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segunda-feira, 21 de maio de 2012
A pipoca e os espíritos
Não sei quando foi a primeira vez que senti o sabor de uma pipoca, mas sei que foi paixão à primeira vista. Lembro de quando estava no ensino fundamental, sempre pedia dinheiro para meus pais com a finalidade de devorar um saquinho de pipocas no final das aulas. Ia embora com minhas amigas, fofocando e comendo pipocas.
Depois me lembro das pipocas que comprava do carrinho que ficava em frente ao cinema. Eram pipocas salgadas com queijo. Boas lembranças do Cine Rosário e do cine Rio Branco de Jacareí, que hoje já não existem mais pois foram vendidos para virar "Igreja Universal do Reino de Deus".Penso que hoje em dia os carrinhos de pipoca ainda devem estar lá, esperando a saída dos evangélicos da Igreja. Pipocas maravilhosas também as que se vendiam na praça de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Bons tempos aqueles...
Pipocas mais maravilhosas ainda são aquelas do Cinemark. Um pacotão, com milhares delas, que você pode degustar calmamente enquanto aprecia um belo filme. Aqui na minha cidade não tem cinema (é roça!) e portanto não tem como apreciar a dita cuja. O último filme que vi saboreando pipocas em um cinema foi "Infidelidade", e isso já faz tempo, pois a Globo até já passou esse filme na Tela Quente. É a história de uma mulher que conhece um rapaz e... Bem, deixa para lá, pois eu quero mesmo é falar de pipocas.
Aqui na minha cidade, para ver um bom filme é necessário alugar um DVD ou comprar um. Se tiver alguém que saiba baixar filmes da internet (ou melhor, tenha paciência para isso), é muito bom. Graças ao meu filho eu assisto qualquer filme: Avatar, Nosso Lar, Chico Xavier, Cisne Negro ou seja lá o que for. Às vezes ele consegue filmes recém lançados no cinema, que algum fulano grava escondido enquanto está assistindo. Foi assim com o filme "2012" que ele trouxe quando ainda estava sendo exibido nos cinemas. Algum tuberculoso gravou, pois havia alguém tossindo durante o filme todo. Legal também foi "Os Smurfs", e outros mais que as vezes não dá vontade de ver.
O curioso é que algumas tribos indígenas americanas costumavam dizer que os espíritos viviam dentro de cada grão de pipoca. Os espíritos estavam em paz, mas quando suas "casas" eram aquecidas eles ficavam furiosos, fazendo com que o grão pulasse e finalmente estourasse libertando o espírito, que saía sob a forma de uma névoa.
Mas atenção, 233! Não se deixe enganar! O que acontece é que dentro de cada grão de pipoca existe uma pequena quantidade d'água, cercada por uma pequena camada macia. Quando você aquece o grão de pipoca, seja com óleo ou microondas, essa água começa a se expandir, e a pressão se torna tão intensa que ela explode o grão e expande a camada macia, que é a parte branca da pipoca onde você coloca sal. Essa é a verdadeira explicação científica de porque a pipoca estoura. Não existem espíritos morando dentro da pipoca!
Experimentem comer pipoca lendo esse Blog. É interessante.
(Selma)
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Ortodontia
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Não será em 2012
Livro:
Não será em 2012
Autores:
Marlene Nobre*
Geraldo Lemos Neto**
Editora FE
De acordo com os autores, Marlene Nobre e Geraldo lemos, o fim do mundo não será em dezembro de 2012 e sim em julho de 2019.
O livro possui sete capítulos:
Cap I - "Os maias e o ano de 2012"
Cap II - "Renovação moral - a essência de nossa evolução"
Cap III - " A Bíblia tem explicações sobre o momento de transição que vivemos"
Cap IV - "As profecias de Cristo"
Cap V - "As revelações de Chico Xavier"
Cap VI - "Importantes testemunhos sobre o papel do Brasil na Nova Era"
Cap VII - "Revelações de Chico Xavier sobre o papel do Brasil na transição"
Não será em 2012
Autores:
Marlene Nobre*
Geraldo Lemos Neto**
Editora FE
De acordo com os autores, Marlene Nobre e Geraldo lemos, o fim do mundo não será em dezembro de 2012 e sim em julho de 2019.
O livro possui sete capítulos:
Cap I - "Os maias e o ano de 2012"
Cap II - "Renovação moral - a essência de nossa evolução"
Cap III - " A Bíblia tem explicações sobre o momento de transição que vivemos"
Cap IV - "As profecias de Cristo"
Cap V - "As revelações de Chico Xavier"
Cap VI - "Importantes testemunhos sobre o papel do Brasil na Nova Era"
Cap VII - "Revelações de Chico Xavier sobre o papel do Brasil na transição"
No jornal Folha Espírita, nº 439 (maio 2011)
temos uma revelação: Chico Xavier teria
dito a Geraldo Lemos em 1986, que a data limite para o mundo
(ou seja, a transformação do planeta de mundo de provas e expiações - Terra - para um
mundo de regeneração) não seria 2012 (conforme
previsão dos maias), mas 2019.
Em resumo, tal revelação(segundo as palavras de Chico para Geraldo) está baseada no fato de que a chegada do homem
à Lua despertou interesse (e receio) na comunidade
espiritual do Sistema Solar. Uma reunião foi marcada entre os espíritos superiores, na qual o futuro da
humanidade seria decidido. Ficou acordado, mediante intervenção direta
de Jesus, tido como governador espiritual da Terra, que a humanidade teria
o prazo de 50 anos, a contar da chegada do homem à Lua (20/07/1969>>20/07/2019)
para que os países aprendessem a conviver em harmonia, evitando a todo custo
uma terceira Guerra Mundial. Se isso
acontecesse, a humanidade entraria em uma fase de progresso nunca antes vista,
em que veríamos a cura das doenças...
Caso contrário se partíssemos para conflitos nucleares, por
exemplo, uma nova idade das trevas iria
começar, podendo o planeta levar até mil anos para se recompor.
O texto do livro é o seguinte:
“O Governador
Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros
seres angelicais de nosso sistema Solar convocara uma reunião destinada a
deliberar sobre o futuro de nosso planeta. Depois de muito diálogo entre eles
foram dadas diversas sugestões e do final desse conclave, a bondade de Jesus
decidiu conceder uma última chance a comunidade terráquea.”
“Nosso Senhor
deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena a iniciar-se em
julho de 1969 e, portanto, a findar-se e, julho de 2019”.
Segundo Chico Xavier, o futuro da humanidade está nas mãos de
nós, humanos (óbvio!). Depende do comportamento da humanidade... Se todos nos
comportamos com boas maneiras iremos descobrir a cura para muitas doenças através
de manipulação genética, haverá solução para a pobreza, para a fome, todos os
outros problemas que castigam o planeta Terra. Inclusive receberemos a visita
de habitantes de outros planetas que nos trarão novos conhecimentos.
No livro também previsões do Chico sobre o Brasil. Ele diz
que nosso país sofrerá efeitos de algumas catástrofes e deixará de ter a atual
extensão, sendo dividido entre outras nações.
Texto do livro:
“Nosso Brasil, como
conhecemos hoje, será desfigurado e dividido em 4 nações distintas. Somente um
quarto do nosso território permanecerá conosco. Os norte americanos, canadenses
e mexicanos ocuparão os Estados da região Norte do país, em sintonia com Colômbia
e Venezuela. Os europeus irão ocupar os
Estados do Sul unindo-os ao Uruguai, à Argentina e Chile. Os asiáticos,
notadamente chineses, japoneses e coreanos ocuparão o centro oeste em conexão
com Paraguai, Bolívia e Peru. Por fim,
os Estados do Nordeste serão ocupados pelos russos e eslavos”.
Ainda segundo Chico, “o
Brasil ficará limitado a alguns estados as região Sudeste,
Centro oeste e Sul. O país será composto de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e DF
e uma parte dos estados do Rio de Janeiro e Paraná.”
Tive conhecimento desse livro faz pouco tempo e eu diria que não está de acordo com o
Espiritismo e nem com Chico Xavier. Será que o Chico disse todas essas coisas
mesmo? Desde quando ele faz previsões? Ou estão aproveitando o embalo de mania
de “fim-do-mundo” para lançar o livro e faturar um pouco?
Algumas datas estão erradas, tais como o dia que o homem
pisou na lua, que foi em julho e não em junho. E a data que os maias consideram
fim do mundo, que é 21/12/2012 e não 22/12/2012.
Algum comentário?
*Marlene Nobre é médica ginecologista aposentada,
especialista em prevenção do câncer uterino. Trabalhou com Chico Xavier nas
seções públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais, entre os
anos de 1959 e 1962. Preside também a Associação Médico-Espírita do Brasil e a
Associação Médico-Espírita Internacional, é editora responsável pelo jornal
Folha Espírita e diretora da Creche Lar do Alvorecer, em Diadema/SP.
**Geraldo Lemos Neto, escritor, articulista, orador, médium
psicógrafo, residente na cidade de Belo Horizonte.
Selma
(Marcos 13:32) - Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
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Ortodontia
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Campinas e a obsessão
Estariam os administradores de Campinas aceitando sugestões de espíritos do mal e roubando "sem querer"? Penso que fui apenas uma vez à Campinas e faz tempo. É uma bela cidade. Mas uma das cidades mais corruptas do mundo? Quem pode explicar melhor isso é o William, morador de Campinas...
Selma
Selma
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Ortodontia
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Medicina reconhece obsessão espiritual
O CID 10 - Medicina
Reconhece Obsessão Espiritual
Código Internacional
de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos.
Dr. Sérgio Felipe de
Oliveira*, com a palavra:
Dr. Sérgio Felipe de
Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e
do exterior, inclusive na Universidade de Londres.
“Ouvir vozes e ver
espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida...
Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para
aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar
de opinião, boa viagem também... Uma
nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.”
“A obsessão
espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina.”
“ A obsessão
espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos
compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente
organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma,
do espírito. No entanto, quero
retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois
desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual
como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.”
Antes, a OMS definia
saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do
indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da
alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana,
não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.
Mas, após a data
mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo
bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a
obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como
possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de
Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.
O CID 10, item F.44.3
- define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade
com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os
normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos,
dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos
religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a
alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais
psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo
psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência
de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.
Portanto, a
Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos
que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais
da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve
tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou
psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver
ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma
alucinação ou loucura.
Na Faculdade de
Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a
cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. Na Psicologia, Carl
Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia
espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Na prática, embora o Código
Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o
que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem
ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos
pesados pelo resto de suas vidas.
“Em minha prática
clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes,
rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes
(clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns
com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico.
(Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma
Medicina que leva em consideração o Ser Integral).”
“Portanto, a obsessão
espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e
aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.”
Segundo o mesmo, a
pineal forma os cristais de apatita que, em indivíduos adultos, facilita a
captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais
são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenômeno
da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais
cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado. Segundo a revista Espiritismo &
Ciência,[1] "o mistério não é recente.
Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma.
Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”,
que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes,
em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que
seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.
...
*Sérgio Felipe de
Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em
Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área
da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de
Biologia e de Espiritismo. Desenvolve estudos sobre a glândula pineal,
estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo
espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à
Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind,
onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.
CID é o Código Internacional de Doenças. Quando se é necessário fazer
um atestado para um paciente, por exemplo, não se pode falar explicitamente o problema que esse paciente
tem. Então coloca-se o código referente a doença, que está no catálogo do CID.
Selma
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Ortodontia
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20:23
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
O Pastor - Frederick Forsyth
Resumo do Livro
Um jovem tenente piloto inglês, na véspera de Natal de 1957 deseja partir de avião o mais rápido possível para ainda estar com a família na noite natalina. Está na Alemanha e parte para a Inglaterra. Pilota um caça Vampire.
Ao sobrevoar Alemanha e Holanda vê as casas iluminadas e imagina que elas já se encontram comemorando alegremente o Natal. Sonha com o calor de seu lar.
Ao atravessar o Mar do Norte percebe que algo não vai bem no Vampire: descobre uma pane no sistema elétrico e percebe que a bússola não funciona e nem o rádio. Fica desesperado. Como pousar numa noite de nevoeiro, de inverno e com neve?
Lembra-se das aulas do sargento Norris, em casos de emergência:
"Todos os aviões que se aproximam das costas da Inglaterra são visíveis nas telas de radar do nosso sistema de aviso antecipado. Se, portanto, nosso rádio não funciona e nos impede de transmitir a situação de emergência em que nos encontramos, devemos tentar atrair a atenção dos homens que guarnecem as nossas telas de radar com um estranho comportamento no ar. Faremos isso tomando o caminho do mar e, então, voaremos em pequenos triângulos virando à esquerda, à esquerda, à esquerda e à esquerda novamente, de modo que cada lado do triângulo tenha a duração de dois minutos de tempo de vôo. Dessa manira esperaremos chamar a atenção.
Quando formos localizados, o chefe do tráfego aéreo será informado e destacará um avião para sair à nossa procura. Naturalmente que esse outro avião estará equipado com rádio. Quando formos descobertos pelo avião de socorro, deveremos voar em formação com ele e seremos assim levados através das nuvens ou do nevoeiro para um pouso seguro".
O avião de socorro que conduziria o piloto em dificuldade, voando com as pontas das asas quase juntas para um pouso seguro, era chamado de "pastor".
O combustível acabava e nada de aparecer socorro. O jovem piloto sofria. O combustível estava por acabar e tudo indicava que logo seu avião iria cair em pleno Mar do Norte gelado e iria morrer aquela noite, dentro de alguns minutos. Fazia muitos anos que não rezava, mas o desespero fez com que se lembrasse de Deus:
"Senhor, tirai-me dessa encrenca danada... Não, não é assim que se fala com ele... Pai Nosso que estais no céu... Ele tinha ouvido isso mil vezes e ouviria outras mil aquela noite. Que é que se diz a Ele quando se quer ajuda? Por favor, Deus, fazei com que alguém me veja aqui, por favor, fazei com que alguém note que estou voando em triângulos e mande um pastor para me ajudar a fazer um pouso seguro. Ajudai-me, ajudai-me, por favor; e eu prometo... Que poderia eu prometer-Lhe? Ele não precisava e mim. E eu, que precisava tanto dele, deixara de tomar conhecimento da Sua existência havia tanto tempo que Ele já devia ter se esquecido que eu existia."
Quando tudo parecia perdido apareceu uma ajuda inesperada. Um outro avião, acompanhava a sua curva, dentro do nevoeiro. Era uma avião que voava mais devagar. Percebeu que era um avião a motor de pistões. Constatou que o "pastor" era um De Havilland Mosquito, caça-bombardeiro da safra da Segunda Guerra Mundial.
"Dentro da carlinga do Mosquito, eu avistava contra a luz da lua a cabeça coberta do piloto e os círculos gêmeos de seus óculos quando olhava para mim da janela lateral. Levantou sua mão direita até que eu pudesse vê-la da janela, com os dedos esticados e a palma da mão para baixo. Empurrou os dedos apontando para a frente e depois para baixo, querendo dizer com isso: "Vamos descer, fique em formação comigo"".
O piloto em apuros pode observar o avião Mosquito e grandes letras neles gravadas e pintadas: JK. Com muito custo pode ver uma pista mal iluminadas no chão, o centro da pista. Pousou com segurança e no limite do combustível. Logo chega um homem em um carro velho para socorrê-lo. pensa ter aterrizado na base da RAF de Merriam St George, mas na verdade aterrizou em Minton.. O velho homem havia acendido as luzes da pista ao ouvir o ronco do avião, e o leva para a base desativada da RAF de Minton, no "Cassino dos Oficiais". O velho homem pede então para que Joe, um encarregado do cassino lhe prepare um quarto para passar a noite.
Joe acende a lareira e prepara uma refeição para o piloto, que entabula uma conversa. Quer descobrir afinal que era o homem que pilotava um Mosquito em uma noite horrível de neblina e que se dispôs a salvá-lo.
Repara então que sobre a lareira há uma foto.
"A fotografia era velha e estava manchada, mas por trás do vidro que a cobria ainda se mostrava suficientemente nítida. Exibia uma rapaz mais ou menos da minha idade, vestido em uniforme de vôo. Mas não era um macacão azul de nylon e o cintilante capacete de plástico atuais. Usava espessas botas forradas de couro de carneiro, calças grossas de sarja e o pesado blusão de couro de carneiro com fecho ecler.
Atrás dele, bem visível, estava seu avião. Não havia engano possível. Era a fina e esguia silhueta do caça-bombardeiro Mosquito.
-Quem é o piloto Joe?
-Que piloto?
Apontei a fotografia sobre a lareira.
- Ah, sim. É uma fotografia do Sr. Kavanagh. Esteve aqui durante a segunda guerra."
Joe explica que Kavanagh era irlandês e excelente homem. Era notável piloto. O narrador de nossa história descobre então que o JK do avião significa então "Johnny Kavanagh". Acredita então que depois da guerra Kavanagh, que fora um piloto soberbo, dera baixa na RAF ganhara muito dinehiro na próspera década de 50 e ainda ficara com bastante dinheiro para atender melhor sua paixão de voar. Comprara com certeza um velho Mosquito numa das vendas de leilão público da RAF.
Comenta com Joe que deveria ser mesmo um ótimo piloto. E Joe explica que Kavanagh costumava decolar para voos à procura de aviões em dificuldades e quando os achava os levava para aquela pista. Lembra inclusive das palavras do jovem para com ele:
"Joe, sempre que houver alguém perdido lá fora, no meio da noite, tentando voltar, hei de sair ao encontro dele a fim de trazê-lo para terra."
"-Bem, ao que parece, ele ainda está fazendo a mesma coisa sabia?
O velho Joe sorriu.
-Infelizmente, isso não é possível. Johnny saiu no seu último voo de patrulhamento na noite de Natal de 1943. Faz exatamente catorze anos esta noite. Caiu com o avião em algum ponto do Mar do Norte. Boa noite, tenente. Feliz Natal."
Frederick Forsyth é escritor de livros como O Dia do Chacal, O Dossiê Odessa e Cães de Guerra.
O Pastor
Distribuidora Record - 71 pags
S.
Um jovem tenente piloto inglês, na véspera de Natal de 1957 deseja partir de avião o mais rápido possível para ainda estar com a família na noite natalina. Está na Alemanha e parte para a Inglaterra. Pilota um caça Vampire.
Ao sobrevoar Alemanha e Holanda vê as casas iluminadas e imagina que elas já se encontram comemorando alegremente o Natal. Sonha com o calor de seu lar.
Ao atravessar o Mar do Norte percebe que algo não vai bem no Vampire: descobre uma pane no sistema elétrico e percebe que a bússola não funciona e nem o rádio. Fica desesperado. Como pousar numa noite de nevoeiro, de inverno e com neve?
Lembra-se das aulas do sargento Norris, em casos de emergência:
"Todos os aviões que se aproximam das costas da Inglaterra são visíveis nas telas de radar do nosso sistema de aviso antecipado. Se, portanto, nosso rádio não funciona e nos impede de transmitir a situação de emergência em que nos encontramos, devemos tentar atrair a atenção dos homens que guarnecem as nossas telas de radar com um estranho comportamento no ar. Faremos isso tomando o caminho do mar e, então, voaremos em pequenos triângulos virando à esquerda, à esquerda, à esquerda e à esquerda novamente, de modo que cada lado do triângulo tenha a duração de dois minutos de tempo de vôo. Dessa manira esperaremos chamar a atenção.
Quando formos localizados, o chefe do tráfego aéreo será informado e destacará um avião para sair à nossa procura. Naturalmente que esse outro avião estará equipado com rádio. Quando formos descobertos pelo avião de socorro, deveremos voar em formação com ele e seremos assim levados através das nuvens ou do nevoeiro para um pouso seguro".
O avião de socorro que conduziria o piloto em dificuldade, voando com as pontas das asas quase juntas para um pouso seguro, era chamado de "pastor".
O combustível acabava e nada de aparecer socorro. O jovem piloto sofria. O combustível estava por acabar e tudo indicava que logo seu avião iria cair em pleno Mar do Norte gelado e iria morrer aquela noite, dentro de alguns minutos. Fazia muitos anos que não rezava, mas o desespero fez com que se lembrasse de Deus:
"Senhor, tirai-me dessa encrenca danada... Não, não é assim que se fala com ele... Pai Nosso que estais no céu... Ele tinha ouvido isso mil vezes e ouviria outras mil aquela noite. Que é que se diz a Ele quando se quer ajuda? Por favor, Deus, fazei com que alguém me veja aqui, por favor, fazei com que alguém note que estou voando em triângulos e mande um pastor para me ajudar a fazer um pouso seguro. Ajudai-me, ajudai-me, por favor; e eu prometo... Que poderia eu prometer-Lhe? Ele não precisava e mim. E eu, que precisava tanto dele, deixara de tomar conhecimento da Sua existência havia tanto tempo que Ele já devia ter se esquecido que eu existia."
Quando tudo parecia perdido apareceu uma ajuda inesperada. Um outro avião, acompanhava a sua curva, dentro do nevoeiro. Era uma avião que voava mais devagar. Percebeu que era um avião a motor de pistões. Constatou que o "pastor" era um De Havilland Mosquito, caça-bombardeiro da safra da Segunda Guerra Mundial.
"Dentro da carlinga do Mosquito, eu avistava contra a luz da lua a cabeça coberta do piloto e os círculos gêmeos de seus óculos quando olhava para mim da janela lateral. Levantou sua mão direita até que eu pudesse vê-la da janela, com os dedos esticados e a palma da mão para baixo. Empurrou os dedos apontando para a frente e depois para baixo, querendo dizer com isso: "Vamos descer, fique em formação comigo"".
O piloto em apuros pode observar o avião Mosquito e grandes letras neles gravadas e pintadas: JK. Com muito custo pode ver uma pista mal iluminadas no chão, o centro da pista. Pousou com segurança e no limite do combustível. Logo chega um homem em um carro velho para socorrê-lo. pensa ter aterrizado na base da RAF de Merriam St George, mas na verdade aterrizou em Minton.. O velho homem havia acendido as luzes da pista ao ouvir o ronco do avião, e o leva para a base desativada da RAF de Minton, no "Cassino dos Oficiais". O velho homem pede então para que Joe, um encarregado do cassino lhe prepare um quarto para passar a noite.
Joe acende a lareira e prepara uma refeição para o piloto, que entabula uma conversa. Quer descobrir afinal que era o homem que pilotava um Mosquito em uma noite horrível de neblina e que se dispôs a salvá-lo.
Repara então que sobre a lareira há uma foto.
"A fotografia era velha e estava manchada, mas por trás do vidro que a cobria ainda se mostrava suficientemente nítida. Exibia uma rapaz mais ou menos da minha idade, vestido em uniforme de vôo. Mas não era um macacão azul de nylon e o cintilante capacete de plástico atuais. Usava espessas botas forradas de couro de carneiro, calças grossas de sarja e o pesado blusão de couro de carneiro com fecho ecler.
Atrás dele, bem visível, estava seu avião. Não havia engano possível. Era a fina e esguia silhueta do caça-bombardeiro Mosquito.
-Quem é o piloto Joe?
-Que piloto?
Apontei a fotografia sobre a lareira.
- Ah, sim. É uma fotografia do Sr. Kavanagh. Esteve aqui durante a segunda guerra."
Joe explica que Kavanagh era irlandês e excelente homem. Era notável piloto. O narrador de nossa história descobre então que o JK do avião significa então "Johnny Kavanagh". Acredita então que depois da guerra Kavanagh, que fora um piloto soberbo, dera baixa na RAF ganhara muito dinehiro na próspera década de 50 e ainda ficara com bastante dinheiro para atender melhor sua paixão de voar. Comprara com certeza um velho Mosquito numa das vendas de leilão público da RAF.
Comenta com Joe que deveria ser mesmo um ótimo piloto. E Joe explica que Kavanagh costumava decolar para voos à procura de aviões em dificuldades e quando os achava os levava para aquela pista. Lembra inclusive das palavras do jovem para com ele:
"Joe, sempre que houver alguém perdido lá fora, no meio da noite, tentando voltar, hei de sair ao encontro dele a fim de trazê-lo para terra."
"-Bem, ao que parece, ele ainda está fazendo a mesma coisa sabia?
O velho Joe sorriu.
-Infelizmente, isso não é possível. Johnny saiu no seu último voo de patrulhamento na noite de Natal de 1943. Faz exatamente catorze anos esta noite. Caiu com o avião em algum ponto do Mar do Norte. Boa noite, tenente. Feliz Natal."
Frederick Forsyth é escritor de livros como O Dia do Chacal, O Dossiê Odessa e Cães de Guerra.
O Pastor
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domingo, 6 de maio de 2012
O que é religião?
Lembrando os bons tempos do UOL e Terra, "religião é o medo doentio de morrer", esse era o mote utilizado pelo professor. O professor também procurou na História da Mesopotamia muitos dos modismos encontrado no catolicismo. Na Igreja Católica, você encontra muitas imagens feitos de gesso, e os sumérios usavam barro. A Igreja Católica também é a que mais divulga a Lei Babilônica de "Olho por Olho, Dente por Dente", ou seja, todo contraventor deverá ser punido na proporção do delito. E a Igreja Católica demonstrou a vocação assiria de dominar o mundo através da Inquisição e da centralização do poder. Mas, ao contrário dos caldeus, que fizeram desaparecer a civilização mesopotâmica nas mãos dos persas, a Igreja Católica se expandiu muito além das fronteiras do Rio Eufrates e Rio Tigre. Ou seja, a denominação correta da Igreja Católica deveria ser Igreja Mesopotâmica Apostólica Romana, na conclusão do professor. Toda lenda da mãe que é virgem, das Bolas de Lanciano, dos inúmeros santos que consertam computadores e arranjam casamentos, tudo isso não passa de uma variante do que os mesopotâmicos já haviam inventado, na época que eles estavam aprendendo a tosquear os primeiros cordeiros.
Hoje, estamos na era do iPhone, onde a Apple ensina ao mundo que é possível prosperar, mesmo vivendo num país onde o débito fiscal assusta todo o planeta. Ao contrário dos chineses, que inventaram o mp3 mais barato do mundo, a Apple teve a genial ideia de criar o mp3 mais caro do universo. Ao invés de gesso ou barro, a Apple usa plástico, vidro e silício para dominar o mundo. Apesar dela ser a maior empresa do mundo, muito maior que a católica, ela não matou Deus, pelo contrário. O usuário do iPhone, por exemplo, precisa trabalhar dois anos para pagar por esse aparelho, e precisa rezar todo dia para que o aparelho não entre em pane, pois não existe assistência técnica desse aparelho nem mesmo no país de origem, ou seja, essa é velha técnica da Mesopotamia que prometia o Céu e o Paraíso, mas sem garantia nenhuma.
Hoje nós pensamos que somos muito mais materialistas. Ao invés de ter medo de perder a própria vida, hoje temos muito mais medo de perder aquilo que conseguimos comprar. São muito pouco as pessoas que pensam na morte física, ninguém separa parte do salário para comprar um jazigo, mas todo ano o cidadão separa R$ 1.000 a R$ 5.000 para pagar o seguro do carro, e apelamos para todos os santos para não utilizá-lo (Pode um negócio desses?).
Enfim, passaram-se 6.000 anos, e quase nada mudou. Temos sim água encanada, eletricidade, telefone e iPhone, não usamos mais argila, balde, camelo, mas para equilibrar a entrada de caixa de R$ 622,00 com a saída de caixa que custa o dobro da nossa existência, só mesmo rezando e acreditando em milagres. Ou seja, vivemos sempre além da racionalidade da Matemática, perpetuando a ideia de que podemos ir muito além do que os nossos bolsos vazios permitem. Concluindo, Religião é a principal característica humana de acreditar que somos muito mais que um monte de carne e osso.
Postado por
Frank K Hosaka
às
11:44
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Documento histórico
Nesse jornal se você prestar atenção poderá ver no cantinho inferior, que fica do seu lado esquerdo um pequeno anúncio( clique para aumentar):
AVISO
O Centro Espírita "Amor e Caridade" na rua Santa Cecília iniciará a propaganda da Sciencia Espírita no 1º domingo de Janeiro p. com entrada franca das 6 às 7 horas da tarde com explicações por um adepto.
Esse Centro Espírita ainda fica na mesma rua, depois de oitenta anos. Era o CE que meu avô frequentava e que eu frequentei quando criança e adolescente. Talvez esse "adepto" disposto a explicar a doutrina Espírita fosse até meu jovem avô (que deveria ter 29 anos naquele tempo), e que um dia relatou que os espíritas não eram vistos com bons olhos naquela época.
Pena que a máquina do tempo não existe. Queria poder dar uma espiadinha em 1929.
S.
Postado por
Ortodontia
às
10:10
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