No topo do blogue da Selma tem uma enquete, perguntando o que vai acontecer com você se o mundo acabar em 21/12/12. Creio que a data correta é 20/12/2012.
Para mim, o mundo está sempre se acabando. Por exemplo, eu já nem lembro o que eu comi no almoço de ontem. Eu também não sei quantas vezes o suposto Andros me perguntou sobre o meu orgulho.
Por mais que me esforce, eu também não consigo mais ver o sorriso da Princesa.
Nessa circunstância, não sei se a minha vida foi boa ou não. Hoje, eu só tenho a metade dos dentes, eu não lembro o que é ter todos os dentes. Claro que há registros vagos na memória, informando que uma vez a cada seis meses eu entrava na churrascaria e devorava tudo o que era carne que passava pela mesa, hoje eu nem sei que gosto tem o contra filé.
Nesse momento, eu ouço a lavadora da Brastemp girando as roupas para lá e para cá. Às vezes, eu ouço o camundongo gritando, querendo sair da gaiola. A minha mãe disse que é o quinto camundongo que ela pegou na armadilha só nessa semana, e ela está esperando o meu irmão caçula para executá-lo.
Eu não tenho coragem para enfiar a gaiola num balde e terminar o mundo do camundongo antes de 20 de dezembro de 2012. Mas também eu não sou uma pessoa boa, se fosse, já teria aberto a gaiola e libertado o camundongo do cativeiro.
Isso me faz lembrar de um pensamento do Einstein que a Selma gosta sempre de repetir: a maldade não é só daqueles que afogam o camundongo, mas principalmente daqueles que não fazem nada para salvá-lo do destino. Aos olhos da Selma, eu sou uma pessoa muito má, pior que o meu irmão caçula.
Talvez a Selma tenha razão. Eu ajudei a matar milhares e milhares de galinhas, devorando suas asas, pernas, coxas e até o coração delas. Ainda bem que existe o abençoado esquecimento, senão eu estaria morto de arrependimento muito antes de 20 de dezembro de 2012. O que vai acontecer comigo depois dessa data? Essa é fácil de responder: vou continuar menor que o meu destino.
domingo, 11 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Handbase para Android
AndroidZ
Frank K Hosaka:
A maior diferença entre o iPhone e o Android no meu dia a dia é o programa Handbase. Para quem tem um iPhone, o Handbase recebeu várias atualizações. Para quem tem um Android, nenhuma atualização, e a rotina de sincronização não funciona, principalmente porque o Handbase do PC não consegue abrir uma conta para o Android. Hoje recebi um email, explicando a dificuldade do Android no mundo do DDH Software:
Those of you who have upgraded devices or the OS on your existing Android phone or tablet may be disappointed to find that our conduit can no longer connect to your device.
In most Android 4.x OS builds, the ability for USB Mass Storage mode was taken away and replaced with a different option called MTP. MTP is something designed for media/MP3 players to handle transfers of files, and while it has the advantage of not disconnecting access of the drive from your device while connected, it no longer has the drive mapping feature we rely on as the basis for our connection in the conduit.
We've worked and researched and finally found a reliable workaround for this hiccup, which is the use of WebDAV - a way to map your device over wifi. Full details and instructions are here.
Longer term, we are in development of an all new option for syncing via the Cloud which will hopefully become your sync mode of choice. Stay tuned for more on that!
Ainda não testei a solução da DDH Software, só estou adiantando o expediente para quem usa o Handbase no Android. O correto é abrir o tópico na área de programação do Android e não no Galaxy SIII, mas o problema é que eu só tenho o Galaxy SIII para testar.
---------------------------------
JhonnyNS:
Bom, além da solução que eles apresentaram... Você também pode recorrer a este MÉTODO. Caso o problema seja somente acessar o modo UMS (se for no uso do external sd), este programa pode ser que ajude. (Ps: A internet é um pequeno grande mundo, NÉ?)
---------------------------------
Frank K Hosaka:
Jhonny, o SGS3 Easy UMS não responde no Galaxy S3 4.1.1, eu solicitei o reembolso.
Já o WebDAV server tem duas versões, eu usei a gratuita, e a sugestão do DDH Software veio numa boa hora. Para tirar informações do MS-Access e passar para o Handbase, eu usava uma conta do iPhone. O problema é que vendi o meu iPhone 4 por R$ 500,00 ao meu sobrinho. Graças a Deus, consegui criar uma conta para o Android no Handbase do PC. Agora, posso mexer tanto no Galaxy SIII bem como no PC, que posso salvar as mudanças na estrutura do banco de dados.
O WebDAV não pertence à DDH Software, mas o colaborador que achou no WebDAV um conduíte para o Handbase sincronizar o PC com o Android é um gênio.
Graças a Deus, a DDH Software não desistiu do Android!
Frank K Hosaka:
A maior diferença entre o iPhone e o Android no meu dia a dia é o programa Handbase. Para quem tem um iPhone, o Handbase recebeu várias atualizações. Para quem tem um Android, nenhuma atualização, e a rotina de sincronização não funciona, principalmente porque o Handbase do PC não consegue abrir uma conta para o Android. Hoje recebi um email, explicando a dificuldade do Android no mundo do DDH Software:
Those of you who have upgraded devices or the OS on your existing Android phone or tablet may be disappointed to find that our conduit can no longer connect to your device.
In most Android 4.x OS builds, the ability for USB Mass Storage mode was taken away and replaced with a different option called MTP. MTP is something designed for media/MP3 players to handle transfers of files, and while it has the advantage of not disconnecting access of the drive from your device while connected, it no longer has the drive mapping feature we rely on as the basis for our connection in the conduit.
We've worked and researched and finally found a reliable workaround for this hiccup, which is the use of WebDAV - a way to map your device over wifi. Full details and instructions are here.
Longer term, we are in development of an all new option for syncing via the Cloud which will hopefully become your sync mode of choice. Stay tuned for more on that!
Ainda não testei a solução da DDH Software, só estou adiantando o expediente para quem usa o Handbase no Android. O correto é abrir o tópico na área de programação do Android e não no Galaxy SIII, mas o problema é que eu só tenho o Galaxy SIII para testar.
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JhonnyNS:
Bom, além da solução que eles apresentaram... Você também pode recorrer a este MÉTODO. Caso o problema seja somente acessar o modo UMS (se for no uso do external sd), este programa pode ser que ajude. (Ps: A internet é um pequeno grande mundo, NÉ?)
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Frank K Hosaka:
Jhonny, o SGS3 Easy UMS não responde no Galaxy S3 4.1.1, eu solicitei o reembolso.
Já o WebDAV server tem duas versões, eu usei a gratuita, e a sugestão do DDH Software veio numa boa hora. Para tirar informações do MS-Access e passar para o Handbase, eu usava uma conta do iPhone. O problema é que vendi o meu iPhone 4 por R$ 500,00 ao meu sobrinho. Graças a Deus, consegui criar uma conta para o Android no Handbase do PC. Agora, posso mexer tanto no Galaxy SIII bem como no PC, que posso salvar as mudanças na estrutura do banco de dados.
O WebDAV não pertence à DDH Software, mas o colaborador que achou no WebDAV um conduíte para o Handbase sincronizar o PC com o Android é um gênio.
Graças a Deus, a DDH Software não desistiu do Android!
Postado por
Frank K Hosaka
às
22:40
7
comentários
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Para o dia de hoje...
Encarar a vida com otimismo é o melhor que existe.
Meus parabéns ao Hosaka. Muitos e muitos anos de vida!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Catarina e o Rio Fashion Week
Vocês sabem o que é o Rio Fashion Week?
É um evento maravilhoso, onde os estilistas apresentam suas coleções do Inverno e do Verão do ano seguinte (RJ). Muitos estilistas apresentam roupas maravilhosas. Alguns - além das roupas maravilhosas - apresentam "coisas" exóticas, que nenhuma mulher usaria.
Mas, falando nisso, a alta costura é para mulheres especiais, magérrimas, que entram no manequim 36/38. Não é meu caso, que uso 40/42.
A marca TNG que produz camisetas, saias, calças jeans, convidou Catarina ( que na verdade se chama Ingrid) para desfilar suas criações. Quem é Catarina? Ora, Catarina é a moça que leiloou a virgindade na internet. Pois é. Aqui no Brasil é assim, se alguém leiloar a virgindade, vira celebridade instantânea. É convidado para festas, eventos, inauguração de lojas, clubes, ruas e supermercados. Obviamente que o objetivo é um só: atrair curiosos e com isso encher de gente os eventos.
Em cima da hora cancelaram o desfile da moça, que na verdade nada tem de manequim. Mas reservaram um lugar especial para ela na primeira fila. A marca TNG ficou com receio de ter suas roupas associadas à imagem de Catarina. Provavelmente as pessoas iriam falar: "Ah, você usa roupas da marca daquela moça que leiloou a virgindade?".
Penso que a mulher tem que ter muita coragem para aparecer num site leiloando a virgindade.Embora esteja leiloando o que é dela. E conseguindo dinheiro usando o corpo dela. Mas penso que a imagem fica meio arranhada com tanto blá, blá, blá.
Em uma entrevista que vi hoje pela manhã, um repórter perguntava para a Catarina se ela não tem medo de tanta publicidade ser desfavorável futuramente, um dia que ela queira se casar, ter filhos, etc, etc...
Ela disse que não tem medo, e ainda afirmou:
“As pessoas não gostam e nem sabem o motivo. Muita gente chama de prostituição, mas esquecem que isso é muito mais amplo. Sair nua na revista, fazer filme pornô e fazer sexo sem afeto são coisas que acontecem o tempo todo e ninguém fala. Sou responsável pelo meu próprio corpo e tudo o que estou fazendo é por livre e espontânea vontade. Quem tem moral de sobra também deve leiloar”.
“O amor verdadeiro não tem preconceito, é incondicional”.
E filosofou ainda mais, citando Victor Hugo: "a maior convicção da vida é ser amado por aquilo que você é ou, mais corretamente, apesar daquilo que você é".
A moça acha que tudo deve ser leiloado, até a moral, para quem tem de sobra. Já pensou se essa moda pega?
Meu vizinho vai leiloar o apêndice que retirou semana passada, o 233 vai leiloar o primeiro Livro dos Espíritos que comprou e ainda apresenta marcas nas páginas, o Hosaka vai leiloar a prótese removível que não usa mais, a Nihil vai leiloar uma orquídea seca, eu vou leiloar a minha foto do Chico Xavier...
Quem dá mais?
SA
É um evento maravilhoso, onde os estilistas apresentam suas coleções do Inverno e do Verão do ano seguinte (RJ). Muitos estilistas apresentam roupas maravilhosas. Alguns - além das roupas maravilhosas - apresentam "coisas" exóticas, que nenhuma mulher usaria.
Mas, falando nisso, a alta costura é para mulheres especiais, magérrimas, que entram no manequim 36/38. Não é meu caso, que uso 40/42.
A marca TNG que produz camisetas, saias, calças jeans, convidou Catarina ( que na verdade se chama Ingrid) para desfilar suas criações. Quem é Catarina? Ora, Catarina é a moça que leiloou a virgindade na internet. Pois é. Aqui no Brasil é assim, se alguém leiloar a virgindade, vira celebridade instantânea. É convidado para festas, eventos, inauguração de lojas, clubes, ruas e supermercados. Obviamente que o objetivo é um só: atrair curiosos e com isso encher de gente os eventos.
Em cima da hora cancelaram o desfile da moça, que na verdade nada tem de manequim. Mas reservaram um lugar especial para ela na primeira fila. A marca TNG ficou com receio de ter suas roupas associadas à imagem de Catarina. Provavelmente as pessoas iriam falar: "Ah, você usa roupas da marca daquela moça que leiloou a virgindade?".
Penso que a mulher tem que ter muita coragem para aparecer num site leiloando a virgindade.Embora esteja leiloando o que é dela. E conseguindo dinheiro usando o corpo dela. Mas penso que a imagem fica meio arranhada com tanto blá, blá, blá.
Em uma entrevista que vi hoje pela manhã, um repórter perguntava para a Catarina se ela não tem medo de tanta publicidade ser desfavorável futuramente, um dia que ela queira se casar, ter filhos, etc, etc...
Ela disse que não tem medo, e ainda afirmou:
“As pessoas não gostam e nem sabem o motivo. Muita gente chama de prostituição, mas esquecem que isso é muito mais amplo. Sair nua na revista, fazer filme pornô e fazer sexo sem afeto são coisas que acontecem o tempo todo e ninguém fala. Sou responsável pelo meu próprio corpo e tudo o que estou fazendo é por livre e espontânea vontade. Quem tem moral de sobra também deve leiloar”.
“O amor verdadeiro não tem preconceito, é incondicional”.
E filosofou ainda mais, citando Victor Hugo: "a maior convicção da vida é ser amado por aquilo que você é ou, mais corretamente, apesar daquilo que você é".
A moça acha que tudo deve ser leiloado, até a moral, para quem tem de sobra. Já pensou se essa moda pega?
Meu vizinho vai leiloar o apêndice que retirou semana passada, o 233 vai leiloar o primeiro Livro dos Espíritos que comprou e ainda apresenta marcas nas páginas, o Hosaka vai leiloar a prótese removível que não usa mais, a Nihil vai leiloar uma orquídea seca, eu vou leiloar a minha foto do Chico Xavier...
Quem dá mais?
SA
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Maconha faz mal, sim!
|
Maconha faz mal sim
Adriana Dias Lopes
Rev Veja 2293, nº44
O atual liberalismo
em torno do consumo da droga está em descompasso com as pesquisas médicas mais
recentes. As sequelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na
adolescência.
"Hoje ainda, até
o fim do dia, 1 milhão de brasileiros terão fumado maconha. A maioria dessas
pessoas está plenamente convencida de a droga não faz mal. Elas conseguem
trabalhar, estudar, namorar, dirigir, ler um livro, cuidar dos filhos... A
folha seca e as flores de Cannabis são consumidas agora com uma naturalidade
tal que nem parece ser um comportamento definido como crime pela lei penal
brasileira. O aroma penetrante inconfundível permeia o ar nas baladas, nas
áreas de lazer dos condomínios fechados, nos carros, nas imediações das
escolas. A maconha que em outros tempos já foi chamada de "erva
maldita", agora ganhou uma aura inocente de produto orgânico e muitos de
seus usuários acendem os "baseados" como se isso fosse parte de um
ritual de comunhão com a natureza, uma militância-. espiritual de sintonia com
o cosmo. Ha uma gigantesca onda de tolerância com esse vício. Nos Estados Unidos,
dezessete estados já regulamentaram seu uso medicinal. Em novembro, os estados
de Washington E Colorado farão um plebiscito sobre a legalização. No Uruguai, o
presidente José Mujica pretende estatizar a produção e a distribuirão da droga.
Em maio deste ano, no Brasil, sob o argumento do direito à liberdade de
expressão, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a marcha da maconha -
desde, é caro que ela não fosse consumida pelos manifestantes, em um de seus
shows, em janeiro, Rita Lee causou tumulto ao interromper a apresentação em
Sergipe para interpelar os policiais que tentavam reprimir o fumacê na platéia:
""Este show é meu. Não é de vocês. Por que isso? Não pode ser por
causa de um baseadinho. Cadê um baseadinho pra eu fumar aqui?"".
Na contramão da liberalidade oficial, legal e até social com
o uso da maconha, a ciência médica vem produzindo provas cada dia mais
eloquentes de que a fumaça da maconha faz muito mal para a saúde do usuário
crônico - quem fuma no mínimo um cigarro por semana durante um ano. Fumar na
adolescência, então, é um hábito que pode ter consequências funestas para o
resto da vida da pessoa. Aqueles cartazes das marchas que afirmam que
"maconha faz menos mal do que álcool e cigarro" são fruto de
percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas
científicas incontrastáveis. Maconha não faz menos mal do que álcool ou
cigarro. Cada um desses vícios agride o organismo a sua maneira, mas, ao
contrário do que ocorre com a maconha, ninguém sai em passeata defendendo o
alcoolismo ou o tabagismo. Diz um dos mais respeitados estudiosos do assunto, o
psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo:
"Encarar o uso da maconha com leniência é uma tese equivocada, arcaica e
perigosa".
Alguns dos argumentos para a legalização da maconha têm uma
lógica perfeita apenas na aparência. Os defensores da legalização alegam que.
vendida legalmente, a maconha também seria cultivada dentro da lei e
industrializada. A oferta aumentaria e os preços cairiam. Isso tornaria inúteis
os traficantes. Eles sumiriam do mapa, levando consigo todo o imenso colar de
roubos, assassinatos e corrupção policial que a repressão à maconha provoca. O
argumento não resiste ao mais simples teste de realidade embutido na pergunta: "Quem
disse que traficante vende só maconha?". Se a maconha fosse liberada, o
tráfico de cocaína, heroína e crack continuaria e todos os problemas sociais
decorrentes do poder desse submundo ficariam intactos. Acrescente-se à equação
o fato de que a maconha efetivamente faz mal à saúde, e a lógica dos defensores
de sua legalização evapora-se no ar ainda mais rapidamente.
Um dos estudos mais
impactantes e recentes sobre os males da maconha foi conduzido por treze
reputadas instituições de pesquisa, entre elas as universidade Duke, nos
Estados Unidos, e de Otago, na Nova Zelândia. Os pesquisadores acompanharam
1000 voluntários durante 25 anos. Eles começaram a ser estudados aos 13 anos de
idade. Um grupo era composto de fumantes regulares de maconha. Os integrantes
do outro grupo não fumavam. Quando os grupos foram comparados, ficou evidente o
dano à saúde dos adolescentes usuários de maconha que mantiveram o hábito até a
idade adulta. Os fumantes tiveram uma queda significativa no desempenho
intelectual. Na média, os consumidores crônicos de maconha ficavam 8 pontos
abaixo dos não fumantes nos testes de Q.I. Os usuários de maconha saíram-se mal
também nos testes de memória, concentração e raciocínio rápido. Os resultados
mostram que é falaciosa a tese de que fumar maconha com frequência não
compromete a cognição. Diz o psiquiatra Laranjeira: "Se o usuário crônico
acha que está bem, a ciência mostra que ele poderia estar muito melhor sem a
droga. A maconha priva a pessoa de atingir todo o potencial de sua
capacidade"."
O cineasta paulistano
Álvaro Zunckeller, de 32 anos, fumou maconha durante duas décadas, desde a
adolescência, com os amigos, na roda do bar e na saída da escola. No início,
era um cigarro a cada duas semanas. Chegou a três por dia. "Era um
viciado, mas para a maioria das pessoas eu era um sujeito sossegado, apenas um
pouco desatento", conta ele. Zunckeller é um caso típico da brasa dormida
dos danos da maconha ao cérebro confundidos com um comportamento ameno e um
estilo de vida mais contemplativo. Apenas 10% dos pacientes internados em
clínicas de recuperação de dependentes foram parar ali para tentar se livrar do
vício da maconha. Ainda assim, muitos dos usuários da droga nessas clínicas
foram diagnosticados com esquizofrenia, bipolaridade, depressão aguda ou
ansiedade — sendo o vício de maconha apenas um componente do quadro psicótico e
não seu determinante.
Até pouco tempo atrás
vigorou a tese de que a maconha só deflagra transtornos mentais em pessoas com
histórico familiar dessas doenças. Essa noção benigna da maconha foi sepultada,
entre outros trabalhos, por uma pesquisa feita pelo Instituto de Saúde Pública
da Suécia. Um grupo de 50000 voluntários foi avaliado durante 35 anos. Eles
consumiram maconha na adolescência. Os suecos demonstraram que o risco de
usuário de maconha sem antecedentes genéticos vir a desenvolver esquizofrenia
ou depressão é muito mais alto do que o da população em geral. Entre os
usuários de maconha pesquisados, surgiram 3,5 mais casos de esquizofrenia do
que na média da população. No que se refere à depressão, o número de casos
clínicos foi o dobro. Os sinais de perigo da fumaça estão surgindo em toda
parte. "O bombardeio repetido da maconha sobre o cérebro cria uma marca
neuronal indelével", diz Ana Cristina Fraia, psicóloga da Clínica Maia
Prime, em São Paulo, especializada no tratamento de dependência química.
A razão básica pela
qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie
humana. Nem ó álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o
crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir
com ela no cérebro como a cannabis. Ela imita a ação de compostos naturalmente
fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são
imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha
interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções
cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de
que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em
muitos casos para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência.
Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se
dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.
Com 224 milhões de
usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais
popular. E seu uso vem crescendo — em 2007, a turma do cigarro de seda tinha
metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o
consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o
cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda
neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das
que devem ser mantidas para o resto da vida. A ação da maconha nessa fase de
reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornando-se
débeis. As que deveriam desaparecer, ganham força.
Os efeitos
psicoativos da maconha são conhecidos desde o ano 2000 antes de Cristo. Seu
princípio psicoativo mais atuante é o tetraidrocanabinol (THC). Um outro
componente da droga, o canabidiol, é o principal responsável pelos seus efeitos
potencialmente terapêuticos. No campus de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo, o psiquiatra José Alexandre Crippa estuda o efeito do canabidiol no
tratamento da fobia social. Trinta e seis voluntários, metade deles composta de
fóbicos, ingeriram cápsulas da substância e, em seguida, tiveram de falar em
público. Os níveis de ansiedade apresentados pelos portadores do transtorno
equivaleram aos registrados pelos participantes sem a fobia. Todos os estudos
sérios sobre os potenciais usos médicos da maconha mediram os efeitos de uma
única substância, selecionada e isolada em laboratório — e não da inalação da
fumaça de um cigarro. Diz Crippa: "Os defensores do uso medicinal do
cigarro da maconha querem mesmo é obter a liberação da droga". Nos Estados
Unidos floresce uma indústria de falsificação de receitas depois da legalização
da erva para o tratamento do glaucoma e no controle da náusea de pacientes
submetidos a quimioterapia. Para a alegria dos viciados, médicos inescrupulosos
prescrevem a droga por preços que variam de 100 a 500 dólares.
Em nenhum país a
maconha é completamente liberada. Um dos mais notoriamente tolerantes é a
Holanda, que permite o consumo da erva nos coffee shops, mas, ainda assim, os
proprietários só estão autorizados a vender 5 gramas, o equivalente a um
cigarro, para cada cliente. Recentemente, o governo holandês proibiu a venda da
droga para estrangeiros. Nem sempre foi assim. Na década de 70, quando a
Holanda descriminalizou a maconha e se tornou uma espécie de Disney libertária,
fumava-se em praça pública. A festa acabou cedo. Desde então, o tráfico só
aumentou. A experiência holandesa — e o recuo das autoridades — derruba um dos
mais rígidos pilares da defesa pela liberação: o de que a venda autorizada
poria fim ao tráfico. Não pôs.
No Brasil, desde
2006, com a lei antidrogas sancionada pelo então presidente Lula, foi
estabelecida uma distinção na punição de traficantes e usuários. Os bandidos
estão sujeitos a até quinze anos de prisão. O consumidor não vai para a cadeia.
Nesse caso, o juiz decide por uma advertência verbal, pela prestação de
serviços comunitários ou recomenda um tratamento médico. A lei brasileira não
contempla o volume máximo da droga a ser classificado como uso pessoal. Luana
Piovani e Isabel Filardis são algumas das celebridades que defendem a tese de
que a maioria dos presos com maconha "nunca cometeu outros delitos, não
tem relação com o crime organizado e portava pequenas quantidades da droga no
ato da detenção". Do ponto de vista social, elas estão corretíssimas. Do
ponto de vista da saúde e da aplicação das leis, nem tanto. O advogado
criminalista Pedro Lazarini faz restrições: "Um bandido pode se valer
desses limites para nunca ser condenado". O ideal seria que as evidências
científicas incontestáveis sobre os ruinosos efeitos da maconha para a saúde
sejam levadas em conta. Todos ganham com isso.
"Atualmente,
"pega mal" ser contra a liberação da maconha"
Aos 66 anos, o
paulistano Valentim Gentil Filho é um dos mais renomados psiquiatras do país.
Com doutorado em psicofarmacologia clínica pela Universidade de Londres, ocupou
o cargo de presidente do conselho diretor do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas durante doze anos — sem nunca ter abandonado a prática
clínica. Tamanha experiência o levou a defender a condenação da maconha.
"Trata-se da única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a
causar psicoses irreversíveis", disse a VEJA. "Se fosse para escolher
uma única droga a ser banida, seria a maconha."
Nos últimos dois
anos, a ideia da descriminalização para o usuário da maconha ganhou força no
país. Recentemente, um grupo de juristas apresentou a proposta no Senado com o
objetivo de a medida ser adotada na reforma do Código Penal. O que o senhor
acha disso?
O tráfico deve adorar
isso. Em hipótese alguma dá para liberar geral. Estamos fadando de substâncias
altamente tóxicas. Um dos argumentos pró-maconha é que a legalização reduziria
o consumo da droga. As pesquisas mostram, no entanto, que, quando o consumo é
referendado e a droga é considerada segura, o adolescente experimenta mais. A
história de que os jovens se sentem estimulados a usar drogas por serem
proibidas se aplica apenas a uma minoria,
Há muitos médicos,
inclusive da sua especialidade, que não pensam como o senhor.
Não é simpático
expressar uma opinião contrária à cultura da "anticaretice" que
impera no país em relação à maconha. Atualmente, "pega mal" ser
contra a liberação da maconha. Até mesmo entre oi médicos. O fato de a maconha
não ser tão agressiva como primeiras vezes contribui para isso. Mas ou esses
médicos estão muito desinformados ou eles têm acesso a fontes científicas bem
diferentes das minhas. Se fosse obrigado a escolher uma única droga a ser banida,
seria a maconha, sem sombra de dúvida.
De que forma a
maconha seria mais prejudicial do que as outras drogas?
Drogas como heroína,
cocaína e crack são devastadoras porque podem matar a curto ou curtíssimo
prazo. Além disso, é difícil se livrar dessas substâncias pelo alto grau de
dependência que apresentam. Os danos que elas causam ao cérebro, porém, cessam
quando deixam de ser usadas. Ou seja, passado o período de abstinência, as
funções do organismo se restabelecem. Com a maconha a história é outra. É a
única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a causar psicoses
definitivas, mesmo quando seu uso é interrompido.
Qualquer usuário está
suscetível a tais danos?
Sim, mas em graus
diferentes, a depender da frequência de consumo e da tolerância do organismo do
usuário. É uma roleta-russa. O consumidor esporádico, aquele que fuma às vezes,
está sujeito a sofrer estados psicóticos transitórios, como alucinação e
paranoia, ataques de pânico e ansiedade. O efeito permanente nas conexões
nervosas se dá no uso crônico. Aí, sim, absolutamente todos sofrem algum
prejuízo.
O astrônomo americano
Carl Sagan (1934-1996) foi usuário da maconha e um defensor ferrenho da droga.
Ainda assim, deixou o legado de uma carreira brilhante. Ele teria sido uma
exceção?
Sagan foi um gênio, e
sou fã dele. Mas penso que, se não tivesse usado tanta maconha, ele teria sido
um profissional ainda mais brilhante e mais responsável. Sagan tinha algumas
idéias estapafúrdias para um astrônomo. Por exemplo: ele se tomou um dos
líderes do Seti (Search for Extra-Terrestrial Intelligence — Busca por
Inteligência Extraterrestre), que investiu centenas de milhões de dólares na
busca de sinais alienígenas ou provas de alguma civilização extraterreste.
Repito aqui: Não há exceções para os danos causados pela maconha.
É possível
identificar os adolescentes mais propensos a usar a droga?
Há entre eles um
traço de personalidade conhecido como "busca de novidade" (novelty
seeking) ou "busca de sensações" (sensation seeking). Pessoas com
esse perfil se expõem mais a riscos, têm menor controle sobre suas emoções, são
mais impulsivas e têm maior probabilidade de se tomarem dependentes da maconha.
No extremo oposto, alguns jovens introvertidos e ansiosos também ficam
vulneráveis, dependendo do ambiente. Famílias estruturadas ajudam, e a presença
dos pais monitorando o comportamento é uma proteção importante, mas não é
garantia contra o uso.
Qual é a sua opinião
sobre o uso medicinal da maconha?
Acredito em
benefícios de determinadas substâncias extraídas da planta que dá origem à
maconha, a Cannabis. Isso é diferente de preconizar o uso terapêutico da
maconha fumada, que tem muitos compostos nocivos ao organismo, além da fumaça
quente retida no pulmão, com potencial cancerígeno. Não acredito nem mesmo nas
versões "purificadas" da planta, vendidas em alguns estados
americanos e em coffee shops europeus. Não há tecnologia capaz de certificar
que um baseado tenha apenas substâncias não tóxicas da planta. Aliás, a venda
nesses lugares é uma bagunça. O filho de um amigo conseguiu comprar maconha
medicinal na Califórnia porque no mesmo lugar onde comprou a droga comprou
também a receita médica. Uma coisa tem de ficar clara: a agência de saúde
oficial americana (FDA) não valida o consumo da maconha ou de outros preparados
da Cannabis para fins medicinais. Alguns estados liberam por meio de seus
governos.
SA
| ||
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Eleições X Fé
Eleições nos EEUU dependem em parte da fé do candidato.
Romney tem feito um grande esforço para NÃO falar sobre sua crença mórmon, apesar de ser um membro ativo e ter liderado uma congregação em Boston. Mas ao mesmo tempo, ele se apresenta como um candidato presidencial que tem fé religiosa. O objetivo é atrair o apoio de integrantes de outras religiões que compartilham suas posições sociais conservadoras.
O objetivo de não fala r que é Mórmon, é atrair muitos outros religiosos, além daqueles que frequentam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para se eleger. A estratégia do republicano tem dado certo.
Ele tem angariado o apoio da maior parte dos evangélicos brancos. De acordo com levantamento do Centro de Pesquisa Pew realizado de 4 a 7 de outubro, Mitt Romney tem 73% destas intenções de votos, contra 21% para o presidente Barack Obama. Os evangélicos são atraídos pelas suas posições sociais conservadoras, como as contrárias ao aborto e casamento entre homossexuais.
O presidente Barack Obama, por outro lado, frequenta a Igreja Unida de Cristo, religião de denominação protestante que se orgulha de ser inclusiva das minorias raciais, gays e lésbicas. A igreja, que se descreve como muito plural e diversa, foi a primeira denominação protestante a ter um pastor gay, o reverendo William R. Johnson, em 1972. E desde 2005 apoia abertamente casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Mas seja qual for a religião, ter fé é fundamental para se eleger nos Estados Unidos, país que dificilmente terá um presidente ATEU.
A religião é muito importante entre os americanos.
Muitos indivíduos acreditam em Deus e vão à igreja regularmente. Por isso, se identificam com candidatos que têm uma fé.
Entre os exemplos da influência da religião na política, está o discurso anual do presidente para o Congresso chamado "Estado da União". Ao final da fala, já é tradicional que o presidente diga "Que Deus abençoe os Estados Unidos da América". Além disso, todos os ex-presidentes americanos tinham uma religião, como Bill Clinton, que era evangélico.
Mas claro que Romney conta, primeiramente, com o apoio da comunidade mórmon espalhada pelos Estados Unidos. Eles votam no republicano porque têm a mesma crença e tiveram mesmo tipo de experiências de vida.
Apesar de a maioria dos moradores de Provo, em Utah, serem mórmons e republicanos, a tendência é que poucos votem nas eleições presidenciais. O motivo é o sistema de colégio eleitoral, que certamente contará o Estado como republicano, por causa do histórico de votos. E já que o voto é facultativo, não faz muito sentido votar nas eleições.
Eu penso que essa é uma das maravilhas dos EEUU: voto
facultativo!
O problema é que lá as eleições não são tão organizadas como
as do Brasil. Parece que irá demorar muito tempo para se saber quem é o
vencedor. Nesses casos a fé não ajuda
muito!
07/11/2012 > Obama venceu as eleições. O candidato mórmon perdeu.
SA
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Movimento imigratório no Brasil, século XXI
Esse foi o tema da redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Muita gente reclamou, pois acharam que o tema seria outro, talvez mensalão, corrupção ou revoltas nos países muçulmanos. Mas não... O tema foi interessante: movimento imigratório do século XXI.
Quando criança eu acompanhava meu pai nas compras em uma mercearia que ficava na rodoviária de Jacareí. Era uma mercearia muito simples, mas tinha tudo o que precisávamos. E o mais interessante: os donos deixavam meu pai pagar lá no final do mês, que é quando saía o pagamento dele. Os donos da mercearia eram dois portugueses gordos. O mais velho deles tinha um anel muito grande, onde havia um símbolo, que é o mesmo que se acha na bandeira de Portugal. Gostava de ouvi-lo falar, o sotaque português me encantava. E uma vez perguntei ao meu pai: "Por que eles vieram morar aqui?" .
A resposta de meu pai -atual- embora no século passado, resumiria a redação do ENEM: "Eles vieram para cá em busca de uma vida melhor".
O tempo passou, e os portugueses fecharam a mercearia que foi substituída por uma lojinha qualquer. Até hoje existe o local, mas me parece que é uma loja de 1.99. Os portugueses envelheceram e morreram. Mas a certeza é uma só: vieram em busca de uma vida melhor.
Ainda lembro do professor de geografia explicando que imigração é quando alguém entra no país, emigração é quando sai.
Hoje muita tragédia traz imigrantes ao Brasil: guerras, terremotos, pobreza. muitos haitianos vieram trabalhar aqui em Minas, em uma fazenda especializada em cultivos de rosas. Mal falando português, muitos estão trabalhando e mandando ajuda para parentes no Haiti.
Com os imigrantes vêm também os hábitos de vida e religiosos. Uma pessoa me contou que conhece um haitiano que faz bonecos vodu. E está ganhando uma parte de sua vida fabricando vodus dos desafetos. É preciso madeira, fazer uma cruz, enrolar musgo na cruz ( o musgo é muito fácil de ser encontrado aqui) e depois um tecido. Não me lembro a cor do tecido, mas se enrola tecido, procurando deixar a cruz recoberta com musgo o mais parecido possível com um ser humano. Depois é só espetar uma agulha onde você quer causar mal para a vítima. Ainda há uma série de palavras esquisitas para serem ditas.
Não sei se dá certo ou não, ainda não experimentei.
Mas não são só aqueles que estão com problemas de terremoto e guerras que vêm para cá. Na TV sempre se ouve falar que o Brasil é um país de oportunidades e a Dona Dilma fica feliz com isso, facilitando o emprego de dinheiro estrangeiro. A Europa está em crise. Muitas empresas têm a participação de estrangeiros, e isso é bom para nós todos.
Talvez só o vodu cause problemas. Mas isso já é outro assunto.
SA.
* vote na enquete
Quando criança eu acompanhava meu pai nas compras em uma mercearia que ficava na rodoviária de Jacareí. Era uma mercearia muito simples, mas tinha tudo o que precisávamos. E o mais interessante: os donos deixavam meu pai pagar lá no final do mês, que é quando saía o pagamento dele. Os donos da mercearia eram dois portugueses gordos. O mais velho deles tinha um anel muito grande, onde havia um símbolo, que é o mesmo que se acha na bandeira de Portugal. Gostava de ouvi-lo falar, o sotaque português me encantava. E uma vez perguntei ao meu pai: "Por que eles vieram morar aqui?" .
A resposta de meu pai -atual- embora no século passado, resumiria a redação do ENEM: "Eles vieram para cá em busca de uma vida melhor".
O tempo passou, e os portugueses fecharam a mercearia que foi substituída por uma lojinha qualquer. Até hoje existe o local, mas me parece que é uma loja de 1.99. Os portugueses envelheceram e morreram. Mas a certeza é uma só: vieram em busca de uma vida melhor.
Ainda lembro do professor de geografia explicando que imigração é quando alguém entra no país, emigração é quando sai.
Hoje muita tragédia traz imigrantes ao Brasil: guerras, terremotos, pobreza. muitos haitianos vieram trabalhar aqui em Minas, em uma fazenda especializada em cultivos de rosas. Mal falando português, muitos estão trabalhando e mandando ajuda para parentes no Haiti.
Com os imigrantes vêm também os hábitos de vida e religiosos. Uma pessoa me contou que conhece um haitiano que faz bonecos vodu. E está ganhando uma parte de sua vida fabricando vodus dos desafetos. É preciso madeira, fazer uma cruz, enrolar musgo na cruz ( o musgo é muito fácil de ser encontrado aqui) e depois um tecido. Não me lembro a cor do tecido, mas se enrola tecido, procurando deixar a cruz recoberta com musgo o mais parecido possível com um ser humano. Depois é só espetar uma agulha onde você quer causar mal para a vítima. Ainda há uma série de palavras esquisitas para serem ditas.
Não sei se dá certo ou não, ainda não experimentei.
Mas não são só aqueles que estão com problemas de terremoto e guerras que vêm para cá. Na TV sempre se ouve falar que o Brasil é um país de oportunidades e a Dona Dilma fica feliz com isso, facilitando o emprego de dinheiro estrangeiro. A Europa está em crise. Muitas empresas têm a participação de estrangeiros, e isso é bom para nós todos.
Talvez só o vodu cause problemas. Mas isso já é outro assunto.
SA.
* vote na enquete
domingo, 4 de novembro de 2012
A curiosa neutralidade da Srta LG
A Srta LG nunca escondeu a sua simpatia pelo professor Andros, o que lhe custou a cólica da Sra Dith. Muita gente, como eu, ficamos bem longe da troca de tapas entre as duas. Pelo telefone, a Dith fez um longo comentário sobre a Srta LG, naquela ocasião mais conhecida como Srta Nihil, e para não tomar partido dessa briga, eu desconversei, disse para a Dith que a Nihil nada mais é que o próprio professor Andros, mostrando o seu lado bucólico e feminino, o que fez a Dith cair em gargalhada. Tentei demonstrar para a Dith que o fórum nada mais é que um encontro de anônimos que não querem saber de estudar, trabalhar ou falar de seus problemas, apenas usamos o expediente para queimar o tempo.
Sabemos bem pouco sobre o Arquiteto do Mundo, agora eu não lembro qual o nome que o Amaral usava para descrevê-lo. Como eu me reporto ao Santo Bento XVI, eu acredito que o Arquiteto do Mundo será capaz de recompor todo o pó que somos hoje no famoso último dia do Universo, para dali virarmos pó para sempre ou o novo trigo do famoso projeto que um dia Jesus chamou de Reino dos Céus ou o Paraíso. Nada disso ainda está pronto, ou seja, o Santo Dimas também continua na fila.
Hoje, o colaborador mais importante é o Sr Adilson, o 233, é ele que induz todo o blogue a repensar na tese do professor Rivail, segundo o qual o Arquiteto do Mundo está quase conseguindo reagrupar o pó que fomos um dia, mas o máximo que conseguiu foi girar algumas mesas e escrever algumas cartas psicografadas, tentando nos convencer que o outro lado da vida não é tão ruim quanto pintamos nessa vida. O Numeral, é assim que o Sr Vai-Volta chama o Sr Adilson, afirma que a tese do professor Rivail está furada, e que o Arquiteto do Mundo não vai mudar a agenda, ou seja, só vai recompor o pó que fomos um dia de acordo com a sua agenda, o Arquiteto do Mundo é completamente fiel à sua agenda. É o que está escrito, e não há nenhum motivo para o Arquiteto do Mundo mudar o seu itinerário, de acordo com o Sr Adilson.
Eu nunca vi uma mesa girar, nunca recebi uma carta psicografada e nem tampouco nunca recebi um cartão de Natal da princesa, mas eu acredito que o Arquiteto do Mundo exista, isso graças à persistência do Padre José que repetiu esse axioma várias e várias vezes. Ou seja, tudo que aprendemos no catolicismo é por osmose, a mentira é repetida tantas vezes, que é bem mais fácil aceitar as mentiras do que rejeitá-las.
Já a Srta LG, não. Ela é neutra. Ela não acredita na força do hábito, ela não acredita que um católico seja capaz de encontrar a sua paz de espírito dentro da paróquia, ela não acredita que um evangélico seja capaz de encontrar a força do espírito numa assembleia, ela não acredita que o espírita seja capaz de encontrar o altruísmo numa sessão com um mediúnico. Ela só acredita no esforço da lembrança de uma orquídea. As orquídeas são plantas que não dão frutos, mas mostram a sua beleza uma vez por ano. Ou seja, a harmonia só é possível quando todos nós pudermos mostrar as nossas pétalas ao mesmo tempo, ela não acredita na equação de que a desgraça de um é a alegria do outro. Ou todos somos felizes, ou ninguém é.
Ou seja, para a Srta LG, o Arquiteto do Mundo não só fez o mundo em seis dias, bem como deixou uma complicada equação para resolver, e ela não vai ser resolvida na base de orações repetitivas, ou leitura repetitiva de versículos, ou no esforço inútil de chamar os mortos. Ou seja, ela só lê os meus artigos, os do Vai-Volta, os do Adilson, os da Doutora Selma, isso porque ela é neutra. Imagine, então, se ela não fosse.
Sabemos bem pouco sobre o Arquiteto do Mundo, agora eu não lembro qual o nome que o Amaral usava para descrevê-lo. Como eu me reporto ao Santo Bento XVI, eu acredito que o Arquiteto do Mundo será capaz de recompor todo o pó que somos hoje no famoso último dia do Universo, para dali virarmos pó para sempre ou o novo trigo do famoso projeto que um dia Jesus chamou de Reino dos Céus ou o Paraíso. Nada disso ainda está pronto, ou seja, o Santo Dimas também continua na fila.
Hoje, o colaborador mais importante é o Sr Adilson, o 233, é ele que induz todo o blogue a repensar na tese do professor Rivail, segundo o qual o Arquiteto do Mundo está quase conseguindo reagrupar o pó que fomos um dia, mas o máximo que conseguiu foi girar algumas mesas e escrever algumas cartas psicografadas, tentando nos convencer que o outro lado da vida não é tão ruim quanto pintamos nessa vida. O Numeral, é assim que o Sr Vai-Volta chama o Sr Adilson, afirma que a tese do professor Rivail está furada, e que o Arquiteto do Mundo não vai mudar a agenda, ou seja, só vai recompor o pó que fomos um dia de acordo com a sua agenda, o Arquiteto do Mundo é completamente fiel à sua agenda. É o que está escrito, e não há nenhum motivo para o Arquiteto do Mundo mudar o seu itinerário, de acordo com o Sr Adilson.
Eu nunca vi uma mesa girar, nunca recebi uma carta psicografada e nem tampouco nunca recebi um cartão de Natal da princesa, mas eu acredito que o Arquiteto do Mundo exista, isso graças à persistência do Padre José que repetiu esse axioma várias e várias vezes. Ou seja, tudo que aprendemos no catolicismo é por osmose, a mentira é repetida tantas vezes, que é bem mais fácil aceitar as mentiras do que rejeitá-las.
Já a Srta LG, não. Ela é neutra. Ela não acredita na força do hábito, ela não acredita que um católico seja capaz de encontrar a sua paz de espírito dentro da paróquia, ela não acredita que um evangélico seja capaz de encontrar a força do espírito numa assembleia, ela não acredita que o espírita seja capaz de encontrar o altruísmo numa sessão com um mediúnico. Ela só acredita no esforço da lembrança de uma orquídea. As orquídeas são plantas que não dão frutos, mas mostram a sua beleza uma vez por ano. Ou seja, a harmonia só é possível quando todos nós pudermos mostrar as nossas pétalas ao mesmo tempo, ela não acredita na equação de que a desgraça de um é a alegria do outro. Ou todos somos felizes, ou ninguém é.
Ou seja, para a Srta LG, o Arquiteto do Mundo não só fez o mundo em seis dias, bem como deixou uma complicada equação para resolver, e ela não vai ser resolvida na base de orações repetitivas, ou leitura repetitiva de versículos, ou no esforço inútil de chamar os mortos. Ou seja, ela só lê os meus artigos, os do Vai-Volta, os do Adilson, os da Doutora Selma, isso porque ela é neutra. Imagine, então, se ela não fosse.
Postado por
Frank K Hosaka
às
09:06
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Como saber se o seu Android foi deodexado?
AndroidZ
O poderoso Jhonny está de volta!
Perguntei para ele o que é um Android deodexed, e ele me respondeu assim:http://www.androidpt.info/index.php?title=Deodexed
Só que eu fiquei na mesma.
Eu uso Wanam Lite 4.2.1 com o kernel do se.infra@SEP, já o Jhonny usa o kernel do gm@ubuntu, e por conta disso a dica do menu extendido não funcionou comigo. O Jhonny disse que pode disponibilizar o kernel num outro site, mas quero responder através dessa mensagem que prefiro não arriscar. Eu sei que esse negócio de mexer no ROM é super perigoso, mas quando vejo o Norton desabonar um site inteiro, é nessa hora que eu paro mesmo, não sigo adiante.
Mas, voltemos ao Android deodexed.
Como todo mundo já sabe, estou faz meses procurando o aplicativo do Bradesco dentro do sistema de arquivos do Android, sem nenhum sucesso. Ontem, decidi procurar outro aplicativo, a calculadora. Para quem usa o ROM oficial, a calculadora do Android responde com um toque sonoro toda vez que você toca numa tecla, o que não é o caso do WanamLite. Assim naveguei, naveguei e naveguei na internet até encontrar isso aqui: http://www.codeweblog.com/analysis-android-system-folder-structure/
É nesse site que vejo pela primeira vejo a estrutura do arquivo do Android.
No caso dele, ele mostra a calculadora assim:
\ \ System \ \ app \ \ Calculator.apk Calculator
\ \ System \ \ app \ \ Calculator.odex
No meu caso, no entanto, só encontrei isso:
\ \ System \ \ app \ \ SecCalculator2.apk
Ou seja, são vários arquivos com a extensão .apk, mas nenhum com a extensão .odex. Ou seja, o meu Android é o deodexed, e para aqueles que não atravessaram a espoçosa porta do Root, o Android é odexed, ou seja, para cada .apk deve existir um arquivo com o mesmo nome, só que com a extensão .odex - ou seja, esse é o selo da garantia de quem leu as regras de uso do Galaxy SIII, concordou com as regras, e continua no estreito caminho do que a Samsung projetou para os seus usuários.
Ou eu estou só escrevendo groselha?
Frank K Hosaka
Galaxy S3 4.1.1 WanamLite Rom XXDLJ4 V4.2
O poderoso Jhonny está de volta!
Perguntei para ele o que é um Android deodexed, e ele me respondeu assim:http://www.androidpt.info/index.php?title=Deodexed
Só que eu fiquei na mesma.
Eu uso Wanam Lite 4.2.1 com o kernel do se.infra@SEP, já o Jhonny usa o kernel do gm@ubuntu, e por conta disso a dica do menu extendido não funcionou comigo. O Jhonny disse que pode disponibilizar o kernel num outro site, mas quero responder através dessa mensagem que prefiro não arriscar. Eu sei que esse negócio de mexer no ROM é super perigoso, mas quando vejo o Norton desabonar um site inteiro, é nessa hora que eu paro mesmo, não sigo adiante.
Mas, voltemos ao Android deodexed.
Como todo mundo já sabe, estou faz meses procurando o aplicativo do Bradesco dentro do sistema de arquivos do Android, sem nenhum sucesso. Ontem, decidi procurar outro aplicativo, a calculadora. Para quem usa o ROM oficial, a calculadora do Android responde com um toque sonoro toda vez que você toca numa tecla, o que não é o caso do WanamLite. Assim naveguei, naveguei e naveguei na internet até encontrar isso aqui: http://www.codeweblog.com/analysis-android-system-folder-structure/
É nesse site que vejo pela primeira vejo a estrutura do arquivo do Android.
No caso dele, ele mostra a calculadora assim:
\ \ System \ \ app \ \ Calculator.apk Calculator
\ \ System \ \ app \ \ Calculator.odex
No meu caso, no entanto, só encontrei isso:
\ \ System \ \ app \ \ SecCalculator2.apk
Ou seja, são vários arquivos com a extensão .apk, mas nenhum com a extensão .odex. Ou seja, o meu Android é o deodexed, e para aqueles que não atravessaram a espoçosa porta do Root, o Android é odexed, ou seja, para cada .apk deve existir um arquivo com o mesmo nome, só que com a extensão .odex - ou seja, esse é o selo da garantia de quem leu as regras de uso do Galaxy SIII, concordou com as regras, e continua no estreito caminho do que a Samsung projetou para os seus usuários.
Ou eu estou só escrevendo groselha?
Frank K Hosaka
Galaxy S3 4.1.1 WanamLite Rom XXDLJ4 V4.2
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Frank K Hosaka
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