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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O maior brasileiro


Com 50,5% dos votos, Chico Xavier continua na disputa do Maior Brasileiro  de Todos os Tempos. O líder espírita competiu com Irmã Dulce, que recebeu 49,5% dos votos – por internet, telefone e SMS.


Francisco de Paula Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo e morreu em 2002 na cidade mineira de Uberaba. Ele foi um médium e um dos mais importantes divulgadores do espiritismo no Brasil. O seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.

A disputa do Maior Brasileiro de Todos os Tempos continua – agora, a segunda votação é entre o ex-presidente Lula e o piloto de F1, Ayrton Senna. O programa, que já foi realizado em diversos países, é exibido pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), às quartas-feiras.



 Quem seria o maior brasileiro de todos os tempos?
Penso que não seria apenas UM, mas vários. Seria aquele que levanta cedinho e já pega o ônibus (ou metrô, ou a bicicleta, ou vai à pé mesmo) para o trabalho. Ganha um salário mínimo e consegue sustentar a família toda. E ainda acha graça da vida. Ainda sonha e acredita num futuro melhor.



S. A.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Porque nois é cabessa de proromgo?

O Estado de São Paulo


Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do ensino superior no País simplesmente "não dominam habilidades básicas de leitura e escrita".


O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas. Ele é obtido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano dos estudantes, como o cálculo do desconto em uma compra ou o trajeto de um ônibus. Mesmo assim, 38% dos pesquisados não atingiram o nível considerado "pleno" de alfabetização, isto é, não conseguem entender o que leem nem fazer associações com as informações que recebem.

Para os autores da pesquisa, resumida pelo Estado (16/7), os resultados indicam que o notável aumento da escolarização verificado nas últimas décadas ainda não se traduz em desempenho minimamente satisfatório em habilidades básicas, como ler e escrever, e isso num ambiente em que essas etapas do aprendizado já deveriam ter sido plenamente superadas, isto é, nas universidades.

A "popularização" do ensino superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa escolaridade - que não consegue ingresso nas universidades de prestígio, mas sabe que o diploma é uma espécie de "passaporte" para melhorar o salário -, é vista como um dos fatores principais do fenômeno. Essas escolas, concluem os especialistas, se adaptaram confortavelmente a um mercado consolidado, e só reagirão diante da exigência sistemática por melhor qualidade, que deve vir do governo e dos próprios alunos.

No entanto, o tempo para a reversão desse quadro é curto. O sentido de urgência se dá diante do desafio de colocar o Brasil entre os países mais competitivos do mundo, ante o encolhimento dos mercados por conta da crise. A situação de semianalfabetismo nos campi brasileiros - que contraria o discurso populista da presidente Dilma Rousseff segundo o qual seu governo, como o anterior, cuida mais dos jovens do que do PIB - talvez seja o indicador mais importante para medir o tamanho do fosso que nos separa do mundo desenvolvido.

Em primeiro lugar, a indigência intelectual compromete os projetos de aperfeiçoamento profissional, por mais bem-intencionados que sejam. Não se pode esperar que egressos de faculdades sem nenhuma qualificação possam acompanhar as mudanças tecnológicas e científicas cujo desenvolvimento é precisamente o que determina a diferença entre países ricos e pobres. A China, por exemplo, já entendeu que sua passagem de "emergente" para "desenvolvida" não pode prescindir da qualificação de seus trabalhadores, como mostrou José Pastore, em artigo no Estado (16/7).

Os chineses, diz Pastore, têm investido pesadamente no ensino superior, cujas matrículas foram multiplicadas por seis nos últimos dez anos. Agora, quase 20% dos jovens em idade universitária estão no ensino superior na China, enquanto no Brasil não passam de 10%. Ademais, a China demonstra há décadas um vivo interesse em enviar estudantes ao exterior, para uma preciosa troca de informações que encurta o caminho do país na direção do domínio técnico essencial a seu desenvolvimento. Só em 2008, diz Pastore, os chineses mandaram 180 mil estudantes para as melhores universidades do mundo, volume que se mantém ano a ano. O Brasil apenas iniciou o Programa Ciência Sem Fronteira, que pretende enviar 110 mil estudantes nos próximos anos.

O impacto do investimento chinês em educação aparece no cenário segundo o qual quase metade do extraordinário crescimento econômico do país resulta desse esforço de qualificação. Assim, se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como funciona o tráfico de drogas?

Eu sei bem pouco sobre drogas. Não conheço ninguém que consuma ou que venda drogas, o que não é o caso do professor Andros do fórum UOL e Terra. Naquela época, ele intimidava todo mundo do fórum com a pena de morte com uma corda bem apertada no pescoço, a tese dele era que ninguém no fórum era temente de Deus, mas sim tudo maconheiro ou vivendo de renda por vender maconha. As drogas, eu as vejo através da janela do Estadão. O que o Estadão chama de cracolândia, eu chamo de Estação da Luz.

Uma vez estava vendo a TV Folha de S Paulo na Cultura, e eles mostraram um belo laboratório em Brasília cheio de tubos de ensaio com vários líquidos movimentados numa centrifugadora. O entrevistado comentou que através da química foi possível descobrir que a droga vendida em vários estados brasileiros vieram de uma única fonte, um país vizinho. Ou seja, pela entrevista percebi que a droga não é fabricada no Brasil.

Eu também não sei se o açúcar é fabricado no Brasil, mas eu consigo comprá-lo sem precisar pagar na hora, utilizando o cartão do crédito, já as drogas, eu presumo que tudo tem que ser em dinheiro. Existem apenas duas formas de você ter dinheiro, ou você rouba ou você trabalha. Logo, o consumidor de drogas é alguém que trabalha e que convive conosco no dia a dia. Quem rouba não consome drogas pois não tem tempo, vive sempre fugindo da polícia.

Como saber se o Adilson é viciado em maconha? Que o professor não gostava do Adilson, todo mundo sabia, mas chamá-lo de maconheiro, isso é outra história. Será que o professor fez uma cópia do texto do Adilson e levou no laboratório de Brasília? Enfim, eu também não sei nada de química.

Mas se a tese da Polícia de Brasília está correta, como é que o fabricante de drogas vai aproveitar o dinheiro brasileiro no seu país de origem? Eu presumo que o dinheiro brasileiro valha pouco aqui, e menos ainda lá fora. Até onde eu sei, o Real não é uma moeda internacional, ou é, e eu não sei nada sobre economia.

Nesse contexto, faz sentido a tese do Dr Esio Lopes, que as igrejas são uma fachada para a "lavagem de dinheiro", ou seja, o varejista de drogas precisa girar o capital, pagando o fornecedor uma nova remessa, através de moeda internacional, e camufla tudo, subornando padres e pastores que conseguem converter o pseudo dízimo em moeda estrangeira, e o Banco do Brasil não tem a menor chance de fazer um teste de laboratório com o fluxo de capital que acontece todo dia nas transações entre computadores. Claro que não vai adiantar a Dilma implantar o dizimo eletrônico, onde o dizimista será obrigado a fornecer o CPF na hora de pagar o dízimo, nesse caso, todo varejista de drogas vai usar o CPF do Andros.

Logo, o lado bom da crise econômica está aí. O fluxo de capitais vai parar, muitas empresas vão fechar, e como não é possível tributar um capitalista falido, só restará ao governo tributar a saída do dinheiro do país, não importa se é dizimo ou tem privilégios fiscais. Como no caso da exclusão do Paraguai do Mercosul, na hora do desespero, todo mundo manda às favas os procedimentos jurídicos que foram assinados no passado. E, do outro lado do país, quem planta maconha vai começar a plantar batata, pois a tributação brasileira é a mais alta do que qualquer país já desenvolvido ou em desenvolvimento. O lado ruim da crise econômica é que é possível viver sem as drogas, mas viver sem açúcar é complicado. Alguém aí sabe como tirar o açúcar de um pé de cana?

domingo, 15 de julho de 2012

Salve-se quem puder

O Estado de S Paulo


No Estado de segunda-feira, sob o título A mãe de todas as eleições, nosso colunista José Roberto de Toledo analisa a importância dos pleitos municipais, como o que se realizará em outubro em todo o País, para a sobrevivência e fortalecimento dos partidos políticos, uma vez que "não há partido grande sem base municipal". De fato, o pesquisador demonstra, com base em dados estatísticos, que "sem vereadores é difícil eleger prefeitos, e, sem prefeitos, não se elegem deputados federais", e "há uma correlação estatística quase perfeita entre a quantidade de votos para prefeito que um partido recebe e o número de representantes que a mesma sigla elege dois anos depois para a Câmara dos Deputados".

Outra informação importante contida no texto sugere alguma reflexão: mais de 400 mil pessoas deverão disputar em outubro uma vaga de vereador nos 5.566 municípios dos 26 Estados da Federação. É um número expressivo, equivalente à população de São José do Rio Preto, um dos mais importantes municípios paulistas, mas não chega a ser fora de propósito, considerando que estarão em disputa quase 60 mil vagas, ou seja, serão, na média nacional, cerca de 7 candidatos por vaga.

Partindo do princípio de que democracia se faz com participação popular nas decisões que dizem respeito ao interesse coletivo, é uma boa notícia, de qualquer modo, saber que tanta gente está interessada em chegar ou manter-se nas Câmaras Municipais. Resta saber o que efetivamente move essas pessoas a candidatar-se à vereança e o que delas se pode esperar como representantes do povo. Infelizmente, não há razão para prognósticos animadores.

A representação popular é uma instituição que coloca cidadãos a serviço da coletividade. Essa é a teoria. Na prática, o patrimonialismo historicamente dominante na política brasileira, que vê na gestão da coisa pública mero instrumento de acumulação de riqueza privada, transformou a percepção que a maioria das pessoas têm do verdadeiro significado de serviço público. Para começar, mandatários executivos ou legislativos não costumam se imaginar nem se comportar como servidores públicos, condição que certamente consideram, do alto de sua "autoridade" e "liderança", uma abominável capitis diminutio - mesmo que a maioria dessa gente não tenha a menor ideia do que isso quer dizer. Na verdade, o que pretende é conquistar poder para servir-se dele. O que fará impunemente, sob a proteção e o estímulo de leis e regulamentos que ela mesma inventa e da inconsciência, ignorância e conformismo daqueles que a elegeram. O prezado leitor lembra, por acaso, em quem votou há menos de dois anos para senador, deputado federal e deputado estadual? Não chega a ser surpreendente, por tudo isso, que nosso voto em outubro próximo seja disputado, na grande maioria dos casos, por quem deseja apenas se dar bem na vida.

É claro que na raiz da despolitização da representação popular no Brasil está a falta de competência - quando não a deliberada intenção - dos governantes para qualificar, por meio da educação, o voto da massa eleitora do País. E não há de ser por outra razão que se mantêm intocáveis a estrutura partidária e o sistema eleitoral que viabilizam o acesso ao poder daqueles que dele só ambicionam se servir.

O Brasil tem hoje nada menos do que 30 partidos políticos registrados e em pleno funcionamento, mamando o dinheiro do contribuinte depositado no Fundo Partidário. Mais 20 partidos se preparam para tomar parte do butim democrático. Se durante a ditadura militar o País conheceu a imposição de um bipartidarismo feito sob medida para dar contornos de democracia a um regime autocrático, hoje está mergulhado na farra partidária que deforma o regime democrático em que vivemos, dando-lhe contornos de ditadura da pilantragem.

O recente vale-tudo na conquista de minutos de propaganda eleitoral gratuita, estarrecedor para quem entende que política se faz, sim, com alianças, mas também com um mínimo de coerência e brio - melhor, vergonha na cara -, é a demonstração mais evidente de que, infelizmente, o que está aí pretende ficar por muito tempo. Então, salve-se quem puder atrás de uma vaguinha de vereador.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Alvará de funcionamento

Essa foi a semana de ir para a Prefeitura, solicitar a revalidação do Alvará de Funcionamento. Ontem, peguei um táxi para percorrer cinco quilômetros, custou R$ 12,00. Dá para ir à pé, o problema é que o atendimento da Prefeitura de Diadema fica no alto de uma colina. Essa é uma rotina que faço há dois anos, e sempre que apresento a papelada, alguma coisa muda. Sempre levei um requerimento montado num computador, dessa vez a moça esfregou um requerimento que deveria ser preenchida à mão.

Hoje, fui de novo à Prefeitura, com o requerimento preenchida à mão. Só que foi outra atendente que pegou a papelada e disse que eu esqueci da cópia da Vistoria do Corpo de Bombeiros. Tentei retrucar "mas aqui na relação diz que é para eu trazer a Vistoria e não a cópia dela". "Acontece que - respondeu a atendente - aqui na Prefeitura não ficamos com o documento original, ficamos só com a cópia".

Ela me passou um guia de recolhimento e disse "depois de você passar no banco, vá ali naquele mercadinho, e tire uma xerox da Vistoria dos Bombeiros". Eu agradeci pela orientação, e fiquei lembrando que há dois anos a Prefeitura tinha uma máquina de xerox. Os tempos estão ficando difíceis, ainda bem que pelo menos a impressora que emite a guia de recolhimento ainda funciona...

Entrei no mercadinho do outro lado da esquina. Ele é bem simples mesmo, com quatro prateleiras cheio de salgadinhos num canto, lá no fundo havia um senhor fazendo o café num dessas cafeteiras portáteis que a gente usa em casa, só que a dele é a menor que vi em toda minha vida, acho que só dá para esquentar dois copos de 180 ml.

Pedi o xerox, e perguntei "quem tira xerox aqui tem direito a um cafezinho?" E ele me arranjou um copinho de plástico. Perguntei "quanto é?" E ele me respondeu "R$ 0,20". "Mas, com o cafezinho, quanto é?" "Ah sim, isso tudo dá R$ 0,50" "Tem troco para R$ 20,00?" e aí aquele senhor olhou para um canto e olhou para outro canto.

Então decidi procurar algo na prateleira, e lá encontrei duas barras de Prestígio a R$ 1,30 cada. "Pronto, agora o Sr tem troco?". "Sim, tenho sim, bom, deixa eu ver, R$ 2,60 mais R$ 0,50 dá R$ 3,10, e aqui eu tenho R$ 16,00". "Tá bom... Tá bom... deixa o resto no caixa!"

Voltando à Prefeitura, peguei a senha do retorno, e fui prontamente chamado. Era uma outra atendente, ela me devolveu o xerox do RG e do CPF de quem assinou que a primeira atendente me pediu mas que não encontrei na relação dos documentos. Mas, não falei nada, pois a rotina na Prefeitura é sempre assim, cada um inventa um procedimento diferente do outro, mas fiquei bastante aliviado ao receber o protocolo. Claro que o protocolo não é garantia de que o Alvará será revalidado, mas já é meio caminho andado.

E, de noite, vendo o Jornal Nacional, eles fizeram uma chamada para a próxima matéria: "Dilma disse que não se mede uma Nação através do PIB". Eu não vi a matéria, mas eu concordo com a Dilma. Lembrando o caso do Alvará, acho que você mede uma Nação através do número de orientações diferentes que você recebe para o mesmo problema, acho que a melhor pessoa para falar sobre isso é Senhorita LG, quando o assunto é vírus.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tripitaka 205

Leiam um texto do sr.William,e um texto meu do ano passado.(o meu está no espaço da  réplica)
Vejam uma teoria minha pensada,nessa data,e à  qual desde então,vou fazendo meus acréscimos.
Oxalá alguém aprecie minha ingênua psicanálise.
Das crônicas do sr.  "Vizinho" (é como eu chamo ele) todos gostam.
O registrado,foi um dia de bela polêmica.
Um bom momento,que desejo ver reprisado aqui.

Boa leitura aos que se aventurarem nesses textos.

http://filosofiamatematica.blog.terra.com.br/2011/06/03/ser-igual-a-deus/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A felicidade e o ateísmo

O ateísmo tem as suas evidentes vantagens, a melhor delas é que você não precisa pagar o dizimo, não precisa ir à missa todo santo domingo, não precisa ler a Bíblia, não precisa carregar nenhuma imagem, não precisa participar de nenhuma procissão mesmo que faça muita seca nos pampas ou muita chuva em Porto Alegre.

Enfim, o único compromisso do ateu com o mundo é a busca da verdade socialmente aceitável. Por exemplo, todo ateu aceita sem questionar ninguém aquele que ganha na loteria, ou seja, essa é a primeira regra do ateísmo: tudo o que pode acontecer, vai acontecer.

Por exemplo, se Spilberg é capaz de filmar o homem pisando na Lua, certamente que será possível ver esse filme no cinema.

E aqui o ateísmo divide a humanidade em duas classes intelectuais, aqueles que acreditam no que é projetado na tela, jocosamente chamados de porongos, e aqueles que tentam entender como Spilberg consegue ludibriar as pessoas com o fundo azul, um computador, atores de quinta categoria e roteiristas do jardim de infância, eles são ovacionados como "os epistemólogos da Verdade".

O ateu mais famoso desse blogue é o Sr MB. Ele usa o famoso método da tentativa e erro para tentar induzir os participantes daqui a apoiar a pena de morte, que existe uma doença mental chamada fake, que o Hosaka não passa de pé de chinelo, e tudo através de textos intercalados entre os comentários, com menos de dois parágrafos, trabalhando com a clássica tese de que todo porongo tem uma baita preguiça de ler e pensar.

Enfim, a felicidade do ateu é que ele também é capaz de fantasiar. A minha fantasia é de que Santa Tereza sempre vai ajudar o Norton a proteger dos vírus de computador, a fantasia do Adilson é de que Jesus irá ressuscitar os seus cabelos que lho abandonaram há muito tempo, a fantasia da Doutora Sônia é de que todo balconista faça pós-graduação no Sebrae e trate os clientes com um mínimo de respeito que o Código do Consumidor exige, a fantasia do Historiador é de querer ludibriar a todos daqui usando uma vez ou outra a assinatura do Sr MB.

A fantasia do Sr MB é acabar com a minha passoca, forçando-me a fazer o que todo católico faz, quando a passoca acaba, o de baixar a barraca, chutar o balde, e coisas do gênero. Se ele vai conseguir, eu não sei, pois eu sou apenas um porongo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A religiosidade no início do Brasil

Por ocasião do descobrimento do Brasil em 1500, Pero Vaz de Caminha menciona em sua Carta a religiosidade do povo português e o potencial que ele vislumbrou nessa terra-de-papagaios. A sociedade colonial brasileira é fruto de miscigenação entre brancos, negros e índios, retratada detalhadamente por Freyre(1980).

Pode-se dizer que o entusiasmo religioso  foi o primeiro a inflamar-se no Brasil diante das possibilidades só depois entrevistas pelo interesse econômico. Colônia fundada quase sem vontade, com um sobejo apenas de homens, estilhaços do bloco de gente nobre que só faltou ir inteira do reino para as índias, o Brasil foi por algum tempo a Nazaré das colônias portuguesas. Sem ouro nem prata. Somente pau-de-tinta e almas para Jesus Cristo.


O colonizador português trouxe diferentes contribuições para a cultura como alguns valores materiais: a telha mourisca, a janela quadriculada ou em xadrez, a gelosia, as paredes grossas, o gosto pelas comidas oleosas, ricas em açúcar. A arte do azulejo tem uma relação íntima com a higiene doméstica, deixando o ambiente limpo e claro, embora a história registre um descuido com a higiene do corpo e do vestuário.




Em contraste com tudo isso é que surpreendeu aos primeiros portugueses e franceses chegados nesta parte da América  um povo ao que parece sem mancha de sífilis na pele, e cuja maior delícia era o banho de rio. Que se lavava constantemente da cabeça aos pés, que se conservava em asseada nudez, que fazia o uso de folhas e árvores como os europeus mais limpos de toalhas de enxugar as mãos e de panos de limpar menino novo, que ia lavar no rio a sua roupa suja, isto é, as redes de algodão - trabalho esse a a cargo dos homens.


A contribuição religiosa imbuída de cristianismo  lírico e festivo  aparece fortemente presente, seja no culto ao Menino Jesus, a Virgem, aos Santos, chagando aos que Freyre (1980) chama de intimidade entre o devoto e o santo. Nas procissões esses santos   eram carregados como se fossem  grandes chefes vitoriosos de guerras.  A  imagem de Nossa Senhora do Parto  era colocada na cama da parturiente para ajudar na hora do nascimento e a Santa tornava-se madrinha da criança.
As crônicas coloniais referem-se à festa de São João  com uma das primeiras festas populares já com fogueiras e danças e crendices, considerando o grande santo casamenteiro." Dai-me noivo São João, dai-me noivo, dai-me noivo, que eu quero casar."


Santo Antônio era o protetor dos amores perdidos, noivos, maridos ou amantes desaparecido. Para soluções rápidas, frequentemente sua imagem  era encontrada de cabeça para baixo dentro da cacimba, do poço ou de urinóis velhos. São Gonçalo do Amarante, era considerado como o que tinha o poder de arrumar marido para as velhas e a São Pedro, o casamento de viúvas. "Casai-me, casai-me, São Gonçalinho. Que hei de rezar-vos. Amigo santinho". 



A devoção aos santos estava muito presente nos processos de doença e cura, e, curiosamente, havia especialidades para cada santo.


N. S. Bom Despacho.........................................Protetora das Noivas
N. S. Conceição ...............................................  Conceber filhos Sadios
N. S. do Ó .......................................................    Gestantes da última semana
N. S. dos Navegantes ....................................... Viagens no mar e rios
Nossa Senhora .................................................   Para tudo
N. S. do Bom Parto e Stª Margarida   ..............  Parturientes
Santa Ágata .....................................................  Males Pulmonares
Santa Apolônia ................................................. Dores de dente
Santa Luzia e Santa Odília .................................. Afecções Pulmonares
Santo Amaro ................................................... Ulcerações e mutilações
São Bartolomeu e São Ciríaco ......................... Afecções Nervosas
São Benedito....................................................  Mordeduras de cobra
São Brás ..........................................................  Engasgo e garganta
São Erasmo ..................................................... Cólicas Abdominais
São Geraldo .................................................... Tuberculose
São Judas Tadeu............................................... Clínico geral
São Lázaro ...................................................... Lepra
São Libório ...................................................... Calculose urinária
São Lucas ........................................................ Médicos
São Miguel ...................................................... Câncer e Tumores
São Roque e São Sebastião ............................ Peste
São Tarcísio .................................................... Meninos
São Tomé ....................................................... Verminose




 Retirado e adaptado de:
"Da arte de contar histórias pelas trilhas da saúde"
Artigo de Dra Laura Helena  Martins (C. dentista)
Jornal do CROMG - Mai/Jun 2012 





Sonia A.

domingo, 24 de junho de 2012

Hippolyte Léon Denizard Rivail

Eu nunca levei o Adilson à sério, hoje comecei a reler os textos dele, e comecei com o rivailismo de que ele tanto fala. Usei o Wikipédia, e ele me linkou no artigo sob o título "Allan Kardec". Fiquei envergonhado, o Adilson estava falando o tempo todo da Doutrina Espírita, só que ao invés de usar o pseudônimo mais conhecido do planeta, ele usou o nome civil do professor que viveu na primeira metade do século XIX, na França.

No mínimo, preciso pedir desculpas ao Sr Adilson. Não dei a importância que devia no tempo do UOL, do Terra e boa parte do Blogue da Sônia (agora, você é obrigado a baixar o Google Chrome, senão você não tem como publicar qualquer mensagem por aqui).

Ou seja, vejo nos comentários do Adilson de que ele critica o espiritismo, começando pelo nome do autor dos livros. Por que ele usa um pseudônimo ao invés de usar o seu nome verdadeiro? O Adilson faz sugerir que o professor tinha vergonha do que andava escrevendo, e para proteger seus filhos, netos, bisnetos e todas as gerações futuras é que ele decidiu deixar o nome de sua família bem longe do que ele andou escrevendo, presumo que fala sobre a existência do espírito.

Ou seja, o espiritismo não passa de uma crônica e que não é para ser levado a sério, esse é o núcleo das mensagens do Sr Adilson. E por que o Sr Adilson tem tanta bronca do professor Rivail? Só nessa semana é que tivemos a resposta: porque ele perdeu oito anos da vida dele, lendo o livro do professor.

É mais ou menos parecido com a minha história. Eu gastei todo o ano de 1984 para ler a Bíblia, e no final não acabei encontrando Deus nenhum, e por isso decidi me ingressar na Igreja Apostólica de Roma para saber como os católicos conseguem adorar algo que não existe, a famosa Missa que ouvi falar desde o tempo de criança. Eu acho a Missa sensacional, não tem nada a ver com a Bíblia, mas é o melhor empreendimento comercial que eu conheci em toda a minha vida, até conhecer o App Store da Apple Inc.

Eu não sei rezar, e várias vezes eu me tropeço, quando tento repetir Ave Maria e o Pai Nosso, em teoria as orações mais fáceis da Igreja Católica. Participei de algumas procissões, bem como fui várias vezes à Nossa Senhora, participei de vários encontros ecumênicos, patrocinados pelo grupo mais avançado da Igreja no Brasil, tendo como principal ícone o Leonardo Boff, até que um dia o chefe lho chamou e deu uma tremenda bronca. Foi uma época divertida e proveitosa. Agora, é a hora da volta da tradição, de cantar a Missa, coisa que eu detesto, mas chefe é chefe, e eu sou apenas um burro que tem que amarrar a corda aonde o chefe manda. Enfim, só existem duas maneiras de ganhar dinheiro: usando o método revolucionário da inovação como mostrou Steve Jobs ou o método tradicional, curvando-se de joelhos à vontade daquele que possui os meios de produção. A Igreja Católica só serve para ensinar a como engolir os desaforos que a gente leva para casa dos chepones, gepones e diretopones. Claro que nem todo católico consegue ficar em silêncio, e muitas vezes dá um murro na mesa do chepone, deixando todo o destino mais uma vez nas mãos de Deus.

Enfim, o Adilson está fazendo a coisa certa, descontando nesse Blogue todo o seu ódio por ter perdido oito anos de sua vida. Eu não sei se Deus existe, se os espíritos existem, mas o alerta do VaiVolta é válido. O Sr VaiVolta lembra uma velha discussão da Igreja Católica sobre Apocalipse do apóstolo João, tudo leva a crer que se trata de eventos futuros, mas muitos chegaram à conclusão de que se trata de um livro criptografado que fala do passado, e que o João teve que usar desse artifício para ludibriar a censura do Império Romano: quem sabe se o professor Rivail não estava na mesma situação? Enfim, há mais coisas do que carne, osso e pó: por que não chamá-los de espírito? E para que usar o nome verdadeiro se o papel aceita nome falso e até profecias falsas?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O segredo das mãos de parafina

O 233 insiste que as mãos de parafina ( do livro "O Trabalho dos Mortos" ) foram feitas colocando-se água em luvas  e depois mergulhando-as em água.   Será? Parece que essas mãos de parafina (as do livro) tinham até impressões digitais.
Não pensem que sou antiespírita. Sou apenas alguém que gosta de pesquisar sobre o Espiritismo. Afinal, se Espíritos existem, quero a prova de sua existência, e não quero saber de fraudes. Portanto, acho interessante que leiam o texto abaixo sobre mãos de parafina.



Moldes em parafina: materialização de espíritos?



A febre espiritualista contava com muitos feitos de espíritos durante sessões mediúnicas, e as mais impressionantes certamente deveriam ser as ‘materializações’. E dentre as materializações, as que permanecem gerando questionamentos até hoje são os moldes de parafina.

Alguém teve a idéia genial de que, enquanto o espírito estava materializado, poderia colocar alguma parte de seu corpo em contato com parafina derretida, que ao se solidificar formaria um molde permanente mesmo que o espírito acabasse se desmaterializando. Mais do que isso, como alguns moldes, por exemplo o de uma mão, teriam partes mais estreitas como o pulso, então apenas um espírito poderia originá-los. Acreditava-se  impossível a uma pessoa retirar a mão de um molde de parafina sem danificá-lo, somente um espírito se materializando e depois se desmaterializando com a mão dentro da parafina poderia criar moldes dessa natureza. O problema seria similar ao de retirar um navio pronto de dentro de uma garrafa.

Na foto você confere uma cópia em gesso criada a partir de um molde de parafina mediúnico. O nível de detalhamento é notável, a disposição intercalada dos dedos intrigante e o pulso é de fato um tanto mais estreito. Será mesmo que apenas um espírito poderia criar algo assim? Essa é então a mão de um espírito?



Além de parecer uma evidência física interessante por si mesma, o fenômeno teria sido analisado por diversos pesquisadores, entre eles Gustave Geley. As investigações de Geley feitas com o médium Franek Kluski foram divulgadas na Scientific American, que na época era parte relevante da discussão dos feitos mediúnicos. Contudo, nenhum destes investigadores conseguiu fornecer uma explicação convencional para os moldes de parafina mais perfeitos. Mais do que isso, alguns declararam que  a única conclusão a que podiam chegar é que de fato foram espíritos a ter criado os moldes, que constituíam assim uma das maiores provas físicas de sua existência.

A realidade é muito irônica e ingrata com tais investigadores.  Diversas explicações complexas foram propostas para reproduzir os moldes de parafina, incluindo:
- luvas de borracha reproduzindo de forma perfeita uma mão, sendo infladas e desinfladas;
- moldes de mãos cuidadosamente esculpidos feitos em material solúvel que, depois de formar o molde em parafina, eram dissolvidos;
- mãos inchadas com torniquetes formando moldes e depois desinchadas, permitindo sua retirada.

A  explicação racional convincente é a mais simples, segundo Maximo Polidoro e Luigi Garlaschelli. Em um artigo publicado no Journal of the Society for Psychical Research, eles citam uma explicação já apontada por M.H. Coleman pouco antes como plenamente satisfatória.

Essa explicação é simplesmente colocar a mão diretamente na parafina e retirar o molde com cuidado. Ao contrário do muito repetido, o molde não irá se quebrar: a parafina ainda não completamente solidificada é surpreendentemente flexível. Abaixo você pode ver a comparação de uma mão supostamente mediúnica, à esquerda, ao lado de uma criada por um molde de Polidoro e Garlaschelli, produzido colocando a mão em parafina derretida e retirando o molde cuidadosamente.




Não há diferenças significativas, e a mão dos pesquisadores italianos é mais perfeita.

Há mais um ponto nesta história. Como se não bastasse que todos os investigadores do passado tenham deixado passar que da forma mais simples possível os enigmáticos moldes de parafina poderiam ser feitos, a história ainda parece tripudiar sobre eles. Isto porque moldes de mãos em parafinas se tornaram hoje uma atração para crianças!

Ao lado você vê uma “wax hand”, uma mão de parafina que pode ser feita em estandes ou em carrinhos em parques (EUA) por alguns minutos e dólares. Clicando no link abaixo você vai à página que aluga o carrinho apropriado para que as mãos de parafina sejam feitas. No carrinho, não há nada de mais: apenas parafina mantida derretida por resistências e termostatos.




Pede-se que a pessoa coloque a mão na parafina alguma vezes, e depois retire com cuidado o molde. Qualquer pessoa pode fazer isto, como se vê ao lado, no carrinho vendido por outra empresa. Uma busca por wax hands no Google revela a extensão com que esta atividade está espalhada no EUA e no Brasil:  http://www.licensingbrasil.com/noticias_int.php?new_id=130&edicao_id=7



 





E é assim que a história acaba sendo ingrata e até mesmo humilhante com aqueles que, no passado, atraveram-se a proferir conclusões precipitadas em favor de fenômenos inexplicados. Como disse Michael Shermer, o inexplicado não é necessariamente inexplicável.








Um ponto a favor deles: até mesmo Harry Houdini parece ter sido enganado, e se não declarou que os moldes em parafina eram prova de espíritos, também não parece ter conseguido reproduzi-los.

























Sonia Araújo

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A pipoca e os espíritos




Não sei quando foi a primeira vez que senti o sabor de uma pipoca, mas sei que foi paixão à primeira vista. Lembro de quando estava no ensino fundamental, sempre pedia dinheiro para meus pais com a finalidade de devorar  um saquinho de pipocas no final das aulas. Ia embora com minhas amigas, fofocando e comendo pipocas.

Depois me lembro das pipocas que comprava do carrinho que ficava em frente ao cinema. Eram pipocas salgadas com queijo. Boas lembranças do Cine Rosário e do cine Rio Branco de Jacareí, que hoje já não existem mais pois  foram vendidos para virar   "Igreja Universal do Reino de Deus".Penso que hoje em dia os carrinhos de pipoca ainda devem estar lá, esperando a saída dos evangélicos da Igreja.  Pipocas maravilhosas também as que se vendiam na praça de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Bons tempos aqueles...

Pipocas mais maravilhosas ainda são aquelas do Cinemark. Um pacotão, com milhares delas, que você pode degustar  calmamente enquanto aprecia um belo filme. Aqui na minha cidade não tem cinema (é roça!) e portanto não tem como apreciar  a dita cuja. O último filme que vi saboreando pipocas em um cinema foi "Infidelidade", e isso já faz tempo, pois a Globo até já passou esse filme na Tela Quente. É a história de uma mulher que conhece um rapaz e... Bem, deixa para lá, pois eu quero mesmo é falar de pipocas.


Aqui na minha cidade, para ver um bom filme é necessário alugar um DVD ou comprar um. Se tiver alguém que saiba baixar filmes da internet (ou melhor, tenha paciência para isso), é muito bom. Graças ao meu filho eu assisto qualquer filme: Avatar, Nosso Lar, Chico Xavier, Cisne Negro  ou seja  lá o que for. Às vezes ele consegue filmes recém lançados no cinema, que algum fulano grava escondido enquanto está assistindo. Foi assim com o filme "2012" que ele trouxe  quando ainda estava sendo exibido nos cinemas. Algum tuberculoso gravou, pois havia alguém tossindo durante o filme todo.  Legal também foi  "Os Smurfs", e outros mais que as vezes não dá vontade de ver.

O curioso é que algumas tribos indígenas americanas costumavam dizer que os espíritos viviam dentro de cada grão de pipoca. Os espíritos estavam em paz, mas quando suas "casas" eram aquecidas eles ficavam furiosos, fazendo com que o grão pulasse e finalmente estourasse libertando o espírito, que saía sob a forma de uma névoa. 

Mas atenção, 233!  Não se deixe enganar! O que acontece é que dentro de cada grão de pipoca existe uma pequena quantidade d'água, cercada por uma pequena camada macia. Quando você aquece o grão de pipoca, seja com óleo ou microondas, essa água começa a se expandir, e a pressão se torna tão intensa que ela explode o grão e expande a camada macia, que é a parte branca da pipoca onde você coloca sal. Essa é a verdadeira explicação científica de porque a pipoca estoura. Não existem espíritos morando dentro da pipoca!

Experimentem comer pipoca lendo esse Blog. É interessante.



(Selma)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Não será em 2012

Livro:
Não será em 2012
Autores:                                                               
Marlene Nobre*
Geraldo Lemos Neto**
Editora FE



De acordo com os autores, Marlene Nobre e Geraldo lemos, o fim do mundo não será em dezembro de 2012 e sim em julho de 2019.
O livro  possui  sete capítulos:
Cap I      - "Os maias e o ano de 2012"
Cap II     - "Renovação moral - a essência de nossa evolução"
Cap III    - " A Bíblia tem explicações sobre o momento de transição que vivemos"
Cap IV    - "As profecias de Cristo"
Cap V     - "As revelações de Chico Xavier"
Cap VI    - "Importantes testemunhos sobre o papel do Brasil na Nova Era"
Cap VII   - "Revelações de Chico Xavier sobre o papel do Brasil na transição"




No jornal Folha Espírita, nº 439 (maio 2011) temos uma  revelação: Chico Xavier teria dito a Geraldo Lemos em 1986,  que a data limite para o mundo (ou seja, a transformação do planeta de mundo de provas e expiações - Terra - para um mundo de regeneração) não seria 2012 (conforme  previsão dos maias), mas 2019.

Em resumo, tal revelação(segundo as palavras de Chico para Geraldo)  está baseada no fato de que a chegada do homem à Lua despertou  interesse (e receio) na comunidade espiritual do Sistema Solar. Uma reunião foi marcada entre  os espíritos superiores, na qual o futuro da humanidade seria decidido. Ficou acordado, mediante intervenção direta de Jesus, tido como governador espiritual da Terra, que a humanidade teria o prazo de 50 anos, a contar da chegada do homem à Lua (20/07/1969>>20/07/2019) para que os países aprendessem a conviver em harmonia, evitando a todo custo uma terceira Guerra Mundial.  Se isso acontecesse, a humanidade entraria em uma fase de progresso nunca antes vista, em que veríamos a cura das doenças...
Caso contrário se partíssemos para conflitos nucleares, por exemplo,  uma nova idade das trevas iria começar,  podendo o planeta  levar até mil anos para se recompor.

O texto do livro é o seguinte:
“O Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso sistema Solar convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. Depois de muito diálogo entre eles foram dadas diversas sugestões e do final desse conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance a comunidade terráquea.”
“Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena a iniciar-se em julho de 1969 e, portanto, a findar-se e, julho de 2019”.


Segundo Chico Xavier, o futuro da humanidade está nas mãos de nós, humanos (óbvio!). Depende do comportamento da humanidade... Se todos nos comportamos com boas maneiras iremos descobrir a cura para muitas doenças através de manipulação genética, haverá solução para a pobreza, para a fome, todos os outros problemas que castigam o planeta Terra. Inclusive receberemos a visita de habitantes de outros planetas que nos trarão novos conhecimentos.

No livro também previsões do Chico sobre o Brasil. Ele diz que nosso país sofrerá efeitos de algumas catástrofes e deixará de ter a atual extensão, sendo dividido entre outras nações.

Texto do livro:
“Nosso Brasil, como conhecemos hoje, será desfigurado e dividido em 4 nações distintas. Somente um quarto do nosso território permanecerá conosco. Os norte americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da região Norte do país, em sintonia com Colômbia e Venezuela. Os europeus irão ocupar  os Estados do Sul unindo-os ao Uruguai, à Argentina e Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos ocuparão o centro oeste em conexão com  Paraguai, Bolívia e Peru. Por fim, os Estados do Nordeste serão ocupados pelos russos e eslavos”.

Ainda segundo Chico, “o Brasil  ficará  limitado a alguns estados as região Sudeste, Centro oeste e Sul. O país será composto de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e DF e uma parte dos estados do Rio de Janeiro e Paraná.”


Tive conhecimento desse livro faz pouco tempo  e eu diria que não está de acordo com o Espiritismo e nem com Chico Xavier. Será que o Chico disse todas essas coisas mesmo? Desde quando ele faz previsões? Ou estão aproveitando o embalo de mania de “fim-do-mundo” para lançar o livro e faturar um pouco?

Algumas datas estão erradas, tais como o dia que o homem pisou na lua, que foi em julho e não em junho. E a data que os maias consideram fim do mundo, que é 21/12/2012 e não 22/12/2012.


Algum comentário?







*Marlene Nobre é médica ginecologista aposentada, especialista em prevenção do câncer uterino. Trabalhou com Chico Xavier nas seções públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais, entre os anos de 1959 e 1962. Preside também a Associação Médico-Espírita do Brasil e a Associação Médico-Espírita Internacional, é editora responsável pelo jornal Folha Espírita e diretora da Creche Lar do Alvorecer, em Diadema/SP.

**Geraldo Lemos Neto, escritor, articulista, orador, médium psicógrafo, residente na cidade de Belo Horizonte.



Selma





(Marcos 13:32) -  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Campinas e a obsessão

Estariam os administradores de Campinas aceitando sugestões de espíritos do mal e roubando "sem querer"? Penso que fui apenas uma vez à Campinas e faz tempo. É uma bela cidade. Mas uma das cidades mais corruptas do mundo? Quem pode explicar melhor isso é o  William, morador de Campinas...





Selma

terça-feira, 8 de maio de 2012

Medicina reconhece obsessão espiritual


O CID 10 - Medicina Reconhece Obsessão Espiritual
Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos.
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira*, com a palavra:

Dr. Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres. 


“Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...  Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.”
“A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina.”
“ A obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.  No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.”

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual. 
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.  Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.


Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

“Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).”
“Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.”


Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatita que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenômeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado.  Segundo a revista Espiritismo & Ciência,[1] "o mistério não é recente.  Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”. 

...
*Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo. Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.


CID é o Código Internacional de Doenças. Quando se é necessário fazer um atestado para um paciente, por exemplo, não se pode falar  explicitamente o problema que esse paciente tem. Então coloca-se o código referente a doença, que está no catálogo do CID.






Selma

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Pastor - Frederick Forsyth

 Resumo do Livro

Um jovem  tenente piloto inglês, na véspera de Natal de 1957 deseja partir de avião o mais rápido possível para ainda estar com a família na noite natalina. Está na Alemanha e parte para a Inglaterra. Pilota um caça Vampire.
Ao sobrevoar Alemanha e Holanda vê as casas iluminadas e imagina que elas já se encontram comemorando alegremente o Natal. Sonha com o calor de seu lar.
Ao atravessar o Mar do Norte percebe que algo não vai bem no Vampire: descobre uma pane no sistema elétrico e percebe que a bússola não funciona e nem o rádio. Fica desesperado. Como pousar numa noite de nevoeiro, de inverno e com neve?

Lembra-se das aulas do sargento Norris, em casos de emergência:
"Todos os aviões que se aproximam das costas da Inglaterra são visíveis nas telas de radar do nosso sistema de aviso antecipado. Se, portanto, nosso rádio não funciona e nos impede de transmitir a situação de emergência em que nos encontramos, devemos tentar atrair a atenção dos homens que guarnecem as nossas telas de radar com um estranho comportamento no ar. Faremos isso tomando o caminho do mar e, então, voaremos em pequenos triângulos virando à esquerda, à esquerda, à esquerda e à esquerda novamente, de modo que cada lado do triângulo tenha a duração de dois minutos de tempo de vôo. Dessa manira esperaremos chamar a atenção.
Quando formos localizados, o chefe do tráfego aéreo será informado e destacará um avião para sair à nossa procura. Naturalmente que esse outro avião estará equipado com rádio. Quando formos descobertos pelo avião de socorro, deveremos voar em formação com ele e seremos assim levados através das nuvens ou do nevoeiro para um pouso seguro".

O avião de socorro que conduziria o piloto em dificuldade, voando com as pontas das asas quase juntas para um pouso seguro, era chamado de "pastor".

O combustível acabava e nada de aparecer socorro. O jovem piloto sofria.  O combustível estava por acabar e tudo indicava que logo seu avião iria cair em pleno Mar do Norte gelado e iria morrer aquela noite, dentro de alguns minutos.  Fazia muitos anos que não rezava, mas o desespero fez com que se lembrasse de Deus:

"Senhor, tirai-me dessa encrenca danada... Não, não é assim que se fala com ele... Pai Nosso que estais no céu... Ele tinha ouvido isso mil vezes e ouviria outras mil  aquela noite. Que é que se diz a Ele quando se quer ajuda? Por favor, Deus, fazei com que alguém me veja aqui, por favor, fazei com que alguém note que estou voando em triângulos e mande um pastor para me ajudar a fazer um pouso seguro. Ajudai-me, ajudai-me, por favor; e eu prometo... Que poderia eu prometer-Lhe? Ele não precisava e mim. E eu, que precisava tanto dele, deixara de tomar conhecimento da Sua existência havia tanto tempo que Ele já devia ter se esquecido que eu existia."

Quando tudo parecia perdido apareceu uma ajuda inesperada.  Um outro avião, acompanhava a sua curva, dentro do nevoeiro.  Era uma avião que voava mais devagar. Percebeu que era um avião a motor de pistões.  Constatou que o "pastor" era um De Havilland Mosquito, caça-bombardeiro da safra da Segunda Guerra Mundial.

"Dentro da carlinga do Mosquito, eu avistava contra a luz da lua a cabeça coberta do piloto e os círculos gêmeos de seus óculos quando olhava para mim da janela lateral. Levantou sua mão direita até que eu pudesse vê-la da janela, com os dedos esticados e a palma da mão para baixo. Empurrou os dedos apontando para a frente e depois para baixo, querendo dizer com isso: "Vamos descer, fique em formação comigo"".

O piloto em apuros pode observar o avião Mosquito e grandes letras neles gravadas e pintadas: JK. Com muito custo pode ver uma pista mal iluminadas no chão, o centro da pista. Pousou com segurança e no limite do combustível. Logo chega um homem em um carro velho para socorrê-lo. pensa ter aterrizado na base da RAF de Merriam St George, mas na verdade aterrizou em Minton.. O velho homem havia acendido as luzes da pista ao ouvir o ronco do avião, e o leva para a base desativada da RAF de Minton, no "Cassino dos Oficiais". O  velho homem pede então para que Joe, um encarregado do cassino lhe prepare um quarto para passar a noite.
Joe acende a lareira e prepara uma refeição para o piloto, que entabula uma conversa. Quer descobrir afinal que era o homem que pilotava um Mosquito em uma noite horrível de neblina e que se dispôs a salvá-lo.
Repara então que sobre a lareira há uma foto.

"A fotografia era velha e estava manchada, mas por trás do vidro que a cobria ainda se mostrava suficientemente nítida. Exibia uma rapaz mais ou menos da minha idade, vestido em uniforme de vôo. Mas não era um macacão azul de nylon e o cintilante capacete de plástico atuais. Usava espessas botas forradas de couro de carneiro, calças grossas de sarja e o pesado blusão de couro de carneiro com fecho ecler.
Atrás dele, bem visível, estava seu avião. Não havia engano possível. Era a fina e esguia silhueta do caça-bombardeiro Mosquito.
-Quem é o piloto Joe?
-Que piloto?
Apontei a fotografia sobre a lareira.
- Ah, sim. É uma fotografia do Sr. Kavanagh. Esteve aqui durante a segunda guerra."

Joe explica que Kavanagh  era irlandês e excelente homem. Era notável piloto. O narrador de nossa história descobre então que o JK do avião significa então "Johnny Kavanagh". Acredita então que depois da guerra Kavanagh, que fora um piloto soberbo, dera baixa na RAF ganhara muito dinehiro na próspera década de 50 e ainda ficara com bastante dinheiro para atender melhor sua paixão de voar. Comprara com certeza um velho Mosquito numa das vendas de leilão público da RAF.
Comenta com Joe que deveria ser mesmo um ótimo piloto. E Joe explica  que Kavanagh costumava decolar para voos à procura de aviões em dificuldades e quando os achava os levava para aquela pista. Lembra inclusive das palavras do jovem para com ele:
"Joe, sempre que houver alguém perdido lá fora, no meio da noite, tentando voltar, hei de sair ao encontro dele a fim de trazê-lo para terra."

"-Bem, ao que parece, ele ainda está fazendo a mesma coisa sabia?
O velho Joe sorriu.
-Infelizmente, isso não é possível. Johnny saiu no seu último voo de patrulhamento na noite de Natal de 1943. Faz exatamente catorze anos esta noite. Caiu com o avião em algum ponto do Mar do Norte. Boa noite, tenente. Feliz Natal."











Frederick Forsyth é  escritor de livros como O Dia do Chacal, O Dossiê Odessa e Cães de Guerra.
O Pastor
Distribuidora Record - 71 pags


S.

domingo, 6 de maio de 2012

O que é religião?


Lembrando os bons tempos do UOL e Terra, "religião é o medo doentio de morrer", esse era o mote utilizado pelo professor. O professor também procurou na História da Mesopotamia muitos dos modismos encontrado no catolicismo. Na Igreja Católica, você encontra muitas imagens feitos de gesso, e os sumérios usavam barro. A Igreja Católica também é a que mais divulga a Lei Babilônica de "Olho por Olho, Dente por Dente", ou seja, todo contraventor deverá ser punido na proporção do delito. E a Igreja Católica demonstrou a vocação assiria de dominar o mundo através da Inquisição e da centralização do poder. Mas, ao contrário dos caldeus, que fizeram desaparecer a civilização mesopotâmica nas mãos dos persas, a Igreja Católica se expandiu muito além das fronteiras do Rio Eufrates e Rio Tigre. Ou seja, a denominação correta da Igreja Católica deveria ser Igreja Mesopotâmica Apostólica Romana, na conclusão do professor. Toda lenda da mãe que é virgem, das Bolas de Lanciano, dos inúmeros santos que consertam computadores e arranjam casamentos, tudo isso não passa de uma variante do que os mesopotâmicos já haviam inventado, na época que eles estavam aprendendo a tosquear os primeiros cordeiros.

Hoje, estamos na era do iPhone, onde a Apple ensina ao mundo que é possível prosperar, mesmo vivendo num país onde o débito fiscal assusta todo o planeta. Ao contrário dos chineses, que inventaram o mp3 mais barato do mundo, a Apple teve a genial ideia de criar o mp3 mais caro do universo. Ao invés de gesso ou barro, a Apple usa plástico, vidro e silício para dominar o mundo. Apesar dela ser a maior empresa do mundo, muito maior que a católica, ela não matou Deus, pelo contrário. O usuário do iPhone, por exemplo, precisa trabalhar dois anos para pagar por esse aparelho, e precisa rezar todo dia para que o aparelho não entre em pane, pois não existe assistência técnica desse aparelho nem mesmo no país de origem, ou seja, essa é velha técnica da Mesopotamia que prometia o Céu e o Paraíso, mas sem garantia nenhuma.

Hoje nós pensamos que somos muito mais materialistas. Ao invés de ter medo de perder a própria vida, hoje temos muito mais medo de perder aquilo que conseguimos comprar. São muito pouco as pessoas que pensam na morte física, ninguém separa parte do salário para comprar um jazigo, mas todo ano o cidadão separa R$ 1.000 a R$ 5.000 para pagar o seguro do carro, e apelamos para todos os santos para não utilizá-lo (Pode um negócio desses?).

Enfim, passaram-se 6.000 anos, e quase nada mudou. Temos sim água encanada, eletricidade, telefone e iPhone, não usamos mais argila, balde, camelo, mas para equilibrar a entrada de caixa de R$ 622,00 com a saída de caixa que custa o dobro da nossa existência, só mesmo rezando e acreditando em milagres. Ou seja, vivemos sempre além da racionalidade da Matemática, perpetuando a ideia de que podemos ir muito além do que os nossos bolsos vazios permitem. Concluindo, Religião é a principal característica humana de acreditar que somos muito mais que um monte de carne e osso.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Documento histórico

Esse é um jornal de Jacareí, minha cidade natal, de 29 de dezembro de 1929! Nessa época ainda se escrevia Jacarehy (com hy), do tupy guarani que quer dizer rio de jacarés.

Nesse jornal se você prestar atenção poderá ver no cantinho inferior, que fica do seu lado esquerdo um pequeno anúncio( clique para aumentar):

                                 AVISO


O Centro Espírita "Amor e Caridade" na rua Santa Cecília iniciará a propaganda da Sciencia Espírita no 1º domingo de Janeiro p. com entrada franca das 6 às 7 horas da tarde com explicações por um adepto.




Esse Centro Espírita ainda fica na mesma rua, depois de  oitenta anos. Era o CE que meu avô frequentava e que eu frequentei quando criança e adolescente. Talvez esse "adepto" disposto a explicar a doutrina Espírita fosse até meu jovem avô (que deveria ter 29 anos  naquele tempo), e que um dia relatou que os espíritas não eram vistos com bons olhos naquela época.

Pena que a máquina do tempo não existe. Queria poder dar uma espiadinha em 1929.


S.