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domingo, 2 de dezembro de 2012

Empresa não vota

O Estado de S Paulo

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, considera necessário que se proíbam as doações eleitorais feitas por empresas. A lógica é simples: "Pessoa jurídica não é cidadão e não vota. Não há por que empresa fazer financiamento de campanhas", disse a ministra ao Estado. Partidos políticos são entidades privadas de direito público, que precisam ser financiadas não pelo Estado ou por grandes corporações, mas pelo eleitor que os escolhe para representá-lo. As doações feitas por empresas têm pelo menos dois inconvenientes: elas não são transparentes e dão margem a supor que essas empresas, cujo objetivo é lucrar, terão algum tipo de benefício caso seus candidatos sejam eleitos.


Dos dez maiores doadores privados para a campanha de candidatos a prefeito e vereador na última eleição, seis eram empreiteiras. Boa parte dos recursos que essas empresas doaram foi entregue diretamente à direção dos partidos, que então fizeram o repasse aos candidatos sem identificar a origem, configurando a chamada "doação oculta". Nas contas de campanha, então, apareceram somente os recursos que foram encaminhados pelo partido aos candidatos, omitindo as pessoas jurídicas. Permitida pelas normais eleitorais, essa manobra faz constar das contas dos candidatos somente os recursos entregues pelo partido. Assim, embora o partido seja obrigado a divulgar de quais empresas recebeu doações, os verdadeiros doadores não ficam vinculados diretamente aos candidatos.

Na eleição em São Paulo, essa modalidade de contribuição chegou a 90% dos R$ 42 milhões arrecadados pelo PT e a 82% dos R$ 34 milhões obtidos pelo PSDB. Tais números indicam a dependência cada vez maior que as campanhas das grandes legendas desenvolveram em relação ao dinheiro desembolsado por empresas, cujo interesse no resultado da votação não tem nada de cívico. Disputar uma eleição, de fato, é caro; no entanto, isso não significa que se possa turvar o processo de arrecadação de recursos, dando margem à suspeita de que haverá traficância de interesses. Convém lembrar que a maior fonte de receita das empreiteiras que lideraram as doações nas campanhas municipais Brasil afora está justamente nos contratos com o setor público.

A legislação prevê ainda outras formas de financiamento de partidos. Uma delas é a propaganda eleitoral "gratuita", bancada com dinheiro público, por meio da compensação fiscal dada às emissoras de rádio e TV obrigadas a transmiti-la. Outra é o Fundo Partidário, formado com recursos públicos - principalmente dotações orçamentárias da União. Neste ano, foram liberados R$ 286,2 milhões, bolo que foi dividido entre todos os partidos, mesmo entre aqueles que acabaram de ser formados - muitos dos quais nanicos que, por força da lei, fazem jus a nacos desse fundo e de preciosos minutos na TV. Há casos, porém, em que os novos partidos já nascem com grande número de parlamentares, mas que, sem terem sido ainda "testados" nas urnas para que se saiba qual é seu real tamanho, recebem um grande volume de recursos. É o caso do PSD do prefeito Gilberto Kassab, que, com seus 49 deputados e 2 senadores cooptados de outros partidos, obteve R$ 7 milhões do Fundo Partidário. Para acabar com esse tipo de distorção, um projeto de lei em tramitação na Câmara suspende a participação desses novos partidos no Fundo Partidário e no rateio do tempo de TV até que enfrentem alguma eleição parlamentar. Como toda proposta de reforma político-partidária, essa iniciativa deverá enfrentar grande resistência no Congresso.

Diante de mecanismos de financiamento eleitoral tão viciados, o correto é incentivar as doações de pessoas físicas, modelo tido pelos especialistas como o mais adequado, mas que no Brasil ainda é insignificante. Além de consolidar a ligação entre o partido e seus eleitores, esse sistema facilita a fiscalização e impõe limites para a doação, evitando assim que grandes empresários façam doações milionárias como pessoas físicas. O problema é conseguir convencer os eleitores comuns de que seu dinheiro é necessário para ajudar a sanear um sistema político em franco descrédito como o nosso.

Windows 8

Eu vi matéria, afirmando que a venda de PCs nos Estados Unidos despencou, principalmente aqueles que vêm equipado com o Windows 8. Curioso, decidi comprar o programa Windows 8 64 bits Ultimatum no Shopping Popular de Diadema a R$ 10,00. Demorou bastante, coisa de duas a três horas. Uma das principais tarefas dele foi o de arrancar o controlador do Bluetooth e do WiFi do meu pseudo-ultra book da Samsung, ele afirmou que os drivers eram incompatíveis.

Depois de instalado, a primeira coisa que eu fiz foi tentar ativá-lo. Primeiro, eu desliguei a proteção em tempo real do Norton, depois abri o programa ativação dentro da pasta Crack que veio no DVD. Pelo que pude entender, para ativar um programa pirata é necessário o uso de um vírus. Se o antí-virus estiver de plantão, ele não deixa abrir o arquivo.

O programa de ativação pediu para reinicializar, e isso demorou, demorou e demorou. Quando passou dos cinco minutos, decidi desligar o aparelho na marra, pressionando o botão de energia até ele apagar. A partir daí, eu só fui brincando com o novo sistema, tentando entender a nova perfumaria da Microsoft.

Você precisa encostar o mouse num dos cantos da janela para ativar as opções que o sistema oferece, e que são exibidos na forma de painéis, tem tudo que é tipo de painel, desde a antiga área de trabalho até coisas novas e ínúteis como agenda, previsão do tempo, e um monte de quinquilharias. Para você se livrar delas, basta usar o botão esquerdo, e depois aparecem novos paínes que ajudam a configurar o painel, você pode criar um atalho na área de trabalho, mudar a configuração, eliminá-lo, ou simplesmente mudar o painel de lugar. É um sistema voltado para o celular à base de toque de tela, e que a Microsoft teve a brilhante ideia de trazer para o PC. Todas aquelas frescuras que você vê no celular, você também pode contemplar no Windows 8.

Testei o cabo HDMI, o pendrive, o WiFi, tudo parecia funcionar bem. Foi na hora de testar o navegador é que fiquei perplexo. O Windows 8 vem com o Internet Explorer versão n. 10, ou seja, ele não suporta o iMacros e o acesso ao Internet Banking é bastante problemático, e o pior é que ele é bem mais lento que o Internet Explorer 9 do Windows 7. Na área de trabalho, não existe mais o menu Iniciar, logo, você é obrigado a criar paineis na tela Início para criar os documentos ou entupir a área de trabalho com vários ícones.

Enfim, o Windows 8 não é ruim, na medida que ele for espalhando, é aí que os bancos vão ajustar o Internet Banking ao novo sistema, bem como o pessoal do iMacros vão tornar a automação do Internet Explorer 10 viável. Por enquanto, tudo indica que os americanos vão esperar o resto do mundo comprar o novo sistema, bem como o resto do mundo vão esperar os americanos atualizarem o novo sistema. Ou seja, só sobrou você para resolver o impasse.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Campanha Anti Drogas em Porto Alegre

Certa vez, um carioca foi visitar um amigo, professor de Sociologia, em Porto Alegre. O professor convidou o carioca a puxar um baseado no Jardim Botânico, mas a polícia pegou os dois.

O Juiz marcou o julgamento para 15 dias, mas ao invés de mandá-los para a cadeia, ele decidiu dar um serviço comunitário para os dois, o de tirar os víciados da vida de drogas.

Depois de 15 dias, os dois voltaram ao tribunal. O juiz perguntou ao carioca quantos usuários ele havia tirado das drogas.

- 65!

- Meus parabéns. Me explica como você conseguiu isso.

- Eu desenhei dois círculos, um grande e um pequeno, e expliquei para eles o que acontece com o tamanho do cérebro antes das drogas e depois das drogas.

- E você? perguntou o juiz ao professor de Sociologia.

- 277!

- Excelente! Me explica como você conseguiu isso.

- Eu desenhei dois círculos, um pequeno e um grande, e expliquei para eles o que acontece com o tamanho do buraco do traseiro, antes e depois de ser pego pela polícia, usando as drogas.


(fonte desconhecida)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Felicidade não é deste mundo?

Jesus disse que o reino dele não é deste mundo, e muito mais coisas que deveríamos fazer para viver bem, mas para uma vida melhor, em outro lugar. Prometeu ao bom ladrão o Paraíso. E para ir ao Pai era preciso passar por ele.
Resumindo:
De acordo com Jesus, devemos ter uma vida decente nesse planeta visando uma outra melhor, depois da morte.


Kardec disse que  a felicidade não é deste mundo. A vida verdadeira está em outro lugar, muito melhor que esse, sem dores, sem tristezas e decepções.

 Schopenhauer  disse para não sonharmos com um futuro brilhante, pois a felicidade é uma quimera, não existe  e somente a dor e o fracasso que são reais. Segundo ele, nosso objetivo de vida não pode ser o de ser feliz, mas sim de ficar longe da dor e do sofrimento.


Shakespeare foi paradoxal: é melhor viver sem felicidade do que sem amor. Ou seja, a felicidade não vale muito... Mas como ter amor e não ser feliz?

Segundo Freud, a  felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.

Segundo Voltaire,  os homens que procuram a felicidade são como os embriagados que não conseguem encontrar a própria casa, apesar de saberem que a têm.

Millôr Fernandes foi irônico:  o dinheiro não traz felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta.
Schopenhauer teria uma resposta para Millôr:  O dinheiro é uma felicidade humana abstrata; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele.

Oscar Wilde:  A felicidade do homem casado depende das mulheres com quem não se casou.

Victor Hugo pensava do seguinte modo: A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é.


Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade, segundo Friedrich Nietzsche.


A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz, disse Fiodor Dostoievski.

 Einstein disse: "Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo."


A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem um rigoroso controle da gula. Mahatma Gandhi.


Só há um caminho para a felicidade. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade. Epicuro


Uma alegria tumultuosa anuncia uma felicidade medíocre e breve. Plutarco.


Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Mario Quintana.

A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. Clarice Lispector.

A felicidade morava tão vizinha.  Que, de tolo. Até pensei que fosse minha. Chico Buarque.


A felicidade não entra em portas trancadas. Chico Xavier.


Tristeza não tem fim. Felicidade sim.Tom Jobim.



Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi “feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida. John Lennon







SA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O último adeus

Foi aos cinquenta e quatro anos que o meu pai faleceu, e uma semana antes, quando mamãe e eu estávamos na UTI, o meu pai agradeceu, agradeceu e agradeceu várias vezes. É um dos momentos que o meu pai deixou gravado para a minha memória.

Hoje, quem tem cinquenta e quatro anos sou eu. Como não tenho vontade de agradecer a ninguém, principalmente o Sr MB por ter escamado o artigo Curso de Brinquedo, acredito que ainda vou sobreviver nessa semana.

No entanto, um dos irmãos do meu pai faleceu hoje, ele morava em Oregon (é um estado que fica bem perto do Canadá), e foi passear, levando na sua bagagem três gerações, sua esposa, filhos e netos, lá no Japão, onde ficou hospedado no hotel de sua irmã. A família do meu pai é enorme, eu não sei exatamente quantos tios e tias eu tenho, eu presumo que sejam uns dez.

O meu tio veio duas vezes no Brasil, a primeira vez, quando a Lilian nasceu, e a segunda vez, quando já estávamos morando em Diadema. Nas duas ocasiões, ele mostrou uma cartela cheia de remédios, aquilo é um horror ou um louvor à moderna medicina que garantiu setenta e quatro anos para o meu tio.

O passeio estava programado para março de 2011, mas o Japão foi pego de surpresa, além do tsunami, teve que enfrentar um sério problema com uma das usinas nucleares. Depois de um ano e meio, o meu tio executou o seu passeio. A minha mãe diz que o comentáiro é de que ele foi só para o Japão para dar o último adeus.

Problema mesmo é que ele morreu no vôo de retorno, e a última notícia que eu tenho é que o corpo está num dos hospitais de Florida, do outro lado e bem abaixo dos Estados Unidos. Certamente que será uma autópsia bem rigorosa, tomara que os médicos não encontrem nada relacionado ao desastre nuclear, e que se trata de um simples último adeus.

Diante do exemplo que o meu pai e os meus tios deixaram, só posso repetir o que eles já fizeram. Quando sentir que a minha hora está chegando, vou fazer o máximo possível para ver mais uma vez aqueles que me fizeram sentir como membro de uma família, e principalmente porque não sei onde moram o Adilson e o Sr MB, onde gostaria de deixar o meu último adeus, bem como todo o trabalho para trasladar o que sobrar de mim.

É uma notícia triste e inoportuna, mas também um presente de Deus que lembra que ainda é possível buscar a serenidade dentro de nós, basta fugir um pouco da correria do dia a dia.

Livre-arbítrio



Partindo de um link fornecido pelo Daniel, interessei-me pelo texto sobre livre-arbítrio. Como  a página fornecia poucas palavras sobre o assunto, pesquisei um pouco mais e descobri que o texto havia sido tirado de um artigo publicado pelo site NewScientist.

Diz o seguinte:

um experimento realizado há 30 anos pelo neurocientista Benjamin Libet, sugerindo que o livre-arbítrio — ou seja, a liberdade na tomada de decisões — era influenciado pelo nosso cérebro, acaba de receber uma nova interpretação.

Na época, Libet avaliou a atividade cerebral de indivíduos enquanto eles executavam movimentos voluntários em um ambiente controlado. O cientista percebeu que uma reação cerebral ocorria pouco antes dos participantes realizarem as ações, sugerindo que uma decisão inconsciente ocorria no cérebro aproximadamente meio segundo antes de o indivíduo decidir realizar o movimento conscientemente, o que ele chamou de “potencial de prontidão”.

Desde então, esse potencial tem sido estudado por vários outros cientistas, com o intuito de provar se a tomada de decisões é ou não é voluntária. E, aparentemente, a resposta a essa questão pode ser sim e não!

Quem decide é o cérebro?

Os experimentos parecem indicar que o nosso cérebro já decidiu antes de nós sobre alguma coisa que acreditamos ter acabado de decidir. Assim, os pesquisadores pensam que, quando temos que tomar alguma decisão, nosso cérebro começa a reunir neurônios que acumulam informações relacionadas aos diversos resultados possíveis das nossas escolhas.

E, quando um desses resultados conta com o maior número de evidências positivas, uma dessas escolhas é acionada, e a tomada de decisão ocorre. A discussão agora é determinar se essa nova interpretação prova ou não a existência do livre-arbítrio, embora os pesquisadores acreditem que esta nova teoria possa abrir novas portas para explicar o mecanismo de tomada de decisões.

Fonte: NewScientist

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/27991-o-cerebro-interfere-no-nosso-livre-arbitrio-.htm#ixzz2DXwu5fTE

Um experimento realizado há 30 anos pelo neurocientista Benjamin Libet, sugerindo que o livre-arbítrio — ou seja, a liberdade na tomada de decisões — era influenciado pelo nosso cérebro, acaba de receber uma nova interpretação.

Na época, Libet avaliou a atividade cerebral de indivíduos enquanto eles executavam movimentos voluntários em um ambiente controlado. O cientista percebeu que uma reação cerebral ocorria pouco antes dos participantes realizarem as ações, sugerindo que uma decisão inconsciente ocorria no cérebro aproximadamente meio segundo antes de o indivíduo decidir realizar o movimento conscientemente, o que ele chamou de “potencial de prontidão”.

Desde então, esse potencial tem sido estudado por vários outros cientistas, com o intuito de provar se a tomada de decisões é ou não é voluntária. E, aparentemente, a resposta a essa questão pode ser sim e não!

Os experimentos parecem indicar que o nosso cérebro já decidiu antes de nós sobre alguma coisa que acreditamos ter acabado de decidir. Assim, os pesquisadores pensam que, quando temos que tomar alguma decisão, nosso cérebro começa a reunir neurônios que acumulam informações relacionadas aos diversos resultados possíveis das nossas escolhas.

E, quando um desses resultados conta com o maior número de evidências positivas, uma dessas escolhas é acionada, e a tomada de decisão ocorre. A discussão agora é determinar se essa nova interpretação prova ou não a existência do livre-arbítrio, embora os pesquisadores acreditem que esta nova teoria possa abrir novas portas para explicar o mecanismo de tomada de decisões.

Fonte: NewScientist

http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/27991-o-cerebro-interfere-no-nosso-livre-arbitrio-.htm#ixzz2DXwu5fTE

Lendo o texto cheguei à seguinte conclusão:

Se o cérebro decidiu "antes de nós", é porque nós mesmos decidimos, oras bolas! Afinal de contas o cérebro faz parte de nosso corpo!

SA


(Obs: tive que tirar os links e a foto para corrigir o problema que o post estava apresentando)

Músicas

Há muito tempo ouvi essa música de Johann Pachelbel (compositor alemão barroco)Canon em Re Maior e por ela me apaixonei. Queria que fosse tocada  no meu velório e na outra encarnação, quando eu "nascer de novo", ahahaha!


http://www.youtube.com/watch?v=UcxN1uEQTkY&feature=related


Eu sei que o 233 gosta da Nona sinfonia de Beethoven:
 http://www.youtube.com/watch?v=e9cno71jklc 


O Daniel indicou uma música para o Hosaka. Com certeza, a melhor canção para o Hosaka dedicar à princesa é essa:

 http://www.youtube.com/watch?v=fxtkVjBoDGg



SA

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Será que ressuscitamos ou reencarnamos?


De onde vieram os átomos que formam nosso corpo?
Os elementos químicos todos que se encontram espalhados pelo planeta, que formam nosso corpo e ganharam nomes na tabela periódica têm sua origem no hidrogênio, que ficou aprisionado dentro das estrelas sob imensa pressão e temperatura. Quando as estrelas explodem, elas esparramam seu conteúdo pela galaxia toda, por vários planetas. E podem dessa forma, ao cair em algum lugar favorável, produzir vida. Que foi o nosso caso.
Quando morremos acontece o mesmo: nossas moléculas se esparramam por toda parte. Somos um aglomerado disso tudo.  Somos formados do que já fomos anteriormente.
O que significa isso?
Que ressuscitamos ou que reencarnamos?

Vejam o vídeo do astrofísico Neil deGrasse Tysson (pode ter legenda se vc clicar em legendas - cc):




SA

domingo, 25 de novembro de 2012

O que é curiosidade?

A metade da minha vida, eu tive ajuda dos meus pais. Eles me colocaram na escola, e lá tive professores que me ensinaram o que é gramática, o que é literatura, o que é ciência, o que é matemática. Mas, eu sei apenas o básico. Eu não sou capaz de ler um livro ou sequer um comentário de jornal. Eu sei o que é porcentual, mas não sei o que significa os bancos brasileiros praticarem um juros de 5% ao mês, quando os bancos internacionais praticam empréstimos a 5% ao ano.

Ao contrário da Doutora Selma, eu tenho pavor de botar a mão no bisturi. A Doutora Selma já cortou milhares e milhares de bifes em sua vida, e eu nenhum. Mesmo que eu tivesse a curiosidade de pegar um livro sobre cirurgia odontológica, isso não me daria amparo legal para cortar um bife, mas nada me impede de abrir uma banca no Shopping Popular e abrir o meu açougue particular sem o diploma do CRM. Entrar no mundo informal é muito mais rápido e sem nenhuma burocracia, você não precisa de contador, licença de funcionamento da Prefeitura, do Estado ou da Receita Federal.

Mas para cortar o bife, você precisa muito mais que a simples curiosidade, você precisa ter muito peito. A Doutora Selma já demonstrou que tem bastante peito, e eu nenhum. Ou seja, o bisturi é o mesmo, mas enfrentar um bife que grita de desespero e dor, ah isso eu não tenho coragem de encarar.

Essa diferença de postura e personalidade tem a sua melhor explicação no livro do professor Rivail. Por fora parecemos iguais, mas por dentro temos um elemento comum que são diferentes. O professor Rivail chamou-lho de "espírito". Bill Gates chamou-lhe de "software". O Adilson chama de "Índice Interno de Orelhudice", e eu aqui chamo de curiosidade.

A minha tese é de que todos temos curiosidades diferentes. A gente pensa que a curiosidade de uma mulher a leva até o volante do fogão, mas a Doutora Selma demonstrou que não. Ela não só sabe como usar um bisturi, mas também sabe como montar um blogue. Com a ajuda de um horroroso motorzinho refrigerado à água, a Doutora Selma consegue esculpir belos dentes. Enfim, o mundo da doutora é mecânico e prático, já o meu é platônico e sem objetivo. Eu gastei quatro anos da minha vida para tentar fazer a princesa prestar atenção em mim, já a doutora Selma não gasta sequer cinco minutos, ela aprendeu com a sua curiosidade como usar a anestesia e conseguir um monte de abraços de seus pacientes só porque a doutora sabe como usar uma seringa ou xirocaína.

A minha curiosidade é bem limitada, o máximo que consegui foi viver de lembranças da princesa. Às vezes fico imaginando se é possível fazer um download da curiosidade da doutora e fazer um upgrade na minha curiosidade, e assim eu criar coragem para abrir um consultório clandestino no Shopping Popular, mas sem alterar o tamanho do peito. E você, até onde a sua curiosidade lhe levou nessa vida?

O que podemos fazer pelos espíritos?

O Sr Adilson e o Sr Vai Volta são os que mais acrescentam comentários nesse blogue, de acordo com o levantamento que a Doutora Selma fez recentemente. A situação da Doutora Selma não é boa. Para você arrancar o dente de um cliente, isso precisa de um raio-x, examinar se a coroa está realmente comprometida para depois arrancar o dente condenado com um alicate, ou seja, é um trabalho de no mínimo de meia hora. Para a Doutora contar todos os comentários do Adilson, do Vai-Volta, e colocar a tabela em ordem crescente, isso é coisa de semanas. Ou seja, não entrou ninguém no consultório da Doutora Selma nesses últimos cinco meses, e agora ela apela para o espírito do Papai Noel para que ele arranje alguém com uma terrível dor de dente nesse Natal. Claro que o trabalho dela não se resume em arrancar a dor do paciente, mas sim o seu pão de cada dia, essa é uma herança maldita que todos nós herdamos de nossos antepassados, que pisaram na bola com o Arquiteto do Mundo, e agora temos que suar a camisa para ter o merecido sustento de cada dia.

Ao invés de colocar o Papai Noel no Blogue, muito melhor seria se a Doutora Selma colocasse o endereço do seu consultório, se colocasse a tabela de preço da resina, e se convidasse o Vai-Volta e o Adilson para melhorar o bom humor. Mas, isso, o Google não permite, e assim temos que conviver com as cáries do Adilson e do Vai-Volta em seus comentários. Para o Vai-Volta, bastaria apenas a conta bancária da Doutora Selma, que ele iria conseguir um empréstimo a uma taxa bem menor que o Selic, mas isso o Google não permite. Ou seja, a liberdade de expressão do Google não contempla ganhos pessoais, mesmo que seja para comprar uns três pãesinhos.

Isso me fez lembrar de uma passagem do Evangelho, onde Jesus afirma que temos que ajudar os menos afortunados que vemos do que os espíritos que não vemos, acho que isso foi depois do Sermão da Montanha em Mateus. Quem é bom em citar a Bíblia é o Adilson, eu já tenho muita dificuldade na leitura, não lembro do texto original, mas acredito que tem a ver com o amor às pessoas que vemos todos os dias. Ou seja, se não podemos ajudar a Doutora Selma que vemos todos os dias, imagine o que podemos fazer para os pobres espíritos cuja carne já virou pó mas ainda vagam na Terra em busca da Luz. Muitas vezes eles ficam revoltados e balançam as mesas, muitas vezes sem a ajuda de um mediúnico.

Aqui eu apelo pela conhecida técnica católica da oração. Claro que Deus sabe do que a Doutora Selma precisa, mas não custa nada repetir o pedido, pois não é só destino da Doutora Selma que está em jogo, mas sim esse espaço que conseguimos para publicar os nossos comentários na internet. Claro que a Doutora Selma detesta esse modismo católico, mas que culpa nós temos se os nossos espíritos ainda estão no começo do longo caminho da evolução? Enfim, a paciência é o único remédio que conhecemos para pintar os tijolos de nossas paróquias e mostrar ao mundo o nosso belo sorriso, ainda que todos os dentes sejam totalmente postiços.