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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Kardec e a geração espontânea

Muitos criticam Kardec.


O tema da geração espontânea tem sido debatido pelos espíritas  e antiespíritas. Atribuem a Kardec a defesa desta teoria, geralmente citando a questão 46 de "O Livro dos Espíritos".

À época de Kardec, esta crença da antiguidade era popular entre os cientistas. A vida surgiria de gérmens, postos em condições propícias. "No século XVII, o médico belga, Van Helmont, descobridor do suco gástrico, afirmava que da reunião de uma camisa suja com pedaços de queijo poderiam nascer camundongos". Francesco Redi fez experimentos melhor controlados e concluiu que as larvas que nasciam da carne putrefata nasciam de ovos depositados por outros animais da mesma espécie (moscas). Leeuwenhoek revelou a existência de microorganismos a partir do uso de microscópios.

Pasteur mostrou que o ar contém corpúsculos organizados, e que os microorganismos que surgiam nos líquidos não fervidos, "não eram oriundos do nada, mas descendentes de outros organismos similares". Em 1864, Pasteur e Pouchet, este último defensor da geração espontânea, estavam submetendo seus resultados experimentais à Academia de Ciências. (Fonte: Os Cientistas, cap. 29, Louis Pasteur)

Como toda obra filosófica, a obra de Kardec não deveria ser estudada em migalhas, mas sempre com uma visão de todo. Os demais livros da codificação, desenvolvem idéias apresentadas sinteticamente em "O Livro dos Espíritos".

Em "A Gênese" e no volume de Julho de 1868 da "Revista Espírita", Kardec desenvolve melhor a questão. Gostaria de chamar a atenção dos leitores a algumas frases pouco citadas:

"Param aí, por enquanto, as investigações: desaparece o fio condutor e, até que ele seja encontrado, fica aberto o campo a hipóteses. Fora pois, imprudente e prematuro apresentar meros sistemas como verdades absolutas." (parágrafo 22, do capítulo X da Gênese)

"No estado atual dos nossos conhecimentos, não podemos estabelecer a teoria da geração espontânea permanentemente, senão como hipótese, mas como hipótese provável e que um dia talvez tome lugar entre as verdades científicas incontestes." (parágrafo 23 do capítulo X da Gênese)

A seguir encontram-se excertos do texto "A geração espontânea e a Gênese", publicada na Revista Espírita de julho de 1868, comentando os debates sobre a posição de Kardec na Gênese.

"Em nossa obra sobre a Gênese, desenvolvemos a teoria da geração espontânea como uma hipótese provável. Alguns partidários absolutos desta teoria admiraram-se que não a tenhamos afirmado como princípio. A isto respondemos que se a questão está resolvida para uns, não o está para todos, e a prova é que, a respeito, a ciência ainda está dividida. Aliás, ela é do domínio científico, onde o Espiritismo pode entrar, mas onde nada lhe cabe resolver de maneira definitiva, naquilo que não é essencialmente seu campo."

"Pelo fato de o Espiritismo assimilar todas as idéias progressistas, não se segue que ele se faça campeão cego de todas as concepções novas, por mais sedutoras que apresentem à primeira vista, com o risco de, mais tarde, receber um desmentido da experiência, e de se dar ao ridículo de haver patrocinado uma obra inviável. Se não se pronuncia abertamente sobre certas questões controvertidas, não é, como poderiam supor, para poupar os dois partidos, mas por prudência, e para não se adiantar levianamente num terreno ainda não suficientemente explorado." (...)

"A questão da geração espontânea está neste número. Pessoalmente é para nós uma convicção e se a tivéssemos tratado numa obra comum te-la-íamos resolvido pela afirmativa; mas numa obra constitutiva da doutrina espírita, as opiniões individuais não podem se fazer lei; não sendo a doutrina baseada em probabilidades, não podíamos resolver uma questão de tal importância, apenas surgida, e que ainda está em litígio entre os especialistas." (itálicos nossos)

"Então, quando formulamos um princípio é que nos temos assegurado, de início, o assentimento da maioria dos homens e dos Espíritos." (...)

"Deixemos, pois, o materialismo estudar as propriedades da matéria; tal estudo é indispensável, e será feito: o espiritualismo não terá mais que completar o trabalho no que lhe concerne. Aceitemos suas descobertas e não nos inquietemos com suas conclusões absolutas, porque sua insuficiência, pata tudo resolver, uma vez demonstrada, as necessidades de uma lógica rigorosa concluirão forçosamente pela espiritualidade. (...)"

Como se pode concluir, Rivail era convicto partidário da geração espontânea, que defendeu criticando os principais experimentos da época, favoráveis à hipótese oposta. Vale a pena ler o resto do capítulo da Revista Espírita.

Apesar de partidário, ele soube distinguir sua opinião pessoal da posição da Doutrina Espírita. Ele não afirmou a geração espontânea como princípio, no que foi criticado pelos adeptos desta teoria, e mostrou que o tema estava longe de ser resolvido pela ciência de sua época. Kardec, portanto, manteve a dúvida e o caráter hipotético da geração espontânea, se considerarmos todos os seus escritos sobre o tema e não apenas os rápidos ensaios da codificação. O avanço das Ciências Naturais mostrou que Rivail estava errado, mas que Kardec foi prudente.

Em matéria de Espiritismo, vale a pena estudar mais profundamente, antes de emitir opinião. 







Natureza Viva 61

A série sobre orquídeas irá continuar depois.
Por ora, vejam uma outra imagem, e aumentem o tamanho da tela,para ficar mais  interessante.
http://aidobonsai.files.wordpress.com/2010/04/crisantemo.jpg

Pitakas 10

Uma menina,filha de um pastor, vendo seu estado, passou a levar-he diariamente,um prato de arroz.
Afinal,é difícil expectar o sofrimento alheio,e não fazer nada...

Ele se recuperou,e concluiu que "a verdade" não ia ser encontrada daquele modo.
Sua primeira grande lição,foi que para nos "iluminarmos",é necessário estarmos vivos,e eu ainda acrescentarei- que também é bom estarmos com um pouco de saúde.
Ele queria ter uma "consciência perfeita ",e  isso,realmente, o esoterismo, e mesmo, a vivência do êxtase em algumas  meditações- não pode conceder.
A prática diária da meditação comum,a longo prazo,gera nas pessoas,uma calma inédita.
Mas,por si só,idem não garante a iluminação "para a mesma vida",mesmo sendo  a estrada menos longa para se chegar à mesma.

Um dia, numa última peregrinação,ele começou novamente,a se "esforçar".
Sentado sob uma figueira,"inventou" de só sair dali,quando ficasse no "estado pleno" que  procurava.
Acho que se passaram uns quinze dias.
Não sei se ele se aprofundou em pensamentos,ou se foi em "insighs meditativos".
"Alguma coisa" aconteceu,no final do período.
A história,contudo,irá continuar,em fevereiro.

Por ora,um bom feriado de aniversário de Sampa,a todos.

srta Nihil

Pitakas 9

Longe do palácio, com  o sol nascente,  vestiu uma roupa velha que levara, abandonou o animal,e foi embora,à procura de uma "verdade satisfatória sobre a vida".
Não se preocupou com o bicho que ficara ali,pois sabia que logo seria localizado pelos  palacianos.
Quem não seria mais achado,seria ele,o sr.Sakyamuni,que em breve,ficaria irreconhecível.
Ninguém ia se espantar com sua partida,uma vez que  sempre dera a entender que algum dia, "largaria tudo para trás,para se tornar um monge".
Todo mundo em casa,sabia que ele era místico.
Ver "de perto"  a doença,a velhice e a morte,foi o incentivo do qual  precisara para tal atitude sonhada.

Então,ele foi à procura de um iogue, e aprendeu primeiro,técnicas de controle do corpo e da respiração.
Trocando de mestres regularmente,aprendeu várias práticas esotéricas,de automelhoria,e de "autocontrole".
Sempre  insatisfeito,passou a andar na companhia dos faquires.
Anos depois, ele vivia à beira de um rio, com aparência de um cadáver,devido à fome que passara- na tentativa de "libertar o espírito".

Pitakas 8

Idem  ele   esteve mesmo protegido das agruras  da rotina,mesmo começando a cumprir seus deveres,  cedo.
E quando,já assumia  sozinho a responsabilidade por sua tribo, sua ... "fragilidade" gerada por uma  vida mais hedonista,vivida antes,o tornou incapaz de aceitar  as tristezas comuns.

Diz o "mito", que um dia, ele foi "dar umas  bandas" por aí- e viu primeiro, um doente, em seguida,um velho,depois, um morto,e finalmente,um monge.
De noite, a embriaguez tomou conta  de todos numa festa em sua casa,e como ele nunca bebia álcool,foi o único a permanecer acordado.
O portão estava aberto,ele vestiu uma roupa palaciana,apeou um cavalo,e fugiu.

Pitakas 7

Há uma estatística,indicando que os filósofos,normalmente, se originaram em famílias instáveis,ou foram órfãos de pai, de mãe- ou de ambos.

Algumas histórias envolvendo o mestre são lendas,mas os mitos religiosos  sempre desejaram levar os ouvintes aos bons sentimentos.
O futuro mestre Sakyamuni,refletiu sobre a "impermanência" desde bem novo,por ter perdido a mãe.
O fato triste colaborou em sua inclinação natural para as reflexões.
Afinal,todo mundo nasce com um talento,o dele,era para ser um pensador,ou para ser um asceta.
Ficou muito dependente do restante da família,por temer "perder outros amparos".
Mas,tal "carência" começou a ser superada,aos vinte e nove anos.
Quando ele então, entendeu e aceitou o "fim das coisas" não só como objetivo,mas como "encerramento" delas.

Pitakas 6

Bom dia a vcs.

O menino "sri Santinho" nasceu no início da primavera.
Todas as flores do seu jardim,floriram de uma vez.
Eu escrevi uma crônica uma vez,dizendo os nomes de todas elas.(entitulada "A festa do wesak" e se encontra agora,na minha página de poesias aqui no blog)
Ele (enquanto bebê)  caminhou para o sul,para o norte,para o leste e para o oeste,contando que havia vindo ao mundo para por em curso a "roda do dharma".

Logo,ficou órfão,e sua tia Mahaprajapáti,se ocupou dele.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBPE9tR9qpNm1UbdRE1w48VW5p0uH657O52S_fMl-0AQkIaMz3p06Cv3G6f63Vq2eCC54suLYdH2lfTFt374dXUCH2s1vBao_ikcNmWAvh5Uhn9camLcdo1dpgFNkJdkcZCZk5N1OzhUs/s1600/Entre_as_Flores-731519.jpg

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

vWallpaper 2 e iFile

vWallpaper 2 é distribuido gratuitamente no Cydia através do repositório deb.danstaface.net e é compatível com o iOs 5. Não é um programa óbvio, através de tentativa e erro, é que aprendi como mudar o vídeo ou como baixar um vídeo que define o papel de parede do iPhone. Nesse fórum, existem centenas de dicas de como encontrar os vídeos para a primeira versão do vWallpaper, e eu creio que as dicas continuam válidas.

O que eu proponho aqui é usar a camara digital do iPhone 4 para criar o seu próprio filme, e para tanto eu usei o iFile, também distribuído pelo Cydia, só que não é gratuito. Eu não sei quanto custa, pois eu comprei o programa faz muito tempo.

Através do iFile, eu copio o filme do diretório /User/Media/DCIM/100APPLE - note que usei o caminho que fiz a partir do diretório raíz (lá encima, o iFile informa que eu parei em /var/mobile/Media/DCIM/100APPLE) para o diretório /User/Media/vWallpaper2/Videos (no status do iFile aparece /var/mobile/Media/vWallpaper2/Videos). No tempo do DOS, era bem mais fácil navegar pelos diretórios, hoje o Windows, o Linux, o iPhone, usam várias alucinações que você não tem a menor certeza de onde você está.

Eu também testei um vídeo do Stand By Me do John Lennon, e ficou bacana. A diferença entre os vídeos que eu peguei e os vídeos que o vWallpaper 2 distribui é que um tem som e o outro não tem som. O vWallpaper 2 permite definir um vídeo para a tela de bloqueio e outro a área de trabalho. Claro que não faz sentido colocar o John Lennon na tela de bloqueio, ele não consegue sequer a começar a cantar se você não digitar o código do desbloqueio, pois o iPhone apaga a tela de bloqueio em 30 segundos. E é óbvio que o John Lennon não fica cantando indefinidamente na área de trabalho, se o iPhone não encontrar nenhuma atividade em dois minutos, ele desliga a tela e o John Lennon; e se você abrir qualquer aplicativo, a voz do John Lennon também desaparece.

Eu achei muito bacana esse vWallpaper 2.

iPhoneMod Brasil

O filho do padre

Padre não pode casar? E consequentemente não pode ter filhos?

"Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da Igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo" (1Tm 3.1-7).

“Quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, outro daquele. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (1Co 7.7-9).


Uma vez me falaram que há muitos e muitos anos, para um homem tornar-se padre era necessário muito dinheiro para pagar os estudos, que duravam muitos anos. Portanto, o candidato a padre tinha que ser rico. E nessa época era permitido que padres se casassem.

Quando o padre morria, metade de seus bens ia para a família e outra metade para a igreja. Ficou decidido então, que os bens teriam que ir todos para a Igreja e ficou proibido os padres de casarem.

Segundo os famosos historiadores Knight e Anglin, a obrigatoriedade do celibato eclesiástico foi decretada pelo Papa Gregório VII, ou Hildebrando, a partir do ano 1.074. Gregório exigiu que os padres solteiros não se casassem e obrigou os padres casados a se divorciarem de seus respectivos cônjuges e a abandonarem os seus filhos, os quais foram expostos “à mais amarga dor e vergonha”.  
(baseado no site http://novoinprbrasil1.blogspot.com/2011/02/por-que-um-padre-nao-pode-casar.html)


Mas vejam o fato interessante que ocorreu aqui em Minas, em uma cidade próxima a da minha:


Sobrinha disputa herança com filho de padre em Minas Gerais
Evalda Gonçalves diz que religioso pretendia deixar fazenda para ela.
Religioso teria deixado patrimônio avaliado em R$ 5 milhões



A sobrinha do padre Roldão Gonçalves Rodrigues disputa com o filho do religioso uma herança que teria sido avaliada em R$ 5 milhões em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Evalda Gonçalves, que ocupa uma fazenda deixada por Rodrigues, questiona a validade do teste de DNA que teria comprovado que o padre é pai de Fabrício Augusto Nascentes.
“O teste foi feito sem testemunhas. Queremos um feito pela Justiça”, diz a sobrinha, que argumenta que o padre deixou um testamento dizendo que a fazenda deveria ficar para quem estivesse cuidando dele quando ele morresse – a própria Evalda.

Apesar disso, o problema não foi resolvido, já que o testamento não foi registrado em cartório nem tem a assinatura de três testemunhas. A sobrinha afirma que não houve tempo para finalizar o documento.

O filho do padre e o exame de DNA


A sobrinha e o filho também divergem sobre o valor da fazenda. Ela diz que o local vale R$ 1,2 milhão, enquanto ele a avalia em R$ 5 milhões. O testamento anulado cita ainda uma casa na cidade de Unaí, que teria sido doada à igreja.

“Os padres moram lá dentro há mais de um mês e ainda não se manifestaram sobre um aluguel ou interesse em comprar a casa”, disse Fabrício. “Entramos com uma ação para investigação de paternidade com o pedido de herança”, completa o advogado do filho do padre.
O caso está na Justiça e, por enquanto, a herança fica com a irmã do padre –ela já se antecipou á decisão do juiz e deu 8 mil euros e uma caminhonete importada a Fabrício.
Fabrício, que é vendedor, procurava saber a real identidade do pai havia vários anos quando descobriu que era filho do padre Roldão, que trabalhou em uma igreja de Patos de Minas entre o final da década de 70 e início da década de 80. Durante esse tempo, ele teria tido um caso rápido com a mãe do vendedor.

“Em outubro, um sobrinho dele me procurou e me revelou toda a verdade. Eu perguntei a ele porque me contou e ele disse que a família estava brigando por causa da herança e não estavam entrando em acordo. Para evitar brigas entre eles, ele resolveu me contar”, afirmou o vendedor.
Com mais de 50 anos e envergonhada, a mãe de Fabrício não quis falar sobre o assunto. Porém, para o filho ela confirmou a história. “Depois que eu cheguei com o nome e revelei para minha mãe, ela confirmou. Disse que estudou na escola das irmãs ao lado da igreja e do escritório paroquial. Ainda segundo ela, só não me contou antes porque me traria transtornos durante a época escolar. Minha mãe foi uma pessoa que sofreu muito. Foi expulsa de casa porque há 30 anos não tinha mãe solteira. Imagine ser mãe solteira de um padre”, explicou.
Fabrício foi atrás de outras provas para confirmar a história. Como foi preciso um exame de reconhecimento de paternidade e o padre Roldão faleceu em agosto de 2010, ele teve que contar com a ajuda dos tios. Depois de muita insistência, dois irmãos do padre aceitaram doar sangue para o exame.

Com exame em mãos e o resultado positivo, Fabrício procurou um advogado para finalmente conseguir ter o nome do pai no registro de nascimento. Começou também uma batalha pelo patrimônio do pai.

(fonte: Portal G1)

Programado para morrer

O Estado de S Paulo comenta hoje sobre um documentário que fala sobre a obsolência proposital dos produtos que são fabricados, focando como exemplo o iPod da Apple. No meu caso, eu já tive dois iPhones, o iPhone 3 que passei para a minha sobrinha, mas ela acabou sendo roubada, e agora o iPhone 4. O documentário afirma que isso é outra forma de matar o produto, induzindo o consumidor a comprar produtos recem lançados por ter novas opções tecnológicas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o iPhone 4S vem com um programa chamado Siri, ele usa a conexão da Internet e faz o aparelho funcionar à base de reconhecimento de voz. No Brasil, como a conexão com a Internet é uma das piores do mundo e a língua portuguesa é uma das mais complicadas do mundo, o Siri vai acabar sendo um péssimo negócio para o consumidor brasileiro, mesmo assim muita gente acabou comprando esse produto. Enfim, o documentário denuncia o consumismo e questiona a ética das indústrias, bem como dos seus consumidores, e traz uma questão complicada - o problema não é a ética da indústria e nem do consumidor, mas a durabilidade do produto imprestável. Vamos supor que a Apple projetou o iPhone para durar apenas seis meses para garantir os seus lucros fabulosos: o consumidor vai jogar fora o produto que não presta, mas quanto tempo o iPhone vai levar para ser dissolvido no meio ambiente?

Por enquanto, estamos empurrando todo esse lixo para debaixo do tapete da Terra, mas não é mais possível esconder tudo isso. O ar que respiramos lembra bastante o enxofre prometido pela Bíblia, na ocasião da segunda morte; passear na praia tornou-se uma diversão perigosa, onde é mais frequente o caramada voltar da praia com uma gostosa coceira de uma micose difíficil de tratar.

Enfim, eu acho bastante difícil mudar a nossa forma de produzir e de consumir, mesmo sabendo que a nossa sobrevivência nesse planeta está com os dias contados. Por outro lado, essa nova geração que vem chegando e tocando o Funk em vários decibeis que não conseguimos suportar pode mudar tudo isso e salvar o planeta do consumismo predatório e implantar o neofeudalismo, onde só vamos produzir o que é necessário para a nossa existência, vamos fechar todos os MacDonalds e viver só de alface, sem sal, azeite ou pimenta. Vamos fechar a Apple, e em lugar de torpedo, email, vamos falar pessoalmente com o profeta 233, que vai lembrar que todos os nossos pecados já estão perdoados, mas ninguém vai escapar do destino de virar pó, ou seja, o Pai nos fez biodegradáveis, o que mostra que o Pai ama mais a Terra do que os seres que lha habitam.

O link do documentário é esse: O Estado de S Paulo