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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Desencarnações Coletivas


DESENCARNAÇÕES COLETIVAS
Emmanuel

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

***

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).
Via web
Gotinhas de Otimismo


Para refletirmos um pouco...
No dia 27 próximo passado, dia da tragédia na Boate Kiss:
27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
27 de Janeiro: O Dia em que o Exército Vermelho libertou Auschwitz

#Laudo do gás toxico: Incêndio em boate no RS gerou o mesmo gás usado por nazistas.
Via Web

#A maior parte das vítimas fatais foram encontradas no banheiro, para onde se dirigiram achando encontrar uma saída.
 


Encontrei esse texto no Facebook.
SA

O que é amor?

Essa é uma clássica frase que a gente sempre escuta, sempre tenta responder, mas nunca encontramos uma resposta satisfatória. A melhor maneira de resolver essa questão é procurando o caderno do colegial, quando o professor deu a matéria sobre vocativo. Na sentença é fácil perceber que falta uma vírgula, e a sentença correta ficaria assim "o que é, amor?"

Nesse caso, fica muito mais fácil responder a questão. O sinônimo da sentença "o que é, amor?" pode ser reescrita, da seguinte forma "o que você quer comigo?"

Note que a linguagem escrita é bem diferente da linguagem falada, por isso que alguns diálogos ficam travados. Quando você vê o Vai Volta conversando com o Adilson, sempre dá vontade de você dizer "O que é amor!", sem vírgula mas com um ponto de exclamação.

No tempo de papai era fácil perceber a diferença entre "o que é amor!", "o que é amor?" e "o que é, amor?", através da diferença da entonação na linguagem falada. Hoje, no entanto, temos um Boeing 737 passando em nossa cabeça, carros buzinando nas ruas, funkeiros com os seus extravagantes radiomóveis, cliente reclamando que foi assaltado na boca do caixa, que é difícil de enxergar o ponto de exclamação, o vocativo ou a pergunta numa sentença.

Diante do exposto, se você quer respostas mais objetivas, o melhor é usar perguntas mais fáceis de responder, ao invés de dizer "como vai o seu orgulho ardido?", bem mais fácil é dizer "Bom dia!", qualquer um vai notar que você é uma pessoa educada.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Espiritismo não é uma religião

Ao invés de mandar um monte de temas na caixa postal, o Dr Esio mudou de postura, ele só manda apenas um tema. O tema de hoje é discutir a tese de que o espiritismo não é uma religião. O exemplo clássico de uma religião é o catolicismo, onde a formalidade do culto, o espaço da paróquia e a prática vergonhosa de dar o dinheiro ao padre ofuscam o belo exemplo que Jesus deixou. Jesus nunca entrou numa paróquia, nunca se ajoelhou diante de uma imagem de barro e nem tampouco colaborou para o enriquecimento pessoal do Papa. Como o simpatizante do espiritismo tem que seguir o belo exemplo de Jesus, o melhor que o espírita faz é ficar longe da paróquia, e assim - defende o Dr Esio - o espiritismo deixa de ser uma religião e passa a ser A religião.

Esse é o clássico argumento que o Dr Esio usa para desabonar o Papa e seus simpatizantes, rotulando a ICAR como a entidade que mais roubou a humanidade, e afirmar que nenhuma igreja pode ser considerada de cristã. Esse rótulo só é exclusivo de quem é espirita.

Eu já sou simpatizante da ICAR, por motivos pessoais, fiquei encantando com uma moça, fui até a casa dela, e na tentativa de conquistar a amizade dela, cheguei a frequentar vários cultos católicos como o casamento, o batismo e as missas. São cerimônias difíceis de acompanhar, mesmo usando o panfleto, mas depois que você se familiariza, o ritual é praticamente o mesmo entre as paróquias que formam um gigantesco conglomerado chamado ICAR, onde só existe um único líder no topo da pirâmide hierárquica, o famoso "santo" Papa.

Graças à princesa, suas amigas e particularmente os meus padrinhos de batismo, fiquei sabendo que a Igreja Católica não se resume à hierarquia eclesiástica. Dentro dela existem muitos colaboradores que não recebem nenhum centavo, mas que cuidam do jardim, ensinam os novos casais a receber Jesus como alicerce de uma nova família, pintam a paróquia, depositam ofertas em nome da Mitra Diocesana, catequizam crianças em suas próprias casas, enfim criam uma nova relação social em torno da paróquia: é o que se convencionou chamar-se de comunidade. Enfim, graças à Paróquia Santa Tereza de Ávila, é que percebi que o Parque Industrial é muito maior que eu imaginava, não são quadras e mais quadras, com casas e mais casas, mas dentro dela existem pessoas que tanto como eu tem os seus sonhos e problemas, sem falar das belas princesas. Eu já conhecia um pouco de Campinas no tempo da faculdade, mas foi depois da Paróquia Santa Tereza é que descobri que os santos me revelaram que há mais de uma princesa em Campinas, bem como em São Paulo, em Paulínia, em Londrina, enfim, presumo que no Brasil inteiro.

Logo, não tenho o que reclamar da ICAR, pelo contrário.

Mas tenho que concordar com o Dr Esio, a ICAR é UMA religião, pois não tem como objetivo levar o simpatizante diretamente a Jesus, mas apenas a um pedaço de farinha e que o padre teima em afirmar que aquilo é todo Jesus. Jesus é bem mais que um pedaço de farinha, isso tenho que concordar com o Dr Esio e Sr Adilson. Em todas as missas, de maneira muito tímida, tentamos levantar os nossos corações a Jesus, e é obvio que não conseguimos, senão o Dr Esio não perderia tanto tempo afirmando que o catolicismo não passa de uma vergonhosa religião. O que o Dr Esio não sabe é que nem todo católico é simpatizante do padre, do bispo ou do Papa, mas está lá por força do hábito, o de acreditar que a chance de conquistar a princesa é maior dentro da paróquia do que fora dela.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A importância do casamento gay

O Dr Esio mandou para mim a notícia de que os deputados da França estão abrindo um novo espaço para legalizar o casamento homossexual. Eu não entendo absolutamente nada de leis, mas tudo indica que tanto tumulto na França surgiu a partir da redação que fala sobre o casamento. A lei anterior só permitia o casamento com o sexo oposto, a nova redação generaliza tudo, tirando o sexo oposto da redação.

Eu também não sei nada sobre casamento.

Em 1983, eu ouvi de uma amiga em Campinas que "casamento só acontece no altar [da paróquia]". Nessa época, eu era ateu passivo, ou seja, eu não sabia que Deus existia na vida das pessoas. Para quem vive numa cidade como São Paulo, isso é fácil de entender. Mas Campinas ainda era provinciana em 1983, as pessoas eram bem hospitaleiras, e foi fácil perceber que havia um pouco de Deus no coração do povo de Campinas.

E em 1984, o padre José me ensinou o que é sacramento, o que é batismo, o que é casamento, o que é unção dos enfermos e, o mais importante, o que é dízimo. Para a minha surpresa, descobri que o Padre José lê o mesmo livro que os crentes lêem, a famosa Bíblia. Assim, eu também comecei ler a Bíblia, tentando entender o que a Bíblia tem a ver com os católicos e os protestantes, e confesso que não achei nada. É uma leitura difícil, pelo menos Deus mostrou para mim que eu não sirvo para ser padre ou pastor.

Mas o primeiro casamento que eu vi na Bíblia é uma tremenda aberração. Não havia nenhum padre ou pastor para abençoar a união matriarcal, e o pior é que o primeiro casal eram irmãos (mas de sexos opostos). Como o grau de parentesco era muito próximo, um dos filhos nasceu com problema e acabou matando o outro que não tinha problema. Enfim, esse é o famoso método da tentativa e erro, e eu sei que de repente surgiram doze tribos, todos eles foram escravizados no Egito e mais tarde foram soltos por Moisés, aquele cara que usou do velho truque da falsidade ideológico, se fez passar de egípcio com a ajuda do passaporte bem bolado por Aarão.

Agora que estamos em 2013, a dúvida é saber se os deputados vão empurrar a nova lei contra a vontade da maioria (como acontece aqui no Brasil), ou se o povo vai fazer um impeachment coletivo. Eu não sei de que lado ficar. Se o casamento homossexual for aprovado, haverá alguma restrição se os dois foram irmãos do mesmo pai e da mesma mãe?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para onde vai o lixo?

Hoje eu vi uma menina, talvez de dez anos, com um copo de refrigerante que ofereceu para um gari, presumo que seja o pai dela. Ele tomou todo o refrigerante, e arremessou o copo para o buraco do bueiro. Depois tirou o uniforme, pegou a menina pelas mãos, e foi embora.

Bem que eu queria chamar a atenção do gari, queria protestar que aquilo é um péssimo exemplo que ele deixava para a menina que o acompanhava, mas não tive coragem. Provavelmente, ele iria responder assim para mim, "e onde é que vou enfiar essa porra de copo? No seu traseiro?" Ou seja, ao invés de tentar reeducar o gari, eu iria arranjar uma briga.

De tarde, estava no Banco do Brasil, esperando a minha vez de ser chamado. Como eu sei que isso é muito demorado, aproveitei para ler o Estadão pelo Note II, e quando estava terminando de ler o segundo artigo do jornal, um funcionário chamou a minha atenção, mostrando uma placa que é proibido o uso do celular dentro da agência.

Fiquei extremamente chateado, mas foi aí que eu lembrei do gari. Será que uma placa sinalizadora proibindo o uso do bueiro como se fosse uma lata lixo funcionaria? Provavelmente, não, pois eu juro que não vi a placa do celular, ela é muito pequena, bem no fundo da agência.

Enfim, de noite, depois de um merecido banho, eis que vou para o Facebook, onde encontro o comentário do pastor sobre a dificuldade que eu tenho de dizer que "Jesus morreu por mim". Ele disse que sou cego, e sou cego porque eu quero. O debate religioso é bastante desgastante, mas como eu sou veterano nessa área, simplesmente agradeci o comentário, deixando de lado Jesus e o significado de sua morte, ou seja, no velho bueiro de sempre.

Mas a minha intuição me avisa que a cidade vai enfrentar o transtorno quando vier uma chuva, muitos carros e mercadorias serão perdidos com o alagamento, isso sem falar do perigo da água da chuva misturado com o lixo urbano se transformar em foco de doença. Claro que o meu texto em nada vai ajudar a resolver esse problema, mas pelo menos consegui responder a essa questão que apareceu no Facebook, "o que você está sentindo agora?"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A lei seca e os bochechos

Confira abaixo, as novas regras da Lei Seca que foram sancionadas pela presidente Dilma Rousseff e que mudam o Código Brasileiro de Trânsito (CBT). 

A alteração no CBT possibilita que vídeos, relatos, testemunhas e outras provas sejam considerados válidos contra os motoristas embriagados que recusarem o teste do bafômetro.

Agora, passa a ser crime “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência”. 

Art. 306 - Parte principal foi alterada:

Antes: Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

Depois: Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.

Novas formas de comprovação: 

1 - concentração igual ou acima de 6 dg/L de álcool no sangue ou de 0,3 mg/L no ar alveolar (medido por bafômetro). 

2 - sinais que indiquem, segundo o Contran, alteração da capacidade psicomotora. 

3 - imagem, vídeo, testemunhas e outras provas lícitas. 

Pena continua igual: detenção, de seis meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo. 

Art. 165 - Pena administrativa: Infração gravíssima - 7 pontos na carteira

Antes: Multa: R$ R$ 957,70 e suspensão do direito de dirigir por 1 ano.

Depois: Multa de R$ 1.915,40 e suspensão do direito de dirigir por 1 ano

Medida administrativa - Antes: retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento da habilitação.

Medida administrativa - Depois: Recolhimento da habilitação e retenção do veículo.
(do site: http://www.wtfnoticias.com.br/2012/12/nova-lei-seca-saiba-o-que-mudou-com-as-novas-regras.html)

Interessante foi o que encontrei na página do departamento de polícia Rodoviária Federal:
http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/leiSeca.faces

11. Quem come um bombom com licor ou usa antisséptico bucal que contenha álcool, por exemplo, pode ser pego no teste do bafômetro?Subir

No caso específico do etilômetro, se o teste for realizado imediatamente após o consumo de alimentos ou medicamentos com álcool, ou após o bochecho com antisséptico bucal que contenha a substância, o resultado pode dar positivo. Nestes casos, o motorista deve informar à autoridade de trânsito no momento da abordagem, para que se possa fazer bochechos com água, no intuito de retirar resíduos de álcool da mucosa, e promover novo teste.






A lei está ótima. Eu não bebo e acho uma tremenda falta de responsabilidade beber e dirigir. Espero que seja cumprida com perfeição. Servirá para educar os brasileiros, com certeza. Espero que nenhum policial me pegue depois de ter feito um bochecho com Listerine. Dizem que alguns antissépticos não possuem álcool, mas pelo menos uns 20% de álcool eles precisam ter, para que os óleos essenciais (mentol, eucaliptol) possam ser dissolvidos em sua composição. Importante lembrar que o "ardido" do produto não é causado pelo álcool e sim pelos óleos essenciais. Lembre que as balas Halls são ardidas não por causa de álcool e sim por causa dos óleos essenciais.

Importante lembrar que o etilômetro (bafômetro) só detecta álcool no ar respirado. Não detecta maconha, cocaína, rebite, crack, ansiolítico  ou seja lá o que for, que só se pode ter certeza com exames de sangue e urina.

Imagino que a nova lei  ajudará a diminuir o número de acidentes.  Visto que a "antiga" não reduziu muito. A multa é bem mais pesada agora. 
Na rodovia entre Paraguaçu/Alfenas  (Rodovia MG469) aconteceu um acidente horrível dia 23 de dezembro devido ao consumo de bebida  alcoólica.  Três pessoas morreram e dentro do carro estavam várias latinhas de cerveja. Outras duas estão hospitalizadas até hoje. Moradores conhecidos aqui da minha cidade. Isso aconteceu por volta de 2h da tarde, após o almoço em um restaurante.

Não beba.
Reze antes de pegar rodovia e mesmo dentro da cidade. Se você não bebe, um maluco pode beber e provocar um acidente envolvendo você.

Ah e cuidado com os bochechos e bombons de licor...

SA

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Mito de Sísifo



 No seu livro “O Mito de Sísifo”,  o filósofo Albert Camus relata o que pensa sobre  sobre a arte de viver e a tragédia que a morte impõe na grande história da vida.
Sísifo é um personagem da mitologia muito esperto, que enganou os deuses e como punição tinha que empurrar uma pedra enorme até o alto de um morro e ao chegar lá a pedra rolava. Isso era infinito. Era o castigo.

Assim Camus imagina o viver. Um esforço danado, empurrar muitas e muitas vezes uma pedra ao alto do cume. E quando  se pensa que a pedra  ficará lá, vem a morte e puf! Todo o trabalho em vão.

A Presidente Dilma em um discurso ontem (28/01 – não sei o local, me perdoem) fez questão do minuto de silêncio e de falar sobre a tragédia que matou os sonhos de mais de duzentos jovens na tragédia de Santa Maria/RS. Tive notícias de vários números de mortos desencontrados. Falou-se em 233.

“Duzentos e trinta e três? Ô número fatídico!” Pensei eu.
Mas depois  o número correto passou a ser 231. Muita gente morta. Terrível. Horrível. E ainda há vários jovens em estado grave no hospital.

“O mito de Sísifo”, pensei. A morte ceifou todos os sonhos. Não só dos jovens, como de seus pais, amigos, colegas, parentes. Dos donos da boate, dos empregados da boate, dos vizinhos, dos músicos, das famílias de todas essas pessoas (com exceção dos invejosos, claro).

E qual a explicação de uma tragédia dessas? Falta de cuidados, falta disso, falta daquilo... Infelizmente só descobertos DEPOIS  que a tragédia acontece. Agora todas as casas noturnas (pelo menos as da região) estão sendo fiscalizadas. Toda tragédia é útil, pois pelo menos maiores cuidados serão tomados nas outras casas noturnas. E maiores cuidados serão tomados pelos músicos, pois essa de “show pirotécnico” em ambientes fechados é algo meio sinistro.

A ânsia agora é pelo sacrifício dos culpados, pois obviamente alguém terá que “pagar o pato”. E indenizações serão cobradas. As vidas não voltarão em hipótese alguma, mas a dor pela perda é um verdadeiro vampiro, que irá sugar o sangue de tudo e de todos aqueles considerados homicidas. Entendo a dor. E como entendo!

Sob a ótica do Espiritismo vejo que isso poderia ser o destino.  Sob a ótica da razão vejo que isso aconteceu devido ao descuido e falta de atenção dos donos e dos músicos.
Mas, seja como for, a morte está presente no nosso dia a dia. Ceifando vidas e anulando sonhos. Mesmo que você esteja cansado de tanto trabalhar, planejar e sofrer. A morte chega e derruba a sua pedra. E nesses casos não tem como tentar leva-la novamente ao cume do morro.

Fatalidade ou destino?


 SA

O processo 0007807-08.2011.4.01.3400

Não estou conseguindo copiar a mensagem do Dr Esio Lopes, onde ele alega que os bens do ex-presidente foram bloqueados pela Justiça Federal. Alega o Dr Esio Lopes que o processo cobra do ex-presidente 9 milhões de Reais para ressarcir o Tesouro com os seus atos de improbidade administrativa. O link do processo é esse daqui: http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?trf1_captcha_id=8373074c7276fb119e7a51f3c543bbd3&trf1_captcha=568f&secao=DF&proc=78070820114013400

O texto é bem longo, e o Dr Esio parece eufórico em sua mensagem, contente com a ideia de que o líder do PT-tralha não vai sair impune. Eu não entendo nada de texto jurídico, não sei nem ler o cabeçalho da peça jurídica, não tenho como contestar ou corroborar a notícia do Dr Esio, mas consegui baixar o texto do processo, e que vou tentar copiar nessa mensagem

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Processo N° 0007807-08.2011.4.01.3400 - 13ª VARA FEDERAL Nº de registro e-CVD 00445.2012.00133400.2.00488/00128
CLASSE : 7300 – AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA PROCESSO : 7807-08.2011.4.01.3400 AUTOR : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RÉUS : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e AMIR FRANCISCO LANDO

Relatório

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ajuíza ação de improbidade administrativa contra LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e AMIR FRANCISCO LANDO, respectivamente, ex-Presidente da República e ex-Ministro da Previdência Social, tendo por objeto os seguintes fatos, assim narrados na inicial:
“A presente ação tem por objeto a imposição de sanções civis-administrativas ao primeiro requerido (ex-Presidente da República) e a condenação de ambos os requeridos aos ressarcimento dos prejuízos causados ao erário, em razão da prática de ato de improbidade administrativa, consistente no envio irregular de correspondências aos segurados do INSS, através das quais informavam sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas” Referidas correspondências, emitidas pela DATAPREV e custeadas pelo INSS, foram

assinadas pelo então Presidente da República e pelo então Ministro da Previdência, Luiz Inácio Lula da Silva e Amir Francisco Lando, respectivamente, em total desrespeito ao art. 37, § 1º, da CF, e sem que houvesse anuência do INSS ou interesse público na divulgação daquelas informações, da forma como fora feita. A imposição das sanções descritas na Lei nº 8.429/92 e o ressarcimento ao erário são imperiosos, tendo em vista as irregularidades praticadas pelo ex-Presidente Lula e pelo ex- Ministro Amir Lando, no exercício de suas atribuições, conforme será demonstrado.” (fl. 04)
Sustenta o Ministério Público Federal que os requeridos cometeram, no exercício de suas atribuições, abusos que ensejariam a aplicação das penalidades do art. 12, da Lei 8.429/92.
Destaca o julgamento da Reclamação nº 2.138, na qual o Supremo Tribunal Federal entendeu que os agentes políticos seriam submetidos a regime especial de responsabilização, ou seja, responderiam por crime de responsabilidade tipificado pela Lei 1.079/50, que encerra delitos de caráter político-administrativo e, desta forma, não lhes seriam aplicada a Lei de Improbidade Administrativa, restrita às infrações praticadas por agentes políticos comuns.
Alega, entretanto, que aquele entendimento, para além de não ter efeito vinculante nem eficácia erga omnes, não mais representaria a atual posição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais sobre o tema. Tal mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal estaria veiculada na Petição 3.923/SP, cujo julgamento fora realizado no mesmo dia daquele da Reclamação nº 2.138.
Sobre a aplicação da Lei 8.429/92 aos requeridos, argumentou:
...cabe demonstrar que a tese de que os agentes políticos não se submetem ao regime jurídico da improbidade administrativa, salvo melhor juízo, não encontra respaldo na Constituição da República e, por isso mesmo, não pode ser aceita.

Observe-se, então, que o argumento central dos defensores da tese de que os agentes políticos não se submetem à punição por improbidade administrativa seria uma suposta distinção, no sistema constitucional brasileiro, entre o regime de responsabilidade dos agentes políticos e o regime de responsabilidade dos demais agentes públicos. Para tais juristas, referida distinção decorreria de uma especialidade dos agentes políticos em relação aos demais servidores. Assim, tratando-se de agentes especiais, a responsabilização dos mesmos deveria ser realizada de acordo com tais especificidades. Alegam, ainda, que é necessário preservar "a indispensável liberdade de ação e de decisão dos agentes que dão voz à soberania da nação".(fl. 11)

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O texto tem quarenta páginas e eu só copiei a introdução, e o Dr Esio alega que a notícia foi veiculado em Portugal, na Folha da Manhã, só que o link não funciona, eu espero que você consiga ter acesso a todo o texto no seu PC, caso contrário eu mando o arquivo para o seu Email, caso lhe interesse. Da minha parte, como eu sou crente pela Igreja Católica Apostólica Romana, não vejo motivos para soltar rojão, quando punem um político. Li no Evangelho que só as pessoas que não pecaram é que podem atirar a primeira pedra, o máximo que posso esperar do ex-presidente e de mim é que não pequemos mais. Quanto ao Dr Esio que se diz espírita e gosta de condenar, condenar e condenar, isso também faz parte de nossas vidas. Jesus também mandou buscar a justiça, e entre perdoar e punir existe um enorme fooss

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O cachorro quente

A doutora Denise cansou de reclamar que eu não cuidava bem dos meus dentes, que eu não sabia escová-los. Ela pediu desculpas, e disse que iria desistir de mim, mas pediu em nome de nossa amizade (faziam três anos que frequentava o consultório dela) que eu procurasse um especialista. Só fiz três consultas com o especialista, eu me senti bastante humilhado. Isso é 1997. Depois disso, nunca mais pisei os pés num consultório dentário.

Hoje só tenho a metade dos dentes, e a minha vida social é quase nula. Não frequento a missa, não passeio, não visito amigos (com a exceção do Diego em Campinas), não vou mais a casamento, não vou mais a velório, não vou mais a batizado, ninguém mais me convida para um aniversário ou festa qualquer. Vivo basicamente no porão e, com isso, não sei mais o que é medo de ser assaltado. Todo paulistano que se prese tem medo de ser assaltado, e eu já nem sei o que é esse medo.

Recentemente, eu publiquei uma foto recente no Facebook, é claro, de boca fechada. A esmagadora maioria mostra sorriso largo e dentes bonitos, e é óbvio que é difícil esquecer esse constrangimento. Só faz sucesso no Facebook quem tem dentes bonitos, escrever de maneira politicamente correta não dá Ibope nenhum.

Apesar de tanto que perdi nessa vida além dos meus dentes, ainda continuo cultivando o mau hábito de comer frituras, doces e cachorro quente em bares que não tem alvará de funcionamento, assinado pela Secretaria de Abastecimento. O Sr MB tem razão, quando reclama que eu sou um péssimo exemplo de cidadão. A Prefeitura não tem condições de fiscalizar todo mundo, e eu sou bastante culpado quando como em lugares, sem antes ver se a venda de empadinha, torta, coxinha, pastel foram devidamente credenciadas pela turma do Abastecimento.

Mas, para a minha surpresa, hoje eu peguei um cachorro quente de R$ 2,00, que sempre pego de um ambulante que trabalha na esquina da avenida. O cachorro quente dele custa R$ 3,00 com direito a maionese, batata, molho de tomate, mostarda e não sei o que mais. Eu só pago R$ 2,00 porque eu só pego o pão e a salsicha. Depois da segunda mordida é que vi um papel plastificado, tamanho A4, com a assinatura da Secretaria de Abastecimento.

- Ué? Meu Deus do Céu! Eu nunca vi isso. Você é o primeiro cara que vejo que vende cachorro quente e tem Alvará de Funcionamento!

- Pois é, cara! Mas isso aqui só vale até hoje. Amanhã, tem reunião na Prefeitura. Eu não sei se eles vão renovar o meu Alvará. Bom, se você não me encontrar amanhã aqui, é porque o Prefeito não prorrogou o meu Alvará.

Fiquei impressionado, mas que o meu testemunho sirva de lição. Se você quer ser bem sucedido no Facebook tem que tirar uma foto com um sorriso. Para ter um bom sorriso, não suje os dentes com um monte de gordura e açúcar - se isso não for possível, escove-os imediatamente, não deixe esse trabalho para o seu dentista, que ele detesta esse tipo de serviço. E sempre prefira estabelecimentos com Álvara de Funcionamento que valham no momento que você utilizar o serviço deles.

Caso contrário, você pode até correr o risco de morrer asfixiado, o que é bem pior que perder os dentes. Pelo menos eu ainda tenho os meus dedos para digitar esse texto.