Suponhamos seja a reencarnação uma hipótese científica.
Repetindo a frase que o 233 adora repetir:
"Reencarnação não existe"
Considerando que seja uma hipótese científica, deve-se admitir ( segundo Karl Popper) duas possibilidades: a verdadeira e a falsa. A reencarnação pode existir e também pode não existir.
A ideia da reencarnação ocupa uma posição particularmente importante no hinduísmo. Os antigos livros sagrados hindus conhecidos pelo nome de Upanishades dizem que, se a alma entra no paraíso ou no inferno após a morte, é apenas para uma permanência temporária, antes de regressar à terra.
O hinduísmo desenvolveu, em ligação com a idéia de reencarnação, a doutrina do carma, segundo a qual uma pessoa vem ao mundo com um balanço de ativo e passivo proveniente de suas vidas anteriores.
O Bhagavad Gita, provavelmente o mais conhecido dos textos religiosos indianos, também afirma a doutrina da reencarnação: “O corpo se despoja das vestimentas usadas; o habitante se despoja, no corpo, dos corpos usados; corpos novos serão vestidos pelo habitante, como se fossem roupas.”
O budismo não fica atrás. Entre outras noções herdadas do hinduísmo, o budismo assimilou a teoria da reencarnação bem como a teoria do carma. O Bardo Thodol, o Livro Tibetano dos Mortos, texto sagrado budista, conta como, após a morte, “a consciência, não tendo nenhum objeto sobre o qual repousar, será levada pelo vento, procurando o cavalo do sopro. Quase nesse instante, o vento violento do carma, terrível e difícil de suportar, a empurrará para a frente, para trás, com horríveis rajadas. Depois de certo tempo, aparecerá o pensamento: Ah, o que não daria para possuir um corpo!” É exatamente a força premente desse desejo que, segundo os budistas, impele a alma para se agregar a um novo corpo físico, no momento da concepção deste.
No Ocidente, embora encontrando maior dificuldade para encontrar seu caminho, a doutrina da reencarnação já aparece em Platão e em muitos escritos herméticos greco-egípcios do período precedente.
Os primeiros padres da Igreja cristã foram influenciados por esses escritos, e muitos deles admitiram a reencarnação. Orígenes, um dos mais influentes pais da Igreja, ensinava uma espécie de teoria da reencarnação. Afirmava que as almas haviam existido em mundos anteriores, e que elas renasceriam nos mundos futuros. Essas lições de Orígenes foram mais tarde condenadas pela Igreja, e o Segundo Concílio de Constantinopla, em 533, tachou de anátema sua teoria da reencarnação. Mas ela sobreviveu nos diversos movimentos gnósticos cristãos que se desenvolveram clandestinamente na Idade Média, e que, de tempos em tempos, desafiavam abertamente a autoridade da Igreja. Os cátaros albigenses são um exemplo. Eles ensinavam a reencarnação, e conheceram um período de glória no Sul da França, antes de serem vítimas de uma brutal repressão instigada pela Igreja. Depois que foram arrasados no século 13, a doutrina da reencarnação tornou-se uma heresia.
Como você pode imaginar, provar cientificamente que uma pessoa já viveu antes não é uma tarefa muito fácil. Boas evidências podem ser fatos que uma pessoa sabe sobre a sua possível encarnação passada que ninguém mais saberia.
Mesmo que várias pessoas acreditem em reencarnação, pouquíssimas afirmam se recordar de um fato de sua vida passada. Normalmente, essas memórias surgem quando se usa uma técnica controversa chamada “regressão hipnótica”. Pelo menos é como se deu o caso “mais famoso” deste tipo.
Virginia Tighe, do Colorado (EUA), em 1952, passou por uma sessão de hipnose amadora. Sob hipnose, ela adquiriu um sotaque irlandês e relatou sua vida como Bridey Murphy, uma mulher que viveu na Irlanda, em Cork. Ela relatou fatos como seu casamento, seu nascimento em 20 de dezembro de 1789 e sua morte em 1864.
Tighe nunca fora à Irlanda – e contou detalhes que lhe seriam desconhecidos sobre o lugar e sobre os costumes do povo, que só lhe seriam conhecidos se ela realmente tivesse vivido naquela época. Mas nada se conseguiu provar, na verdade!
Pois bem!
Não tem como provar que reencarnação existe, de verdade. Nem mesmo os estudos de Ian Stevenson.
Mas agora eu pergunto:
Você tem como provar que reencarnação não existe?
SA

