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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

turbilhão 592, esqueci...

...um abraço em todo mundo.

(h h h ´!)

mala

turbilhão 591, para a Selma

Apreciei muito os artigos,mas eu acho que a paixão é necessária, pois em pessoas sadias, ela pode indicar quem poderá estar em nossa companhia por toda a vida,ou não.

Explico:

não acredito que a reação inicial dure- e comigo isso nunca ocorreu- mas imagino que essa reação inicial mostra as afinidades e as exalta, para que a "seleção" possa ser feita mais depressa.

Não estou tão inspirada agora,mas tenho falado muito sobre paixão e sobre literatura, no outro blog.
Quando essa série terminar, o endereço de ao menos uma coleção daqueles textos,vou postar aqui.

De qualquer jeito, sem paixão por alguma coisa não é possível viver,pois ela rege também os outros interesses.

Nesse momento, estou "apaixonada" por uma conversa literária.
Quando esse ciclo se esgotar - estarei livre para passar um tempo lá no JD.
O professor Andros deve estar estranhando meu sumiço, e orgulhoso do jeito que ele é, não me procurou.
Minha "paixão" passou, e ainda estou acomodando meu novo apreço por ele.(kkkkkk...)

Esse tema é controverso.
A paixão como espasmo,irá durar até no máximo,uns quatro anos, e esse é o tempo em que muitos jovens duram nas empresas,hoje em dia.
A paixão,como apreço, em minha opinião, teria a duração do traslado do planeta Marte,ou seja, vinte e quatro anos.
Muitos casamentos duram esse tempo- e os empregados que fidelizam suas empresas,também ficam nelas por esse período.
Mas, se eu contar essa teoria minha a alguns, costuma haver discussões,porque por ora, a paixão só é entendida por muitos,como um espasmo afetuoso e sexual.
O restante, ninguém entende como paixão.
Mas - eu entendo,porque qualquer entusiasmo é patogênico, e passageiro, assim como são todos os fenômenos da vida e da mente.

- mala nihil

Cérebro e Paixão

Afinal o que é realmente o AMOR? Como explicá-lo à luz da Ciência, assim como a PAIXÃO e todas aquelas fantásticas sensações que saboreamos algum dia, todos aqueles feitos de que fomos capazes e desconhecíamos ter capacidade para tal? Há cientistas estudando  a bioquímica do amor e da paixão.





De acordo com dados de investigações recentes, em termos cerebrais, as substâncias químicas que intervêm no processo da PAIXÃO são totalmente diferentes das que são responsáveis pelas RELAÇÕES AMOROSAS LONGAS! Ou seja: SE ESTÁ APAIXONADO, NÃO VAI DURAR MUITO! Em breve você terá que partir para outra.



Como se não bastasse, ainda foi determinada uma alucinante semelhança, em matéria de atividade cerebral, entre alguém APAIXONADO e alguém com PERTURBAÇÕES OBSESSIVO-COMPULSIVAS!
Ou seja, podemos pensar na seguinte conclusão: SE você está apaixonado, pode estar louco! Evite que aconteça! De acordo com os manuais de Psiquiatria, uma Doença Obsessivo-Compulsiva (DOC), é uma doença grave!

As conclusões basearam-se, também, em imagens de ressonância magnética (RM). Quando os indivíduos estudados que estavam apaixonados há apenas alguns meses, observavam uma imagem da pessoa amada, a RM indicava que tinham sido ativadas as áreas tegmental ventral e núcleo caudado, ou seja, as áreas cerebrais associadas ao prazer.

Bem,  então podemos concluir ONDE ESTÁ LOCALIZADO O AMOR -  NO CÉREBRO! Como no núcleo caudado reside uma rede de receptores de um neurotransmissor denominado DOPAMINA, puderam estes fantástcos seres da Ciência dizer ao mundo que este é, nem mais, nem menos, do que um dos componentes da POÇÃO MÁGICA DO AMOR!


Este neurotransmissor é o responsável pela inquantificável energia de que nos sentimos possuídos, pela focalização da atenção num determinado alvo, pela busca quase incessante da recompensa. Escalar um arranha-céu não é tarefa fácil para alguém com vertigens… Mas se estiver severamente apaixonado...

O arrefecimento da paixão tem a ver com a reação cerebral ao súbito aumento dos níveis de dopamina. À semelhança, por exemplo, da dependência da cocaína, os neurônios necessitam de quantidades cada vez maiores da substância para atingirem os mesmos estados de euforia.
Bom, talvez seja bem pensada pela Natureza a proteção que nos dá em termos bioquímicos ao arrefecer a paixão: se o estado de apaixonado é equiparável a uma doença mental grave ou, ainda, ao estado induzido por certas drogas duras, não é difícil concluir os terríveis danos a que estaríamos sujeitos se a paixão fosse muito duradoura.
Só mesmo a LOUCURA ETERNA poderia dar seguimento à ETERNIDADE da paixão A paixão, em termos genéticos,  não interessa à continuidade da espécie, já que tais características de insanidade seriam transmitidas à descendência. Ou seja, a dado momento, loucos cuidariam de seres recém-nascidos indefesos (loucos)… e por aí adiante. Até dá arrepios em pensar num tal futuro da HUMANIDADE!

As conclusões destes cientistas tiveram ainda como base um estudo sobre níveis de SEROTONINA, um outro importante neurotransmissor, que se apresenta em NIVEIS BAIXOS em indivíduos com DOC. Ao compararem os níveis de serotonina no sangue de:

- indivíduos com paixão recente, que pensavam no ser amado pelo menos 4 horas;

- indivíduos com DOC (Distúrbio Compulsivo Obsessivo);

- indivíduos não apaixonados e não portadores de DOC (GRUPO DE CONTROLE);

Concluíram, estes estudiosos, que os níveis de serotonina nos 2 primeiros casos eram cerca de 40% inferiores aos do grupo de controle. Dito de outra maneira, O PERFIL BIOQUÍMICO DUM APAIXONADO E DUM PORTADOR DE DOENÇA OBSESSIVO-COMPULSIVA É DRASTICAMENTE SEMELHANTE!


Ficou impressionado?


(Selma)

A Cárie

O Hosaka vive se referindo aos seus dentes de forma desanimadora.  Pensando nos dentes do Hosaka resolvi postar esse texto.

Estudando crânios de humanos que viveram no final da era paleolítica (de 12 mil a 10 mil anos antes de Cristo), os paleontologistas verificaram que cerca de 60 a 70% deles apresentavam dentes com cárie. Entretanto, elas eram encontradas em pequeno número (principalmente nas depressões dos molares e pré-molares) e eram mais frequentes em adultos do que em crianças e adolescentes.

Este padrão de ocorrência de cáries se manteve praticamente inalterado até o final da Idade Média (cerca de 1453 depois de Cristo), mas começou a mudar a partir do século XVII. A partir desta época, as cáries começaram a atingir também as superfícies lisas dos dentes, e aumentaram tanto o número de dentes atingidos como o número de lesões por dente.

Estudos realizados no século XX mostraram prevalência de cárie baixa em populações que seguiam estilo primitivo e cuja alimentação e era pobre em açucar. Um aumento da experiência de cárie na população em consequência da adoção de uma dieta moderna, com alto teor de açúcar foi observado em esquimós, em países da África, como Sudão, Etiópia, Gana e Nigéria e nas ilhas do sul do Pacífico.

O aumento da incidência de cáries a partir do século 17 é atribuído à ampliação do consumo de açúcar de cana, que começou a ser produzido em grande quantidade pelas colônias europeias na América.


A cárie dentária é uma doença infecciosa e transmissível, causada por bactérias, como Streptococcus mutans. A cárie tem início quando a bactéria se fixa sobre a superfície que protege o dente (o esmalte, formado por proteínas e minerais de cálcio e fosfato)  usa o açúcar presente na saliva para obter energia para crescer, formando placas dentárias. Ao usar o açúcar para crescer a bactéria produz ácido láctico (um processo conhecido como fermentação láctica), aumentando a acidez na superfície do dente, levando à desmineralização do esmalte, e à formação de pequenas cavidades que são invadidas pelas bactérias.

O processo continua até atingir a dentina e a polpa do dente, de onde a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e provocar graves infecções em outras partes do corpo. Com o passar do tempo, todo o dente é destruído.



Fase onde as bactérias podem passar para a corrente sanguínea,
e onde há dor, mau hálito e possível formação de abscessos (pús)

Como a formação da placa dentária e a produção de ácido que provocam a cárie são dependentes da ingestão de açúcar, quanto mais frequente for a ingestão deste, maior será a incidência de cáries. Quanto mais açúcar se ingere, o pH da saliva que deveria ser básico (por volta de 7) cai e há perda de sais minerais do dente. Se a ingestão de açúcar é freqüente, o pH salivar sempre ficará baixo, e sempre haverá perda de sais minerais, o que formará a cárie...

Medicamentos pediátricos são geralmente produzidos na forma de xarope, e infelizmente à base de sacarose, o que facilita o aparecimento de cáries nas crianças. Que mãe mandará a criança doente escovar os dentes após tomar xarope?

Trabalhadores em indústrias de confeitos em Israel e no Japão apresentam maior experiência de cárie do que outros trabalhadores  de outros tipos de indústrias. Sabe por quê? A cárie nessas pessoas é causada, além do consumo freqüente do açúcar, também pelas partículas de açúcar que se encontra no ar.

Saiba também que:
1.      A sacarose (açúcar de cana) é o açúcar mais cariogênico ( que mais produz cárie) que existe,
2.      O mel e o açúcar mascavo são tão cariogênicos quanto a sacarose,
3.      Bolachas, bolos e produtos industrializados causam tanta cárie quanto a sacarose, pois possuem a capacidade de “grudar” em seus dentes, e são amidos  facilmente digeridos pela enzima da saliva (amilase salivar, vc deve ter aprendido na escola), transformando-se em  açúcar na boca e  facilmente aproveitados pelas bactérias,
4.      Outros amidos, tais como arroz e feijão ( a melhor combinação na alimentação), são amidos mais complexos e só são digeridos pela amilase pancreática (no intestino duodeno) passando facilmente pela boca e não provocam cáries.
5.      O leite possui açúcar, a lactose, mas as outras proteínas que se encontram no leite impedem a lactose de “grudar” nos dentes e servir para a fabricação de cárie,
6.      A cárie depende da ordem que os alimentos foram ingeridos. Se você comeu um doce e mais nada depois e não escovou os dentes, o doce ficará aderido aos dentes e contribuirá para a cárie,
7.      O certo é comer  doce após as refeições e escovar os dentes, o que evita a cárie.
8.      A cárie é causada mais  pela frequência da ingestão do açúcar do que pela quantidade.


Procure fazer bochechos com flúor. Peça a fórmula para o seu dentista. O ideal  é NaF a 0.05% todas as noites, para que haja   a remineralização de possíveis lesões nos seus dentes e que não evoluam para a cárie. Afinal,  não há nada melhor que um sorriso bonito e um bom hálito, não acham?








(Selma)

Você tem o gene 24?

Você tem o gene 24? Não, não torça o nariz, não é nada disso que  está pensando. Foi descoberto esse gene como o responsável pelo fácil despertar pela manhã. Quem não tem, detesta acordar cedo...

A mudança para o horário de verão é uma tortura para você, só ao pensar que terá que levantar “uma hora” mais cedo?

 

 

Confesso que para mim é.

Leia o artigo abaixo e entenderá melhor a questão.

 

 

Cientistas identificam gene que regula ritmos diários do ciclo vigília-sono

Gene CG4857, apelidado de 24, altera o ritmo vigília-sono estudado na mosca da fruta, tornando mais difícil o despertar

 

Cientistas da Universidade Northwestern, Illinois (EUA), descobriram mecanismo das engrenagens essenciais do relógio circadiano. Eles identificaram que a perda de um determinado gene CG4857, apelidado de 24, altera o ritmo vigília-sono estudado na mosca da fruta, tornando mais difícil o despertar.
O relógio circadiano, entre outras coisas, regula quando um organismo acorda e quando dorme. Embora o estudo do Northwestern tenha sido realizado usando a mosca Drosophila melanogaster (aquela mosquina da banana e das frutas em geral), os resultados têm implicações para os seres humanos.



O que é relógio circadiano?
Ritmo circadiano, ou ciclo circadiano, ou relógio circadiano designa o período de aproximadamente um dia (24 horas) sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano ou de qualquer outro ser vivo, influenciado pela luz solar.
O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre -  por exemplo -  a digestão ou o estado de vigília, passando pelo crescimento e pela renovação das células, assim como a subida ou descida da temperatura
.O "relógio" que processa e monitora todos estes processos encontra-se localizado numa área cerebral denominada núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo na base do cérebro e acima das glândulas pituitárias.



Pesquisas recentes expandiram o sentido do termo, demonstrando que os ritmos circadianos estão também relacionados às marés, ao ciclo lunar e também à dinâmica climática da Terra através das correntes eólicas e marítimas, em especial se observado com relação aos animais migratórios. Dessa forma, a dinâmica circadiana não se reduz a uma questão fisiológica, mas também a uma conjuntura astronômica, geológica e ecológica.

"A função de um relógio é dizer ao seu sistema que o sol está nascendo e é hora de levantar", disse Ravi Allada, que conduziu a pesquisa. "As moscas sem o gene 24 não eram muito ativas antes do amanhecer. O equivalente em seres humanos seria alguém que tem dificuldade de sair da cama pela manhã".

Período (per) é um gene nas moscas de fruta que codifica uma proteína, chamada PER, que por sua vez regula o ritmo circadiano. Allada e seus colegas descobriram que 24 é criticamente importante para a produção dessa proteína-chave do relógio. Quando o gene não está presente pouca proteína é encontrada nos neurônios e o ritmo vigília-sono da mosca é perturbado.

Os mecanismos fundamentais conhecidos do relógio circadiano, tanto em moscas quanto em seres humanos, envolvem o processo de transcrição, onde o RNA é produzido a partir de DNA. Uma parte do sistema de controle da chamada retroalimentação transcricional também é importante.
Na tentativa de identificar os componentes do relógio, os investigadores identificaram um jogador novo no sistema, o gene 24. Em vez de operar no processo de transcrição, eles descobriram que o 24 opera no processo de tradução: tradução de proteínas de RNA.

O gene parece promover a conversão do período de RNA para a proteína. "Esse gene realmente define um novo mecanismo pelo qual os relógios circadianos funcionam", disse Allada. "Descobrimos que 24 tem um papel muito importante e essencial na tradução de uma proteína-chave do relógio".
Os pesquisadores acreditam que é provável que um mecanismo semelhante ao descrito para o gene 24 da mosca será evolutivamente conservado e encontrado em seres humanos.





(isaude.net)



(Selma)

Thunderbolt: 30 segundos para transferir um Blue-Ray

Nova entrada ultraveloz quer substituir USB

Por Redação Link
Entrada Thunderbolt, que pode transferir dados a 10 Gbps, é demonstrada em um MacBook. FOTO: STEPHEN LAM/REUTERS
Os novos MacBooks da Apple são os primeiros a utilizar uma nova porta trasmissão de dados criada pela Intel e apresentada nesta quinta-feira, 24. Chamada de Thunderbolt, a porta é semelhante à popular porta USB usada em pen drives e para conectar equipamentos e periféricos no computador, como câmeras, impressoras, mouses, celulares e transferir arquivos para o computador ou a partir dele.
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Nos aparelhos da Apple, o Thunderbolt terá mais funções de porta de vídeo no início, substituindo a entrada ‘Mini DisplayPort’ usada nos MacBooks, e servirá para conectar monitores DisplayPort, como os monitores feitos pela Apple. Assim como o DisplayPort, a entrada Thunderbolt também pode ser usada para conectar outros monitores com saída DVI, HDMI e VGA.
O que há de novo na entrada Thunderbolt é que ela também pode transferir dados entre equipamentos, como discos rígidos que usem entradas com padrões USB, FireWire, Ethernet ou o PCI Express. Ela é capaz de transferir dados com velocidade de 20 gigabits por segundo (Gbps), cerca de 20 vezes maior do que os cabos USB 2.0 atuais e duas vezes mais rápido que as conexões USB 3.0 (ainda pouco usada). De acordo com a Intel, um arquivo de filme longa-metragem em alta definição pode ser transferido em 30 segundos e um arquivo de áudio MP3 com duração de 1 ano poderia ser transferido em 10 minutos. Ele também pode alimentar equipamentos com potência de 10 watts, enquanto que o USB 3.0 faz isso com 5 watts.
A Apple já foi pioneira em adotar novos padrões de conexões no passado. A empresa deu um importante passo para o padrão USB, ou Universal Serial Bus, ao adotá-lo em seus computadores iMacs no fim dos anos 1990. Em outros momentos, porém, a Apple ficou isolada, adotando padrões que não se tornaram populares.
A Intel vinha chamando a entrada Thunderbolt com outro nome, de LightPeak. Nesta quinta, a empresa disse em um evento em Santa Clara, na Califórnia, que está trabalhando para levar o Thunderbolt para computadores, monitores, dispositivos de armazenamento, câmera, entre outros aparelhos. A empresa afirmou que fabricantes de disco rígidos externos, como LaCie e Western Digital, estão planejando apoiar o padrão Thunderbolt.
/ COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS

Fonte: O Estado de São Paulo 

Editado por @frankhosaka

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Consciência x Cérebro x Amor x Sentimentos

O que é consciência?
À grosso modo, podemos pensar em duas situações:
1.  se a pessoa está acordada ou não;
2.  ter consciência de quem se é e qual o papel no mundo.

Em termos médicos poderíamos definir o seguinte:

ESTAR consciente é fazer uso da razão ou da capacidade de
raciocinar e de processar os fatos que vivenciamos. ESTAR consciente
é ser capaz de pensar e ter ciência das nossas ações físicas
e mentais. Na clínica médica, podemos averiguar o estado
de alerta ou lucidez que uma pessoa apresenta num determinado
momento.

Assim, podemos perceber num exame clínico o estado
ou nível de consciência, no qual podemos encontrar as seguintes
palavras: lúcido, vigil, hipovigil, hipervigil, confuso, coma profundo
etc. Todas elas atestam o nível de percepção que temos em relação
ao mundo.

Alguém que utilize certas doses de álcool, por exemplo,
pode apresentar o seu nível de consciência reduzido (hipovigil) ou
até mesmo atingir o estado de coma.
De forma inversa, as anfetaminas (estimulantes) — muito utilizadas em dietas de emagrecimento
— costumam fazer o cérebro trabalhar mais depressa,
deixando as pessoas mais ‘acesas’, mais ‘elétricas’, com a fala
rápida, e podem provocar insônia e muita irritabilidade. Esse estado
é conhecido como hipervigilância.

SER consciente não é um estado momentâneo em nossa
Existência. SER consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo. Está relacionado à forma como conduzimos nossas vidas e, especialmente, às ligações emocionais que estabelecemos com as pessoas e as coisas no
nosso dia-a-dia. Ser dotado de consciência confere a  capacidade de amar!


Na realidade, a consciência é um atributo que transita
entre a razão e a sensibilidade. Popularmente falando, entre a “cabeça”
e o “coração”.
Falar sobre consciência pode ser uma tarefa “fácil” e “difícil”
ao mesmo tempo. O “fácil” são as explicações científicas sobre o
desenvolvimento da consciência no cérebro, que envolvem engrenagens
como atenção, memória, circuitos neuronais e estruturas
cerebrais, que só serviriam para confundir um pouco mais.

Nada disso vem ao caso agora. Aqui, vamos considerar o lado “difícil”, subjetivo e relativo ao sentido ético da existência humana: o SER consciente.
Mostrar apreço às condutas louváveis, ser bondoso ou educado,
ter um comportamento exemplar e cauteloso, preocupar-se
com o que os outros pensam a nosso respeito nem de longe pode
ser definido como consciência de fato. Afinal, a consciência não é
um comportamento em si, nem mesmo é algo que possamos fazer
ou pensar. A consciência é algo que sentimos. Ela existe, antes de
tudo, no campo da afeição ou dos afetos. Mais do que uma função
comportamental ou intelectual a consciência pode ser definida
como uma emoção.

Consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado
em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras
criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade
e o universo como um todo.
Talvez seja  uma espécie de entidade invisível, que possui vida própria e que independe da nossa razão.
É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos
orienta para o caminho do bem.
A consciência nos impulsiona a tomar decisões totalmente
irracionais e até mesmo com implicações de risco à vida. Ela permeia
as nossas atitudes cotidianas (como perder uma reunião de
negócios porque o filho está ardendo em febre) e até as nossas
ações de extrema bravura e de auto-sacrifício (como suportar a
dor de uma tortura física e psicológica em função de um ideal). E,
assim, a consciência nos abraça e conduz pela vida afora, porque
está em plena comunhão com o mais poderoso combustível afetivo:
o amor.

O que me confunde, é saber que pessoas que tiveram danos cerebrais (caso Phineas Gage, p. ex), tenham ficado desprovidas de sentimentos. Nesse caso, o “sentimento” estava associado ao lado do cérebro lesionado.

Ou não? (Parodiando Caetano Veloso)...





(Selma)

Ser consciente é ser capaz de amar

Como visto na aula do professor Osvaldo, o termo consciência é ambíguo, sugerindo dois significados totalmente distintos. E por isso mesmo, é compreensível que a esta altura o leitor esteja confuso. Na realidade, a consciência é um atributo que transita entre a razão e a sensibilidade. Popularmente falando, entre a "cabeça" e o "coração".
Falar sobre consciência pode ser uma tarefa "fácil" e "difícil" ao mesmo tempo. O "fácil" são as explicações científicas sobre o desenvolvimento da consciência no cérebro, que envolvem engrenagens como atenção, memória, circuitos neuronais e estruturas cerebrais, que só serviriam para confundir um pouco mais. Nada disso vem ao caso agora, pelo menos não é esse o meu propósito. Portanto, esqueça! Aqui, vou considerar o lado "difícil", subjetivo e relativo ao sentido ético da existência humana: o SER consciente.
Mostrar apreço às condutas louváveis, ser bondoso ou educado, ter um comportamento exemplar e cauteloso, preocupar-se com o que os outros pensam a nosso respeito nem de longe pode ser definido como consciência de fato. Afinal, a consciência não é um comportamento em si, nem mesmo é algo que possamos fazer ou pensar. A consciência é algo que sentimos. Ela existe, antes de tudo, no campo da afeição ou dos afetos. Mais do que uma função comportamental ou intelectual a consciência pode ser definida como uma emoção.
Peço licença e vou um pouco além. No meu entender, a consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo como um todo. É uma espécie de entidade invisível, que possui vida própria e que independe da nossa razão. É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos orienta para o caminho do bem.
A consciência nos impulsiona a tomar decisões totalmente irracionais e até mesmo com implicações de risco à vida. Ela permeia as nossas atitudes cotidianas (como perder uma reunião de negócios porque seu filho está ardendo em febre) e até as nossas ações de extrema bravura e de auto-sacrifício (como suportar a dor de uma tortura física e psicológica em função de um ideal). E, assim, a consciência nos abraça e conduz pela vida afora, porque está em plena comunhão com o mais poderoso combustível afetivo: o amor.
De forma bem prosaica, imagine a seguinte situação:
Você está no aconchego do seu apartamento, depois de um dia exaustivo de trabalho e reuniões. Momentos depois, o interfone toca anunciando a visita inesperada de uma grande amiga. Ela está grávida de sete meses e chegou abarrotada de sacolas com as últimas compras do enxoval. Apesar do cansaço, você fica verdadeiramente feliz com sua presença.
Por alguns momentos, vocês conversam alegremente sobre o bebê, os planos para o futuro e colocam as "fofocas" em dia. Lá pelas tantas da noite, sua amiga diz que precisa ir embora.
Em frações de segundos, você pensa: "Preciso tomar um banho e dormir, será que ela vai entender se eu não acompanhá-la até a portaria do prédio?", "Mas ela está grávida e tem tanta coisa pra carregar!", "É melhor eu ir junto, não foi isso que me ensinaram."
Bom, essa tagarelice mental, que azucrina tal qual um crime cometido, sem dúvidas não é imoral. É absolutamente humana, natural e foge ao nosso controle. Mas também não é a sua consciência soprando no seu ouvido.
Ao contrário do "vou ou não vou", você é imediatamente tomado por um impulso generoso e se flagra no elevador com sua amiga, suas bolsas e sacolas. Chama um táxi, abre a porta do carro, diz ao motorista para ir com cuidado e se despedem felizes.
Hum! A consciência é assim mesmo: chega sem avisar e não complica, apenas faz!
Uma história mais comovente:
São Paulo, domingo, novembro de 2007. Cerca de três minutos após ter decolado do aeroporto Campo de Marte, um Learjet 35 caiu de bico sobre uma residência, onde moravam 14 pessoas de uma mesma família. No acidente morreram o piloto, o co-piloto e seis pessoas que estavam na casa. Os vizinhos Airton, de 47 anos, e seu pai, o sr. Ângelo, de 75, correram para o sobrado da família Fernandes assim que ouviram o barulho da queda do avião. Pai e filho conseguiram salvar Cláudia Fernandes, de 16 anos. Eles ouviram o choro da garota, que é autista e brincava com sua amiga Laís na hora do acidente. Airton, emocionado, descalço e com a blusa suja de sangue e cinzas, lamentava ter conseguido salvar apenas uma única vida. O sr. Ângelo queimou a mão ao salvar Cláudia e, após ser atendido por médicos no local, permaneceu na rua tentando furar o bloqueio policial para voltar aos escombros.
Sem qualquer sombra de dúvidas, podemos afirmar que Airton e Ângelo possuem consciência. E naquela tarde de domingo, eles não pensaram, simplesmente agiram: isso é pura consciência em exercício.
Todas as pessoas portadoras de consciência se emocionam ao testemunhar ou tomar conhecimento de um ato altruísta, seja ele simples ou grandioso. Qualquer história sobre cons ciência é relativa à conectividade que existe entre todas as coisas do universo. Por isso, mesmo de forma inconsciente (sem nos darmos conta), alegramo-nos frente à natureza gentil dos atos de amor. 

Trecho de Mentes Perigosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva

editado por @frankhosaka 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Selma, ou turbilhão 590

por enquanto,minha internet está sem as listras(então posso escrever)

Vou indicar seu último artigo para pessoas que privilegiam "em excesso" a razão,destituída do que a faz existir,que é a reação ou o "estado de necessidade por alguma coisa".

Nessa semana também eu vou comprar e começar a ler o livro "Mentes Perigosas",da dra. Ana Beatriz.

Estou numa fase em que ando voltando a ler livros,e não só revistas de pesquisas- porque o livro é bom para a reformulação da linguagem do leitor.

Uma boa tarde a vc, e ao blog.

mala nihil

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