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domingo, 8 de abril de 2012

O meu iPhone não é virgem

Através do Blog do iPhone eu vi matéria que fala sobre 100 bons motivos para fazer Jailbreak no iPhone, é uma lista de 100 aplicativos que mudam o comportamento do sistema do iPhone.

Fiquei encantado com Zephyr, Calendar Widget Pro, AppsCenter, esses três me ajudaram a consolidar a minha área de trabalho que consiste em apenas uma janela com oito aplicativos.

É possível obter o mesmo resultado usando apenas os clássicos SBSettings, WinterBoard, Springtomize, KillBackground, NoLockScreen, NoNewsIsGood e iFile. O iFile é o único meio que encontrei para ocultar o ícone da Música, coisa que o SBSettings e o Springtomize não conseguiram. O iFile não é gratuito, mas com ele é possível chegar até ao arquivo Info.Plist na pasta Music.app e acrescentar a seguinte chave:

[key]SBAppTags[/key]
[array]
[string]hidden[/string]
[/array]
No lugar dos colchetes [ ], use o símbolo de maior e menor que não dá para publicar nesse Blog.

Depois de um respring, o ícone da Música desaparecerá. Claro que não vale a pena licenciar o iFile só para fazer isso. Ele é um aplicativo poderoso, se você ativar a função wifi, você pode navegar por dentro do iPhone através de qualquer navegador num PC. Mas isso é só para quem tem um conhecimento mais profundo. Se você mexer num arquivo estratégico, você poderá matar o iPhone para sempre ou por toda a eternidade, o que for mais longo.

Mas, olhando para a janela do iFile, você começa a filosofar, imaginando se é possível fazer backup dos aplicativos que você baixou do Cydia. A resposta é um evidente não. É difícil saber onde está o programa principal, onde estão os outros programas dependentes, e onde estão os paramêtros que foram definidos pelo usuário. O Cydia ofere o Aptbackup, e tudo o que ele faz é criar uma cópia dos parametros do aplicativo. Eu não tenho como provar, mas a minha intuição me diz que todos esses parâmetros são salvos, toda vez que sincronizamos o iPhone com o iTunes.

É muito difícil saber como o espertofone da Apple funciona, e eu tirei a virgindade do meu iPhone 4 através do redsnow 0.9.10b6 na esperança que o Jailbreak me desvendasse os segredos desse aparelho. Mas o Jailbreak não revela coisa alguma, ele só tira a virgindade do aparelho, continua fazendo a mesma coisa que o iOs 5.1 faz, mas com movimentos mais sensuais. Com o Zephyr, por exemplo, você não precisa mais enfiar o dedo no botão Home duas vezes e com força cavalar para ver os aplicativos ativos no segundo plano, basta levantar a saia suavemente com um dedo mais cavalheiro.

Esse é o maior problema do Jailbreak, uma vez que você rompe o selo de garantia desse aparelho, tanto a Apple como o pessoal do Blog do iPhone olham o seu aparelho e você como se fossem dois depravados que atravessaram a espaçosa porta da perdição em busca de aplicativos que foram roubados na App Store ou até mesmo no Cydia. Depois do Jailbreak, você é automaticamente rotulado de pirateiro ou coisa pior. Nem adianta mostrar os recibos do Amazon.com e do iTunes Store, que você não conseguirá provar que conseguiu os aplicativos de forma honesta.

Mas nem tudo está perdido. Se você não conseguir dormir por conta dessa fama que o Blog do iPhone atribui à você e ao iPhone desbloqueado, você pode recuperar o selo de garantia através do iTunes, restaurando tudo como se tivesse vindo da fábrica agora. Ou, quem sabe, através do redsnow na opção desativar, isso é uma coisa que ainda não testei.

Depois de recuperar a sua virgindade, aí você entra no Blog do iPhone e pergunta: que vantagem José leva, se a Maria não faz nada daquilo que um mortal pecador deseja, como, por exempo, ocultar aquele monte de ícones que você nunca usa? O iPhone só serve para mostrar que você é fiel à Apple? Por falar em fidelidade, hoje é Páscoa, dia de deixar os dois ovos de chocolate de lado e ressuscitar a lembrança de que os nossos ancestrais foram libertos dos egípcios malvados e agradecer ao Pai pelo fato do PT não ter conseguido fazer Jailbreak em você, isso, é claro, se você ainda for virgem.

Link para Blog do iPhone
Link para 100 bons motivos para fazer jailbreak

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Por que Jesus foi surrado?

Semana passada, um asiático de 43 anos entrou na Universidade de Oakland, nos Estados Unidos, e fuzilou sete estudantes daquela escola. O asiático foi preso, e a polícia disse que ele não reagiu ao ser preso. Outro atentado aconteceu em Ohio, há cerca de um mês, com a morte de três estudantes. Como sou morador de Diadema há mais de quarenta anos, isso me cheira vingança. Alguém xingou ou ficou devendo alguns trocados numa transação que não podia ser registrado na junta comercial.

No caso de Jesus, ele foi condenado a ser crucificado. Mas antes da execução, ele levou uma bela surra. Como sou morador de Diadema, desconfio que foi vingança. O Evangelho diz que ele chamou um judeu de fariseu, e outro judeu de hipócrita. Eu desconfio que Jesus tenha usado desse expediente umas sete vezes setenta vezes, mas isso não está registrado nos Evangelhos, mas a verdade é que ninguém gosta de ser chamado de fariseu ou hipócrita, daí porque Jesus ter levado tanta surra antes da sua execução. Para provar isso, só mesmo vendo o boletim de ocorrência.

O problema é que o boletim de ocorrência é sempre feito por escrevente que está exausto, leva quatro horas para registrar as vias de fato, ganha uma miséria, sempre ouve ameaça dos reclamantes que a polícia é ineficiente, é devagar, deixa o bandido escapar enquanto prende o reclamante no distrito por várias horas, sem dar a menor esperança de que o carro voltará inteiro, ou que faça do acusado pedir perdão por ter ofendido a mãe, o pai e a tia do reclamante. No caso de Jesus, quando o escrevente viu os doze apostólos, ele deve ter dito: "Sem chance!"

E assim só restou os Evangelhos que mostram um Jesus bondoso que cura enfermos, dá comida aos pobres e até ressuscita o Lázaro, e que foi preso por uma acusação falsa de Terrorista da Segurança Imperial. Para piorar, Jesus promete a um ladrão que o contraventor iria ao Paraíso. Por que não prometer o Paraíso à Maria ou José? Só porque os dois não conseguiram coisa melhor que uma manjedoura ou o que um marceneiro poderia oferecer naquela época?

Enfim, como moro em Diadema há quarenta anos, isso me cheira vingança.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Para mudar a Igreja, desobedeça o Papa!

O papa Bento XVI declarou nesta quinta-feira, 5, que a situação atual da Igreja Católica é muitas vezes "dramática", reiterou o "não" ao sacerdócio feminino e denunciou a "desobediência organizada" defendida por um grupo de padres europeus e o "analfabetismo religioso" da sociedade.

Perante mais de dez mil pessoas, 1.600 delas religiosos, o pontífice oficiou na basílica de São Pedro, no Vaticano, a Missa Crismal, que abre o Tríduo Pascal (o conjunto de três celebrações do Cristianismo na Semana Santa).

A missa de hoje celebra a Quinta-Feira Santa, dia em que se lembra a instituição do sacramento por Jesus Cristo durante a Última Ceia. Assim, dirigindo-se aos sacerdotes, o papa lembrou o momento da ordenação sacerdotal e perguntou se eles "são homens que agem partindo de Deus e em comunhão com Jesus Cristo" e se suas vidas correspondem com essa consagração.

Bento XVI disse ainda que o sacerdócio exige renúncias, servir ao próximo e ser fiel a Cristo.

O papa também denunciou o recente documento publicado por um grupo de sacerdotes europeus que "apela à desobediência". O papa se referia aos 300 párocos austríacos que organizaram, pela internet, a iniciativa "Um chamado à desobediência", por meio da qual exigem reformas como o sacerdócio feminino e o de homens casados.

O pontífice, de quase 85 anos, declarou que esses padres invocam a desobediência na esperança de renovar a Igreja. "Mas a desobediência é um caminho para renovar a Igreja?", indagou o papa na missa. Bento XVI aproveitou para destacar que Cristo se preocupava com a verdadeira obediência, frente ao arbítrio do homem.

Bento XVI também recomendou aos sacerdotes mais estudo, ressaltando que existe "um analfabetismo religioso que se divulga na sociedade". "Os elementos fundamentais da fé, que antes qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos", denunciou o papa.

Os óleos bentos na Quinta-Feira Santa pelos bispos serão utilizados para ungir os que são batizados e os que são confirmados para a ordenação sacerdotal. Esse rito é celebrado em todas as catedrais do mundo.

Na tarde desta Quinta-Feira Santa o papa seguirá para a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, para celebrar a missa da Última Ceia, na qual tradicionalmente lava os pés de doze presbíteros.

Efe / O Estado

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A abstinência de Deus

Fazer jejum era moda há cinquenta anos, quando a religião era dominada pela Igreja Católica. Hoje, estamos mais preocupados em encontrar um kilo de bacalhau por menos de R$ 25,00, ou como comprar um ovo que não seja tão pequeno a ponto de desapontar as crianças e não tão grande a ponto de explodir o limite do crédito. Ou seja, a Paixão de Cristo e a Páscoa são apenas feriados, uma boa oportunidade para pegar micose depois de quatro horas no congestionamento das estradas que nos levam às praias.

Pouca gente lembra por que Deus decidiu libertar os israelenses da escravidão no Egito, ou para quê Jesus morreu numa cruz. Em poucas palavras, estamos nos abstendo de Deus cada vez mais, confiando cada vez mais nas instituições sociais que nos protegem dos ladrões, dos empresários inescrupulosos, ou do fantasma da crise econômica.

Graças à fantástica tecnologia que alcançamos, até um operário pode ter um carro, uma casa, comer do bom e do melhor o que antes era reservado aos reis e senhores feudais. Enfim, somos os seres humanos mais gordos da história desse planeta. Veja o Adilson, por exemplo, ele tem 120 kilos, as mãos estão tão pesadas que ele só consegue escrever para o Sr Vai Volta. Bem que ele gostaria de escrever ao Sr MB, à Srta Nihil, ao Sr William, à Dra Selma, ao Dr Esio, mas o peso é tanto que ele não encontra forças para conversar com mais ninguém, senão só o Sr Vai-Volta. E como o Sr Vai-Volta só escreve para o Sr Adilson, dá para desconfiar que o peso não é problema exclusivo do Sr Adilson. Outro que tem problema de peso é o Sr MB, que só vive falando do orgulho ardido.

A mensagem da Dra Selma é bastante oportuna. O jejum não é um meio de se aproximar de Deus, mas a única saída para o Adilson, o Vai-Volta e MB continuarem participando desse Blog. Já quem conversa com Deus não precisa jejuar, pois quem está com Deus tem tudo e não precisa se preocupar com o preço do bacalhau ou do ovo da Nestlé.

O Jejum



Marcos, 9:29
"Respondeu-lhes (Jesus): Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração [e jejum.]."



O jejum, na Bíblia, inclui abstinência de todos os alimentos durante determinado período de tempo. É normalmente vinculado com atos públicos de religião, seja Dia de Expiação (Levíticos 16.29-31 etc.), seja em tempos de perigo nacional (Juízes 20.26) ou de arrependimento e renovação da fé em Deus. Sempre era ligado à oração, a humilhar-se diante de Deus, a buscar a face do Senhor, e qualquer indivíduo podia jejuar em momentos de aflição, para buscar o consolo da parte de Deus, ou como expressão de piedade ou devoção conforme a ocasião que cada fiel escolhia.

Em Ester 4.16, livro em que não aparece literalmente o nome de Deus, o jejum para os judeus significava, especificamente, buscar a Deus, humilhar-se diante Dele, pedir a sua intervenção. Tratava-se de uma campanha de oração a Deus!

Os profetas podiam condenar o jejum falso, como rito praticado por pessoas que não se arrependeram genuinamente diante de Deus e que não se deixaram comover pelo amor ao próximo Isaías 5.8 e Jeremias 14.11-12), mas, justamente assim, definem o que o jejum deve ser.

Jesus mesmo fez seu grande jejum no deserto antes de iniciar o seu ministério (Mateus 4.1-2 e Lucas 4.1-2). Por contraste com os jejuns tão comuns entre os judeus dos seus tempos, com tantas regras e pormenores, Jesus enfatizou ser o jejum mais um ato individual de devoção a Deus, sem ostentação pública, e menos apropriado na presença pessoal de Jesus do que depois da sua partida (Mateus 6.16-18; 9.14-15).


Jejum para o bem da cuca?

(Texto: Regina Célia Pereira, de São Paulo |4 de abril de 2012)
Pesquisa sugere a existência de um elo entre a privação de alimentos e as doenças degenerativas do cérebro

Depois de analisar, em várias experiências, a massa cinzenta de animais de laboratório, o pesquisador Mark Mattson, do Instituto Nacional do Envelhecimento, nos Estados Unidos, concluiu que passar alguns dias da semana jejuando pode afastar males como o Parkinson e o Alzheimer. Os estudos apontam uma relação entre o consumo ínfimo de calorias e o equilíbrio de substâncias que interferem com o funcionamento cerebral. A insulina – aquela que bota o açúcar nas células – teria suas taxas diminuídas, o que, segundo Mattson, protegeria os neurônios.
O neurocientista Renato Malcher Lopes, professor do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília, conta que o jejum aumenta a quantidade de endocanabinóides no cérebro. “Essas substâncias têm ação anti-inflamatória, e talvez isso contribua para uma diminuição temporária de processos neuroinflamatórios”, explica.
Mas se você já está pensando em ficar de estômago vazio por algum tempo, auto lá! Os mesmos pesquisadores ainda preferem a cautela. Muitos estudos precisam ser realizados até que esses resultados sejam transpostos aos seres humanos. Além disso, passar fome pode por a saúde em risco. “Existe uma distância muito grande entre a redução calórica moderada e a inanição, que, obviamente, não é boa para o organismo”, diz Malcher Lopes.
Diminuir a quantidade de calorias no dia a dia é uma medida saudável. Mas tome cuidado para não cair na armadilha de fazer dietas malucas e privar o corpo de nutrientes. Na dúvida, procure a orientação de um nutricionista. O melhor é apostar em um cardápio equilibrado. Aliás, algumas substâncias encontradas em alimentos são, comprovadamente, aliadas contra o Alzheimer e o Parkinson. O neurocientista destaca a importância das gorduras poli-insaturadas, aquelas encontradas em peixes como o atum e o salmão, além das castanhas. “Esses ácidos graxos são componentes fundamentais para o cérebro”, frisa.
Para manter a cuca em ordem, também vale caprichar no consumo de antioxidantes. A família conhecida como carotenoides, que inclui o betacaroteno e o licopeno, atua de maneira eficaz contra o excesso de radicais livre, protegendo as células da massa cinzenta. Por isso mesmo, inclua a cenoura, a abóbora, o tomate e a melancia no seu cotidiano.




O jejum parece, a meu ver, ser saudável tanto para o espírito quanto para o corpo. Falo isso no sentido de comer pouco, sem loucuras gastronômicas, aquele  comer para viver  e não viver para comer.

(Selma)

Zephyr, o futuro do iPhone

Em O Estado de S Paulo de hoje saiu matéria dizendo que o iPhone 5 será lançado em junho desse ano. A informação veio de uma fábrica na China, onde trabalham 18.000 operários. A principal novidade desse aparelho é que ele vai ter o adaptador 4G, uma nova rede de dados - no Brasil, o governo pretende leiloar a banda 4G também em junho, e num dos comunicados do Dr Esio Lopes que recebi, o governo brasileiro pretende lançar um satélite que ofereça a rede sem fio para todo o território.

Mas, a crônica de hoje é sobre o programa Zephyr, disponível apenas para quem tem iPhone que consegue entrar no portal do Cydia. Ele custa US$ 2,99. A princípio, eu imaginava que esse programa equiparava o iPhone ao iPad. O iOs 5 é o mesmo nos dois aparelhos, só que o iPad tem funcionalidades que você não encontra no iPhone, como o gesto multitarefa. No Windows, nós usamos as teclas [ALT]+[TAB] para alternar entre os aplicativos. No iPad, basta você usar três dedos de uma só vez. Mas, no iPhone, você é obrigado a pressionar o botão Home duas vezes, para fazer a alternância.

O Zephyr liberta o usuário do iPhone do botão. Tudo funciona com apenas um dedo. Se você arrastar o dedo de cima para baixo, aí o iOs 5 mostrará a barra de notificação. Mas se você fizer o contrário, de baixo para cima, o Zephyr vai mostrar o painel com todos os aplicativos que estão abertos. Depois de selecionar um deles, você pode selecionar outro aplicativo, bastando arrastar o dedo da extrema esquerda para o meio, ou da extrema direita para o meio. O Zephyr torna o iPhone bem mais fácil de usar, mas no momento esse é um programa não aprovado pela Apple.

Um juíz nos Estados Unidos decidiu que o usuário do iPhone pode fazer com o aparelho o que ele bem quisesse, mas na Europa outro juíz decidiu que é ilegal o usuário querer mexer no sistema dos aparelhos da Sony, assim a Apple pode recorrer e botar os usuários do jailbreak atrás das grades. Essa é uma questão difícil de resolver. Mas se você tem um iPhone e sente essa dúvida de fazer ou não o Jailbreak, siga o link seguinte para tomar a sua decisão:

100 bons motivos para fazer Jailbreak

Ah, um bom dia ao Sr Mb, também.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O Santo Sudário

Os evangelhos contam que no terceiro dia depois da morte de Jesus, Pedro e outro apóstolo entraram na tumba e viram jogado no chão o lençol que teria envolvido o corpo de Cristo. Seria o Santo Sudário, descoberto na Idade Média, muito depois da crucificação.

Quem defende a autenticidade do Sudário destaca, por exemplo, que a marca dos pregos está nos pulsos, e não nas mãos, como aparece nas pinturas. Se Cristo tivesse sido pregado pelas mãos, elas não aguentariam o peso do corpo e se rasgariam. Outro sinal, seria o ferimento provocado pela lança de um soldado romano, que é mencionado na Bíblia. E na cabeça, estão as marcas da coroa de espinhos, com sangue escorrendo. Um livro que está sendo lançado agora traz de volta essa grande polêmica.

Ciência e fé jamais concordaram. De acordo com os evangelhos, foi Pedro - acompanhado de outro discípulo - que encontrou o Sudário dentro do túmulo em que Jesus havia sido sepultado. Para os crentes, uma prova da ressurreição. Para os céticos, um indício de fraude.

O historiador de arte, Thomas Wesselow, que mora em Cambridge, na Inglaterra, decidiu investigar as supostas provas e os inúmeros argumentos de quem acredita e de quem nega a autenticidade do Sudário. O resultado da pesquisa que durou sete anos foi um livro de quase 500 páginas.

“Tento explicar que ele é a origem da crença na ressurreição de Cristo. E foi essa crença que deu início ao cristianismo. Eu explico no livro que o nascimento da religião cristã vem da percepção de um milagre. E atribuo essa crença ao extraordinário descobrimento de uma imagem na roupa mortuária de Jesus”, responde Wesselow.

O autor não arrisca dizer que o Sudário é prova cabal da ressurreição. Segundo ele, comprovar ou desmentir que Jesus ressuscitou não foi seu objetivo.

“Fiz questão de mostrar apenas que o Sudário foi a semente da fé. É crucial entender que naquele tempo as pessoas viam imagens como algo místico. Principalmente as imagens naturais, como sombras e reflexos. E o Sudário, por conter uma imagem, foi percebido como uma cópia viva de Jesus”.

Para os céticos, o pano teria sido forjado. Uma pintura barata, mal feita, de um suposto homem ensanguentado. Uma enganação.

Mas, no fim do século 19, ao fazer uma foto do Sudário, o fotógrafo Secondo Pia notou que a imagem aparecia em negativo. Dava para ver, principalmente o rosto, em alto relevo, de forma tri-dimensional. Mais tarde foi possível também constatar que as manchas no pano eram mesmo de sangue. A descoberta causou um rebuliço na Igreja e também na ciência.

O escritor do novo livro sobre o Sudário observa que ninguém costumava pintar com sangue na Idade Média, época em que o Sudário teria surgido. Mas, para ele, a principal prova da autenticidade do Sudário são os grão de pólen encontrados na trama do tecido: eram de plantas da região do Mar Morto. Além disso, foi detectado mofo que coincide com o encontrado ao redor de Jerusalém.

Novamente os céticos apresentaram explicações. Tanto o pólen quanto o mofo poderiam ter sido trazidos por pessoas que estiveram na Terra Santa e que depois manusearam o Sudário.

Para tentar acabar com a polêmica, em 1988, quando a igreja finalmente permitiu que fossem feitos testes de carbono 14, que permitem apontar a idade de qualquer material de origem orgânica.

Os testes foram feitos em universidades de Zurique, na Suíça, de Oxford, na Inglaterra, e do Arizona, nos Estados Unidos. Pedaços do tecido - que aliás coincide com a tecelagem típica do Oriente Médio no primeiro século da Era Cristã - foram recortados para a análise. E os três laboratórios concluíram que o Sudário é um artefato medieval. Teria sido confeccionado entre 1260 e 1390. A partir desse resultado, a Igreja passou a exibir o Sudário apenas como relíquia histórica.

Os defensores do Sudário dizem que o teste de carbono 14 pode ter falhado, porque a amostra examinada pelos cientistas teria sido um remendo feito no Sudário na Idade Média, depois que ele escapou a um incêndio.
Na Itália, onde o Sudário está guardado, a repórter Ilze Scamparini também investiga o mistério dessa relíquia.

O lençol de linho, de mais quatro metros de comprimento, com a imagem de um corpo e de um rosto, que chegou à Itália há mais de 400 anos. É de propriedade da Santa Sé e fica guardado na catedral de Turim, no norte do país.

O Santo Sudário está estendido em um altar, dentro de uma longa caixa lacrada que só pode ser aberta pelo arcebispo de Turim, com a autorização do Vaticano. Dois papas já visitaram esta capela. Em 1980, João Paulo II beijou o lençol de linho que os católicos consideram uma relíquia. Em 2010, na última vez em que o Sudário foi exposto ao público, Bento XVI também esteve aqui, junto com dois milhões de fiéis.

O que ainda ajuda a alimentar o mistério é que até hoje ninguém conseguiu fazer uma reprodução exata da imagem. Os melhores resultados foram obtidos na Universidade de Pavia.

O químico Luigi Garlaschelli usou pigmentos naturais para tentar imitar as marcas impressas no pano. Pintou o corpo de um voluntário e o envolveu no lençol.

"Acho que o Sudário foi feito na metade de 1300, por um artista. reproduzindo esse procedimento, com um envelhecimento acelerado, obtivemos todas as características misteriosas do Sudário", diz ele.

O diretor do centro que coordena as pesquisas mundiais obre o Sudário, Bruno Barberis, reconhece que essa pesquisa foi bem feita. Mas afirma que, no Sudário de Turim, não há presença de óxido de ferro, o pigmento usado na experiência.

"O Sudário é moderno porque fala através de uma imagem. Pode ser um objeto importante para o homem de hoje. Que pode ver uma imagem que o ajuda a compreender o que o evangelho conta."

É possível que futuramente, novos testes possam ser feitos, mas não se sabe nem quando será exposto novamente. Verdadeiro ou falso, para a Igreja o lençol de linho è uma riqueza que pode ser exibida a qualquer momento.






Certa vez vi um documentário  no Discovery Channel , onde  mostrava-se a possibilidade
 dO Santo Sudário ter sido feito por  Leonardo Da Vinci.

O Sudário, a mortalha que envolveu Cristo depois de sua morte, poderia ter sido pintada por Da Vinci, pois na idade  média era um negócio lucrativo falsificar relíquias sagradas.
Leonardo foi um gênio, que estudou anatomia, engenharia, astronomia, etc.

Embora Da Vinci tenha nascido 100 anos após o aparecimento do Sudário ele teria com sua técnica dado ao Sudário a forma conhecida hoje, ou seja a relíquia inicial, sido melhorada por Da Vinci.


Mais leitura dobre o Santo Sudário (em inglês):
http://www.judaismvschristianity.com/messiah2.htm



(Selma)

O beijo de Judas

Tema de Semana Santa...


O Beijo de Judas - Giotto



A prisão de Jesus ocorreu no Jardim de Getsêmani ( em hebraico significa “largar de azeite”) que ficava próximo ao Monte das Oliveiras, de onde descia o riacho do Cedron, conforme atestam as Quatro Testemunhas:

Mateus 26, 36: Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: “Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar”.

Marcos 14, 32: Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus
disse aos seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu vou orar”.

Lucas 22, 39.41: Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para
o Monte das Oliveiras, seguido por seus discípulos. Depois se afastou deles à
distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava.

João 18, 1-2: Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos
para além da torrente do Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os
seus discípulos.


Judas chegou acompanhado de pessoas armadas.

Mateus 26, 47: Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos
príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

Marcos 14, 43: Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e
com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes,[2]
escribas e anciãos.

Lucas 22, 47.52: Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente;
e à testa, vinha um dos Doze, que se chamava Judas. (. . .)
Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e
para os anciãos, disse-lhes: “Saístes armados de espadas e cacetes, como se ...”

João 18, 1: Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia
frequentemente para lá com os seus discípulos. Tomou então Judas a coorte e os
guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas,
tochas e armas.


Lucas (22, 39) e João (18, 1)
atestam que Jesus e seus discípulos tinham o costume de frequentar esse lugar.

 Enquanto Mateus e Lucas falam em “multidão” (número de difícil mensuração), Marcos fala em “bando” e João diz tratar-se de “a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus”, o que nos ajuda a definir o número de intrusos como sendo em algumas dezenas de pessoas -- o suficiente para fazer frente e dominar a uma dúzia de discípulos.  Assim, mesmo que alguém queira sustentar que a palavra de Mateus  -  “multidão” (número exagerado de pessoas que foram ao encontro de Jesus - isso é desvanecido pelo próprio Mateus, ao usar, logo adiante (26, 55), a palavra “turba”. Daí a locução “multidão”, subsistente em Lucas, deve ser vista apenas como força de expressão do enunciado.

A referência de João a “lanternas e tochas” reforça o entendimento de que a
chegada da turba se deu nas horas da noite ou da madrugada.

Enquanto Mateus e Marcos não qualificam quem eram os componentes da multidão ou bando, João atesta que eles compunham a “coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus” (18, 1). Porém, Lucas é o único que confirma comofazendo parte da turba os próprios “príncipes dos sacerdotes”, os “oficiais do
templo” e os “anciãos” (22, 52).

Somente os Evangelistas Sinóticos fazem referência ao “beijo”.
Mateus 26, 48-50: O traidor combinara com eles este sinal: “Aquele que eu beijar é ele. Prendei-o!” Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse:  “Salve, Mestre”. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: “É, então, para isso que vens aqui?”

Marcos 14, 44-45: Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: “Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado”. Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: “Rabi!”, e o beijou.
Lucas 22, 48: Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!”


Muito embora Mateus e Marcos afirmem as palavras de Jesus atribuídas ao beijo, há fragilidade nos seus testemunhos em relação aos antecedentes do ato. Por exemplo: os Evangelistas só poderiam atestar a veracidade de que Judas tivera feito um acerto com a turba - a respeito da identificação da pessoa de Jesus através de um beijo -  se tivessem tido
conhecimento, através de outrem que participava da turba, de um eventual acerto
nesse sentido.

De fato, o que se pode deduzir dos relatos acima de Mateus e Marcos é que eles
falaram na base do “ouvir dizer”. Como João foi o último a escrever e não fez referência ao beijo, deduz-se que é muito provável que a cena não tenha existido, até porque, naquela época, semitas, romanos e gregos não tinham o costume de se cumprimentar através de um beijo.






Por que dizem ter Judas beijado Jesus? Não poderia ter sido um aperto de mão, um abraço? Ou então Judas não poderia simplesmente ter apontado com o dedo e dito: “È aquele ali”?

Jesus sabia que seria traído e morto. Isso foi dito na última ceia. E disse também que o traidor estava ali.
Disse também que todos iriam com ele para o Céu, e se sentariam em doze tronos.
Jesus sabia de tudo... Era  (É) um Espírito evoluído.



(Selma)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A simplicidade das coisas

Não são poucos os exemplos, na história, em que o homem comum simplificou atos mais complexos, com uma simples idéia, que poucos imaginaram que seria eficiente.

A descoberta do fogo, a invenção da roda, a mini-saia, etc.

O voto eletrônico é um deles. Pelo menos tem a vantagem de não ficar a nossa caligrafia, nas mancadas que damos.

Existem vários exemplos, inclusive utilizados em palestras de motivação empresarial.

Tem o exemplo da fila de cadeiras, em que havia umas mil cadeiras dispostas na frente do palco para um show, só que as primeiras filas de cadeiras estavam muito afastadas do palco e alguém achou que poderiam estar mais cinco filas à frente. Sempre tem alguém que se apega a esses detalhes, mas que casualmente não é o que vai fazer força! Prontamente os operários começaram a arrastar, fila por fila, da primeira até a última, mais para frente, junto ao palco, quando alguém, num lampejo de simplicidade, pediu para pararem e sugeriu que era mais fácil, tirar as cinco últimas filas e simplesmente colocá-las na frente. Simples, não?

Tem o exemplo da caixa vazia. Esse episódio aconteceu numa grande empresa, onde quase todo o processo era automatizado, e havia esteiras que levavam os produtos, já embalados em uma caixa de papelão para o estoque.

Acontece que algumas poucas caixas, e era normal essa margem de erro, seguiam vazias, sem o produto dentro. A empresa contratou técnicos da Europa, com amplo conhecimento de engenharia, eletrônica e informática, para resolverem esse problema. Foram gastos milhões em estudos, além de um bom tempo na implantação e, finalmente, os técnicos solucionaram o problema, criando uma balança ultra-sensível, acoplada a esteira, que, dependendo do peso da embalagem, era descartada a caixa que estaria vazia. Havia um sinal sonoro junto à balança que apitava toda a vez que uma caixa mais leve desfilava sobre a esteira. Era um apito enjoativo.

Tempos depois, o gerente notou que o apito não soava mais, e foi ver o que estava acontecendo. Certamente imaginou que os técnicos fantásticos da Europa, conseguiram, inclusive zerar o índice de caixas vazias. Não era nada disso: os operários simplesmente haviam desligado o sistema de balança ultra-sensível e ultra-barulhento, mas mesmo assim conseguiam detectar as caixas vazias que entravam no processo. Com apenas vinte reais, arrecadados entre eles, compraram um ventilador e colocaram no final da esteira. Quando a caixa vazia passava por ali, voava para fora da esteira de forma mais rápida e eficiente do que o processo ultra-tecnológico de milhões.

Tem muitos outros exemplos dessa natureza, que nos remete a pensar que não devemos nunca abrir mão das coisas simples, nos cegando com o brilho intenso da alta tecnologia.

O governo sabe muito bem disso, e usa a tecnologia para agilizar seus próprios deslocamentos, cobrar impostos e tributos, criar desemprego, só tendo recaídas de simplicidade tecnológica, quando é para apurar desvios de verbas e outros escândalos.

Eu acho que vou esconder essa crônica, senão a minha esposa é capaz de achar que a tecnologia da máquina de cortar grama, pode ser facilmente substituída pelas mãos finas do seu marido.

Sérgio Lisboa

domingo, 1 de abril de 2012

A Dama de Ferro

Ontem, fui no Shopping Popular de Diadema, e encontrei A Dama de Ferro que conta a história de Margaret Tatcher. Não é um Blu-Ray original, mas a fotografia estava excelente. Ele também não é DVD, pois o DVD Player comum não consegue abri-lo. A cópia que eu peguei não oferecia nenhuma opção, senão assistir o filme com a ajuda da legenda em português. Mas a fotografia e o enredo do filme valeram os R$ 10,00 que gastei nesse sábado.

O filme começa com a Margaret num supermercado, comprando o leite a "0,48 centavos", mas por causa de sua aparência de pessoa muito idosa, um rapaz furou a fila e passou na frente dela para solicitar atenção do balconista. Margaret ficou de boca aberta, mas em silêncio, admirada com a nova educação britânica dos tempos modernos.

Voltando para a sua casa, Margaret comenta com Denis o quanto o leite estava caro. Denis é o marido da Margaret e que morreu de câncer, e assim fica difícil saber se a Margaret é mediunica ou apenas uma idosa que sofre com as amargas lembranças do passado. E na medida que os fantasmas vão surgindo, o roteirista conseguiu colocar meio século da história da Grã-Bretanha em apenas duas horas.

O filme é bastante educativo, mostra o quanto uma loira e de olhos azuis pode mudar a vida de milhares de britânicos em tão pouco tempo, o quanto uma ideia pode sair da área da filosofia e entrar no mundo real, com a ajuda de um pulso forte e a alma de um chefe de estado bem determinado. Margaret conseguiu controlar o hospício do parlamento por quinze anos, mostrando que toda Inglaterra não é diferente de uma quitanda: quando um negócio não dá dinheiro, o melhor é abandonar o negócio, doa a quem doer. Claro que a grande maioria dos ingleses não gostaram e sempre descontaram no carro dela o que eles sentiam por ela, enfim ela foi a loira mais odiada da Inglaterra de todos os tempos, menos quando os argentinos decidiram tomar as ilhas de Falkland. Margaret mostrou aos ingleses o que fazer com os argentinos, quando o orgulho começa a doer.