Páginas

domingo, 22 de janeiro de 2012

Bíblia Aleatória

Na minha opinião, a Bíblia é um livro bastante difícil de ler, de onde encontramos várias pessoas que apresentam várias interpretações. O que mais aprecio é o Adilson do Blog da Selma. De acordo com o Adilson, a Bíblia prova que não existem marcianos que voam no quarto planeta do Sistema Solar, e ele tem razão.

Eu usei o programa AcroBible do iPhone e o motor de busca não encontrou nenhum versículo que fala de Marte. Logo, Marte não existe, de acordo com a Bíblia. Pelo método dedutivo, podemos concluir que não há marcianos, e se não há marcianos, eles também não têm asas.

Então, como ler a Bíblia e procurar as respostas que acabem com os tormentos de nossas almas num tempo menor ou igual como na hora de pedir um Big Mac?

Aqui temos três clássicos métodos. O método linear é o mais óbvio, mas que ninguém usa na prática. Você começa pelo Genesis e termina em Apocalipse. Nenhum padre faz isso na missa, pois ele só tem uma hora para comentar um ou dois versículos da Bíblia, e dezenas de recados para passar para os frequentadores da Paróquia, como quem vai casar, quando vai casar e onde será a festa.

Outro método é o sugestivo, e a Internet tem um monte de indicações de como encontrar Jesus de forma rápida e prática, alguns chegam até emitir o certiificado de garantia de que você já foi salvo.

O que eu indico aqui é a Bíblia Aleatória (não consigo encontrar nenhum link para publicar aqui, o jeito é você usar o motor de busca do iTunes). Na parte do comentário, tem um rapaz que reclama que o programa não é capaz de mostrar todo o versículo, o que eu acho uma virtude e não uma falha do programa. De forma alternada, ele escolhe um versículo do Novo e do Velho Testamento, e eu acredito que ele pegue na Internet o trecho inicial do versículo. A originalidade do programa é escolher o versículo ao acaso, trazer todo o versículo numa tela de 4 polegadas, aí é pedir demais.

Ontem, eu estava pensando no Adilson, e ao usar o programa Bíblia Aleatória, ele me indicou Mateus 23:13 onde informa que o Adilson é um fariseu que não procura e nem deixa outros procurarem marcianos que voam.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Sonia está em Minas Gerais

São várias as celebridades instantâneas na mídia,  que perduram por um determinado tempo. Há aqueles que adquirem a fama positiva e os que adquirem a fama negativa.

Exemplos de fama negativa existem muitos.
Há a senhora que parece ter forjado uma gravidez de quadrigêmeos e desfilava com um barrigão esquisito usando longos vestidos. Um ginecologista já disse que em agosto de 2011  ela não estava grávida. Parece até que usou imagens do ultrassom de uma outra  ex-grávida, que havia postado o conteúdo em seu blog. O fato é que a mulher sumiu ninguém sabe, ninguém viu...  Mas ficou famosa.

Há também o rapaz do Big Brother que parece ter estuprado a moça do programa. Ele diz que não, a moça diz que não, a polícia diz que sim... Eu não assisto esse programa, não tenho opinião formada.

 O legal é quando existe a fama positiva...
Isso ocorreu ( não se sabe o porquê) com a Luiza, que estava no Canadá. Seu pai, ao fazer um comercial de TV (para venda de apartamentos, parece...)  disse que todos estavam presentes naquele momento, menos Luiza que estava no Canadá...
Não se sabe o que acontece com o ser humano, para tornar essas coisas tão populares. Talvez Freud explique ou talvez nem ele tenha explicação. O bom da Luiza é que ela ganhou uma graninha com isso, e isso é sempre bom.
Quem sabe um dia isso acontece comigo também?  Usando a frase: “A Sonia está em Minas Gerais”... rsrs!

O sorriso mais intigrante do mundo


A pintura foi trazida da Itália para França pelo próprio Leonardo, em 1506, quando este foi convidado pelo rei Francisco I de França para trabalhar na sua corte. Francisco teria então comprado a pintura, que passou a estar exibida em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio de Versailles.


Só após a Revolução Francesa, o quadro foi exposto no Museu do Louvre, onde se conserva até hoje. O imperador Napoleão Bonaparte ficou apaixonado pelo quadro desde a primeira vez que o viu, e mandou colocá-lo nos seus aposentos. Porém, durante as guerras com a Prússia, a Mona Lisa, bem como outras peças da coleção do museu francês, foi escondida num lugar seguro.
A 22 de Agosto de 1911, cerca de 400 anos após ser pintada por Leonardo da Vinci, a Mona Lisa foi roubada. Muitas pessoas, incluindo o poeta francês Guillaume Apollinaire e o pintor espanhol Pablo Picasso, foram presas e/ou interrogadas sob suspeita do roubo da obra-prima da pintura italiana. Quanto a Guillaume Apollinaire e a Pablo Picasso, foram soltos meses mais tarde. Acreditou-se, que a pintura estava perdida para sempre, que nunca mais iria aparecer. Todavia a obra apareceu na Itália, nas mãos de um antigo empregado do museu onde a obra estava exposta, Vincenzo Peruggia, que era de fato, o verdadeiro ladrão.
Algum tempo após o sumiço de Mona Lisa, um psicopata jogou ácido sobre ela, danificando parte inferior da obra. Foram anos e anos de reforma.
Em 2 de agosto de 2009, uma mulher russa jogou uma xícara vazia de café contra o quadro. A pintura não foi danificada, pois a xícara quebrou na proteção de vidro à prova de balas que existe antes do painel. Segundo as autoridades, a mulher só fez isso porque estava indignada após não conseguir a cidadania francesa. A russa foi presa imediatamente.




Muitos historiadores da arte acreditam que o modelo usado para a pintura pode ter sido a esposa de Francesco del Giocondo, um rico comerciante de seda de Florença e uma figura proeminente no governo fiorentino. Acredita-se também que estes eram vizinhos de Leonardo Da Vinci. Esta opinião fundamenta-se numa indicação feita por Da Vinci durante os últimos anos de sua vida, a propósito de um retrato de uma determinada senhora florentina feita da vida ao pedido do magnífico Giuliano de Medici. O primeiro biógrafo de Da Vinci, Vasari, também pintor, descreve o retrato como sendo o de Mona Lisa, esposa do cavalheiro florentino Francesco del Giocondo.


Em 2008, essa hipótese é a mais aceita, sendo, inclusive, respaldada por cientistas da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, que afirmam terem encontrado um documento com clara referência a um retrato de Lisa del Giocondo que estaria sendo realizado por Leonardo.
A identidade da modelo sendo Lisa del Giocondo, mulher de um comerciante florentino, Francesco del Giocondo, com base em notas escritas de Agostino Vespucci de 1503, encontradas na biblioteca da Universidade de Heidelberg. Descobriu-se também que Lisa tinha sido mãe recentemente, e o retrato foi feito um pouco em comemoração da recente maternidade.







Porém pouca coisa se sabe da sua vida e muito menos da história de sua mulher, Lisa Gherardini, nascida em 1479. Sabe-se que casaram em 1495, mas do fato não há nenhuma prova que poderia ter sido a senhora de um Medici, a mulher que Da Vinci referenciou. O título alternativo ao trabalho, La Gioconda, aparece apenas pela primeira vez num texto escrito mais tarde, em 1625, que se refere ao trabalho como um retrato de uma determinada Gioconda. Esta referência não contradiz nem suporta a hipótese de o modelo ser a mulher de Giocondo, uma vez que em italiano gioconda pode significar uma mulher alegre. A equipe do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá fez um estudo do quadro, por meio de scanners e lasers, e puderam projetar uma imagem em 3D com as várias camadas de pintura utilizada. A técnica revelou que a mulher do quadro usava um véu típico de mulheres grávidas do século XVI, o que poderia indiciar tanto que ela estava grávida, ou então havia dado à luz há pouco tempo.
Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, sugere que a Mona Lisa é na verdade um auto-retrato de Leonardo, porém, vestido de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto de Leonardo e os traços do modelo. Comparando um possível auto retrato de Leonardo com a mulher do quadro, verifica-se que as características dos rostos alinham perfeitamente. Os críticos desta teoria sugerem que as similaridades são devidas ao facto de ambos os retratos terem sido pintados pela mesma pessoa usando o mesmo estilo.


O historiador Maike Vogt-Lüerssen, de Adelaide sugeriu, após ter pesquisado o assunto por 17 anos, que a mulher por trás do sorriso famoso é Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para quem Leonardo da Vinci trabalhou como pintor da corte durante 11 anos. O padrão do vestido verde escuro de Mona Lisa indica, segundo este estudioso, que o modelo é um membro da casa de Visconti-Sforza. O retrato de Mona Lisa terá sido o primeiro retrato oficial da nova Duquesa de Milão e pintado no inverno ou verão de 1489. O autor compara cerca de 50 retratos de Isabel de Aragão, representada como a Virgem ou Santa Catarina de Alexandria (nos quais só a própria duquesa poderia servir de modelo), e conclui que a semelhança à Mona Lisa é evidente.



A Mona Lisa determinou um padrão para retratos futuros. O retrato apresenta o seu modelo visto apenas acima do busto, com uma paisagem distante visível em plano de fundo. Leonardo usou uma composição em pirâmide, onde a modelo surge no centro com uma expressão calma e serena. A mãos dobradas encontram-se no centro da base piramidal, refletindo a mesma luz que lhe ilumina o regaço, pescoço e face. Esta luminosidade estudada dá às superfícies vivas uma geometria subjacente de esferas e círculos, que acentua o arco de seu sorriso famoso. Sigmund Freud interpretou 'o sorriso' como uma atração erótica subjacente de Leonardo para com a sua mãe; outros descreveram o sorriso como inocente, convidativo, triste ou mesmo lascivo. Os sorrisos de interpretação dúbia eram uma característica comum dos retratos durante o tempo de Leonardo.









Muitos investigadores tentaram explicar por que o sorriso é de forma tão diferente para diferentes culturas. As explicações são diversas e variam desde teorias científicas sobre a visão humana a suposições sobre a identidade de Mona Lisa e seus sentimentos. A professora Margaret Livingstone da Universidade de Harvard arguiu que a perceção do sorriso é adquirida através de frequências visuais baixas, o que torna visível através da visão periférica.  Christopher Tyler e Leonid Kontsevich do Instituto Smith-Kettlewell para a Investigação do Olho (São Francisco) acreditam que a natureza em mudança do sorriso é causada por níveis variáveis do ruído aleatório no sistema visual humano.  O historiador Maike Vogt-Luerssen discute que Isabel de Aragão (considerada como modelo) era infeliz porque o seu marido era alegadamente impotente, alcoólatra e propenso à agressão física. Isabel descreveu-se como A mais infeliz esposa do mundo.




Um algoritmo de computador desenvolvido na Holanda pela Universidade de Amsterdã, em colaboração com a Universidade de Illinois nos Estados Unidos, descreveu o sorriso de Mona Lisa como uma mulher 83% feliz, 9% enjoada, 6% atemorizada e 2% incomodada
Embora utilizando uma fórmula aparentemente simples, a síntese expressiva que Leonardo conseguiu entre modelo e paisagem tornou este trabalho uma das mais populares e analisadas pinturas de todos os tempos. As curvas sensuais do cabelo e da roupa da mulher, criadas completamente através de sfumato, encontram eco nos rios ondulantes da paisagem subjacente. A harmonia total conseguida no quadro, visível especialmente no sorriso, reflecte a unidade entre Natureza e Humanidade que era parte importante da filosofia pessoal de Leonardo.
Em segundo plano, a paisagem estende-se às montanhas geladas e inclui caminhos ondulantes e uma ponte que dão indicação de presença humana. Os contornos desfocados, a figura graciosa, os contrastes dramáticos entre claro e escuro que se traduzem em serenidade são característicos do estilo de Leonardo. A pintura foi um dos primeiros retratos a descrever o modelo no seio de uma paisagem imaginária. Uma característica interessante da paisagem é a sua desigualdade. À esquerda da figura, a paisagem é visivelmente mais baixa do que à direita. Isto levou alguns críticos a sugerir que este elemento foi adicionado mais tarde.





A pintura foi restaurada numerosas vezes. Exames de raios X mostraram que há três versões escondidas sob a actual. O revestimento em madeira mostra sinais de deterioração numa taxa mais elevada do que se pensou previamente, causando preocupação dos curadores do museu sobre o futuro da pintura.
A última análise à enigmática Mona Lisa confirma que a personagem desenhada por Leonardo da Vinci está feliz. O quadro foi interpretado por um computador da Universidade de Amsterdã , recorrendo a software apropriado para reconhecimento de emoções. De acordo com esta análise, Mona Lisa estava 83 por cento feliz, 9 por cento angustiada, 6 por cento assustada e 2 por cento chateada. As conclusões da investigação vão agora ser publicadas na próxima edição da revista New Scientist. O computador cruzou variantes como a curvatura dos lábios e as rugas em torno dos olhos, para chegar a este "veredicto". O projeto foi conduzido conjuntamente com alguns pesquisadores da Universidade norte-americana de Illinois, que ajudaram na construção de uma base de dados de rostos de mulheres jovens com expressão "neutra", que serviu de apoio ao software. O programa recorre, na fase de análise, a este standard da base de dados para fazer comparações.
O quadro de Mona Lisa, pintado entre 1503 e 1506, tem intrigado a comunidade científica e artística ao longo dos tempos. Em 2003, uma teoria apresentada na Universidade de Harvard, defendia que o enigmático sorriso associado a este quadro era apenas aparente e visível a partir de determinados ângulos da pintura. No entanto, a especulação em relação à história desta famosa pintura continua e por certo não vai terminar nesta análise.



Do blog da colega dentista: 
http://www.draanabelle.com/2011/12/o-sorriso-mais-intrigante-do-mundo.html

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Correio pode mandar Adilson via Sedex

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, está usando os serviços dos Correios para melhorar geneticamente os plantéis de abelhas dos apiários brasileiros. Uma embalagem desenvolvida por órgãos de pesquisas da Secretaria permite a remessa de abelhas rainhas e operárias a qualquer parte do Brasil, via sedex. Foi a forma encontrada para facilitar a distribuição de abelhas rainhas e melhorar a produtividade dos apiários.

A troca anual das abelhas velhas por rainhas melhoradas geneticamente pode aumentar em até 60% a produção de mel. A rainha é a principal abelha do enxame e a única fêmea fértil, responsável pela postura de ovos que originarão todos os indivíduos da colmeia, inclusive sua substituta. Dela depende a produtividade de mel e, quando jovens, são mais produtivas.

A Apta de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, trabalha na seleção desses espécimes e é a única instituição pública do País a fornecer abelhas rainhas. De acordo com a pesquisadora Maria Luísa Teles Marques Florêncio, apesar da tradição e extensão da apicultura brasileira, a prática da troca de rainha ainda é pouco desenvolvida. A unidade produz 1.850 rainhas por ano e parte é vendida a apicultores por preços que variam de R$ 6 (rainhas virgens) e R$ 15 (fecundadas).

A pesquisadora explica que as rainhas fecundadas têm praticamente 100% de aceitação na colmeia, enquanto apenas a metade das virgens é aceita.

O preço inclui a embalagem, de tamanho apropriado para o despacho, mas o apicultor arca com a tarifa dos Correios. Durante a viagem, a rainha é colocada numa gaiola com seis operárias jovens de sua própria colmeia que a sustentam no trajeto. A embalagem tem três câmaras para acomodar também o alimento à base de açúcar finíssimo e mel. As operárias consomem o produto e produzem a geleia real para a rainha.

Na temperatura entre 20 e 25 graus, as abelhas permanecem vivas na embalagem por até sete dias. Junto com a encomenda, o produtor recebe instruções para fazer a troca da rainha.

José Maria Tomazela, O Estado

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

É inútil rebaixar o Adilson

O rebaixamento da França, da Áustria e de mais sete países da zona do euro foi mais uma intervenção errada, irresponsável e inoportuna de uma agência de classificação de risco. A redução de notas anunciada na sexta-feira pela Standard & Poor's (S&P) é um golpe contra a recuperação europeia e, por extensão, um lance potencialmente danoso para a economia global. O próprio mercado, no entanto, já não leva tão a sério as avaliações dessas agências, cada vez mais desacreditadas. O refinanciamento de 8,6 bilhões da dívida francesa concluído ontem, com juros pouco menores que os da última operação, é mais uma prova da perda de prestígio do sistema de classificações. Horas depois da venda dos títulos, a S&P rebaixou o fundo europeu de resgate, completando o ataque. Líderes europeus têm defendido medidas para disciplinar a atuação das agências. Os governos deveriam considerar seriamente esse tema ao tratar da reforma global do sistema financeiro.

As empresas de classificação de risco vêm perdendo credibilidade há muito tempo. Não previram nenhuma das grandes crises financeiras desde o começo dos anos 90. Além disso, contribuíram, com suas avaliações erradas, para a ocorrência de desastres financeiros como o da grande bolha imobiliária formada nos Estados Unidos e em vários países desenvolvidos. Em vez de funcionar como um sistema de controle e de alerta, as agências converteram-se em fatores de risco, dando suporte a práticas desastrosas do sistema financeiro e a políticas oficiais erradas, como se comprovou, mais uma vez, no caso da crise europeia.

Na Europa, essas instituições entraram em cena com grande atraso, quando os problemas fiscais já haviam surgido, e apenas agiram para agravar a situação, rebaixando as notas de países já em dificuldades e já acuados no mercado financeiro. Essa foi a marca de sua atuação desde o começo da crise grega.

Desta vez, a S&P conseguiu fazer algo pior. Rebaixou as notas de nove países quando grandes devedores, como França, Itália e Espanha, vinham conseguindo refinanciar seus compromissos em condições mais favoráveis. Interveio, portanto, quando o mercado se dispunha a apoiar mais amplamente algumas das economias mais importantes para a estabilidade do bloco.

Mas foi além disso, em sua ação inconsequente. Com o rebaixamento da França e da Áustria, diminuiu de seis para quatro o número de economias AAA envolvidas na sustentação do fundo de resgate da Europa, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia. Os países ainda com classificação máxima são Alemanha, Holanda, Finlândia e Luxemburgo. Na segunda-feira, também o fundo foi reclassificado de AAA para AA+.

Em dezembro, ao anunciar o possível corte da nota de vários países da zona do euro, a S&P já havia mencionado possíveis implicações negativas para o fundo. Nada disso seria muito importante, agora, se as normas seguidas pelos bancos não incluíssem as notas de risco entre os critérios de gestão financeira.

A relação entre bancos e agências de classificação de risco tem sido ambígua e marcada em mais de uma ocasião por sinais de mistura de interesses. Sem essa mistura, a formação da bolha com os títulos derivados do crédito imobiliário teria sido, muito provavelmente, interrompida bem antes do estouro.

O próprio mercado financeiro deixa de lado os critérios de classificação quando estes perdem sentido prático. Os títulos emitidos pelo governo americano continuaram sendo a referência principal para os poupadores e investidores de todo o mundo, depois de rebaixados pela S&P, no ano passado. Os aplicadores simplesmente não teriam para onde ir, se abandonassem o mercado desses papéis. Além disso, todos, de alguma forma, ainda apostam na capacidade de recuperação da economia dos Estados Unidos.

Sinais dessa recuperação se acumularam desde a virada do ano. Se havia algum motivo de otimismo, foi reforçado, recentemente, por alguns avanços na zona do euro, embora os governos europeus ainda tenham de fazer muito para vencer a crise. Mas começaram a tarefa e também isso realça o caráter inoportuno e inconsequente da ação da S&P.

O Estado de S Paulo

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Holograma, visão, espírito e erro de interpretação

De vez em sempre, o Sr Adilson questiona a capacidade de interpretar do Sr Vai-Volta, afirmando categoricamente que os espíritos não existem. Eu acho a Bíblia difícil de ler. Vejamos o capítulo 12 de Atos dos Apóstolos que fala da fuga de Pedro da penitenciária de Herodes.

Herodes sentia que a sua popularidade melhorou, quando mandou matar Tiago, o irmão do João. Assim, ele decidiu prender Pedro para repetir a mesma proeza. Só que um anjo apareceu de noite lá na penitenciária e tirou Pedro. Pedro imaginou que estava surtando, mas logo interpretou a visão de que o Senhor estava com ele. Ele fugiu para a casa da Maria, a mãe do João, e pediu para contar para o Tiago as proezas do Senhor, que decidiu matar Herodes com um monte de lombrigas em sua boca.

O problema desse texto é o mesmo que enfrentamos com os homônimos que temos no Brasil. Temos milhares de pessoas que se chamam Selma, Adilson, Joseph Fambins, e para distinguir um do outro, a Receita Federal distingui um do outro através do Cadastro da Pessoa Física. Ou seja, não dá para saber se a Maria que aparece nesse texto é a mãe de Jesus, ou do João mesmo. Não dá para saber se o Tiago que foi mencionado no início do texto é o mesmo Tiago que Pedro menciona no final do texto. Logo, o erro de interpretação é inevitável. Para Pedro, o anjo era uma "visão". Então, o que vai impedir o Vai Volta de chamar o anjo de "espírito", capaz não só de se auto-materializar, mas também com força física suficiente para tirar um bandido da cadeia e matar um chefe de estado com um monte de lombrigas, que só Deus sabe de onde vieram?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pitakas 5

Alguns homens e mulheres grandiosos,tem fama de ter como pais, "animais de poder".
Helena de Tróia,foi filha de um cisne, sr.Jesus,foi filho de uma pombinha,sri Santinho,foi filho de um elefante voador.
Rainha Maia -esposa do rei Sudhodana,da tribo dos Sakyamuni,sonhou com um,e depois,soube que estava grávida.
Astrólogos contaram ao futuro pai (da vida real), que o menino ia ser um grande rei,ou um asceta.
Ele não gostou muito,e gostou menos ainda disso,quando a rainha,morreu, ao dar a luz à criança.
Ele cresceu cercado de proteções,e sem saber o que "era a vida".
E isso foi pior.
Tal fato o levou a questionamentos maiores do que ele teria,se houvesse se acostumado à visão dos infortúnios desde cedo.

Mais tarde,ou amanhã,eu voltarei.


srta Nihil

Funk é castigo de Deus?

Todo fim de semana aparecem carros equipados com equipamentos de som bem poderosos, amontoam-se em frente de casa, e executam aquelas músicas repetitivas, com a mesma batida, e temas que valorizam a promiscuidade.

Supondo que Deus esteja vivo e presente em nosso planeta, a pergunta que faço a Santa Tereza é: o que fazer nessa circunstância?

Faz muito tempo que peço para Santa Tereza me ajudar a consertar computadores, mas também já pedi para ela me ensinar a quebrar auto-falantes, sem que o dono do veículo perceba. Por enquanto, a Santa Tereza só atendeu a primeira prece.

Isso lembra aquele texto que fala do povo de Israel que foi libertado da escravidão no Egito, e chegando no Monte Horeb, reclamaram tanto da falta de comida e de conforto no deserto, que Deus decidiu publicar os dez mandamentos e enterrar todo aquele povo num enorme buraco de 1000 metros de largura e 1000 metros de cumprimento e 1000 metros de profundidade, incluindo até o bezerro de ouro.

Comparando o triste destino do povo de Israel com o Funk que tenho que escutar hoje, certamente que o meu castigo parece bem menor. Mas, Santa Tereza, não é fácil não ouvir isso tudo e não poder reclamar para o Pai, quando muito para a polícia.

---------------------

O seguinte vídeo fala do Projeto Palma, idealizado pelo professor de Matemática, José Luiz Poli, que tenta usar o celular smartphone para ensinar o adulto a ler e escrever, mas tal aplicativo não achei no mundo do iPhone, do Android ou do Nokia.

O trevo da sorte

Eu já ouvi falar de trevo da sorte, mas essa é a primeira vez que vejo quatro rosas num tronco só (na foto só dá para ver três). Geralmente, associamos a sorte com a loteria, mas eu particularmente não cheguei a conhecer ninguém que ficou podre de rico na loteria. O único nome que ouvi falar foi do deputado João Alves, mas a lenda diz que ele não é sortudo, mas que comprava os bilhetes premiados para justificar o seu patrimônio. Isso, eu acho um absurdo. Como o João Alves iria saber quem ganhou na loteria, se o máximo que sabemos são a quantidade de sorteados e nada mais?

A riqueza dos deputados é resultado da venda dos votos dos eleitores por regalias que são concedidos a empresários, que aproveitam das brechas da burocracia do Estado para tirar dinheiro do contribuinte, é a famosa corrupção. Para tirar dinheiro do Estado, você precisa ter certidão negativa e seguir centenas de protocolos que tornam o negócio inviável, daí eu fico me perguntando se a Apple vai ter peito de montar os iPhones em território brasileiro. Por outro lado, há empresas que nem existem no mundo real, apresentam certidões fajutas, não seguem nenhum protocolo, e mesmo que sejam pegos pelo Tribunal de Contas, saem impunes, não vão para a cadeia e nem devolvem o dinheiro ao contribuinte.

O contribuinte é penalizado com serviços muito ruins na educação, na saúde, no transporte e na segurança. Daí eu acho louvável o contribuinte procurar em Deus uma solução complementar para o seu holeriti ou a sua empreitada na livre iniciativa. O Edir Macedo tem uma equipe de bispos especializada só para atender empresários. Eu já prefiro a Paróquia do Papa, pois o dízimo é bem mais em conta, e ninguém pede uma cópia do meu holeriti, ou seja, a Santa Tereza sabe que a minha contribuição está muito longe dos 10%, mesmo assim eu me sinto obrigado a pagar as ofertas, pois a minha contribuição não consegue pagar esses pseudo técnicos de computação que fazem do método da tentativa e erro o seu santo ofício. A Telefônica não sabe como dobrar a velocidade da minha conexão na Internet, mas eu aprendi a sobreviver sem YouTube e no Blog da Selma. Aqui, você não precisa correr para fugir dos comentários maldosos, qualquer texto que você escreve já empurra esses comentários para os arquivos mais antigos.

Mas, olhando para baixo das rosas, note que existem dezenas de trevos de quatro folhas. Isso é um presente de Santa Tereza, ela deu para mim uma mãe que cultiva um jardim exótico e faz da minha vida mais colorida. Eu devo muito à Santa Tereza, principalmente por mostrar que os impostos são importantes para pagar os serviços da Ministra Eliana Calmon - o trabalho dela é bem difícil, é provável que ela perca o emprego, mas pelo menos temos um registro histórico de que alguém tentou trabalhar em favor do contribuinte. Ela é o trevo da sorte do contribuinte. O problema é como cultivar uma planta tão rara como ela.