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sexta-feira, 1 de março de 2013

Deus Matemático


O 233 citou o matemático Ivan Panin e seus cálculos matemáticos na Bíblia. Eis aqui um breve texto sobre esse matemático, traduzido do site http://www.biblebelievers.org.au/panin2.htm


Eu poderia ter traduzido o conteúdo todo, mas o tempo é curto. E a tradução do Google é terrível.


Foi em 1890 que Panin fez a descoberta da estrutura matemática sublinhando o vocabulário do Novo Testamento grego. Ele estava casualmente  a ler o primeiro versículo do evangelho de João, no grego: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus ...".


Panin estava curioso para saber por que a palavra grega para "o"  era precedido da palavra "Deus" "em um caso e não o outro. Ao examinar o texto que ele tomou conhecimento de uma relação de números. Esta foi a primeira das descobertas que levaram à sua conversão e descobriu um código numérico extenso.
Foi a curiosidade que  primeiro influenciou Panin a começar  brincar com os números por trás dos textos. Sequências e padrões começaram a surgir. Isso  criou tanta agitação no coração do russo,  que dedicou 50 anos de sua vida a vasculhar cuidadosamente as páginas da Bíblia.


A própria Bíblia afirma claramente que é a palavra inspirada por Deus''. As palavras "Assim diz o Senhor '" e "Deus disse"' ocorrem mais de 2.500 vezes ao longo da escritura.
Vamos pegar o número sete como uma ilustração da forma para os padrões de trabalho. Sete é o mais prolífico da série matemática que liga as escrituras juntos. O primeiro versículo da Bíblia: "No princípio Deus criou o céu ea terra" (Gn 1:1), contém mais de 30 diferentes combinações de sete.
No livro do Apocalipse sete positivamente brilha: há sete candelabros de ouro, sete cartas para sete igrejas, um livro selado com sete selos, sete anjos que estão diante do Senhor, com sete trombetas, sete trovões e sete últimas pragas. Na verdade, existem mais de 50 ocorrências do número sete em Apocalipse sozinho.




Ivan Panin nasceu na Rússia em 12 de dezembro de 1855 e morreu em 1942.


Nas línguas originais da Bíblia, principalmente hebraico e grego, não há símbolos separados para números, e letras do alfabeto também são usados ​​para indicar os números.

Este complexo sistema de numeração visível e invisível satura cada livro das Escrituras, enfatizando certas passagens e ilustrando um significado mais profundo. Os 66 livros da Bíblia,  39 no AT e 27 no NT foram escritas por 33 pessoas diferentes.
Esses autores estavam espalhados em  vários países do mundo e de origens muito diferentes. Muitos deles tinham pouca ou nenhuma escolaridade. Toda a Bíblia foi escrita ao longo de um período de 1500 anos, com um silêncio 400 anos além dos apócrifos entre os dois testamentos. 

 " Em tudo estamos simplesmente levados à conclusão de que, se os fatos que apresentei são verdadeiros, o homem nunca poderia ter feito isso.
"Temos de assumir que um Poder superior ao homem guiou os escritores de tal maneira (não sei  se eles sabiam ou não), eles fizeram isso e Deus os inspirou a fazê-lo''.

Em 2 Timóteo 3:16 ele afirma: "Toda a Escritura é inspirada por Deus". Então, em 2 Pedro 9:20-21 ele diz claramente: ". Nenhuma profecia das escrituras é de particular interpretação porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram movidos pelo do Espírito Santo ".

Este verso tem sete palavras hebraicas com um total de 28 cartas de 4 x 7. O valor numérico dos três substantivos "Deus", "céu" e "terra" totaliza 777. Qualquer número em triplicado expressa sentido, completa final ou total.
Também sete são a genealogia de Jesus, a conta do nascimento virginal e a ressurreição. Sete ocorre como um número de 187 vezes na Bíblia (41 x 7), a frase "de sete vezes" ocorre sete vezes e "70" ocorre 56 vezes (7 x 8).

Há 21 escritores do Velho Testamento cujos nomes aparecem na Bíblia (3 x 7). O valor numérico de seus nomes é divisível por sete. Destes 21, sete são nomeados no Novo Testamento: Moisés, Davi, Isaías, Jeremias, Daniel, Oséias e Joel. Os valores numéricos desses nomes é 1554 (222 x 7). O nome de David é encontrada 1134 vezes (162 x 7).


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Cruzes! Parece aqueles filmes de suspense...
Acho que o que combina com a leitura desse texto é a música "O Fortuna", da ópera Carmina Burana.  Todas as letras de Carmina Burana são retiradas de mais de 200 poemas medievais que são sobre: amor não correspondido; que estranha é a igreja,  governo... 


SA

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Apocalipse

Sabe quem foi João de Patmos ou São João de Patmos?
O autor do Apocalipse, parte integrante do Novo Testamento. Acredita-se que também possa ter sido o mesmo João, autor do quarto Evangelho, que foi discípulo de Jesus, mas não se tem certeza. Patmos é uma ilha da grécia, local de banimento (exílio) nos tempos de perseguição romana e até hoje lá existe uma caverna que acredita-se foi usada por João para escrever o Apocalipse.

O fato é que João faz uma leitura econômica, política e social do momento do conflito, explica as causas dele e anuncia como será o fim daqueles dias: a vitória dos que sofriam, do bem sobre o mal. A cada capítulo, o autor procurava passar uma mensagem de conforto que, longe de produzir conformismo, pretendia ajudar o povo a entender aquela situação, resistir e enfrentá-la. Algo como “continue na luta que você vencerá”.



Mais do que o fim do mundo, o Apocalipse de João anunciava, portanto, o fim dos que mandavam no mundo. Acontece que o Apocalipse (apokálypsis, em grego, significa revelação) e outros textos do gênero – que começaram a surgir pelo menos 200 anos antes do de João – são férteis em metáforas e passagens fantásticas. E é esse traço que dá margem a interpretações acerca do fim dos tempos por parte de diferentes correntes religiosas. Personagens e passagens como a besta (que seria, muito provavelmente, o imperador Nero, segundo o Apocalipse de João), o dragão que persegue os descendentes de uma mulher (a Igreja Católica), o cordeiro (Jesus Cristo) enviado dos céus para julgar os homens e os mil anos de paz na Terra vão sendo relidos ao mesmo tempo que fatos históricos, como a ascensão de Hitler, o comunismo, a Guerra Fria e o 11 de Setembro, ganham contornos de sinais do final de tudo. 

Entre os judeus, os textos de caráter apocalíptico se encontram no Livro de Daniel, no Antigo Testamento, e não no de João. Em comum com os escritos seguidos pelos católicos estão, entre outros pontos, a vinda de um juiz, no caso o Messias, e a ideia de que a história caminha para o seu final. A batalha do bem contra o mal, porém, não tem destaque na literatura rabínica.

 Religião monoteísta como o catolicismo e o judaísmo, o islã também conta com uma teologia apocalíptica. Segundo o “Alcorão” e as profecias de profetas como Jesus, Abraão e Mohammad – existem, no total, 124 mil profetas –, Deus daria pequenos sinais (como a banalização da vida e da morte, as mudanças climáticas bruscas e o fato de o homem imitar a mulher na maneira de se vestir) e grandes avisos (a vinda do anticristo, o retorno de Jesus, a grande guerra mundial, a inversão da rotação da Terra e o nascimento do Sol no Ocidente) da proximidade do fim dos dias. Os muçulmanos aguardariam o retorno de Jesus, que eliminaria o anticristo. Um reino de paz se estabeleceria até um novo tempo de injustiças se reiniciar. Cristo, então, morreria e com ele seus fiéis. Na Terra restariam os injustos, que seriam eliminados no fim do mundo.



O “Hallelujah Chorus” é uma obra de coral inteiramente sobre Jesus Cristo. Porém, o “Hallelujah Chorus “, especificamente, é praticamente a trilha sonora para sua suposta segunda visita à Terra. É o fim do mundo como Jesus o conhece: Ele comanda o total extermínio em cima de uma nuvem negra monstruosa enquanto tudo abaixo se colapsa.
Cada peça de música é uma parte da vida de Cristo, do início ao fim até depois do fim. O “Hallelujah Chorus” obteve sua letra a partir do Apocalipse. Estamos todos gritando, enquanto Jesus termina o mundo que nos rodeia. Dizem que quando Handel terminou “Hallelujah Chorus”, foi encontrado chorando. Seu assistente perguntou o que havia acontecido, e Handel respondeu: “Eu pensei ter visto o rosto de Deus”. 
Anuncia também  a segunda vinda como O Reino Eterno do Cordeiro( coro “Worth is the Lamb”).
A música é linda, divina. Arrepiante.  Handel  era um gênio... 
SA

Baseado em: http://www.istoe.com.br/reportagens/184615_O+APOCALIPSE+SEGUNDO+A+BIBLIA+

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os riscos do Espiritismo

Os riscos do Espiritismo

Integralmente do site: http://hypescience.com/espiritismo-transtorno-mental/
Autora do texto: Fernanda Marinho (farmacêutica)


Há muito tempo o assunto espiritismo versus transtornos mentais vêm sendo destaque em muitas discussões infinitas e polêmicas. Realmente, é complexo falar ou escrever sobre assuntos que envolvam diversas opiniões e pontos de vista.
Portanto, antes de qualquer coisa, deixo claro aqui que não estarei defendendo nem contrariando nenhum tipo de crença, visto que o propósito aqui é a preocupação com os portadores destes transtornos diante destas situações conflitantes as quais, muitas vezes, sem querer, eles são envolvidos. Pense agora, como se você fosse portador de um transtorno mental ao qual um dos sintomas é alucinação, (pode ocorrer na esquizofrenia, por exemplo).
Um dia você sai de sua casa para o trabalho, como de costume, e ao voltar para sua casa percebe algo estranho no seu quarto. Um vulto que rapidamente passou próximo a sua cama. E fica, a princípio, muito assustado, mas deixa passar, por que imagina que pelo cansaço deva estar “imaginando coisas”. Pois bem, no outro dia, quando acorda, percebe que ao fazer o café sente um calafrio, e aquela sensação de medo do dia anterior, volta a perturbar.
Agora, você começa a ficar inseguro, pois, até então, não costumava sentir medo dentro de sua própria casa. Sendo assim, ao ir para o trabalho, comenta com um amigo o que vêm ocorrendo, e este, assim que você termina de explicar, o encaminha para um “centro de espiritismo” (poderia ser qualquer outro local, de acordo com crença de cada um). Você vai, pois acredita que possa realmente ser algo “do além da imaginação” que o esteja confrontando.
Depois de ter frequentado por sete dias o local, e ter praticado as orações, percebe que apesar de estar mais calmo, às vezes continua tendo as mesmas sensações de medo, agora acompanhadas de certo tipo de desconfiança. É como se aquele vulto o quisesse prejudicar. Sendo assim, você decide ir ao psiquiatra, já que a situação tem ficado próxima do insuportável. Chegando a consulta, explica detalhadamente ao médico todos os acontecimentos e responde a um pequeno questionário com conteúdo especifico para portadores de transtornos mentais.
Ao final da consulta, o médico conclui que realmente você vem tendo descargas emocionais de alto peso, além de morar sozinho e não poder contar com o apoio familiar em muitas situações de sua vida, e que estes fatos o sobrecarregaram, ocasionando um transtorno mental.
Você finalmente consegue olhar para si mesmo, e enxergar a sua vida. Seria um espírito maligno, ou seria um peso muito grande que você não estava mais conseguindo suportar sozinho?
Entendem como é complicada a relação entre o espiritismo e o transtorno mental? É claro, que quando a pessoa tem fé, e, portanto, tem algo com o que possa contar e se apoiar, fica mais fácil suportar os “pesos da vida”, mas se ela não olhar para si mesma, e observar o que está fazendo com sua mente e vida, talvez as consequências sejam graves demais para suportar sozinha.
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A autora do texto, apesar de afirmar no segundo parágrafo que   "não estarei defendendo nem contrariando nenhum tipo de crença", claramente cita somente a influência do Espiritismo como principal responsável pelo possível mascaramento de um problema mental.
Se a pessoa em questão fosse encaminhada para uma igreja Evangélica (ou se fosse Evangélico), com certeza o pastor diria que é um demônio. Se fosse encaminhada para uma igreja Católica (ou se fosse católica) possivelmente seria aconselhado a pedir missas por alguma alma sem paz.
Se a pessoa fosse encaminhada direto para um neurologista ou psiquiatra, seria entupida de medicação de tarja preta e sessões de psicanálise para que se curasse de sua alucinação. É um fato bastante controverso.
O mesmo ocorre na odontologia. Se um paciente extraiu um molar há anos e o dente vizinho migrou para o espaço anteriormente ocupado por ele, mas não preencheu o espaço, estando meio cá e meio lá, meio torto, meio inclinado, meio  feio, qual a solução?
Se procurar um ortodontista, que é meu caso, eu aconselharia a colocar um aparelho fixo e alinhar o dente na arcada.
Se procurar um implantodontista, ele poderá aconselhar  até a extrair o dente para colocar um implante, afirmando que o molar não está bem, problemas periodontais, estética feia, etc.  E desaconselharia o tratamento ortodôntico por ser tratamento longo.
Se procurar um outro profissional, talvez aconselhe a fazer um canal e a colocar uma prótese.
O conselho é dado conforme o meio em que vive quem aconselha.
No caso dito acima, em que a pessoa vê vultos, a culpa não é do Espiritismo e nem de nenhuma religião. O problema está na pessoa. Seria stress? Preocupações excessivas?  pode ser até causado por uma medicação que está sendo tomada atualmente pela pessoa.
Outro dia eu pensei ter visto uma freira de hábito branco na sala de minha casa. Era domingo à tarde, e eu estava lendo uma revista. Levantei os olhos da revista e me pareceu ver uma freira. Algo que durou segundos. Foi muito rápido. Pude até ver um cordão branco na cintura da imagem que vi. Uma senhora idosa.
Não tive medo. Fiquei só pensando porque haveria de ter visto uma freira, sendo que não havia pensado em freiras? Seria Irmâ Josefa?
Acabei por esquecer o que tinha visto. Comentei com o 233.
A melhor solução seria procurar um médico e depois auxílio da religião. Sem extremismos. 

SA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Poesia Contemporânea

Por Paulo Santoro


Algum poeta alguma vez disse alguma coisa como "não há arte revolucionária sem linguagem revolucionária". Essa frase é apenas de efeito (a lógica pode desmascarar frasismos) ou deve ser vista como parâmetro realmente funcional para a avaliação de percursos artísticos?
O mercado cultural barateou os dignos nomes de cada arte, esvaziando sua estética, e o criador autêntico sabe que deve contrapor-se a isso. Parece-me consciente, por exemplo, a revolução de Brecht, que inovou e sempre se dispôs a formar e informar seu público, trazendo-o realmente à reflexão. Sua "revolução" participava um conteúdo de sensível relevância.
Mas muita poesia que tem sido feita hoje — com base em impressões supérfluas do cotidiano, palavras esparramadas e muito desejo de concisão astronômica — relega ao leitor um papel subalterno de desvendador de quebra-cabeças miúdos. O leitor não forma seu bom gosto pela estética formal, nem se informa pelo conteúdo: cabe-lhe admirar o maneirismo lacunoso do rabiscador de letras minúsculas em poemas de caixa-baixa.
Ocorria o contrário com nossos últimos "papas". João Cabral e Drummond são espetaculares porque uniram, a um trabalho formal peculiar e enriquecido, conceitos humanos de importância. Severas críticas modernas à sociedade em nosso século foram armadas pelos concretistas originais. Se João Cabral ou José Paulo Paes exigem às vezes que o leitor dedique-se para alcançar suas idéias, os louros conquistados pelo vencedor acabam como bastante concretos em seu espírito. Seu leitor não é um ser inferior.
O que aconteceu? Para sobreviver neste mundo em que o capitalismo "venceu" — para sobreviver como ideólogo mesmo, não como ser físico — o poeta contemporâneo tem precisado apoiar-se numa profunda egolatria. Se não se auto-enganar (utilizando aqui a análise de Eduardo Gianetti), cerrará as portas de seu botequim de poesia e procurará outra coisa para fazer. Enquanto os capitalistas lideram no mercado das artes com seus padrões rígidos de execução (isso vale para cinema, música, literatura, teatro), certos poetas (profissionais ou amadores — como discerni-los, num mercado tão restrito e de tanto prejuízo?) precisam se resguardar numa ebúrnea torre de arrogância.
Entretanto a aflitiva precipitação desses poetas a tudo que pareça ruptura formal perde-se no curioso engano dos retardatários: um modelo já usado apenas parece inovador, mas não revoluciona mais, o que só deverá ser percebido no momento de historiarmos esta fase.
Em que período literário vivemos? O dos epígonos do concretismo!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Erros no Telecurso 17 de Matemática



Antes de mais nada, o crédito desse comentário pertence ao Adilson, colaborador do Blogue da Selma, que encontrou no YouTube o vídeo que foi exibido na Globo às 5:30 hs da manhã de 20/02/2013. Eu pedi ajuda à Central Globo de Relacionamento bem como à Fundação Roberto Marinho para localizar o vídeo, mas nenhum dos dois se prontificou em me responder.

De acordo com o Wikipedia, o Obelisco de São Paulo tem uma altura de 72 metros, mas na tele aula foram apresentados três artistas que usaram o teorema de Tales para calcular outra altura: 112,50 metros.

Eles pegaram um pau de 1 metro, e mediram a sombra dela de 1,25 metro.

Eles mediram a sombra do obelisco de 90 metros.

E usaram a clássica regra de três, inventado por Tales em 6 A.C. A sombra do pau está para a altura do pau, assim como a sombra do obelisco está para a altura do obelisco, o famoso x da questão. Assim temos:

1,25 / 1 = 90 / x -> simplificando, temos x = 90 / 1,25, o que dá 72 metros, mas o tele curso calculou 112,50 metros, ou seja, ao invés deles dividirem a sombra do obelisco com a sombra do pau, eles multiplicaram, ou seja, ninguém seguiu o primeiro teorema de Tales que reza para fazer a prova dos nove pelo menos três vezes.

Outro erro crônico da tele aula é a trena de noventa metros, coisa que não existia em 6 A.C. e muito menos em 2013 D.C., o máximo que você encontra é uma trena de 10m, o programa não explica de onde surgiu essa trena bem dotada.

Outro erro crônico é que eles desprezaram o movimento dos corpos celestes. No tempo de Tales, os astros giravam em torno da Terra, é o que o pessoal chamava de teocentrismo. Depois do fiasco da Nasa em 1969, o pessoal começou a adotar o heliocentrismo, após a declaração de Armstrong de que é a Terra que gira em torno do Sol. Não importa quem gira em torno de quem, é possível que o Sol e a Terra girem em torno da Lua, isso só será possível de verificar quando conseguirmos colocar uma nave fora da órbita da Terra, mas de acordo com o Sr MB, isso não é possível de ser feito, por mais que a Petrobrás subsidie o combustível. Na tele aula, os três artistas mediram primeiro a sombra do pau, e depois mediram a sombra do obelisco, quando o correto é medir as duas sombras ao mesmo tempo, para evitar que o movimento dos corpos celestes alterem o resultado.

E finalmente o tele curso desprezou completamente o teorema de Tales, a regra de três só funciona se a sombra do pau e a sombra do obelisco estiverem em sentido paralelo, o que não é possível de ser feito em São Paulo, pois todo o terreno é torto.

Para corrigir esse problema, eu gostaria de sugerir à Fundação Roberto Marinho a convidar o Sr MB, usá-lo numa catapulta do tempo do Tales, lança-lo no topo do obelisco, e de lá o Sr MB solta um barbante, e depois de esticado, o Sr MB corta o barbante. Eu só não sei como tirar o Sr MB do topo do obelisco.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Voobys

O Adilson me orientou a buscar o telecurso sobre o Teorema de Tales no YouTube, e fiquei imaginando como copiar o vídeo no meu celular no formato mp4 para apresentar ao meu irmão. Usando o Google, encontrei a seguinte resposta.

Imagine que você está vendo a Ivete Sangalo e a Paula Fernandes nesse endereço:

http://www.youtube.com/watch?v=NydhvZUXUsg

Para você baixar o vídeo no seu PC, mude a palavra "youtube" para "voobys", assim:

http://www.voobys.com/watch?v=NydhvZUXUsg

Você vai receber o alerta de que o seu PC ficará vulnerável ao usar esse aplicativo, e ele só vai executar o programa se você assumir o risco por conta própria. Apesar da mensagem ser bastante ameaçadora, essa é forma mais fácil que eu encontrei para baixar o vídeo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Paula Fernandes e a Santa Inquisição


Paula Fernandes diz que é espírita e enfrenta protestos


No dia 21 de janeiro, Paula Fernandes participou do programa "Show Business" da Band, durante a entrevista ela afirmou que é espírita, porém, segundo matéria publicada no "F5" nesta quarta-feira (20), muitos fiéis da Testemunha de Jeová se revoltaram e pediram um boicote do trabalho da cantora.


No programa, a cantora sertaneja disse ao apresentador João Doria Jr. que: "Tenho comigo que só a doutrina espírita ou algo ligado a isso justifica muitas coisas que eu sinto, meu dom. Eu acho que a gente nunca está sozinho, eu não componho sozinha"

Após a declaração, alguns fãs evangélicos começaram uma revolta nas redes sociais. "Agora descobri a porta que eu mesma tinha aberto para satanás, destruí prontamente o DVD que tinha dela", publicou um usuário do Facebook, segundo o "F5".

Na terça-feira (19), Paula Fernandes se manifestou no seu perfil no Twitter. "O que a bíblia prega? Respeito ou preconceito? Viva a liberdade de expressão!", postou a cantora.

Veja a  Reportagem no  YAHOO

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É impressionante e imperdoável  que no ano de 2013 existam pessoas que acreditam que uma determinada pessoa tem que ser "boicotada"  pela religião que tem.  Não estamos na idade Média, a idade das Trevas e da ignorância.
O boicote partiu das Testemunhas de Jeová e dos Evangélicos, sendo que um Evangélico do twitter  até teve coragem de destruir o DVD que havia comprado. 
J. J. Rousseau disse que "todo homem nasce bom, é a sociedade que o corrompe". Para alguns Evangélicos (sei que não são todos) , todos nascem bons e  é o diabo quem os corrompe... Essa deveria ser a frase...
Outro dia li que lá na Nova Guiné queimaram uma moça viva porque foi acusada de feitiçaria. Achei um absurdo, mas parece que a mentalidade aqui no Brasil está mais ou menos próxima disso. Se pudessem queimariam a Paula Fernandes.  Sua canção, sua voz e beleza merecem menos atenção porque ela é Espírita? Ou seja lá o que for? E que satanás é esse que mora no DVD da moça?


*Já adianto que não sou fã de música sertaneja, mas admiro a beleza e a voz de Paula Fernandes.
*Também adianto dizendo que  acredito que nem todos os Evangélicos e nem todas as Testemunhas de Jeová partilham do mesmo pensamento.

SA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Como cuidar da alma?

Estava ouvindo o rádio, na tentativa de pescar um sono merecido, mas acho que estou com febre ou está calor demais, e não consigo dormir. Mas aqui eu deixo o meu elogio à equipe do Bispo Edir Macedo. Eles vão montar a escola do amor lá na zona leste de São Paulo, esqueci o endereço, eu sei que é às 17:00, um horário bem complicado, no dia 28 de fevereiro de 2013. Eles prometem ensinar pessoas solteiras como eu a se preparar para viver a dois, e no programa eles colocaram vários casais que saíram felizes, depois de frequentar a escola. Ouvi várias histórias de casais que estão casados há mais de três meses, que lindo!

A seguir escutei outro convite que me deixou bastante emocionado. O locutor perguntou qual o bem mais precioso que você tem na sua vida? Eu logo pensei no meu celular. É seu patrimônio? continuou o locutor. É sua família? É sua alma? As pessoas e os bens patrimoniais passam ao longo do tempo, e o que fica é a alma. Logo, você faz melhor se investir na sua alma. Você não tem como cuidar do seu carro a todo momento, uma hora você terá de deixar na mão do manobrista. O mesmo acontece com o seu bebê, não há como cuidar dele o dia todo, uma hora você terá de deixa-lo na mão da babá. O mesmo acontece com a sua alma. E assim o locutor convida para deixar a sua alma nas mãos do bispo Edir Macedo. A seguir vem aquelas canções dos anos cinquenta, bem conveniente para quem tenta dormir altas horas da madrugada.

No tempo do UOL, havia um vídeo que o pessoal repetia copiosamente, mostrando o Bispo e o seu carisma com os seus discípulos, falando da estratégia de nunca vacilar diante de um fiel. Você precisa botar o fiel contra a parede, e arrancar tudo dele para deixar nas mãos seguras de Jesus. Nenhum padre tem a menor chance de competir com o Bispo Edir Macedo, mas a minha alma ficou lá atrás, na cidade de Campinas. Aqui em São Paulo, eu sou apenas uma enorme barriga empurrado pela agenda do meu celular, eu fico quase sempre irritado, quando não consigo liquidar as minhas tarefas, e mais irritado ainda quando aparecem muitos outras tarefas que não esperava, nunca consigo liquidar as pendências passadas, presentes e futuras.

Claro que muitas vezes junto as mãos, e lembro da minha alma que deixei lá atrás. O correto é eu voltar a Campinas e resolver de vez esse problema, mas a minha intuição é mais forte e me pede para deixar onde está. Não há como parar o tempo e nem a vida, mas a alma eu deixei lá em Campinas, o melhor de mim deixei para trás, e certamente serei um péssimo aluno na escola do amor do Bispo. Aliás, conhecendo a reputação do Bispo, o meu medo é perder o celular e eu ficar sem mais nada. Pelo menos eu posso me vangloriar de psicografar as minhas próprias palavras, sem ter alma nenhuma.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma visita ao Sr MB

A minha mãe me ligou de tarde, apavorada, disse que o chão se mexeu. Foi exatamente às 17:20 hs. Ela pensou que era um terremoto, mas foi a laje do vizinho que despencou. Isso eu ouvi há um mês no bar da esquina, eu ouvi um comentário de que a construção estava muito mal feita, faltava escoramento, faltava coluna para distribuir peso, enfim, a voz do povo é a voz de Deus. E tem mais: o telefone da sala não está mais funcionando.

Ao chegar de noite, a primeira coisa que eu fiz foi tirar a bateria do telefone. Não adiantou. Mas logo percebi que a tecla 7 estava bem afundada, ajeitei a tecla e coloquei no lugar. Fiquei imaginando que a minha mãe conversou com um dos meus irmãos, querendo falar do tal terremoto, e apertou com muita força a tecla 7.

Depois de um banho, fiquei pensando no comentário maldoso que o Sr MB colocou no Blogue da Selma, o de que sou um petista roxo.

Assim, fiquei imaginando eu indo para Caxias do Sul, para mostrar ao Sr MB o que exatamente eu tenho de roxo. Vejo a porta de entrada, e ele me recebe com um forte abraço. Mas a mulher dele não está lá, ao invés disso apareceu um baita de um afrodescendente, forte e mal encarado, que recebe a seguinte a orientação "Não deixe o Frank sair sem a minha autorização".

Claro que fiquei com medo, e a minha primeira providência foi pedir licença para usar o banheiro.

Depois de me recompor, comecei a conversar com o Sr MB. "Olá, Sr MB, para início de conversa, eu não sou petista roxo. Mas depois que fui no banheiro, a única coisa que eu tinha de roxo, ele ficou branco, logo não tenho como convencê-lo de que não sou petista. Logo, para não perder a minha viagem, queria saber como vive um aposentado que ganha R$ 7.000,00 por mês".

O Sr MB deu o clássico sorriso Hehehehe... pegou a sua guitarra, botou o som a 60 decibéis, e quando começou a tocar, ele apertou um dispositivo que saia um monte de fleche de luz que chegava até o teto da sala, todo forrado de gesso. E alguns minutos de muita barulheira, um monte de fumaça tomava conta da sala, aquilo ardia a minha garganta e me fazia sentir enjoo. Eu só queria vomitar.

Então, veio uma pergunta: para onde vou? Vou para o banheiro vomitar ou tento convencer o segurança de que o Sr MB precisa de cuidados médicos?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O impossível

Eu confesso que sou mais celulótra do que católico, apesar do Padre José ter gasto várias horas, ensinando que a prioridade de todo católico é buscar o Reino de Deus ou fazer a vontade do Pai (Aquele que está nos céus). Já o Adilson acha uma heresia chamar alguém de Papa ou Padre, é fazer pouco caso dos ensinamento do maior profeta de todos os tempos. Seguindo a lógica do Adilson, deveríamos chamar o Papa de o Grande Filho da Mãe, o padre de o Pequeno Filho da Mãe, e os demais de filho da mãe, tudo em minúsculo. Mesmo assim, não importa como você chama o chefe dos chefes de todos os católicos do mundo, o importante é que ninguém irá a Jerusalém Celestial ou ao Lago do Enxofre, caso você não tenha sido incluído na lista de Deus.

Mas aonde encontrar a lista de Deus? Isso o Adilson não falou. Eu presumo que seja a Bíblia, a primeira que foi editado na mesma língua usado por Jesus, em aramaico. Se você encontrar o seu nome em aramaico na Bíblia original, certamente o seu lugar estará garantido, seja à direita ou seja a esquerda dEle. Ou seja, o Adilson questiona a eficácia dos sacramentos, rituais inventados ao longo desses 2.013 anos por vários papas e teocratas da nossa Santíssima Igreja, o mais conhecido é quando o padre joga água na sua cabeça. A minha bíblia é digital e não é aramaico, e lá eu vi João Batista comentando a besteira que é o ritual do batismo, mas Jesus disse que alguns rituais tem que ser seguidos à risca, dando a entender que o Senhor dos Exércitos gosta mais da formalidade do que a improvisação dos nossos corações. Eu acredito que esse é o texto que fundamenta os rituais católicos, eu não sei, eu não sou tão estudado quanto o Sr Adilson. Acredito que a Igreja Católica sincretizou a cultura romana, e graças a isso conseguimos chegar à Revolução Burguesa e a Revolução Industrial, e assim temos os nossos "direitos" garantidos através das nossas leis humanas. Ou seja, se hoje o sr MB recebe R$ 7.000,00 por mês a título de aposentadoria, isso ele deve à sacramentalização do direito adquirido que a Igreja Católica ensinou à humanidade em todas as missas.

Ou seja, se a Igreja Católica falhou feio ao trazer o Reino dos Céus na Terra, pelo menos, ela inventou a burocracia. E esse é o tema da minha crônica de hoje.

Nessa semana, peguei vários filmes do César no Shopping Popular de Diadema, e o que me chamou a atenção foi O Impossível, um filme espanhol distribuído pela Paramount. É uma família que passa as férias do Natal de 2004 numa das ilhas da Ásia, um pai, uma mãe e três crianças. O cenário do tsunami é fantástico, todos somos dependentes da água, mas em excesso, isso é uma tragédia. Ao longo do filme, a família conseguiu sobreviver, mas todos estavam espalhados, mas no final eles conseguiram se encontrar. O final do filme é que deixa qualquer um de boca aberta. Apareceu um senhor de maleta na mão, dizendo que o serviço do Convênio Médico iria cobrir tudo, fretou um Boeing 737 só para resgatar aquela família e leva-los para Cingapura. Um Convênio Médico que funciona assim é realmente O Impossível.

Mas, enfim, apesar do fracasso milenar da Igreja Católica em trazer a lista de Deus para a Terra, vamos torcer para que os nossos concorrentes consigam arrancar a famosa lista das mãos de Deus, principalmente porque ninguém mais aguenta o Adilson e o Esio falarem mal da nossa santíssima Igreja. A Igreja Católica é auto-suficiente, ela tem os seus problemas, o suficiente para ver os seus tijolos desmoronarem depois de tantos anos ininterruptos de missas, batismos, casamentos, e um monte de unções. Não entendo a pressa do Adilson, será que foi só isso que ele aprendeu na sua bíblia aramaica?