quando tirei o HD Externo do notebook, o Grub não foi carregado e assim não consegui usar o Windows 7. Para corrigir isso, eu utilizei o disco de instalação do Windows 7, e executei o comando bootsect /nt60 ALL /force /mbr, só não lembro como consegui chegar no prompt de comando. Depois que arranquei o grub do notebook, aí foi o HD Externo é que não conseguia carregar o Ubuntu.
Outra tentativa fracassada que vale a pena comentar é essa ideia de tratar o HD Externo como se fosse um pendrive, eu segui o tutorial que encontrei no Google, e o que acabei tendo foi uma cópia básica do Ubuntu, onde você precisa definir a senha da rede wifi toda vez que você usar o Ubuntu, ou seja, faz a mesma coisa que o disco de instalação, só que mais rápido.
O grande truque mesmo está no programa de instalação. Se você souber um pouco de inglês, onde estiver escrito "Device for boot load installation", leia-se "onde você quer enfiar o Grub", geralmente ele aponta para o disco sda, quando o melhor é o disco sdb. Se você colocar o Grub no disco sda, isso pressupõe que você nunca vai tirar o HD externo do notebook; e colocando o Grub no sdb, ou seja, no HD externo, você pode executar o Ubuntu em qualquer micro, é claro, se a placa mãe der suporte a boot em dispositivos móveis. Agora tenho um micro que roda o Ubuntu, quando estiver com o HD externo, e o Windows 7, quando estiver sem o disco externo.
Claro que tudo isso não passa de uma grande besteira, uma vez que o HD do notebook suporta os dois sistemas ao mesmo tempo. Eu trabalho com o Office de 32 bits lá de 2007, mas eu queria mesmo conhecer o poder do Office 2010 de 64 bits (a minha sobrinha tem uma cópia desse programa, e eu achei muito rápido), assim comprei o HD Externo na esperança de estudar o mundo dos 64 bits, mas não consegui instalar o Windows no HD. Eu vi alguns tutoriais no YouTube e até cheguei no portal do NT6.X Fast Installer, mas o máximo que consegui foi uma tela azul no notebook. Já o Ubuntu faz do jeito que eu queria que o Windows funcionasse, fazendo tudo no HD Externo, atualizar e guardar as configurações e sem mexer em nada no notebook. Outra alternativa é eu atualizar o meu notebook, mas eu já fiz alguns testes no notebook da minha sobrinha, e muitos dos meus formulários que inventei no Office 2007 de 32 bits não funcionam no mundo do Office 2010 de 64 bits, foi por isso que comprei o HD Externo. Mas, no momento, o máximo que consegui foi fazer o Ubuntu funcionar dentro dele.
Eu tenho um notebook com Windows 7. A primeira vez que instalei o Ubuntu no HD Externo não tive nenhum problema. O problema foi quando tirei o HD Externo do notebook, o Grub não foi carregado e assim não consegui usar o Windows 7. Para corrigir isso, eu utilizei o disco de instalação do Windows 7, e executei o comando bootsect /nt60 ALL /force /mbr, só não lembro como consegui chegar no prompt de comando. Depois que arranquei o grub do notebook, aí foi o HD Externo é que não conseguia carregar o Ubuntu.
Outra tentativa fracassada que vale a pena comentar é essa ideia de tratar o HD Externo como se fosse um pendrive, eu segui o tutorial que encontrei no Google, e o que acabei tendo foi uma cópia básica do Ubuntu, onde você precisa definir a senha da rede wifi toda vez que você usar o Ubuntu, ou seja, faz a mesma coisa que o disco de instalação, só que mais rápido.
O grande truque mesmo está no programa de instalação. Se você souber um pouco de inglês, onde estiver escrito "Device for boot load installation", leia-se "onde você quer enfiar o Grub", geralmente ele aponta para o disco sda, quando o melhor é o disco sdb. Se você colocar o Grub no disco sda, isso pressupõe que você nunca vai tirar o HD externo do notebook; e colocando o Grub no sdb, ou seja, no HD externo, você pode executar o Ubuntu em qualquer micro, é claro, se a placa mãe der suporte a boot em dispositivos móveis. Agora tenho um micro que roda o Ubuntu, quando estiver com o HD externo, e o Windows 7, quando estiver sem o disco externo.
Claro que tudo isso não passa de uma grande besteira, uma vez que o HD do notebook suporta os dois sistemas ao mesmo tempo. Eu trabalho com o Office de 32 bits lá de 2007, mas eu queria mesmo conhecer o poder do Office 2010 de 64 bits (a minha sobrinha tem uma cópia desse programa, e eu achei muito rápido), assim comprei o HD Externo na esperança de estudar o mundo dos 64 bits, mas não consegui instalar o Windows no HD. Eu vi alguns tutoriais no YouTube e até cheguei no portal do NT6.X Fast Installer, mas o máximo que consegui foi uma tela azul no notebook. Já o Ubuntu faz do jeito que eu queria que o Windows funcionasse, fazendo tudo no HD Externo, atualizar e guardar as configurações e sem mexer em nada no notebook. Outra alternativa é eu atualizar o meu notebook, mas eu já fiz alguns testes no notebook da minha sobrinha, e muitos dos meus formulários que inventei no Office 2007 de 32 bits não funcionam no mundo do Office 2010 de 64 bits, foi por isso que comprei o HD Externo. Mas, no momento, o máximo que consegui foi fazer o Ubuntu funcionar dentro dele.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
O Vírus
Apesar de eu conviver no mundo da informática há muito tempo, só ontem de meia noite é que eu tive o meu primeiro contato com um vírus de computador. Era o notebook da Itautec da minha sobrinha, sem fazer nada, o Windows abria uma janela do Chrome. Eu tentei digitar algo, mas aí surgiu outra janela do navegador Chrome, enfim não era possível navegar nessas condições.
A primeira coisa que eu fiz foi desinstalar o Chrome. Mas, aí, o Windows começou a abrir janelas do Internet Explorer. Enfim, deduzi que a principal tarefa do vírus era abrir várias janelas do navegador definido como padrão no sistema.
Enfim, não sabia o que fazer. Como eu vivo muito no mundo católico, aquele castigo que estava enfrentando só tinha um culpado: eu mesmo. Todo mundo debochava da minha confiança no Norton AntiVirus, e quando passei o notebook para a minha sobrinha, eu deixei o Norton de lado, apostei no Microsoft Security Essentials, pensando que fosse tão bom quanto o Norton, principalmente por ser gratuito.
Arrependido, tentei instalar o Norton, mas não dava para ser feito pelo notebook da Lilian. Usei o meu mesmo, e passei o arquivo de instalação no outro notebook, usando o pendrive. Comecei rodar o Norton e lá pelas duas da madrugada, o Norton havia encontrado dois cokies maliciosos e ele também havia isolado essas ameaças, e ele estava escaneando 390.000 arquivos. O computador moderno é uma loucura, é um número gigantesco de arquivo. Mas aí a bateria do notebook da Lilian acabou e eu decidi dormir.
Mas, nas duas horas em que o Norton estava escaneando, li alguns textos sugeridos pelo Google, contando casos semelhantes com outros usuários. Um disse que se tratava de um vírus chamado Sality e informou que o Norton não era capaz de enfrentá-lo, e ele indicou um aplicativo criado pela AVG que lida com o Sality. Ele é bem mais simples que o Norton, só vasculha os executáveis e os arquivos com extensão .scr - mas ele não conseguiu abrir vários arquivos, e assim não conseguiu localizar ou exterminar qualquer tipo de ameaça.
Hoje decidi mandar o notebook da Lilian para a assistência técnica, mas no final da tarde o Erick disse que não conseguiu nada. Esgotado todos os recursos, é nessa hora que começo a rezar para a Santa Tereza de Ávila. Aparentemente, a Santa Tereza é para os devotos aquilo que Kardec chamava de "espírito", mas ele fala de vozes e imagens, já na convivência católica, tudo não passa de uma silenciosa oração, aliás, nem chega a ser isso, é apenas um suspiro de desespero, e quando ela atende a nossa prece, é nesse momento que acendemos uma vela para a santa. Não existe nada de racional nisso, isso é o que o William mais abomina, a tradição. Mas como a Santa Tereza sempre tem atendido as nossas preces e nunca reclamou das velas, é por isso que mantemos a tradição. É o que o técnico Leão sempre ensina: em time que vence, não se mexe.
A primeira coisa que eu fiz foi desinstalar o Chrome. Mas, aí, o Windows começou a abrir janelas do Internet Explorer. Enfim, deduzi que a principal tarefa do vírus era abrir várias janelas do navegador definido como padrão no sistema.
Enfim, não sabia o que fazer. Como eu vivo muito no mundo católico, aquele castigo que estava enfrentando só tinha um culpado: eu mesmo. Todo mundo debochava da minha confiança no Norton AntiVirus, e quando passei o notebook para a minha sobrinha, eu deixei o Norton de lado, apostei no Microsoft Security Essentials, pensando que fosse tão bom quanto o Norton, principalmente por ser gratuito.
Arrependido, tentei instalar o Norton, mas não dava para ser feito pelo notebook da Lilian. Usei o meu mesmo, e passei o arquivo de instalação no outro notebook, usando o pendrive. Comecei rodar o Norton e lá pelas duas da madrugada, o Norton havia encontrado dois cokies maliciosos e ele também havia isolado essas ameaças, e ele estava escaneando 390.000 arquivos. O computador moderno é uma loucura, é um número gigantesco de arquivo. Mas aí a bateria do notebook da Lilian acabou e eu decidi dormir.
Mas, nas duas horas em que o Norton estava escaneando, li alguns textos sugeridos pelo Google, contando casos semelhantes com outros usuários. Um disse que se tratava de um vírus chamado Sality e informou que o Norton não era capaz de enfrentá-lo, e ele indicou um aplicativo criado pela AVG que lida com o Sality. Ele é bem mais simples que o Norton, só vasculha os executáveis e os arquivos com extensão .scr - mas ele não conseguiu abrir vários arquivos, e assim não conseguiu localizar ou exterminar qualquer tipo de ameaça.
Hoje decidi mandar o notebook da Lilian para a assistência técnica, mas no final da tarde o Erick disse que não conseguiu nada. Esgotado todos os recursos, é nessa hora que começo a rezar para a Santa Tereza de Ávila. Aparentemente, a Santa Tereza é para os devotos aquilo que Kardec chamava de "espírito", mas ele fala de vozes e imagens, já na convivência católica, tudo não passa de uma silenciosa oração, aliás, nem chega a ser isso, é apenas um suspiro de desespero, e quando ela atende a nossa prece, é nesse momento que acendemos uma vela para a santa. Não existe nada de racional nisso, isso é o que o William mais abomina, a tradição. Mas como a Santa Tereza sempre tem atendido as nossas preces e nunca reclamou das velas, é por isso que mantemos a tradição. É o que o técnico Leão sempre ensina: em time que vence, não se mexe.
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domingo, 29 de abril de 2012
Google Chrome
Esse é o navegador que o William indicou para todo mundo usar. Ele gostou muito desse navegador, gostou tanto que até configurou como navegador padrão. Eu disse para ele que já conhecia o navegador, que ele não suportava o iMacros (programa de automação do navegador), bem como não consegue instalar o módulo de segurança da Caixa Econômica Federal.
Pois bem, hoje descobri que o Google Chrome é extremamente útil. Eu não sei o que ele faz no Windows 7 de 64 bits da Sony Vaio VPCCAF15FB, mas ele resolveu um velho problema que ninguém soube me dizer como resolver. Eu tenho o Office 2007, mas o hiperlynk do Excel não estava funcionando. Ou seja, eu preciso do navegador do Google para as minhas planilhas funcionarem. Isso é um absurdo, mas o mundo da informática é assim mesmo, nada faz o menor sentido.
Pois bem, hoje descobri que o Google Chrome é extremamente útil. Eu não sei o que ele faz no Windows 7 de 64 bits da Sony Vaio VPCCAF15FB, mas ele resolveu um velho problema que ninguém soube me dizer como resolver. Eu tenho o Office 2007, mas o hiperlynk do Excel não estava funcionando. Ou seja, eu preciso do navegador do Google para as minhas planilhas funcionarem. Isso é um absurdo, mas o mundo da informática é assim mesmo, nada faz o menor sentido.
Postado por
Frank K Hosaka
às
12:15
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