terça-feira, 12 de julho de 2011
De onde vem o brilho do Adilson?
Esse tipo de cogumelo ainda é conhecido popularmente como "flor de coco (Foto: Divulgação/USP)
Pesquisadores encontraram no Piauí um cogumelo que emite luz e que tinha sido avistado pela última vez há quase 170 anos.
A pesquisa do grupo de cientistas da USP e das universidades americanas de San Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista científica Mycologia.
O Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.
"Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo", disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP.
"Este foi o maior, um grupo deles emite quantidade considerável de luz", afirmou.
'Flor de coco'
Em 1840, o cogumelo foi descoberto pelo botânico britânico George Gardner quando viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila onde hoje fica a cidade de Natividade, em Tocantins.
Chamado pelos locais de "flor de coco", o fungo bioluminescente foi classificado como Agaricus gardeni e não foi mais visto desde então.
"Fiquei sabendo que existiam ainda fungos assim por volta de 2001. Nos anos seguintes, me chegavam relatos de Tocantins e Goiás de um cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz", diz Stevani.
"Mas fotografia mesmo vi só em 2005, uma tirada no Piauí", afirma ele, que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo.
"As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas", explica.
Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como "flor de coco".
Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil .
A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso.
Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insetos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução. Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do fungo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
O Estado (Frank)
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Mate-me, por favor!
A jornada de desintegração emocional que levou uma advogada de 35 anos a contratar um assassino para tirar a sua vida
(Laura Diniz)
Quando a advogada Giovana Matias Manzano de 35 anos disse ao ex-presidiário Wellington de Oliveira Macedo que estava sofrendo muito por ter se divorciado e, por isso precisava de um matador, ele pensou que ela iria encomendar a morte do ex marido. Mas, Giovana explicou: “Eu quero alguém para me matar”. Wellington, que estava preso até dois meses atrás por tráfico de drogas, primeiro se espantou, depois pediu 30000 reais pelo serviço. Fecharam em 20000 reais. O planejamento do próprio assassinato foi o final de uma jornada de desintegração emocional que se acelerou há um ano. Desde a faculdade, concluída em 1997 em Penápolis, interior de São Paulo, onde morava, Giovana lutava contra a depressão com terapia e medicamentos.
Formada, chegou a abrir um escritório com uma amiga, mas tudo terminou depois que, numa discussão, a sócia revelou que Giovana havia sido adotada. Amigas contam que ela sentiu rejeitada pela mãe biológica e que esse sentimento nunca mais a abandonou. No início dos anos 2000 conheceu Adriano Cavalheri, o Di, com quem se casou poucos anos depois e foi morar em Mato Grosso.
Cavalheri era delegado em início de carreira e Giovana não trabalhava. Passou a maior parte dos oito anos de casamento sozinha, tendo como companhia apenas a poodle Luna. Nunca quis ter filhos. As freqüentes crises de depressão e a consciência da própria instabilidade emocional fizeram com que certa vez dissesse a uma amiga: “Como vou ter um filho do jeito que eu sou?” E se eu o afogar na banheira?”. Em meados de 2010 quis prestar concurso para a polícia. Antes do teste rezou e pediu a Deus: “Se for para me reprovar no exame físico, nem me passe no escrito”. Na ocasião, estava acima do peso, mas fez ginástica e emagreceu. Passou na prova escrita, mas falhou no teste físico. Ao saber da reprovação, conta uma amiga, quebrou a casa toda, jogou no lixo imagens religiosas e tentou se matar com uma overdose de remédios.
“Não acredito mais em Deus”, disse.
Dias depois do episódio, o marido ligou para os familiares de Giovana e pediu-lhes que fosse busca-la. No começo deste ano, de volta à cidade natal e com o casamento abalado,, a advogada procurou um médico. Que a diagnosticou como portadora de trastorno borderline, que provoca altos e baixos emocionais, causa depressão e aumenta o risco de suicídio. Depois do diagnóstico Cavalheri anunciou o divórcio. Giovana se desesperou diante do que considerou ser a segunda rejeição de sua vida. Culpou o psiquiatra pela separação e procurou outro especialista, que discordou do diagnóstico de borderline e prescreveu medicamentos para depressão e terapia.
Giovana estava sob seus cuidados quando morreu. Nos últimos meses de vida, deu sinais de que tentava se recuperar. Matriculou-se num cursinho, comprou um carro zero, equipou-o e marcou uma lipoaspiração. Também passou a trocar mensagens com homens pela internet.
Um mês antes de morrer, conheceu na rede um rapaz com quem combinou um encontro ao vivo. Seria em 11 de junho, véspera do Dia dos Namorados. Um dia antes, cmprou um vestido e marcou horário num salão. Mas estava receosa. No fim da tarde ligou para uma amiga e disse que tinha medo de, mais uma vez, ser rejeitada. Em seguida, em seguida telefonou para um primo e perguntou se ele conhecia alguém “barra-pesada”. O primo disse que não. No sábado à noite, tinha saído do salão onde fizera o cabelo e a maquiagem quando, em cima da hora, o rapaz desmarcou o encontro. Giovana voltou para casa, desarrumou o cabelo, lavou o rosto, e ao que tudo indica, tomou aí a decisão final.
Na manhã seguinte, foi num bar da periferia e deu a entender que queria drogas. Um morador de rua a levou até Wellington. Na volta Giovana lhe deu 100 reais e disse que ele iria ler seu nome no jornal.
Na segunda feira, seu último dia de vida, Giovana encontrou-se com Wellington para reiterar que queria dois tiros na cabeça, de modo a não ter chance de sobreviver. Deu-lhe 20 reais para comprar a gasolina com que ele deveria queimar o seu carro. “Meu plano sempre fi fugir com o dinheiro dela sem matá-la”, disse Wellington a Veja. No fim do dia, enquanto Giovana se confessava com um frade, Wellington desenterrava o revólver que havia escondido antes de ser preso. Às 23 horas, a advogada foi ao encontro de Wellington e um amigo no local combinado. De carro, chegaram a um canavial.
“Trouxe a gasolina?”, perguntou.
Ao ver o galão, ela mesma despejou o líquido nos bancos. Assim que entregou a Wellington o envelope de dinheiro, ele e o amigo correram. Ela gritou, segundo Wellington: “Ei, você acha que sou tonta? Sei onde você mora. Posso acabar com a sua vida”. Eles pararam de correr e ela disse furiosa: “Se eu pegar esse revolver, mato vocês dois e depois me mato”. Wellington deu-lhe um tiro na cabeça. Giovana caiu. Antes de fugir disparou mais duas vezes, também na cabeça. No envelope, disse, só havia 2000 reais.
Giovana deixou uma carta de despedida. Nela, dizia que amava o marido e sentia a sua falta. Pedia desculpas à família e a afirmava que a decisão havia sido sua – a decisão de pagar um criminoso para livrá-la do que ela considerava um fardo insuportável, sua própria vida.
Revista Veja, 2225 - nº28 - 13/07/2011
Confesso que quando soube dessa tragédia pela TV senti uma profúnda angústia. Angústia maior senti aos poucos ao copiar a matéria da Revista Veja. A pobre Giovana, uma pessoa já doente, carcomida pela depressão, teve o azar de encontrar pela vida pessoas falsas e - pior ainda - depositar extrema confiança nessas pessoas.
Encontrou uma falsa amiga (amiga da onça) com quem abriu um consultório de advocacia e que no calor da discussão jogou em sua cara que era adotada. Nada demais ser adotada. Passou sofrendo a rejeição de ter sido abandonada pela mãe verdadeira. Mas ela não soube ver o outro lado da moeda: se por um lado a mãe biológica a rejeitou, a outra mãe -a do coração - a amou.
Depois encontrou um homem e o amou. Mas esse homem não deve tê-la amado o suficiente, pois num desequilíbrio mental a abandonou.
Pediu para que Deus a ajudasse a passar em um exame de aptidão física e não conseguiu! Mas conseguiu o mais difícil, que é passar em um exame escrito! E culpou Deus pelo fracasso.
Conseguiu um diploma de curso superior, passou no exame da OAB!
Essa moça era muito inteligente, o problema era a doença... Penso que realmente era borderline mesmo, como o primeiro médico diagnosticou.
E a gota d'água parece ter sido um encontro com uma pessoa que conheceu pela internet e que não deu certo... Oh, meu Deus! Uma moça de 34 anos deixar-se levar por ilusões de internet... Se nem os homens que as mulheres conhecem ao vivo e em cores não dão certo, imaginem os virtuais!
Mas o fato é que se tomou as atitudes que tomou é porque realmente estava muito doente. Que Deus a tenha. Muito angustiante esse texto.
(Selma)
ao sr.Hosaka, Nihil
Bom dia ao sr.
Quem é vivo, sempre aparece,e eu voltei a aparecer,como tem reparado.
Espero que todos os leitores e cronistas do blog,estejam tendo boas férias.
Minha pergunta é sobre informática- e poderá ser respondida por outros leitores também,se souberem.
Meu antivírus vai ficar com sua licença vencida nessa semana.
Eu vou ter que trocar de antivírus.
O que me desgasta, nem é saber que vou ter que pagar,mas ele ainda por cima, não querer mandar a fatura para o meu e-mail.
O Avast e o AVG servem para notebooks?
Estou perguntando isso,porque há um tempo,tentei baixar o Avast em outro notebook,e depois de umas horas, eu vi que não consegui baixar.
O programa simplesmente sumiu.
Eu sei que o Norton- que é pago, serve para "notes" e inclusive, ele fica mandando avisos para eu,de hora em hora, e pedindo dinheiro.
Mas,duvido que ele envie a conta para o e-mail do usuário.
Agradeço desde já a resposta.
Um ótimo dia a vocês.
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Quem é vivo, sempre aparece,e eu voltei a aparecer,como tem reparado.
Espero que todos os leitores e cronistas do blog,estejam tendo boas férias.
Minha pergunta é sobre informática- e poderá ser respondida por outros leitores também,se souberem.
Meu antivírus vai ficar com sua licença vencida nessa semana.
Eu vou ter que trocar de antivírus.
O que me desgasta, nem é saber que vou ter que pagar,mas ele ainda por cima, não querer mandar a fatura para o meu e-mail.
O Avast e o AVG servem para notebooks?
Estou perguntando isso,porque há um tempo,tentei baixar o Avast em outro notebook,e depois de umas horas, eu vi que não consegui baixar.
O programa simplesmente sumiu.
Eu sei que o Norton- que é pago, serve para "notes" e inclusive, ele fica mandando avisos para eu,de hora em hora, e pedindo dinheiro.
Mas,duvido que ele envie a conta para o e-mail do usuário.
Agradeço desde já a resposta.
Um ótimo dia a vocês.
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O doce veneno do açúcar
Quando a disponibilidade(facilidade de compra) do açúcar excede de 10 a 15 kg por pessoa/ano, ocorre aumento do índice de cárie. Ou seja, a sacarose ( o açúcar de cana) é o açúcar mais cariogênico que existe.
A quantidade de sacarose compatível com uma boa saúde bucal (dental) seria de no máximo 15kg/pessoa/ano, ou mais exatamente 40g/pessoa/dia em regiões beneficiadas com o flúor na água. E 10 kg/pessoa/ano (30g/pessoa/dia) em regiões não beneficiadas com o flúor na água.
Uma latinha de 300ml de Coca-Cola possui 39 gramas de açúcar!
Importante lembrar que o excesso de sacarose também pode causar o aumento de peso (obesidade) e diabetes.
Provavelmente o consumo de açúcar é maior nas camadas de baixa renda, visto que são os que apresentam altos níveis de cárie.
Infelizmente é enorme o investimento em propagandas que incentivam o consumo do açúcar na TV: refrigerantes, sorvetes, bolachas, confeitos, etc. E praticamente zero investimento em informações sobre o malefício do açúcar na saúde bucal.
Vivemos numa época em que se valoriza a beleza física. Mas os apelos televisivos são para que sejam consumidos produtos que nem sempre colaboram para a construção dessa beleza. Alguém já parou para pensar se mulher que bebe cerveja todo dia no happy hour tem corpinho de sereia, dentes branquinhos, gengivas saudáveis e hálitos gostoso?
A doença cárie (sim, é doença pois é transmissível) é a principal causa da perda dentária da população mundial.
Vejam bem:
- Aos 17 anos, 80% dos jovens já tiveram uma lesão cariosa cavitada;
- Aos 40 anos mais de 2/3 dos adultos perderam pelo menos um dente permanente.
O risco de cárie na dentição permanente é maior se na dentição de leite já havia cárie!
Além do açúcar, outros fatores contribuem para a formação da cárie, principalmente se forem associados ao alto consumo de açúcar.
- deficiências físicas e mentais (dificultam escovação)
- presença de restaurações ou próteses mal feitas (acúmulo de alimentos)
- saliva (pouca saliva aumenta índice de cáries)
- medicamentos (pode diminuir produção de saliva)
a)hipnóticos
b)tranquilizantes
Diazepam/Bromazepam/Lorazepam
c)antidepressivos
Fluoxetina
d)antiepiléticos
Carbamazepina
e)anticolinérgicos
f)agentes beta bloqueadores adrenérgicos
aliprolol
g)analgésicos opiáceos
tramadol
h)anti-histamínicos
Quando se ingere muito açúcar, o pH da saliva torna-se ácido causando a desmineralização da superfície dentária. Claro que esse ciclo é interrompido se houver a escovação dos dentes, o que alterará o pH da saliva. No creme dental há o fluoreto, que ajuda na capacidade da remineralização do dente através da saliva.
Cuide-se.
Não é preciso abster-se do açúcar. É necessário ter em mente os procedimentos de higiene bucal, consciência da alimentação e viver a vida onde se devem acrescentar exercícios físicos diários.
(Selma)
Por que o Adilson não é feliz?
por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br
Primeiro, devemos entender o significado da palavra feliz. Muitas pessoas acham que ser feliz é entrar no universo daquilo que foi pré-estabelecido pela sociedade dominante. No Brasil, parece que é alcançar um posto profissional invejável, ter um carro do ano que desperte admiração, se vestir com roupas aceitas pelas regras de um determinado grupo que a pessoa frequente, ir a lugares caros onde será visto e reconhecido por amigos comuns, viajar a locais da moda, e mais uma vasta quantidade de pré-quesitos sociais de sucesso e aparência para se sentir aceito e aprovado. Que tormento!
Já atendi muita gente que cumpriu essa extensa lista de afazeres e continua infeliz. O dinheiro nos traz comodidades, mas se for o objeto de nosso desejo, trará servidão e medo, basta visitar as manchetes dos jornais nos últimos meses. A pessoa que passa boa parte do seu tempo tomando conta da “bolsa”, do “dólar”, da “onça”, pensa que está vivendo, até infartar ou se matar.
Estou falando de bem-estar interno. De se gostar e se aceitar plenamente antes de se aventurar às mudanças de vida. Não para perseguir um sonho que é mais uma satisfação social do que uma agradável jornada. Não é para fazer feliz papai, mamãe, amigo, etc. É para se sentir feliz com você.
Nossa história pessoal é apenas parte de nós. Quando nos olhamos num espelho, temos que transcender a nossa porta de apresentação pessoal (aparência, currículo etc). Somos maiores do que isso, basta não permitir o EGO tomar conta de tudo. Ele faz com que nos vejamos limitados, medíocres, presos. Não é preciso desconstruí-lo, pois ele também é importante para a devida auto-avaliação. Não se pode é dar poder a ele. É como se numa empresa de grande porte, chamassem o faxineiro para decidir sobre os rumos da instituição. Cada um faz bem o que se propõe fazer. O EGO é um subalterno numa macroestrutura que devemos entregar para quem entende. Se formos deixar para ele as nossas grandes decisões, estaremos fadados não só ao insucesso como as más escolhas. O grande diretor presidente de nossa estrutura é o nosso EU SUPERIOR que está “ali” pertinho de DEUS. Quando não temos direção, o melhor a fazer é parar, esvaziar a cabeça e submeter a apreciação d´ELE.
A pergunta é: o que eu estou repetindo que ainda não entendi o porquê? Quando começou o que eu estou insistindo em fazer e para que propósito, o que está me ensinando? Uma vez aprendida a lição extraída dessas perguntas, a vida tratará, espontaneamente, de trazer as soluções.
Somos seres duais, vivendo experiências que precisam ser aprendidas. Não é necessário ficar julgando se fez ou não o que deveria, pois o que foi feito era o possível na hora. Livre-se da culpa, pois além de engessar, não traz nada de inteligente em nossa vida. Pare de perseguir modelos que não são seus. Você é único, portanto fará do seu jeito. Deixe as emoções fluírem, pois elas represadas quando saem, são perigosas. Não fique preocupado com o que os outros pensarão de você, pois não viemos aqui para sermos avaliados por ninguém, isso é outra cilada.
Ser livre é ter certeza que a sua vida está sendo dirigida pelo melhor pra você. É poder ver o que aconteceu de trágico ou de bom e dali extrair o que podemos aprender sobre isso. Nenhum acontecimento é em vão. Tudo está encadeado como numa trama de novela que dará um resultado. Tenha paciência e não queira ver logo o último capítulo. Não fique pensando que nada tem solução, isso é a sua voz interna (arquétipo) que está ali para te boicotar. Quando ela aparecer, converse com ela e faça algumas perguntas tais como o que ela quer dizer com aquilo, de onde surgiu tal história, o que você precisa saber mais sobre isso, até que essa voz não tenha mais função e se transforme num aliado. Aceite seu lado sombrio ou aquele do qual você não gostaria de expor ou mesmo lembrar. Lembre-se que tudo faz parte do nosso todo e quanto mais você aceitar aquilo que te envergonha, mais rápido se transforma em algo produtivo.
A nossa vida é uma série de acontecimentos que se forem compreendidos (sem julgamento) após os sentimentos externados, podemos construir algo verdadeiro e só nosso, com o nosso jeito e entusiasmo. Não fique preso no seu drama. Ele apenas serviu para te construir. Você é mais do que sua história. Aceite a sua grandeza. Isso sim é ser feliz!
http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=17863 (Frank)
Primeiro, devemos entender o significado da palavra feliz. Muitas pessoas acham que ser feliz é entrar no universo daquilo que foi pré-estabelecido pela sociedade dominante. No Brasil, parece que é alcançar um posto profissional invejável, ter um carro do ano que desperte admiração, se vestir com roupas aceitas pelas regras de um determinado grupo que a pessoa frequente, ir a lugares caros onde será visto e reconhecido por amigos comuns, viajar a locais da moda, e mais uma vasta quantidade de pré-quesitos sociais de sucesso e aparência para se sentir aceito e aprovado. Que tormento!
Já atendi muita gente que cumpriu essa extensa lista de afazeres e continua infeliz. O dinheiro nos traz comodidades, mas se for o objeto de nosso desejo, trará servidão e medo, basta visitar as manchetes dos jornais nos últimos meses. A pessoa que passa boa parte do seu tempo tomando conta da “bolsa”, do “dólar”, da “onça”, pensa que está vivendo, até infartar ou se matar.
Estou falando de bem-estar interno. De se gostar e se aceitar plenamente antes de se aventurar às mudanças de vida. Não para perseguir um sonho que é mais uma satisfação social do que uma agradável jornada. Não é para fazer feliz papai, mamãe, amigo, etc. É para se sentir feliz com você.
Nossa história pessoal é apenas parte de nós. Quando nos olhamos num espelho, temos que transcender a nossa porta de apresentação pessoal (aparência, currículo etc). Somos maiores do que isso, basta não permitir o EGO tomar conta de tudo. Ele faz com que nos vejamos limitados, medíocres, presos. Não é preciso desconstruí-lo, pois ele também é importante para a devida auto-avaliação. Não se pode é dar poder a ele. É como se numa empresa de grande porte, chamassem o faxineiro para decidir sobre os rumos da instituição. Cada um faz bem o que se propõe fazer. O EGO é um subalterno numa macroestrutura que devemos entregar para quem entende. Se formos deixar para ele as nossas grandes decisões, estaremos fadados não só ao insucesso como as más escolhas. O grande diretor presidente de nossa estrutura é o nosso EU SUPERIOR que está “ali” pertinho de DEUS. Quando não temos direção, o melhor a fazer é parar, esvaziar a cabeça e submeter a apreciação d´ELE.
A pergunta é: o que eu estou repetindo que ainda não entendi o porquê? Quando começou o que eu estou insistindo em fazer e para que propósito, o que está me ensinando? Uma vez aprendida a lição extraída dessas perguntas, a vida tratará, espontaneamente, de trazer as soluções.
Somos seres duais, vivendo experiências que precisam ser aprendidas. Não é necessário ficar julgando se fez ou não o que deveria, pois o que foi feito era o possível na hora. Livre-se da culpa, pois além de engessar, não traz nada de inteligente em nossa vida. Pare de perseguir modelos que não são seus. Você é único, portanto fará do seu jeito. Deixe as emoções fluírem, pois elas represadas quando saem, são perigosas. Não fique preocupado com o que os outros pensarão de você, pois não viemos aqui para sermos avaliados por ninguém, isso é outra cilada.
Ser livre é ter certeza que a sua vida está sendo dirigida pelo melhor pra você. É poder ver o que aconteceu de trágico ou de bom e dali extrair o que podemos aprender sobre isso. Nenhum acontecimento é em vão. Tudo está encadeado como numa trama de novela que dará um resultado. Tenha paciência e não queira ver logo o último capítulo. Não fique pensando que nada tem solução, isso é a sua voz interna (arquétipo) que está ali para te boicotar. Quando ela aparecer, converse com ela e faça algumas perguntas tais como o que ela quer dizer com aquilo, de onde surgiu tal história, o que você precisa saber mais sobre isso, até que essa voz não tenha mais função e se transforme num aliado. Aceite seu lado sombrio ou aquele do qual você não gostaria de expor ou mesmo lembrar. Lembre-se que tudo faz parte do nosso todo e quanto mais você aceitar aquilo que te envergonha, mais rápido se transforma em algo produtivo.
A nossa vida é uma série de acontecimentos que se forem compreendidos (sem julgamento) após os sentimentos externados, podemos construir algo verdadeiro e só nosso, com o nosso jeito e entusiasmo. Não fique preso no seu drama. Ele apenas serviu para te construir. Você é mais do que sua história. Aceite a sua grandeza. Isso sim é ser feliz!
http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=17863 (Frank)
A Internet está destruindo o capitalismo
CAROLINA MARCELINO
Ineficiente, ineficaz e, em alguns casos, irritante. O atendimento ao cliente via chat (conversa em tempo real pela internet, também conhecida como bate-papo) deveria facilitar a vida dos consumidores, mas apresenta problemas tão preocupantes quanto os dos famosos SAC (serviço de atendimento ao cliente) por telefone.
A empresa NeoAssist, especializada em soluções de atendimento, realizou uma consulta com várias empresas brasileiras e apontou as principais reclamações dos clientes com os chats: falha no primeiro atendimento — o consumidor fica online, mas não recebe resposta; atendimento online passa a offline — o atendente pede que o cliente ligue para o telefone do SAC; impossibilidade de esclarecer dúvidas fora do horário comercial; demora para obter respostas — isso quando o cliente consegue obtê-las; e um mesmo funcionário atendendo a mais de um cliente por vez, demonstrando falta de comprometimento das empresas em resolver as questões.
O comerciante Antonio Guilherme de Souza Santos, de 59 anos, é cliente do site Mercado Livre, de leilão e intermediação de negócios, há nove anos, mas está insatisfeito. “O site não tinha canal de atendimento. Agora criou um chat, mas que nunca funcionou. Pelo menos, não comigo.”
Leia mais no Jornal da Tarde (Frank)
Ineficiente, ineficaz e, em alguns casos, irritante. O atendimento ao cliente via chat (conversa em tempo real pela internet, também conhecida como bate-papo) deveria facilitar a vida dos consumidores, mas apresenta problemas tão preocupantes quanto os dos famosos SAC (serviço de atendimento ao cliente) por telefone.
A empresa NeoAssist, especializada em soluções de atendimento, realizou uma consulta com várias empresas brasileiras e apontou as principais reclamações dos clientes com os chats: falha no primeiro atendimento — o consumidor fica online, mas não recebe resposta; atendimento online passa a offline — o atendente pede que o cliente ligue para o telefone do SAC; impossibilidade de esclarecer dúvidas fora do horário comercial; demora para obter respostas — isso quando o cliente consegue obtê-las; e um mesmo funcionário atendendo a mais de um cliente por vez, demonstrando falta de comprometimento das empresas em resolver as questões.
O comerciante Antonio Guilherme de Souza Santos, de 59 anos, é cliente do site Mercado Livre, de leilão e intermediação de negócios, há nove anos, mas está insatisfeito. “O site não tinha canal de atendimento. Agora criou um chat, mas que nunca funcionou. Pelo menos, não comigo.”
Leia mais no Jornal da Tarde (Frank)
sábado, 9 de julho de 2011
A Internet está destruindo o planeta
Por Leandro Costa
Um estudo recente feito por um órgão de pesquisas da França e publicado pelo jornal El País, deu conta do tamanho do impacto ambiental causado por três ferramentas emblemáticas: e-mail, buscas na internet e transmissão de dados via conexão USB.
O modo como os cálculos foram feitos pode até ser debatido, porém, o estudo leva a uma reflexão a respeito de atividades que são vistas como limpas, ou seja, que não causam nenhum tipo de impacto ao meio ambiente.
E-mail. De acordo com dados de 2009, a população mundial envia por dia cerca de 247 bilhões de e-mails. Projeções indicam que dentro de três anos esse número deve saltar para 507 bilhões. Somente na França, um empregado de uma empresa com 100 funcionários recebe em média 58 mensagens por dia, e envia outras 33.
Para calcular o impacto ambiental o estudo considera que enviando essa quantidade de e-mails (e também estabelecendo uma média de tamanho de um megabyte para cada mensagem), cada pessoa emite, por ano, 136 quilos de CO2.
O cálculo baseia-se no consumo de energia dos computadores para enviar as mensagens e também dos bancos de dados pra gerenciar esse processo. De acordo com a pesquisa, reduzindo-se em 10% o volume de e-mails enviados e recebidos em uma empresa de 100 funcionários resulta na não emissão de uma tonelada do gás na atmosfera.
Buscas. Para calcular o as emissões causadas pelas pesquisas na internet o estudo atribui uma média 949 buscas realizadas anualmente por internauta. O que contribui para a poluição nesse caso são os servidores, que gastam grande quantidade de energia elétrica para atender a essas demandas. O estudo calcula então que cada pessoas emita quase 10 quilos de CO2 por ano só com buscas.
Como possibilidade para redução dessas emissões o estudo aponta um melhor uso da ferramenta ‘favoritos’ e a realização de buscas com o uso de palavras chave mais precisas. De acordo com o relatório, essas medias podem reduzir as emissões para menos de cinco quilos de CO2 no ano, por pessoa.
USB.Para as emissões causadas pela transmissão de dados via dispositivos USB toma por base um documento de texto com 200 páginas, transmitido de um drive USB de 512 megabytes.
Considerando que o tempo médio de leitura de uma pessoa para cada página seja de três minutos, cada 100 que lerem o documento por completo causarão a emissão de 80 quilos de CO2.
O Estado de S Paulo (Frank)
Um estudo recente feito por um órgão de pesquisas da França e publicado pelo jornal El País, deu conta do tamanho do impacto ambiental causado por três ferramentas emblemáticas: e-mail, buscas na internet e transmissão de dados via conexão USB.
O modo como os cálculos foram feitos pode até ser debatido, porém, o estudo leva a uma reflexão a respeito de atividades que são vistas como limpas, ou seja, que não causam nenhum tipo de impacto ao meio ambiente.
E-mail. De acordo com dados de 2009, a população mundial envia por dia cerca de 247 bilhões de e-mails. Projeções indicam que dentro de três anos esse número deve saltar para 507 bilhões. Somente na França, um empregado de uma empresa com 100 funcionários recebe em média 58 mensagens por dia, e envia outras 33.
Para calcular o impacto ambiental o estudo considera que enviando essa quantidade de e-mails (e também estabelecendo uma média de tamanho de um megabyte para cada mensagem), cada pessoa emite, por ano, 136 quilos de CO2.
O cálculo baseia-se no consumo de energia dos computadores para enviar as mensagens e também dos bancos de dados pra gerenciar esse processo. De acordo com a pesquisa, reduzindo-se em 10% o volume de e-mails enviados e recebidos em uma empresa de 100 funcionários resulta na não emissão de uma tonelada do gás na atmosfera.
Buscas. Para calcular o as emissões causadas pelas pesquisas na internet o estudo atribui uma média 949 buscas realizadas anualmente por internauta. O que contribui para a poluição nesse caso são os servidores, que gastam grande quantidade de energia elétrica para atender a essas demandas. O estudo calcula então que cada pessoas emita quase 10 quilos de CO2 por ano só com buscas.
Como possibilidade para redução dessas emissões o estudo aponta um melhor uso da ferramenta ‘favoritos’ e a realização de buscas com o uso de palavras chave mais precisas. De acordo com o relatório, essas medias podem reduzir as emissões para menos de cinco quilos de CO2 no ano, por pessoa.
USB.Para as emissões causadas pela transmissão de dados via dispositivos USB toma por base um documento de texto com 200 páginas, transmitido de um drive USB de 512 megabytes.
Considerando que o tempo médio de leitura de uma pessoa para cada página seja de três minutos, cada 100 que lerem o documento por completo causarão a emissão de 80 quilos de CO2.
O Estado de S Paulo (Frank)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Quantos sonhos valem o Adilson?
A Selma sonhou que estava no Faustão, no quadro "Não menos que 30 segundos", e disse que iria ler um dos comentários do Adilson, e quando terminou de ler, eis que o silêncio tomou conta do cenário, não havia nenhum sorriso, nenhuma vaia, a Selma sentia que o seu espírito se tornara um amontado de pó que nunca existiu.
Se José estivesse vivo na era contemporânea, interpretaria o sonho assim: o Faustão é o Blog que a Selma criou e o Adilson representa todas as vacas que vão levar o Blog para o brejo, nos próximos sete anos.
Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP
Se José estivesse vivo na era contemporânea, interpretaria o sonho assim: o Faustão é o Blog que a Selma criou e o Adilson representa todas as vacas que vão levar o Blog para o brejo, nos próximos sete anos.
Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A Ciência dos Sonhos
“Eu acordei com uma música maravilhosa na minha cabeça. Fui até o piano e comecei a achar as notas. Tudo seguiu uma ordem lógica. Gostei muito da melodia, mas, como havia sonhado com ela, não podia acreditar que tinha escrito aquilo. Foi a coisa mais mágica do mundo."
É dessa maneira que Paul McCartney explica a criação de "Yesterday", 45 anos atrás. A canção até hoje figura no livro Guinness dos Recordes como a música que ganhou o maior número de versões cover na história, por volta de 3 mil.
Deixando um pouco de lado a necessária dose de genialidade para a composição de um clássico dessa magnitude, sobram questionamentos sobre se o que aconteceu com o sonho do Beatle foi uma obra do acaso, uma predisposição genética ou uma técnica que pode ser decifrada e difundida. E hoje, como nunca antes, os cientistas se debruçam sobre os meandros do que acontece conosco enquanto dormimos, tentando descobrir seu mistério e, quem sabe, ajudar algum compositor dorminhoco a escrever uma nova "Yesterday".
É fato que os sonhos sempre intrigaram e foram objeto de estudo, mas o que está acontecendo agora é que eles estão sendo levados mais a sério por neurologistas, psicanalistas e biólogos. Enquanto a biologia procura explicar quais são as estruturas cerebrais envolvidas, a psicanálise se põe a investigar seu conteúdo. Da união dessas duas disciplinas nasceu a neuropsicanálise, uma tentativa de entender os aspectos físicos e psíquicos do sonho.
Nos últimos 50 anos, apesar de a ciência entender cada vez mais como nosso cérebro funciona quando estamos dormindo, os sonhos foram tratados como um subproduto do sono. Em 1983, o britânico Francis Crick, famoso por descobrir a estrutura do DNA, e seu colega Graeme Mitchison publicaram um trabalho afirmando que os sonhos funcionavam como uma espécie de lixeira virtual, descartando todas as memórias "inúteis" acumuladas durante o dia. Era o ápice da negação aos estudos do austríaco Sigmund Freud (1856-1939) - pai da psicanálise e autor de livros como A Interpretação dos Sonhos -, que ocorria desde o começo da década de 50.
Os estudos que vêm sendo publicados desde a virada do milênio e os novos livros programados para chegar às prateleiras neste ano reabilitam os pensamentos de Freud. Para ele, as imagens durante o sono simulavam nossos desejos e nos protegiam contra a dor e os traumas passados. Essas pesquisas também defendem a utilidade dos sonhos em ajudar a resolver problemas do cotidiano e organizar ideias, como aconteceu com McCartney.
Na avaliação de Carey Morewedge, professor assistente do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Carnegie Mellon, EUA, a verdade sobre os sonhos se encontra em uma intersecção das três teorias predominantes sobre eles: a freudiana; a de que sonhos servem para consolidar memórias e aprendizado; e a crença de que suas imagens são totalmente aleatórias. "É provável que haja um pouco de verdade em cada uma delas", diz."Freud acertou no que viu e no que não viu. A gente cada vez mais resgata a obra dele", afirma o brasiliense Sidarta Ribeiro, Ph.D. em neurobiologia, doutor em neurociências pela Universidade Rockefeller com pós-doutorado pela Universidade Duke, EUA, e idealizador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), ao lado de Miguel Nicolelis, doutor em neurofisiologia pela USP, professor de neurobiologia na Duke e cotado ao prêmio Nobel de Medicina deste ano.
A dupla defende que os sonhos têm relação direta com o nosso dia a dia. "Eles estão ligados de uma maneira forte com aquilo que está acontecendo ao sonhador. Um exemplo: a gente sabe que pessoas que estão experimentando uma crise no casamento sonham bastante com isso", afirma Sidarta.
Luciano Ribeiro Pinto Júnior, neurologista e pesquisador da disciplina de medicina e biologia do sono da Unifesp, concorda. "Você sonha com coisas que viveu durante o dia. Imagine uma pessoa que encontrou um conhecido e sonhou com um contato sexual com essa pessoa. Juntou um desejo, uma emoção, a uma memória. A pessoa em questão pode representar alguma coisa ou ser só um instrumento para realizar o desejo."
A relação entre sonhos e o sexo é tema do livro Sex Dreams and Symbols: Interpreting Your Subconscious Desires (Sonhos sexuais e símbolos: interpretando seus desejos subconscientes), da psicóloga Pam Spurr. O título, lançado em janeiro, faz parte do boom editorial a respeito do assunto. Nos próximos dois meses, serão publicados três importantes obras somente nos EUA. Nenhuma delas têm previsão de chegar ao Brasil.
Há pelo menos duas pesquisas nessa linha sob a supervisão de Sidarta. A primeira, conduzida por Rafael Scott, aluno do neurocientista e mestrando em psicobiologia, levantou o conteúdo dos sonhos de 94 estudantes que tentavam uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Desse grupo, 27 vestibulandos entraram: 16 sonharam com a prova, 11, não. Entre as explicações levantadas por Scott para o resultado, a principal é que o sonho sinaliza a importância da prova para a sobrevivência social do aluno por meio do sistema de recompensa do cérebro. "Houve até quem sonhasse com a festa da aprovação."
Outro experimento também realizado por um aluno, André Pantoja, mobilizou 22 pessoas que jogam o violento game Doom. O objetivo do título é matar monstros usando armas capazes de explodir os adversários. Novamente, quem sonhou com o jogo obteve melhores resultados. "Nossa conclusão preliminar é que existe uma correlação entre a melhoria no desempenho e a intensidade do sonho relacionado ao jogo", diz Sidarta. Ou seja, sonhar dormindo aumenta as chances de realizá-los quando estamos acordados.
A relação não acontece por acaso. O especialista tem proposto nos últimos anos que a única maneira para entender a função dos sonhos é estudá-los quando os seres humanos estão diante de situações semelhantes àquelas vividas pelos nossos ancestrais. "O Doom e o vestibular são tentativas de estudar o sonho em um contexto de alto estresse. Os sonhos na vida contemporânea não revelam sua função porque a gente não enfrenta os problemas de 10 mil anos atrás. Se eu estiver com fome, vou a um restaurante. Para ter onde morar, basta possuir dinheiro para o aluguel."
Isso também explicaria os sonhos que não fazem nenhum sentido. Sem grandes problemas para resolver, o homem moderno tece uma colcha com pedaços de memória do cotidiano. Sem precisar lutar por comida ou abrigo, os sonhos modernos perdem sentido.
A resposta à pergunta acima continua desconhecida. Mas entre os vários motivos já especulados pelas recentes pesquisas está a regulação de emoções e fatos aos quais damos importância, minimizando os sentimentos perturbadores. Outro é selecionar e armazenar informações na memória de longo prazo, formando uma rede de experiências relacionadas que podem ser úteis no futuro.Não foram apenas os Beatles que se beneficiaram com isso. A tabela periódica, segundo relato de seu inventor, o químico russo Dmitri Mendeleev (1834-1907), surgiu durante um sonho. Mágica? Não, provavelmente durante o sono o cérebro do químico organizou várias informações com as quais vinha trabalhando.
Talvez essa aparente "função treino" esteja relacionada com a importância das imagens mentais para a memória e o aprendizado. Segundo escreveu Jonathan Winson, professor da Universidade Rockefeller, EUA, falecido no ano passado, os estudos sobre a função do hipocampo, do sono REM e de uma onda cerebral chamada "ritmo teta" mostram que os sonhos são o reflexo de um aspecto fundamental do processamento da memória. Esse mecanismo ajuda a transferirmos informação da memória de curto prazo para a de longo prazo. Na prática, a função teria um caráter evolutivo: avaliar as experiências e estratégias de sobrevivência, melhorando nossas performances em diversos aspectos da vida.
Luciano Ribeiro Pinto Júnior acredita que não há um motivo específico pelo qual sonhamos. "Tudo é fruto da atividade cerebral." Segundo o neurologista, há estudos que comprovam a ligação entre o sono REM, o sonho e a memória, mas isso está se ampliando, já que pesquisas mostram que em outras fases também há mecanismos ligados ao armazenamento de informação. "O sono REM é importante para a memória, o aprendizado e a atividade mental. O sonho é consequência disso", diz.
Os mecanismos que desencadeiam os pesadelos se parecem com os dos sonhos. Ativam as mesmas áreas do cérebro, mas acionam circuitos diferentes. Uma pesquisa da Universidade de San José, na Califórnia, sugere que o estresse tem um papel importante nesse processo. Além disso, afirmam que os sonhos ruins possuem uma função benéfica.Os pesquisadores dividiram os entrevistados em três grupos, de acordo com a frequência e intensidade de seus pesadelos, e avaliaram cada um em relação a fatores de estresse presentes no dia a dia. O resultado foi que aqueles que tinham mais pesadelos conseguiam lidar melhor com as dificuldades diárias, sugerindo que esse tipo de experiência proporciona mais jogo de cintura na hora de encarar os problemas.
Para Rosalind, os pesadelos ocorrem quando sentimos alguma emoção muito intensa, inesperada ou desafiante, sem nenhuma situação correspondente ou similar na memória de longo prazo para ajudar a processar aquela informação. "Isso chama a atenção da mente consciente para um grande problema a ser resolvido", afirma.
Um trabalho liderado pela professora avaliou os sonhos de pessoas com diagnóstico de depressão. Aqueles que tiveram mais pesadelos no início do sono tinham uma probabilidade maior de estarem com os sintomas da doença controlados depois de um ano, em comparação com os que tiveram mais sonhos negativos no final da noite. Para ela, isso indica que os pesadelos que ocorrem no início do sono estão prestando esse serviço de regulação do humor e alívio do estresse, enquanto que o pesadelo tardio pode indicar uma falha nesse processo.
Mas, é claro, sonhar é melhor que ter pesadelos. Em outro estudo, Rosalind realizou testes com pessoas que estavam se divorciando. Aqueles que tiveram mais sonhos positivos com o ex-cônjuge eram também os que estavam lidando melhor com o estresse da separação, sinal de que a qualidade do sono pode ser um reflexo do estado de espírito da pessoa ou uma maneira de "calibrar" a relação.
Geralmente é quando os eventos do dia causam uma ansiedade ou excitamento emocional que os sonhos nos mostram como nós estamos refletindo sobre tais questões. "Não quer dizer que temos que prestar atenção ao significado do sonho ao acordar. Eles cumprem sua função quer prestemos atenção neles ou não", diz Cartwright. Ou seja, mesmo que você não ligue muito para o que acontece durante o sonho, eles estão trabalhando duro para colocar seus pensamentos em ordem.
Ainda de acordo com Cartwright, aplicar na vida real o que acontece quando se está dormindo depende de entender os seus próprios sonhos. Essa linguagem não tem nada a ver com dicionários de simbologia, daqueles que associam sonhar que perdeu um dente com a morte de um conhecido e que uma cobra é sinônimo de traição.
Esse entendimento é pessoal, baseado em um sistema de códigos individual, formado pelas experiências de vida de cada um. Aí cabe a você analisar seus medos, desejos, decepções, e tentar adaptá-los ao que sonhou na noite passada. No processo, quem sabe, pode vir à luz mais um clássico da canção ocidental. Se isso não acontecer, é no mínimo reconfortante saber que a ciência está caminhando para desvendar o modo como a cabeça de Paul McCartney funcionou naquela manhã de 1964. Para os cientistas, o sonho não acabou.
Baseado em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG86898-7855-214-7,00-A+CIENCIA+DO+SONHO.html
(Selma)
É dessa maneira que Paul McCartney explica a criação de "Yesterday", 45 anos atrás. A canção até hoje figura no livro Guinness dos Recordes como a música que ganhou o maior número de versões cover na história, por volta de 3 mil.
Deixando um pouco de lado a necessária dose de genialidade para a composição de um clássico dessa magnitude, sobram questionamentos sobre se o que aconteceu com o sonho do Beatle foi uma obra do acaso, uma predisposição genética ou uma técnica que pode ser decifrada e difundida. E hoje, como nunca antes, os cientistas se debruçam sobre os meandros do que acontece conosco enquanto dormimos, tentando descobrir seu mistério e, quem sabe, ajudar algum compositor dorminhoco a escrever uma nova "Yesterday".
É fato que os sonhos sempre intrigaram e foram objeto de estudo, mas o que está acontecendo agora é que eles estão sendo levados mais a sério por neurologistas, psicanalistas e biólogos. Enquanto a biologia procura explicar quais são as estruturas cerebrais envolvidas, a psicanálise se põe a investigar seu conteúdo. Da união dessas duas disciplinas nasceu a neuropsicanálise, uma tentativa de entender os aspectos físicos e psíquicos do sonho.
Nos últimos 50 anos, apesar de a ciência entender cada vez mais como nosso cérebro funciona quando estamos dormindo, os sonhos foram tratados como um subproduto do sono. Em 1983, o britânico Francis Crick, famoso por descobrir a estrutura do DNA, e seu colega Graeme Mitchison publicaram um trabalho afirmando que os sonhos funcionavam como uma espécie de lixeira virtual, descartando todas as memórias "inúteis" acumuladas durante o dia. Era o ápice da negação aos estudos do austríaco Sigmund Freud (1856-1939) - pai da psicanálise e autor de livros como A Interpretação dos Sonhos -, que ocorria desde o começo da década de 50.
Os estudos que vêm sendo publicados desde a virada do milênio e os novos livros programados para chegar às prateleiras neste ano reabilitam os pensamentos de Freud. Para ele, as imagens durante o sono simulavam nossos desejos e nos protegiam contra a dor e os traumas passados. Essas pesquisas também defendem a utilidade dos sonhos em ajudar a resolver problemas do cotidiano e organizar ideias, como aconteceu com McCartney.
FREUD ESTAVA CERTO?
Na avaliação de Carey Morewedge, professor assistente do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Carnegie Mellon, EUA, a verdade sobre os sonhos se encontra em uma intersecção das três teorias predominantes sobre eles: a freudiana; a de que sonhos servem para consolidar memórias e aprendizado; e a crença de que suas imagens são totalmente aleatórias. "É provável que haja um pouco de verdade em cada uma delas", diz.
A dupla defende que os sonhos têm relação direta com o nosso dia a dia. "Eles estão ligados de uma maneira forte com aquilo que está acontecendo ao sonhador. Um exemplo: a gente sabe que pessoas que estão experimentando uma crise no casamento sonham bastante com isso", afirma Sidarta.
Luciano Ribeiro Pinto Júnior, neurologista e pesquisador da disciplina de medicina e biologia do sono da Unifesp, concorda. "Você sonha com coisas que viveu durante o dia. Imagine uma pessoa que encontrou um conhecido e sonhou com um contato sexual com essa pessoa. Juntou um desejo, uma emoção, a uma memória. A pessoa em questão pode representar alguma coisa ou ser só um instrumento para realizar o desejo."
A relação entre sonhos e o sexo é tema do livro Sex Dreams and Symbols: Interpreting Your Subconscious Desires (Sonhos sexuais e símbolos: interpretando seus desejos subconscientes), da psicóloga Pam Spurr. O título, lançado em janeiro, faz parte do boom editorial a respeito do assunto. Nos próximos dois meses, serão publicados três importantes obras somente nos EUA. Nenhuma delas têm previsão de chegar ao Brasil.
VESTIBULAR
Há pelo menos duas pesquisas nessa linha sob a supervisão de Sidarta. A primeira, conduzida por Rafael Scott, aluno do neurocientista e mestrando em psicobiologia, levantou o conteúdo dos sonhos de 94 estudantes que tentavam uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Outro experimento também realizado por um aluno, André Pantoja, mobilizou 22 pessoas que jogam o violento game Doom. O objetivo do título é matar monstros usando armas capazes de explodir os adversários. Novamente, quem sonhou com o jogo obteve melhores resultados. "Nossa conclusão preliminar é que existe uma correlação entre a melhoria no desempenho e a intensidade do sonho relacionado ao jogo", diz Sidarta. Ou seja, sonhar dormindo aumenta as chances de realizá-los quando estamos acordados.
A relação não acontece por acaso. O especialista tem proposto nos últimos anos que a única maneira para entender a função dos sonhos é estudá-los quando os seres humanos estão diante de situações semelhantes àquelas vividas pelos nossos ancestrais. "O Doom e o vestibular são tentativas de estudar o sonho em um contexto de alto estresse. Os sonhos na vida contemporânea não revelam sua função porque a gente não enfrenta os problemas de 10 mil anos atrás. Se eu estiver com fome, vou a um restaurante. Para ter onde morar, basta possuir dinheiro para o aluguel."
Isso também explicaria os sonhos que não fazem nenhum sentido. Sem grandes problemas para resolver, o homem moderno tece uma colcha com pedaços de memória do cotidiano. Sem precisar lutar por comida ou abrigo, os sonhos modernos perdem sentido.
| (clique na imagem para ampliá-la) |
POR QUE SONHAMOS?
A resposta à pergunta acima continua desconhecida. Mas entre os vários motivos já especulados pelas recentes pesquisas está a regulação de emoções e fatos aos quais damos importância, minimizando os sentimentos perturbadores. Outro é selecionar e armazenar informações na memória de longo prazo, formando uma rede de experiências relacionadas que podem ser úteis no futuro.
Talvez essa aparente "função treino" esteja relacionada com a importância das imagens mentais para a memória e o aprendizado. Segundo escreveu Jonathan Winson, professor da Universidade Rockefeller, EUA, falecido no ano passado, os estudos sobre a função do hipocampo, do sono REM e de uma onda cerebral chamada "ritmo teta" mostram que os sonhos são o reflexo de um aspecto fundamental do processamento da memória. Esse mecanismo ajuda a transferirmos informação da memória de curto prazo para a de longo prazo. Na prática, a função teria um caráter evolutivo: avaliar as experiências e estratégias de sobrevivência, melhorando nossas performances em diversos aspectos da vida.
Luciano Ribeiro Pinto Júnior acredita que não há um motivo específico pelo qual sonhamos. "Tudo é fruto da atividade cerebral." Segundo o neurologista, há estudos que comprovam a ligação entre o sono REM, o sonho e a memória, mas isso está se ampliando, já que pesquisas mostram que em outras fases também há mecanismos ligados ao armazenamento de informação. "O sono REM é importante para a memória, o aprendizado e a atividade mental. O sonho é consequência disso", diz.
A HORA DO PESADELO
Os mecanismos que desencadeiam os pesadelos se parecem com os dos sonhos. Ativam as mesmas áreas do cérebro, mas acionam circuitos diferentes. Uma pesquisa da Universidade de San José, na Califórnia, sugere que o estresse tem um papel importante nesse processo. Além disso, afirmam que os sonhos ruins possuem uma função benéfica.
Para Rosalind, os pesadelos ocorrem quando sentimos alguma emoção muito intensa, inesperada ou desafiante, sem nenhuma situação correspondente ou similar na memória de longo prazo para ajudar a processar aquela informação. "Isso chama a atenção da mente consciente para um grande problema a ser resolvido", afirma.
Um trabalho liderado pela professora avaliou os sonhos de pessoas com diagnóstico de depressão. Aqueles que tiveram mais pesadelos no início do sono tinham uma probabilidade maior de estarem com os sintomas da doença controlados depois de um ano, em comparação com os que tiveram mais sonhos negativos no final da noite. Para ela, isso indica que os pesadelos que ocorrem no início do sono estão prestando esse serviço de regulação do humor e alívio do estresse, enquanto que o pesadelo tardio pode indicar uma falha nesse processo.
Mas, é claro, sonhar é melhor que ter pesadelos. Em outro estudo, Rosalind realizou testes com pessoas que estavam se divorciando. Aqueles que tiveram mais sonhos positivos com o ex-cônjuge eram também os que estavam lidando melhor com o estresse da separação, sinal de que a qualidade do sono pode ser um reflexo do estado de espírito da pessoa ou uma maneira de "calibrar" a relação.
| (clique na imagem para ampliá-la) |
Geralmente é quando os eventos do dia causam uma ansiedade ou excitamento emocional que os sonhos nos mostram como nós estamos refletindo sobre tais questões. "Não quer dizer que temos que prestar atenção ao significado do sonho ao acordar. Eles cumprem sua função quer prestemos atenção neles ou não", diz Cartwright. Ou seja, mesmo que você não ligue muito para o que acontece durante o sonho, eles estão trabalhando duro para colocar seus pensamentos em ordem.
Ainda de acordo com Cartwright, aplicar na vida real o que acontece quando se está dormindo depende de entender os seus próprios sonhos. Essa linguagem não tem nada a ver com dicionários de simbologia, daqueles que associam sonhar que perdeu um dente com a morte de um conhecido e que uma cobra é sinônimo de traição.
Esse entendimento é pessoal, baseado em um sistema de códigos individual, formado pelas experiências de vida de cada um. Aí cabe a você analisar seus medos, desejos, decepções, e tentar adaptá-los ao que sonhou na noite passada. No processo, quem sabe, pode vir à luz mais um clássico da canção ocidental. Se isso não acontecer, é no mínimo reconfortante saber que a ciência está caminhando para desvendar o modo como a cabeça de Paul McCartney funcionou naquela manhã de 1964. Para os cientistas, o sonho não acabou.
Baseado em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG86898-7855-214-7,00-A+CIENCIA+DO+SONHO.html
(Selma)
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