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terça-feira, 3 de abril de 2012

O beijo de Judas

Tema de Semana Santa...


O Beijo de Judas - Giotto



A prisão de Jesus ocorreu no Jardim de Getsêmani ( em hebraico significa “largar de azeite”) que ficava próximo ao Monte das Oliveiras, de onde descia o riacho do Cedron, conforme atestam as Quatro Testemunhas:

Mateus 26, 36: Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: “Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar”.

Marcos 14, 32: Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus
disse aos seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu vou orar”.

Lucas 22, 39.41: Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para
o Monte das Oliveiras, seguido por seus discípulos. Depois se afastou deles à
distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava.

João 18, 1-2: Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos
para além da torrente do Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os
seus discípulos.


Judas chegou acompanhado de pessoas armadas.

Mateus 26, 47: Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos
príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

Marcos 14, 43: Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e
com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes,[2]
escribas e anciãos.

Lucas 22, 47.52: Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente;
e à testa, vinha um dos Doze, que se chamava Judas. (. . .)
Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e
para os anciãos, disse-lhes: “Saístes armados de espadas e cacetes, como se ...”

João 18, 1: Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia
frequentemente para lá com os seus discípulos. Tomou então Judas a coorte e os
guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas,
tochas e armas.


Lucas (22, 39) e João (18, 1)
atestam que Jesus e seus discípulos tinham o costume de frequentar esse lugar.

 Enquanto Mateus e Lucas falam em “multidão” (número de difícil mensuração), Marcos fala em “bando” e João diz tratar-se de “a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus”, o que nos ajuda a definir o número de intrusos como sendo em algumas dezenas de pessoas -- o suficiente para fazer frente e dominar a uma dúzia de discípulos.  Assim, mesmo que alguém queira sustentar que a palavra de Mateus  -  “multidão” (número exagerado de pessoas que foram ao encontro de Jesus - isso é desvanecido pelo próprio Mateus, ao usar, logo adiante (26, 55), a palavra “turba”. Daí a locução “multidão”, subsistente em Lucas, deve ser vista apenas como força de expressão do enunciado.

A referência de João a “lanternas e tochas” reforça o entendimento de que a
chegada da turba se deu nas horas da noite ou da madrugada.

Enquanto Mateus e Marcos não qualificam quem eram os componentes da multidão ou bando, João atesta que eles compunham a “coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus” (18, 1). Porém, Lucas é o único que confirma comofazendo parte da turba os próprios “príncipes dos sacerdotes”, os “oficiais do
templo” e os “anciãos” (22, 52).

Somente os Evangelistas Sinóticos fazem referência ao “beijo”.
Mateus 26, 48-50: O traidor combinara com eles este sinal: “Aquele que eu beijar é ele. Prendei-o!” Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse:  “Salve, Mestre”. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: “É, então, para isso que vens aqui?”

Marcos 14, 44-45: Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: “Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado”. Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: “Rabi!”, e o beijou.
Lucas 22, 48: Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!”


Muito embora Mateus e Marcos afirmem as palavras de Jesus atribuídas ao beijo, há fragilidade nos seus testemunhos em relação aos antecedentes do ato. Por exemplo: os Evangelistas só poderiam atestar a veracidade de que Judas tivera feito um acerto com a turba - a respeito da identificação da pessoa de Jesus através de um beijo -  se tivessem tido
conhecimento, através de outrem que participava da turba, de um eventual acerto
nesse sentido.

De fato, o que se pode deduzir dos relatos acima de Mateus e Marcos é que eles
falaram na base do “ouvir dizer”. Como João foi o último a escrever e não fez referência ao beijo, deduz-se que é muito provável que a cena não tenha existido, até porque, naquela época, semitas, romanos e gregos não tinham o costume de se cumprimentar através de um beijo.






Por que dizem ter Judas beijado Jesus? Não poderia ter sido um aperto de mão, um abraço? Ou então Judas não poderia simplesmente ter apontado com o dedo e dito: “È aquele ali”?

Jesus sabia que seria traído e morto. Isso foi dito na última ceia. E disse também que o traidor estava ali.
Disse também que todos iriam com ele para o Céu, e se sentariam em doze tronos.
Jesus sabia de tudo... Era  (É) um Espírito evoluído.



(Selma)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A simplicidade das coisas

Não são poucos os exemplos, na história, em que o homem comum simplificou atos mais complexos, com uma simples idéia, que poucos imaginaram que seria eficiente.

A descoberta do fogo, a invenção da roda, a mini-saia, etc.

O voto eletrônico é um deles. Pelo menos tem a vantagem de não ficar a nossa caligrafia, nas mancadas que damos.

Existem vários exemplos, inclusive utilizados em palestras de motivação empresarial.

Tem o exemplo da fila de cadeiras, em que havia umas mil cadeiras dispostas na frente do palco para um show, só que as primeiras filas de cadeiras estavam muito afastadas do palco e alguém achou que poderiam estar mais cinco filas à frente. Sempre tem alguém que se apega a esses detalhes, mas que casualmente não é o que vai fazer força! Prontamente os operários começaram a arrastar, fila por fila, da primeira até a última, mais para frente, junto ao palco, quando alguém, num lampejo de simplicidade, pediu para pararem e sugeriu que era mais fácil, tirar as cinco últimas filas e simplesmente colocá-las na frente. Simples, não?

Tem o exemplo da caixa vazia. Esse episódio aconteceu numa grande empresa, onde quase todo o processo era automatizado, e havia esteiras que levavam os produtos, já embalados em uma caixa de papelão para o estoque.

Acontece que algumas poucas caixas, e era normal essa margem de erro, seguiam vazias, sem o produto dentro. A empresa contratou técnicos da Europa, com amplo conhecimento de engenharia, eletrônica e informática, para resolverem esse problema. Foram gastos milhões em estudos, além de um bom tempo na implantação e, finalmente, os técnicos solucionaram o problema, criando uma balança ultra-sensível, acoplada a esteira, que, dependendo do peso da embalagem, era descartada a caixa que estaria vazia. Havia um sinal sonoro junto à balança que apitava toda a vez que uma caixa mais leve desfilava sobre a esteira. Era um apito enjoativo.

Tempos depois, o gerente notou que o apito não soava mais, e foi ver o que estava acontecendo. Certamente imaginou que os técnicos fantásticos da Europa, conseguiram, inclusive zerar o índice de caixas vazias. Não era nada disso: os operários simplesmente haviam desligado o sistema de balança ultra-sensível e ultra-barulhento, mas mesmo assim conseguiam detectar as caixas vazias que entravam no processo. Com apenas vinte reais, arrecadados entre eles, compraram um ventilador e colocaram no final da esteira. Quando a caixa vazia passava por ali, voava para fora da esteira de forma mais rápida e eficiente do que o processo ultra-tecnológico de milhões.

Tem muitos outros exemplos dessa natureza, que nos remete a pensar que não devemos nunca abrir mão das coisas simples, nos cegando com o brilho intenso da alta tecnologia.

O governo sabe muito bem disso, e usa a tecnologia para agilizar seus próprios deslocamentos, cobrar impostos e tributos, criar desemprego, só tendo recaídas de simplicidade tecnológica, quando é para apurar desvios de verbas e outros escândalos.

Eu acho que vou esconder essa crônica, senão a minha esposa é capaz de achar que a tecnologia da máquina de cortar grama, pode ser facilmente substituída pelas mãos finas do seu marido.

Sérgio Lisboa

domingo, 1 de abril de 2012

A Dama de Ferro

Ontem, fui no Shopping Popular de Diadema, e encontrei A Dama de Ferro que conta a história de Margaret Tatcher. Não é um Blu-Ray original, mas a fotografia estava excelente. Ele também não é DVD, pois o DVD Player comum não consegue abri-lo. A cópia que eu peguei não oferecia nenhuma opção, senão assistir o filme com a ajuda da legenda em português. Mas a fotografia e o enredo do filme valeram os R$ 10,00 que gastei nesse sábado.

O filme começa com a Margaret num supermercado, comprando o leite a "0,48 centavos", mas por causa de sua aparência de pessoa muito idosa, um rapaz furou a fila e passou na frente dela para solicitar atenção do balconista. Margaret ficou de boca aberta, mas em silêncio, admirada com a nova educação britânica dos tempos modernos.

Voltando para a sua casa, Margaret comenta com Denis o quanto o leite estava caro. Denis é o marido da Margaret e que morreu de câncer, e assim fica difícil saber se a Margaret é mediunica ou apenas uma idosa que sofre com as amargas lembranças do passado. E na medida que os fantasmas vão surgindo, o roteirista conseguiu colocar meio século da história da Grã-Bretanha em apenas duas horas.

O filme é bastante educativo, mostra o quanto uma loira e de olhos azuis pode mudar a vida de milhares de britânicos em tão pouco tempo, o quanto uma ideia pode sair da área da filosofia e entrar no mundo real, com a ajuda de um pulso forte e a alma de um chefe de estado bem determinado. Margaret conseguiu controlar o hospício do parlamento por quinze anos, mostrando que toda Inglaterra não é diferente de uma quitanda: quando um negócio não dá dinheiro, o melhor é abandonar o negócio, doa a quem doer. Claro que a grande maioria dos ingleses não gostaram e sempre descontaram no carro dela o que eles sentiam por ela, enfim ela foi a loira mais odiada da Inglaterra de todos os tempos, menos quando os argentinos decidiram tomar as ilhas de Falkland. Margaret mostrou aos ingleses o que fazer com os argentinos, quando o orgulho começa a doer.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Suicídio é mais provável entre evangélicos que entre católicos

Estudo levanta hipóteses sociológicas e teológicas



Um novo estudo mostra como a religião pode influenciar as taxas de suicídio. Embora os dados tenham mostrado que os evangélicos sejam mais propensos a cometer suicídio que os católicos, a motivação ainda é pouco compreendida. Um novo estudo realizado pelos professores Sascha Becker (Universidade de Warwick, Reino Unido) e Ludger Woessmann (Universidade de Munique, Alemanha) demonstra a relação de causalidade entre o protestantismo e o suicídio.

Becker e Woessmann buscaram descobrir se a maior taxa de suicídio entre os evangélicos foi devido a uma auto-seleção. Poderia haver alguns fatores que influenciam se uma pessoa escolhe ser evangélico ou católico que ao mesmo tempo influenciam a probabilidade de eles cometerem suicídio.
Os números mostram que os evangélicos têm taxas de suicídio maiores do que os católicos “mas, se isso é devido a uma perspectiva religiosa é uma outra história”, explicou Becker em entrevista recente. “As pessoas podem dizer que se tornaram evangélicas para não cometer suicídio, é claro, mas podem ter feito esta escolha por diversos outros motivos que estejam de alguma forma correlacionada com um comportamento suicida”.

Em outras palavras, Becker e Woessman queriam entender se a relação entre a conversão e as altas taxas de suicídio era causal, e agora eles podem afirmar isso.
Para saber se a religião tem uma influência independente, os pesquisadores analisaram dados da antiga Prússia em 1800, para evitar quaisquer efeitos de auto-seleção.
A república da Prússia foi dividida em regiões católicas e evangélicas na época, e as autoridades governamentais mantinham bons registros sobre as causas da morte, explicou Becker. Como a grande maioria dos prussianos aderiu à religião predominante em sua região, comparar as taxas de suicídio nessas diferentes regiões evitaria os efeitos de auto-seleção.

Alguém de outro país, por exemplo, pode optar entre uma ampla gama de religiões e denominações. As pessoas escolhem livremente mudar de religião sempre que desejar. Assim, os pesquisadores não podem saber se alguém hoje que escolhe ser evangélico tem características que se relacionam com as altas taxas de suicídio, ou se a visão evangélica de mundo influencia nas altas taxas de suicídio. Em 1800, porém, a religião dominante era mantida pela grande maioria dos prussianos ao longo de toda a vida.
Becker e Woessman observaram que as taxas de suicídio nas regiões predominantemente evangélica são três vezes maior que nas regiões católicas. O estudo conclui que a religião de fato influencia nas taxas de suicídio. Agora, os estudiosos oferecem três hipóteses para explicar isso.

As altas taxas de suicídio entre os evangélicos em comparação com os católicos foram notadas pela primeira vez por Émile Durkheim, um dos pais da sociologia, em seu texto clássico “O Suicídio”, de 1897. Durkheim acreditava que as diferenças estavam relacionadas  com o fato de que os evangélicos são mais individualistas, ou colocam uma ênfase maior na autonomia individual. Os católicos, por sua vez, são mais comunitários, ou colocam uma ênfase maior sobre as comunidades eclesiais.

“A forma como chegamos a trabalhar sobre esta questão, é que lemos sobre a tese de Durkheim, que ressaltou como os evangélicos frequentemente têm uma religião mais  individualista que os católicos, que por sua vez dependem mais da congregação como um grupo de apoio nos momentos de dificuldade. O fato é que os evangélicos são mais individualistas que os católicos”.
Além dessa hipótese, Becker e Woessman também sugerem que as diferentes taxas de suicídio podem ser devido às diferentes formas como católicos e evangélicos veem a doutrina da graça.

Os católicos enfatizam mais as recompensas de suas boas obras ou a punição por causa de seus pecados. Os evangélicos, por outro lado, enfatizam que a graça de Deus não pode ser conquistada pelas boas ações. Como resultado, os ensinamentos católicos sobre o suicídio são mais rigorosos e se tornam mais internalizados pelos fiéis.

Uma terceira hipótese tem a ver com a confissão católica, ou o ato de confessar regularmente seus pecados a um padre. Os evangélicos não reconhecem este sacramento. Já que o suicídio é o único pecado que nunca poderia ser confessado para se pedir o perdão de um sacerdote, os  católicos acreditam que a absolvição é um elemento importante para fugir do inferno, podem ser menos inclinados a cometer suicídio.

Testar essas três hipóteses é o tema de pesquisas futuras, mas Becker assinala que é “extremamente difícil” encontrar maneiras de medir cada uma dessas variáveis, a não ser pela comparação de estatísticas.
A pesquisa de Becker e Woessman, que leva o título de “Batendo na Porta do Céu? Protestantismo e Suicídio” deverá ser publicado brevemente por uma revista acadêmica.

Traduzido e adaptado de Christian Post



Resta saber qual a taxa de suicídio entre os Espíritas.

terça-feira, 27 de março de 2012

I'm staying alive



No livro da Sabedoria o hagiógrafo acrescenta:
“nossa vida é a passagem de uma sombra.” (Sab 2,5)



Freud disse:
“Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos feitos de ferro.”



I’m stayin’ alive



S.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Contribuintes devem R$ 1 Trilhão ao Governo

O alto índice de calote entre os contribuintes que aderiram ao "Refis da crise" - o mais generoso dos quatro programas de parcelamento de débitos tributários e de desconto de multas adotados pelo governo a partir de 2000 - apenas confirma o que já se sabia desde que ele foi aprovado. Como todos os outros programas de parcelamento de débitos tributários, este se transformou em mero instrumento para devedores contumazes regularizarem temporariamente sua situação perante o Fisco, o que lhes assegurou algumas vantagens.

Elaborado pelo governo com o declarado objetivo de aliviar o impacto da crise mundial sobre a atividade das empresas, o "Refis da crise" foi aprovado em 2009 e permitiu a renegociação e o parcelamento em até 180 meses de débitos tributários vencidos até 30 de novembro de 2008. O valor mínimo dos primeiros pagamentos era muito baixo, de R$ 100 para as pessoas jurídicas e de R$ 50 para as pessoas físicas, e a primeira parcela venceu só em fevereiro do ano passado, o que caracterizou um generoso prazo de carência.

As condições foram muito vantajosas para o devedor. Foi permitido o parcelamento ou pagamento à vista (com descontos maiores) de débitos com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o INSS, inscritos ou não na dívida ativa, mesmo os que estivessem sendo cobrados judicialmente. O desconto de multa, juros e encargos variou de acordo com o número de parcelas.

Mesmo assim, mais de 60% dos que aderiram ao "Refis da crise" já interromperam o pagamento das parcelas, mostrando que o objetivo não era quitar os tributos vencidos. Dos 578 mil contribuintes que optaram por renegociar suas dívidas tributárias de acordo com as generosas regras do "Refis da crise", apenas 214 mil continuam a quitar as parcelas devidas no prazo, segundo reportagem do jornal Brasil Econômico. Ou seja, 63% dos contribuintes já deixaram o programa.

Devedores em dificuldades financeiras temporárias encontram em programas desse tipo a possibilidade de manter seu empreendimento em funcionamento enquanto procuram superar a crise. Mas a maioria dos que a ele aderem é formada por maus contribuintes que, uma vez no programa, deixam de ser considerados inadimplentes pelo Fisco, o que lhes assegura o direito de obter a Certidão Negativa de Débito, essencial para realizar transações com o setor público.

Obtida a certidão, esses contribuintes imediatamente abandonam o programa, deixando de cumprir o que foi negociado. Esperam, então, que o governo crie um novo programa de renegociação, já que isso vem ocorrendo com regularidade desde o início da década passada, gerando um verdadeiro círculo vicioso do calote tributário.

Esse tipo de contribuinte raramente recolhe os tributos no prazo e no valor em que eles são devidos e, desse modo, faz concorrência desleal aos contribuintes honestos e pontuais, que, com grande esforço e dificuldades, conseguem honrar rigorosamente seus compromissos tributários. Em resumo, perde a grande maioria dos contribuintes.

Quanto aos ganhos de receita, sempre invocados pelos defensores dos programas de renegociação de débitos tributários, os resultados práticos são nulos, quando não negativos ao longo do tempo. Nas vezes anteriores, a adesão ao programa implicou o pagamento de pelo menos a primeira parcela, o que fez crescer a arrecadação tributária no início de sua vigência. No "Refis da crise", porém, como os primeiros pagamentos foram de valor muito baixo, nem esse efeito foi detectado. No ano passado, de acordo com reportagem do jornal Valor, a dívida ativa da União chegou perto de R$ 1 trilhão (exatos R$ 998,762 bilhões), com aumento de 13,4% em relação ao saldo do fim de 2010 (de R$ 880,596 bilhões), apesar dos esforços para a recuperação dos débitos.

Com a retirada de mais da metade dos contribuintes que aderiram a ele, o "Refis da crise" contribuirá ainda menos para reduzir proporcionalmente a dívida ativa da União, mas com certeza continuará a alimentar a esperança dos maus pagadores de que, em breve, gozarão de outro benefício como esse.

O Estado: Círculo vicioso do calote

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O Anônimo dos Pampas é aposentado, ganha o suficiente para comprar a salsicha mais cara da Alemanha, mas sabe que o Governo não tem mais condições de pagar o que é de direito, pois muitos empresários estão deixando de investir para entrar na Igreja, e assim a cada ano o PIB brasileiro está caindo, caindo e caindo, e todas as noites o Anônimo demonstra o seu medo doentio de perder a sua merecida aposentadoria através de mensagens de que ele não quer sentir "a ardência do Hosaka".

Por aqui podemos concluir que o livro de Karl Marx ajuda a entender as mensagens que são publicadas por aqui do que o Evangelho ou o Livro dos Espíritos. Mas, no final, é o Evangelho que prevalecerá: o nosso orgulho vai doer bem mais, quando estivermos mergulhados até o pescoço naquele lago que cheira enxofre.

domingo, 25 de março de 2012

Pastor Marcos Pereira

Na última década, o pastor carioca Marcos Pereira, 55 anos, conquistou respeito em rodas que mesclam políticos, desembargadores, artistas e uma vasta turma egressa de ONGs. Entre os que já o viram em cima de um púlpito gesticulando com um de seus Rolex em punho e desejando “rajadas de glória” à plateia, estão o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a produtora Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho, que, mesmo sem se eleger, alcançou 1,3 milhão de votos na última disputa para o Senado tendo o pastor Marcos como cabo eleitoral. Alçado à condição de religioso-celebridade, Marcos extrapolou, e muito, as fronteiras de sua igreja, a pentecostal Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio e filiais no Paraná e no Maranhão. Desde 2004 — depois de pôr fim a uma sangrenta rebelião em um presídio do Rio, a pedido do então secretário de Segurança, Anthony Garotinho —, ele passou a ser visto como o mais habilidoso apaziguador de conflitos liderados pela bandidagem, com um currículo que, segundo o próprio, inclui o resgate de centenas do tráfico. Tem feito esse trabalho no Brasil inteiro e já foi várias vezes aos Estados Unidos, onde quer erguer um templo, para falar da experiência. Pois por trás dessa fachada, ao que tudo indica, se esconde um enredo de atrocidades que não deixa pedra sobre pedra da imagem de bom religioso do pastor.

Em um recém-instaurado inquérito, cujo número é 902-00048/2012 e que está em poder da Delegacia de Combate às Drogas do Rio, ele é acusado de encenações de cura pela fé, estupro, tortura de crianças e relações criminosas com os marginais aos quais esbravejava promessas de “salvação do demônio”. VEJA teve acesso a trechos da investigação, um conjunto de relatos de gente que diz ter sido vítima ou testemunha da perversidade do pastor. Um de seus homens de confiança durante mais de seis anos, longe da igreja há dois, traz à luz uma história escabrosa, que dá a dimensão de como o pastor se enfronhou no mundo do crime. Essa testemunha sustenta, por exemplo, que Marcos ficou claramente do lado dos bandidos que engendraram a mais sangrenta onda de terror no Rio, em 2006. Depois dos ataques, reuniu seu séquito mais íntimo em uma churrascaria. “Ele queria que os bandidos tivessem até explodido a Ponte Rio-Niterói. O objetivo era aparecer depois como o intermediário salvador”, conta o ex-fiel. A trama piora na voz de outra testemunha, que situa o pastor como braço operacional da selvageria. “Marcos foi ao presídio de bangu 1 e saiu de lá com um recado dos chefões do tráfico para que suas quadrilhas dessem sequência à carnificina”, rememora. Como sabe disso? “O pastor me encarregou de repassar a ordem nas favelas. E foi o que eu fiz.”

A polícia já colheu uma dezena de depoimentos, e muitas das histórias se repetem nos mínimos detalhes. A investigação começou há duas semanas, depois que o coordenador da ONG Afro- Reggae, José Junior, 43 anos, veio a público denunciar que o pastor tinha um plano para matá-lo. A informação vinha de integrantes da própria igreja. “Trata-se de um psicopata”, dispara Junior, que hoje tem a seu lado na ONG um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 39 anos. Afastado do templo de Marcos desde 2008, ele fala pela primeira vez sobre os dezessete anos que viveu sob suas asas. Tomou a decisão depois de ter sido ameaçado de morte três vezes — na última, os traficantes de uma favela esfregaram um fuzil contra seu rosto e pronunciaram o nome Marcos.

Seu depoimento ajuda a elucidar o que tanto unia o pastor aos traficantes que ele dizia “curar”, e certamente não era a fé. Não raro, Marcos lhe pedia que escondesse mochilas cheias de dinheiro em sua casa. Contou duas vezes a coleção de notas. “Numa delas, havia 200 000 reais. Na outra, 400 000 reais”, lembra Rogério. Detalhe: traziam resquícios de cocaína e crack. Segundo Rogério, o pastor cobrava até 20 000 reais para pregar nas favelas, o que os traficantes pagavam de bom grado, já que assim mantinham sua base assistencialista. Três deles chegaram a ser presos em propriedades da igreja do pastor, no Rio e no Paraná, mas a polícia nunca comprovou que estavam ali com a conivência do religioso. Todos pagaram uma taxa equivalente a 10% de tudo o que haviam acumulado no crime.

Em seu templo, o fundador é tão reverenciado quanto temido. Até hoje, manteve todos em silêncio à base de benesses e ameaças. Duas mulheres contam como a igreja se tornou um show de horrores no qual lhes cabia o papel de vítimas do pastor. Ambas dizem que foram violentadas sexualmente por ele diversas vezes. À polícia, uma das moças afirma ainda que Marcos obrigava as fiéis de sua preferência a manter relações sexuais com outros homens, em orgias das quais também participava. “Depois, mandava a gente confessar tudo com outro pastor, sem revelar nomes, é claro”, ela conta. Constam ainda do inquérito denúncias de crueldades contra crianças que o pastor mantinha sob sua guarda, em geral abandonadas pelos pais. Uma delas, de 7 anos, teria pago caro por testemunhar, casualmente, as peripécias sexuais do religioso. Ao se dar conta, o pastor agarrou-a pelos cabelos e lançou-lhe a cabeça no vaso sanitário, segundo um dos relatos à polícia.

Ex-garçom, o pastor Marcos é casado e tem dois filhos que já seguem seus passos no mundo da fé. Convertido em 1989, fundou sua igreja dois anos depois e constituiu ali um reinado de trevas. Proíbe refrigerante, rádio, televisão (apesar de ter um telão em seu gabinete) e remédios, já que a igreja se encarrega da cura (aos que pagarem uma taxa extra via boleto bancário, distribuído durante a pregação). Os cultos, que juntam até 15 000 pessoas, são barulhentos e teatrais — literalmente, segundo narra um ex-assessor do pastor, que ajudava a armar o show: “Ele dava dinheiro a viciados para comprarem droga, filmava a turma em degradação e depois levava para a igreja, como se os estivesse salvando”. Na última segunda- feira, um rapaz adentrou a Assembleia de Deus dos Últimos Dias de muletas, que usava desde um acidente que lhe machucara o fêmur. Depois das orações do pastor Marcos, caminhou em frente aos fiéis dizendo-se curado. Findo o culto, subiu na mesma moto que havia conduzido na viagem de ida à igreja e foi embora.

Veja: o Templo da Perversão

É possível comunicar com os vivos?

Durante os meus primeiros vinte e cinco anos eu fui um ateu passivo, ou seja, não participava de nenhuma cerimônia religiosa, a minha vida não passava de televisão, escola e contemplar as belas loiras de olhos azuis. Mas lá no fundo da minha alma, eu acreditava que Deus existia, o único problema é que Ele havia esquecido de mim. Foi através de um sorriso de uma princesa em 1981 é que comecei a acreditar que Deus lembrou de mim.

O sorriso da princesa não só despertou alegria na minha alma, mas também mudou a minha rotina de ateu. Fui convidado várias e várias vezes em casamentos sacramentados na Paróquia Santa Tereza de Ávila, onde aprendi a ouvir o Padre José, ele sempre falava da Bíblia disso e Bíblia daquilo. Foi em 1984 é que tive a coragem de ler a Biblia, contrariando o meu velho estilo de não ler livro nenhum. Foi uma leitura longa e improdutiva, até que encontrei uma frase onde dizia "Dê à Cesar o que é de Cesar, e dê a Deus o que é de Deus". Parei e pensei: isso está certo! mas o que é que vou dar para a princesa? Finalmente, tinha terminado de ler Apocalipse, e eu não havia encontrado a resposta. Depois disto, nunca mais li a Bíblia.

É um texto longo, repetitivo, chato, mas é fácil perceber que muitos textos da Bíblia inspiraram a Família Mesquita a publicar o Editorial de O Estado como conhecemos hoje, bem como muitos filmes de ficção são baseados na Bíblia, endeusando em nossas cabeças a velha ideia da meritocracia. O que mais vi no Antigo Testamento é a reciprocidade, já os Evangelhos falam do amor gratuito, mas nenhum texto explica como dar um abraço a uma princesa ou como deixar de lado esse desejo doentio de querer um abraço dela. Na vida real, aprendi a admirar o trabalho do Padre José, que não é muito diferente dos pastores, eles trabalham com um ou outro versículo. Encontrar um padre ou pastor que explique para que serve o texto Deuterônomio é tão difícil quanto encontrar um mediúnico por ai.

Se eu fosse o Vai Volta, não perderia o tempo falando sobre mediunidade, mas sim dedicaria mais tempo falando sobre o Deuteronomio, aposto que o Adilson iria abandonar Jesus em menos de três meses. Eu já não posso abandonar Jesus, pois a Palavra de Deus me ensinou com o tempo que o abraço não é a única forma de se amar uma princesa. Respeitar a princesa ou qualquer alma viva ou que já viveu nesse planeta é uma lição difícil de praticar, isso é o que aprendi com a Bíblia.

sábado, 24 de março de 2012

Celular sem tela de bloqueio

Todo celular tem uma tela de bloqueio, para evitar de acionar o celular toda vez que você encosta num botão sem querer, e a pessoa do outro lado ouvir toda a conversa que você está fazendo sem você perceber. Ou seja, a tela de bloqueio serve para proteger você de você mesmo.

Mas existem celulares mais sofisticados que funcionam sem teclado nenhum, é o caso do Galaxy da Samsung ou o iPhone da Apple. Nesses casos, você geralmente tem que arrastar o dedo em um canto da tela para poder desbloquear o celular. Os dois celulares permitem aprimorar o bloqueio, definindo um código para desbloquear. Nesse caso, o bloqueio é útil para que ninguém fique usando o seu celular sem o seu consentimento. Por exemplo, um bandido pode pegar o seu celular, e utilizar a agenda de contatos para pedir resgate que nem aconteceu.

No meu caso, no entanto, a minha agenda de contatos é pequena, tenho o telefone do professor Milton Bins que nunca atende. Assim, a tela de bloqueio me atrapalha mais do que ajuda. Se um bandido pegar o meu celular e pedir o resgate ao professor, certamente o professor dirá "Você pode ficar com ele por quanto tempo você quiser. Quem acredita que o Saci pisou na Lua não vale nem o prato em que ele come..."

Para quem usa o sistema Android, você pode baixar No Lock Screen no Google Play, gratuitamente. Já o App Store da Apple não tem esse programa. É aqui que o Jailbreak se faz necessário. Atualmente, o iPhone está rodando o iOs 5.1, e um dos recursos para baixar um programa que não seja da App Store é o programa redsnOw 0.9.10b6. Essa versão do redsnOw não é completa, ela não permite que o Jailbreak funcione, se você precisar reinicializar o iPhone - nesse caso, você sempre vai precisar usar o redsnOw na opção "Just Boot".

Depois de instalar o Jailbreak, você pode entrar no Portal do Cydia e de lá baixar o programa nolockscreen, também de forma gratuita. A grande vantagem de você não ter uma tela de bloqueio é que você sempre abrirá o celular na última tela em que você estava trabalhando, sem perder tempo em digitar várias vezes o mesmo código de bloqueio. O código de bloqueio é útil se um bandido roubar o celular, mas para você que é o dono do celular, ele só faz perder o seu tempo.

Nos Estados Unidos, o Jailbreak é perfeitamente legalizado, mas a Apple ameaça de não cobrir a garantia do aparelho para quem usa desse recurso. E a Apple disputa na justiça a ilegalidade do Jailbreak, uma vez que a Sony conseguiu definir como crime qualquer usuário que tente alterar em seus aparelhos. No Brasil, eu recomendo o Jailbreak só depois de terminar o prazo de garantia do aparelho, ou pelo menos depois de seis meses, principalmente porque não temos nenhuma assistência técnica desses aparelhos perto de casa, é tudo lá no grande centro de São Paulo, vinte quilometros daqui, é longe prá burro.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Se beber não pedale, não ande, não respire...

Um exame feito  pelo Instituto Médico-Legal no corpo do ciclista atropelado por Thor Batista no último fim de semana acaba de revelar que Wanderson Pereira dos Santos havia bebido antes do acidente. O exame encontrou 1,7 ml de álcool no sangue do jovem, morto na Rodovia Washington Luís, em Xerém.
A concentração de álcool encontrada no sangue de Wanderson é considerada alta. No Código Brasileiro de Trânsito, por exemplo, uma pessoa é considerada inapta para dirigir se tiver mais de 0,6 ml de álcool no sangue.

Por Lauro Jardim








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Selma.